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Conheça as 10 soft skills mais valorizadas pelo mercado

Quando falamos de desenvolvimento de carreira, muitas coisas devem ser levadas em consideração. Do aprimoramento técnico até aspectos de gestão, tudo isso se torna relevante para a construção profissional. Mas existem alguns pontos que são cruciais nessa jornada, como saber o que é soft skills. Você conhece?

Para ajudar a entender um pouco mais sobre esse tema, preparamos um artigo completo. Aqui você encontrará o conceito dessa habilidade, como desenvolvê-la, qual a sua importância para o mercado de trabalho, além de uma lista das principais habilidades que são avaliadas pelos recrutadores. Portanto, aproveite o texto e boa leitura!

O que é soft skills?

Apesar das habilidades técnicas serem muito importantes para um profissional, existem outras que estão diretamente relacionadas ao desenvolvimento de carreira. E as soft skills são muito importantes nessa questão. Eles nada mais são do que o aprimoramento de habilidades humanas e de relacionamento entre pessoas.

Para um gestor, por exemplo, saber lidar com pessoas é algo essencial. Nesse caso, ter algumas dessas habilidades pode fazer uma grande diferença entre líder e chefe. Por isso, caso você tenha ambição de crescer na carreira e fazer a gestão de uma equipe, é fundamental aprender um pouco mais sobre soft skills.

Como desenvolver soft skills?

O desenvolvimento dessas habilidades está diretamente ligado com a própria percepção das pessoas. Isso ocorre porque cada um de nós possui pontos fortes e, principalmente, que precisam ser aprimorados, ou seja, é uma jornada de autoconhecimento.

Apesar disso, uma das principais fontes de aprendizado de soft skills passa pela ajuda de um profissional de Coaching. Ele poderá indicar as habilidades que já estão maduras, mas, principalmente, aquelas que você precisa focar em desenvolver.

Qual a diferença entre soft skill e hard skill?

Como já dissemos, os soft skills são habilidades que estão relacionadas ao desenvolvimento de aspectos emocionais e pessoais. Trata-se, principalmente, da forma como você lida com as situações do dia a dia e nas relações interpessoais. 

Por outro lado, quando falamos de hard skill, podemos dizer que eles estão ligados com o aprendizado técnico. Por exemplo: se você não sabe como fazer um gráfico em uma planilha, mas vai atrás e aprende, isso é considerado uma habilidade técnica. 

Qual a importância das soft skills no mercado de trabalho?

Um dos fatores mais relevantes dos soft skills no mercado de trabalho é que o profissional consegue demonstrar um grande equilíbrio em situações de pressão. Esse é um dos principais pontos dessas habilidades, especialmente se você tem a intenção de se desenvolver e entender como se tornar um líder de equipe.

soft skills do mercado de trabalho
Antes de saber qual soft skill desenvolver, é preciso praticar o autoconhecimento

10 Principais soft skills exigidas pelo mercado de trabalho

Para ajudar você a entender um pouco mais a respeito dos soft skills, listamos a seguir quais são os 10 principais pontos exigidos no mercado de trabalho. Confira:

1. Liderança

Mais do que ser referência técnica dentro do time, é preciso saber como liderar uma equipe. Escutar, resolver conflitos e entender os problemas que afetam no dia a dia são essenciais para que sua gestão seja harmoniosa entre todos.

2. Comunicação

Se expressar de forma clara, objetiva, sem ofender o próximo e, ao mesmo tempo, colocar o seu ponto de vista é uma das habilidades mais difíceis para se desenvolver em qualquer profissional. Porém, ao adquiri-la você verá que a receptividade de outras áreas com suas solicitações será muito mais fácil.

3. Proatividade

Ao se deparar com um problema, qual atitude você toma? Desiste e encontra desculpas ou arregaça as mangas para resolver da melhor forma? A proatividade é uma soft skill esssencial e, caso seja um gap no seu dia a dia de trabalho, é importante evoluir.

4. Resiliência

Uma das principais virtudes de um líder é saber se adaptar a cenários e imprevistos. Portanto, trabalhar a resiliência é essencial na construção das habilidades de soft skills. Isso vai tornar você em uma liderança inspiradora para as pessoas do seu time. 

5. Empatia

Mesmo que você não consiga resolver ou ajudar o próximo, se solidarizar com um problema que não é seu faz com que sua imagem atinja um outro patamar entre as pessoas. Portanto, se colocar no lugar do próximo é outro skill muito importante.

6. Criatividade

Embora essa pareça uma aptidão técnica, pensar fora da caixinha é uma habilidade que anda em conjunto com as relações interpessoais. Mais do que ser uma pessoa criativa, essa virtude trará uma ótima impressão nas pessoas, seja na sua ou em outras equipes.

7. Trabalho em equipe

Saber ouvir a opinião das outras pessoas e colocar suas ideias em prática mostra, entre outras coisas, a sua habilidade de trabalhar em equipe. Esse fator é essencial na percepção de grupo, unindo a todos em torno de um único propósito.

8. Pensamento positivo

Mesmo que alguns desafios pareçam complexos demais, pensar de forma positiva faz com que o time foque em tentar atingir um determinado objetivo. O otimismo, nesse caso, é um combustível importante para que todos possam se engajar na mesma causa.

9. Ética

Respeitar o ambiente de trabalho e as regras da empresa são fatores essenciais no aprendizado das soft skills. Nesse caso, você precisa ser a referência de conduta para que as atitudes se espelham no restante da equipe. Liderar pelo exemplo.

10. Pensamento crítico

Ser um líder questionador faz com que o time saia da zona de conforto. Identificar alguns problemas, fazer a gestão de processos e alterar métodos podem amplificar a performance do time. E o melhor: ao mostrar resultados, o respeito por sua liderança será ainda maior. 

Grandes líderes conhecidos por suas soft skills

Para ilustrar na prática, mostraremos a seguir alguns líderes mundiais que são reconhecidos pelas habilidades de soft skills. Confira a seguir: 

Angela Merkel

A ex-premiê alemã foi a primeira mulher a ocupar esse cargo em seu país. Com carisma e inteligência acima da média, ela é reconhecida pela sua resiliência em negociações entre países. Além disso, mesmo diante de crises internacionais, passou confiança e tranquilidade durante as mediações de conflitos, tornando-se uma líder inspiradora.

Barack Obama

Primeiro presidente negro da história dos Estados Unidos, Barack Obama é reconhecidamente um exemplo de liderança. Com uma excelente habilidade de comunicação, sempre mostrou um bom equilíbrio em negociações, sabendo ponderar os mais diversos interesses em sua posição.  

Malala Yousafzai

Mesmo após sofrer um atentado aos 15 anos, Malala foi à luta para levar o seu exemplo a milhares de pessoas. Com uma resiliência acima da média, a estudante levou o seu exemplo ao mundo e hoje é referência na luta pela educação. Tudo isso com empatia, pensamento positivo e uma ótima comunicação. 

Agora que você já sabe um pouco mais sobre soft skills, que tal investir em mais conhecimento?

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Investimento além da Bolsa: conheça os ativos alternativos

Os ativos alternativos são uma opção de investimento fora do padrão tradicional, como precatórios, consórcios e NFTs. Eles oferecem alta rentabilidade e variados prazos de vencimento e níveis de risco.

Embora a bolsa de valores seja, muitas vezes, a porta de entrada para o mundo dos investimentos, existem dezenas de outras opções com diferentes riscos e rentabilidades. E com o crescente interesse das pessoas físicas por esse universo, que já somam 5 milhões de contas na B3, mais possibilidades estão se popularizando, como os ativos alternativos.

Os ativos alternativos estão com maior acessibilidade e contam como preferência de investimento atualmente. Essa modalidade de aplicação está crescendo e mostrando que pode oferecer muita rentabilidade. Um exemplo é o mercado de criptoativos, que já vale 1,7 trilhão de dólares no mundo.

Uma espécie de lado B dos investimentos, os ativos alternativos são opções para quem quer diversificar a carteira e possui um perfil de investidor mais arrojado. Ou seja, não se importa em correr riscos em algumas de suas aplicações.

Se você faz parte desse grupo, veja no texto abaixo o que são ativos alternativos, como eles funcionam, as suas principais classes e vantagens de fazer um investimento desse tipo. No final, confira dicas para investir de maneira adequada, evitando prejuízos!

O que são ativos alternativos?

Os ativos alternativos fogem aos investimentos mais convencionais, como renda fixa e ações. Eles incluem também precatórios (federais e estaduais), recebíveis judiciais, consórcios, startups, criptomoedas, imóveis e até NFTs e royalties de músicas e obras de arte. Eles possuem diferentes rentabilidades, prazos de vencimento e risco.

Quando se fala em investimentos, as opções convencionais ou populares são as primeiras cogitadas pelos investidores. É o caso das ações da Bolsa de Valores B3, do Tesouro Direto, dos CDBs e das LCIs.

Os ativos alternativos vão na contramão das modalidades acima. Assim como o nome já sugere, eles são opções alternativas de investimento e estão fora das prateleiras das corretoras. Recentemente, inclusive, eles eram restritos a investidores profissionais.

Como funcionam os ativos alternativos?

Normalmente os ativos alternativos estão relacionados a setores da economia real — como energia, consórcio e agronegócio — e, por conta dessa variedade, não atendem a uma modalidade específica. Por esse motivo, também não existe um padrão de funcionamento para eles.

Ou seja, não importa se as ações da bolsa estão em queda ou ascensão, os variados tipos de ativos alternativos não são afetados por essa realidade econômica.

O que é possível dizer sobre sua mecânica é que, diferentemente da renda variável, que depende de uma instituição financeira para viabilizar o investimento, existem duas maneiras de ingressar nesses ativos:

  1. aporte direto na empresa ou em um projeto;
  2. aquisição de um deles por meio de fundos de investimento.

Além da ausência em mercados populares de investimento, como as bolsas de valores, outra característica deles é a liquidez. Como se trata de um ativo mais difícil de ser vendido, sua liquidez tende a ser baixa. Isso automaticamente aumenta seus riscos.

Por outro lado, por se relacionarem a setores de grande importância social e econômica, também são opções seguras.

Independentemente da modalidade de investimento, seja um investidor de sucesso! No vídeo abaixo, a Clara Sodré revela cinco passos para atingir esse objetivo.

Diferença entre investimentos alternativos e investimentos tradicionais

Quando falamos sobre investimentos tradicionais, estamos nos referindo a todos aqueles que são comercializados por instituições financeiras, como bancos e corretoras. Por estarem ligados à economia financeira, suas variações estão relacionadas às condições do mercado em que estão inseridos.

Um exemplo são as ações: quando o mercado está bom, os papéis tendem a se valorizar. O mesmo acontece em situações de crise.

Já os investimentos alternativos não possuem uma plataforma padrão para negociação. Por isso, elas podem acontecer através de aportes diretos ou via fundos de investimento.

Veja outras diferenças entre esses investimentos:

  • Relação com o mercado: enquanto os investimentos tradicionais têm caráter financeiro e dependem da situação do mercado para operar, os alternativos não possuem essa correlação. Isso significa que eles não são afetados por questões econômicas.
  • Liquidez: por serem pouco compartilhados no mercado e, consequentemente, menos comercializados também, os investimentos alternativos costumam ter liquidez inferior aos tradicionais. Isso não significa que eles sejam opções ruins.
  • Participação: no mercado convencional muitos acionistas são passivos sobre seus investimentos. O oposto acontece nas opções alternativas, em que há maior participação.

Falando sobre a baixa comercialização desses ativos, uma matéria da InfoMoney mostra que esse tipo de investimento recebe apenas 5% de aportes institucionais.

Principais tipos de ativos alternativos

Para quem tem interesse em diversificar a carteira e investir em ativos alternativos, há um leque de opções para escolher. Veja abaixo quais são as opções mais populares.

Ativos físicos

Ativos físicos são todos aqueles que são tangíveis, isto é, que têm existência material, são concretos e mensuráveis. Quando falamos sobre esse tipo de ativo, nos referimos a bens como imóveis, veículos, equipamentos, terrenos e rodovias.

< Nenhum bem físico dura para sempre, certo? Mas e quando ele dura além do que é projetado para ele? Veja mais sobre o conceito de valor residual e como ele se relaciona com os investimentos. />

Venture Capital

Sabe aquela empresa pequena, que tem baixo faturamento, mas que você enxerga grande potencial de crescimento? Investir nela é uma iniciativa de venture capital.

Basicamente, ao injetar capital em um pequeno negócio, você contribui com sua escalada e crescimento. Os riscos são altos, mas se o negócio for, de fato, promissor, os retornos também serão.

< Leia também: Investimento para startups: qual o mais interessante para você? />

Recebíveis

Os fundos de recebíveis são uma modalidade de fundo de investimento que estão relacionados ao setor imobiliário. Quando um investidor opta por esse tipo de ativo, ele recebe títulos associados.

É como uma espécie de condomínio, em que vários investidores se reúnem para injetar capital no mercado de imóveis.

Private Equity

Suponha que a empresa que você enxerga potencial de crescimento não seja mais tão pequena. Nesse caso, em vez de investir em venture capital, a escolha será de private equity.

Essa modalidade tem como foco as empresas maiores, que já possuem maturidade e buscam reestruturar ou expandir sua atuação no mercado.

Pelos exemplos acima deu para perceber que não existe característica padrão de ativo alternativo, né? A vantagem dessa modalidade é justamente o fato de ela ser ilimitada.

Vantagens de investir em ativos alternativos

Considerando fatores de risco e retorno, os investimentos alternativos são uma boa oportunidade para ampliar a performance da carteira. Veja quais são as três principais vantagens de apostar nessa modalidade:

  1. Diversificação do portfólio: além de opções de renda fixa e variável, contar com ativos que não estão relacionados ao mercado tradicional é uma excelente maneira de distribuir o investimento.
  2. Possibilidade de grandes retornos: embora sejam mais arriscados, esses investimentos também têm grande potencial de rentabilidade.
  3. Estabilidade: pelo fato de não serem afetados por crises financeiras, eventos políticos ou situações do dia a dia, eles conferem mais estabilidade aos investimentos.

Como investir em ativos alternativos?

Aprender como investir em ativos alternativos é essencial para não cair em uma cilada. Afinal, eles são mais difíceis de encontrar, pois não estão disponíveis em bancos, fundos ou corretoras.

O primeiro passo é estudar sobre como funciona esse tipo de investimento e entender se ele atende ao seu objetivo e perfil de investidor, que pode ser conservador, moderado ou arrojado (agressivo).

Eles proporcionam rentabilidades acima da média do mercado, mas representam riscos. É fundamental que eles componham uma carteira de investimentos que também possua ativos de renda fixa ou que tenham baixas oscilações. O equilíbrio é primordial para ser um investidor de sucesso. 

Quer aprender como investir em ativos alternativos? Veja dicas abaixo!

  1. Pesquise por uma plataforma que comercialize ativos alternativos e seja confiável e segura.
  2. Faça o cadastro na plataforma e envie a documentação exigida.
  3. Busque por investimentos alternativos que sigam a sua estratégia de investidor: analise rentabilidade, prazos de vencimento e riscos.
  4. Faça a transferência do seu capital para o investimento desejado.
  5. Acompanhe de perto o seu investimento alternativo.

Quais são as tendências desse tipo de investimento?

Há muitas tendências desse tipo de investimento, mas os NFTs e as criptomoedas são os queridinhos da vez. Afinal, o metaverso chegou e mostrou que há um longo caminho de expansão. Por isso, a maior tendência de ativos alternativos é o mercado digital.

Já no universo físico, há uma maior busca por investimentos no mercado de cannabis, principalmente nos países que já legalizaram a planta.

< Aprenda mais: 5 plataformas para você comprar e vender NFT />

O mais importante é acompanhar as tendências sem tirar o olho da rentabilidade da sua carteira. Enquanto alguns ativos estão em alta, outros, em crise. Por isso, estude e entenda como diversificar os investimentos de maneira adequada.

Se quiser mergulhar de cabeça no mundo dos ativos alternativos e tradicionais, assine a plataforma de educação continuada, a XPE Multi+. Por meio de uma assinatura mensal, você tem acesso a dezenas de cursos, como Criptoinvestidor e Especialista em Investimentos no Exterior, conteúdos interativos, imersões internacionais e muito mais.

Entenda o que é e como fazer uma reserva de emergência para ter mais segurança

A reserva de emergência deve ser o seu primeiro investimento. Descubra como fazer a sua.

Quando o assunto é planejamento financeiro, uma das primeiras dicas que você irá ouvir será como fazer uma reserva de emergência. 

Uma das frases mais famosas do cinema veio do filme Forrest Gump: “A vida é como uma caixa de chocolates, você nunca sabe o que vai encontrar”. Ou seja, um dia você pode encontrar R$ 10 andando pela rua. Já no outro,  a sua geladeira pode parar de funcionar.

Contudo, apesar da vida ser imprevisível, é possível se preparar para possíveis problemas. Mas podem surgir as dúvidas: onde fazer fundo de emergência? Quanto guardar? Qual o melhor investimento para reserva financeira?

Quer conferir todas essas respostas? Pois, esse artigo pode ajudá-lo! Boa leitura.

O que é uma reserva de emergência?

A reserva de emergência é uma quantia em dinheiro economizada e guardada para possíveis imprevistos. Isso garante que, caso apareçam despesas inesperadas, você não precise recorrer a um empréstimo ou ao crédito. 

Exatamente por isso, essa economia, que não deve ser usada em compras supérfluas, é essencial para sua rotina ser mais tranquila e segura

Essa preocupação tornou-se ainda maior nos últimos anos, como mostra esta pesquisa da Fintech Neon. Em abril de 2020, 44% dos entrevistados declararam ter uma reserva de emergência. Já em junho de 2021, os números saltaram para 57%.  

Ou seja, os brasileiros estão entendendo melhor a importância de priorizar a sua segurança financeira. 

Contudo, não basta apenas guardar um valor mensalmente. Afinal, deixar o seu dinheiro parado pode desvalorizá-lo por conta da inflação. 

A ideia é, exatamente, descobrir qual o melhor investimento para reserva de emergência e onde fazer esse fundo. Você verá mais dicas sobre isso adiante.

Quando usar a reserva de emergência?

Muitos ainda têm dúvidas do que exatamente significam esses imprevistos e não sabem quando usar a reserva de emergência. Afinal, não devem ser usados em compras do dia a dia e superficiais. Algumas situações são:

  • complicações de saúde;
  • consertos da casa ou do carro;
  • problemas com eletrodomésticos;
  • viagens de última hora;
  • falecimento de familiares;
  • perda do emprego.

< Leia também: O que é planejamento financeiro e como reverter os problemas econômicos? / >

Quanto guardar em uma reserva de emergência?

A resposta direta para isso é depende! Isso porque você é quem sabe melhor a quantia necessária para a sua realidade.

Por exemplo, um servidor público, que tem uma maior estabilidade no trabalho, pode precisar de uma reserva mais enxuta. 

Já os freelancers, que não ganham um salário mensal fixo, pedem por uma reserva maior para ajudar a cobrir despesas enquanto aguardam os pagamentos dos clientes ou precisam ficar afastados por motivos de saúde.

Entretanto, o cenário levantado na pesquisa “Freela$: como nos relacionamos com o dinheiro” é preocupante: 

  • 50% dos profissionais freelancers não têm nenhuma reserva de emergência;
  • 21% possuem uma reserva de emergência de até três meses;
  • 29% têm mais de três meses de gastos guardados em sua reserva. 

Por essa razão, não tem como fazer uma reserva de emergência sem ter controle financeiro. Mas, como você viu, é possível mudar esse cenário com um bom planejamento. 

Neste contexto, é válido destacar que o valor de uma reserva de emergência pode variar. Porém, um consenso do mercado é o tempo. Ou seja: é recomendável guardar uma  quantia que seja equivalente a 6 meses de gastos.

Para entender como calcular a reserva financeira, faça a seguinte conta:

Todas as suas despesas x 6 = Reserva de emergência

Ou seja, uma pessoa que gasta R$ 4 mil por mês pode precisar economizar R$ 24 mil. O vídeo abaixo pode ajudá-lo a entender ainda melhor quanto guardar em uma reserva de emergência:

Como fazer uma reserva de emergência? 4 passos

Confira, agora, o passo a passo para não errar na hora de guardar seu dinheiro. 

1. Analise todos os seus ganhos e gastos

Para começar a fazer a reserva de emergência, é necessário entender quanto dinheiro pode ser economizado por mês sem gerar novas dívidas. Por isso, o primeiro passo é rever todas as suas finanças atuais.

Isso significa anotar todos os ganhos, como o salário líquido (o que é depositado na sua conta), aluguéis, venda de produtos e freelas realizados no tempo livre. Com esse passo concluído, entram as anotações dos gastos, como:

  • aluguel;
  • água;
  • luz;
  • gás;
  • transporte;
  • alimentação;
  • educação;
  • lazer;
  • vestuário;
  • viagens;
  • dívidas em aberto, como empréstimos e cheque especial.

Do aluguel da sua casa até o chocolate exposto no caixa e comprado por impulso, tudo que é gasto deve ser anotado para uma melhor compreensão das suas finanças.

E com todas essas informações na mão, pare e analise: quem acaba primeiro, o dinheiro ou o mês?

2. Avalie o que pode ser cortado

Com uma melhor compreensão do seu orçamento mensal, seu olhar deve se voltar para os gastos – em específico, possíveis economias que podem ser feitas. 

Desde alterar o pacote de internet e TV a cabo até encontrar uma moradia mais em conta, veja quais gastos podem ser reduzidos ou cortados para ajudar a fazer a sua reserva de emergência.

“PRECISO SANAR TODAS AS MINHAS DÍVIDAS ANTES DE COMEÇAR A MINHA RESERVA DE EMERGÊNCIA?”

Esse é mais um caso que pode variar entre educadores financeiros. Por isso, analise seus débitos e entenda se parte da economia pode ser destinada à quitação das dívidas, enquanto outra parte é encaminhada à criação da reserva de emergência.

Para acabar com as dívidas com mais facilidade, é interessante buscar renegociações para facilitar os pagamentos.

< Leia mais: Como acabar com as dívidas? Plano estruturado em 5 passos / >

Outra opção que vale ser analisada é quitar todos os débitos em aberto com um único empréstimo com juros mais baixos. Isso facilitará a sua organização financeira e reduzirá os gastos. 

Mas é importante ter muito cuidado, em alguns casos essa pode ser uma escolha ruim. Entenda mais aqui!

3. Invista em uma fonte de renda extra

O dinheiro ainda não é suficiente, mesmo com o corte de gastos supérfluos? Chegou o momento de investir em algum tipo de renda extra. E esse complemento pode vir com horas extras, aumento de salário ou atividades como:

  • atuar como freelancer da sua área de atuação;
  • realizar consultoria para outras empresas;
  • motorista de aplicativos;
  • passeador de cachorros;
  • vender peças de artesanato, bolos ou produtos de cosméticos.

Independentemente da sua renda extra, lembre-se de que seu objetivo é que sobre um pouco de dinheiro.

< Saiba mais: Como investir dinheiro com segurança? Dicas para renda extra! / >

4. Escolha investimentos rentáveis

Você conseguiu começar sua reserva de emergência? Parabéns! Mas agora você precisa entender aonde irá colocá-lo para maximizar seus ganhos.

Muitas pessoas pensam na poupança por considerá-la segura e de fácil acesso, já que ela pode ser resgatada rapidamente em uma emergência. Contudo, esse tipo de renda fixa não é recomendada por causa do seu baixo rendimento. 

Outras sugestões de aplicações que melhor funcionam para a construção da reserva são:

  • CDB com liquidez diária e rendimento maior que 100% do CDI;
  • Fundos de investimento D+0 ou D+1, ou seja, com um curto prazo de resgate;
  • Tesouro Direto Selic.

Tem dúvidas sobre essas opções de aplicações? Se sim, confira o artigo sobre os diferentes tipos de investimento em renda fixa que podem ajudar você a construir a sua reserva.

< Leia mais: Batalha: qual a melhor opção de renda fixa entre 5 títulos? / >

Vale lembrar que existem outras soluções ainda melhores que também se encaixam nesse cenário. Mas elas dependem do seu perfil de investidor, cuja análise é feita na XP após a abertura da sua conta.

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Entendeu como fazer a reserva de emergência ideal para você?

Com essas dicas, você já sabe o que é e como fazer uma reserva de emergência que atenda às suas necessidades. Com isso, é possível ter uma vida mais tranquila e segura. 

Se você quiser saber ainda mais sobre como economizar dinheiro e otimizar seus investimentos, conheça estes cursos:

Neles, você poderá transformar sua vida financeira, além de proporcionar uma análise e reflexão sobre as suas finanças. Afinal, saber como montar uma reserva de emergência para evitar dívidas, sem prejudicar sua vida financeira, é um dos caminhos para a prosperidade.

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Como investir em dólar no Brasil: 5 principais formas

Saber como investir em dólar no Brasil oferece diversas vantagens ao investidor, como proteção do seu patrimônio contra as instabilidades do mercado financeiro.

Por conta de muitos fatores que fazem do dólar a principal moeda do mundo nas trocas econômicas, saber como investir em dólar no Brasil é uma saída para quem quer variar seus investimentos e proteger seus rendimentos das oscilações do mercado.

O dólar foi o segundo melhor investimento no primeiro semestre de 2022, de acordo com o relatório da XP. Por isso, aplicar em vários ativos que são atrelados ao preço dessa moeda pode ser uma ótima opção em momentos de crises e instabilidades econômicas.

Quer aprender melhor sobre esse assunto? Leia este texto até o final e veja as vantagens de investir em dólar no Brasil e dicas dos investimentos mais adequados. Boa leitura!

Por que investir em dólar?

Por conta de os Estados Unidos, país de origem do dólar, terem uma economia mais dinâmica, eles costumam sair de crises mais rapidamente do que a maioria dos países.

Isso quer dizer que ao possuir investimentos na moeda norte-americana, você tem mais segurança de não perder dinheiro, por exemplo.

Assim, o dólar funciona como uma espécie de proteção para suas aplicações e até futuros gastos.

Para quem viajará ou terá algum tipo de custo no exterior, pode muito bem se beneficiar dos investimentos nessa moeda como caminho de equilibrar esses consumos.

A propósito, mesmo que não pretenda sair do país, investir nessa moeda ainda pode ser uma forma de proteção: ter dinheiro investido em dólar, enquanto o mesmo se valoriza em cima do real – ou seja, a nossa moeda nacional desvaloriza -, você pode sofrer menos com a perda do poder de compra aqui no Brasil.

Além disso, mesmo que aconteça nenhum desses dois cenários, investir nessa moeda também é uma ótima forma de diversificar sua carteira de investimentos.

O que preciso saber antes de investir em dólar no Brasil?

Primeiro, o fato de a moeda norte-americana oferecer mais segurança que as outras no geral, não impede que ela mesma sofra diante de algumas crises econômicas, como a Guerra da Ucrânia e a pandemia do Covid-19, por exemplo.

Investir em dólar significa aplicar em renda variável, o que representa maior volatilidade e menos garantia de que você terá retorno com suas aplicações.

Outro ponto importante é que, no Brasil, o valor do dólar varia tanto de acordo com o cenário econômico global quanto com o do próprio país.

Em outras palavras, mesmo que a moeda esteja desvalorizada no mercado internacional por algum motivo, ela pode estar valorizada em relação ao real, ou vice-versa.

De todo modo, investir em dólar é mais indicado para quem já possui aplicações em outros ativos, como renda fixa, ações e outros produtos financeiros.

< Leia também: Dólar alto é bom ou ruim? Por que ele sobe e qual o impacto disso? />

Como investir em dólar no Brasil?

Finalmente chegamos ao ponto principal deste conteúdo: como investir em dólar no Brasil. Saiba que há diversas maneiras e não apenas a mais conhecida, que é comprar dólares e guardar para alguma emergência ou viagem. O que não seria bem um investimento, não é mesmo?

Então verifique abaixo as dicas para investir em dólar e comece agora mesmo a aumentar o seu patrimônio!

1. Compra de papel-moeda

A primeira alternativa, na verdade, não representa um investimento de fato, afinal, está sendo feita uma compra e não um investimento em si.

Isso porque a aquisição do papel-moeda não gera fluxo algum para você e não traz benefícios quanto aos juros – ou seja, não está ligada ao lucro ou rendimento.

Aliás, essa compra pode até mesmo representar custos mais altos, já que se dá na cotação do dólar turismo e envolve taxas maiores do que aquelas do mercado financeiro.

Por isso, mesmo que muitas pessoas adquiram o dólar fisicamente como forma de proteção, a estratégia não apresenta vantagens no mercado.

E mais: existe certa insegurança em relação a roubos ou furtos no local em que você guardar as cédulas.

Mesmo assim, a compra do dólar em papel-moeda ainda pode ser útil para situações específicas, como uma viagem internacional. Nesse caso, diversos turistas costumam fazer a compra antecipada para se proteger do câmbio e evitar as taxas de cartões de crédito.

2. Mercado futuro

Aqui, a ideia é que a pessoa se comprometa a comprar ou vender uma certa quantidade de dólares em uma data futura por um preço previamente combinado.

Se você avaliar, em determinado cenário, que o dólar vai valorizar sobre o real no próximo ano, pode comprar um volume de dólares em um vencimento futuro por uma cotação pré-definida – com lastro na cotação ainda subvalorizada.

No exemplo mostrado acima, você lucraria, mas esse ativo pode tanto valorizar quanto desvalorizar, só que o preço previamente determinado se mantém. Portanto, no momento de vencimento do contrato, os investidores podem ganhar com a valorização ou perder com a desvalorização.

Esse tipo de operação, feita pela mediação de corretoras, funciona por contrato cheio ou mini e, nele, a tributação segue a alíquota dos investimentos em renda variável.

Por conta de o mercado futuro ser complexo e apresentar riscos significativos de oscilação, ele costuma ser bastante utilizado para atividades de especuladores. Para esse público, o objetivo não seria tanto o de proteger a carteira, mas de obter ganhos com a variação das moedas.

< Continue aprendendo: Como investir em dólar futuro? Entenda os 5 fatores preponderantes para negociar bem />

3. Fundos cambiais

O nome se deve ao fato de serem fundos de investimento que alocam dinheiro em ativos atrelados a moedas estrangeiras, como o dólar e o ouro.

Nessa situação, você não compra a moeda diretamente, mas investe em um fundo em que profissionais fazem a gestão dos investimentos.

O investimento em fundos se dá pela compra das cotas, podendo ser feita diretamente na plataforma da instituição financeira.

Além disso, os fundos possuem boa liquidez, o que viabiliza resgatar o dinheiro com rapidez, em até poucos dias após a solicitação de saque, caso precise ou deseje.

Neste tipo de operação, encargos como Imposto de Renda, taxa de administração e IOF (para operações de compra e venda em menos de 30 dias) podem ser cobrados.

Os fundos cambiais estão entre as opções mais utilizadas para quem quer investir em dólar e tem como objetivo se proteger da estabilidade financeira.

4. ETFs

Os ETFs (Exchange Traded Funds) são mais uma estratégia de investir em dólar no Brasil.

Também funcionam como um tipo de fundo de investimentos, mas com foco em acompanhar e replicar um índice econômico.

Nesse caso, é possível escolher um ETF que acompanhe algum índice que responda à dinâmica de valorização do dólar, mesmo indiretamente, como o S&P 500.

Tal índice reúne os 500 ativos cotados nas Bolsas de NYSE e da NASDAQ – ambas dos Estados Unidos. Só que a primeira reúne empresas tradicionais com foco no setor industrial, enquanto a outra reúne as de tecnologia.

5. Ações

Que fique nítido: nem todas as ações são alternativas para aplicar em dólar. Elas precisam ser de empresas de fora do país ou brasileiras exportadoras – pois em grande parte dos casos as receitas são em dólares.

E isso é possível conseguir sem mesmo realizar investimentos diretamente no mercado internacional.

No entanto, vale lembrar que negociar ações na bolsa de valores não é simples como investir em renda fixa, por exemplo. As ações são ativos de renda variável e apresentam oscilações.

Por isso, estude bastante sobre o assunto antes de começar ou conte com a ajuda de profissionais para evoluir uma das formas de como aplicar em dólar no Brasil. 

Uma ótima forma de dar o primeiro passo rumo a esse conhecimento, é fazer o curso online da Faculdade XP: Especialista em Investimentos no Exterior.

Dá para aplicar em dólar na Caixa Econômica Federal?

A resposta é sim. Pode-se aplicar em dólar na Caixa Econômica Federal pelo fundo CAIXA FIC Indexa Dólar Cambial com apenas R$100.

Destinado a pessoas físicas e jurídicas, esse fundo visa a rentabilidade compatível com a variação da taxa de câmbio do dólar comercial em relação à moeda do Brasil, o real. Isso tudo por meio de cotas de fundos com carteira diversificada e outras modalidades de operações financeiras.

Além disso, também é possível abrir uma conta em dólar pela Caixa Econômica Federal. Por meio de seus serviços, qualquer pessoa pode transferir ou receber dinheiro de outros países por ela.

Como aprender sobre investimentos em dólar?

Há muitas décadas, o dólar é uma moeda de extrema importância no mundo.

Não à toa, ela até se torna uma forma interessante de investimento, já que, pela própria força, acaba oferecendo mais segurança do que aplicações em outras moedas, por exemplo.

Contudo, fazer investimentos atrelados à moeda norte-americana não anula a exposição do investidor a cenários de risco. Considere seu perfil de investidor e sua tolerância a riscos antes de procurar saber como aplicar em dólar no Brasil.

E caso siga em frente, estude o suficiente para lidar com as aplicações que envolvem essa moeda para aumentar seu patrimônio e evitar prejuízos por falta de conhecimento.

A última dica para investir em dólar no Brasil é ler notícias de economia local e global e participar de cursos voltados à área de investimentos financeiros. A plataforma XPE Multi+ funciona por meio de assinatura mensal, dando acesso a vários cursos sobre finanças e bolsa de valores.

Aproveite essa oportunidade e garanta um futuro promissor como um investidor mais experiente!

O que são CRI e CRA e como esses investimentos operam?

Você sabe o que são CRI e CRA e quais as vantagens e desvantagens em relação a outros investimentos de renda fixa? Aprenda isso e mais neste artigo. 

Talvez você conheça esses investimentos pela característica que esses papéis possuem e chamam mais atenção: CRI e CRA são isentos de IR (imposto de renda). 

Além disso, segundo o InfoMoney, os CRIs e CRAs podem ser ótimas alternativas para os investidores que estão cansados do Tesouro Direto e buscam opções de renda fixa mais arrojadas.

Sabendo pouco ou sabendo muito a respeito deles, fato é que estão ganhando cada vez mais adeptos no mercado financeiro.

Pensando em tudo isso, a Faculdade XP chega para comentar os principais aspectos sobre o que é investimento CRA e CRI, como quem emite CRI e CRA, qual a rentabilidade, liquidez, riscos, garantias, tributação e taxas. 

O que são CRI e CRA?

Os CRI (Certificado de Recebíveis Mobiliários) e CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio) são papéis de renda fixa distintos, mas com características em comum.

De forma resumida, esses certificados de recebíveis são emitidos por empresas privadas – as tais securitizadoras – e são lastreadas em operações de crédito ligadas aos setores imobiliário e do agronegócio. Além disso, como adiantamos na introdução deste artigo, CRI e CRA são isentos de IR. 

Veremos, a seguir, separadamente, o que é CRI e o que é CRA, para que você tenha uma melhor compreensão sobre essas duas modalidades de investimentos. 

O que é CRI?

Para que entenda melhor, pense em uma construtora que decide erguer um edifício, vende as unidades e os compradores financiam seus apartamentos na planta.

Essa empresa só receberá o pagamento total ao longo de alguns anos, conforme os clientes pagam todas as parcelas devidas – mas ela precisa de dinheiro o quanto antes para tocar suas operações.

Então, o que essa construtora faz?

Vai atrás de uma companhia securitizadora, que vai transformar essas vendas a prazo em títulos negociáveis no mercado: os CRIs.

Essa é plenamente uma forma de captar dinheiro, com esses títulos – os CRIs – que nada mais são do que pedaços da dívida que podem ser comprados por investidores.

Isso significa que esses investidores que compram o CRI estão ajudando a financiar o imóvel ao antecipar o valor que será recebido mais para frente – e são remunerados ao longo do tempo conforme os recebíveis forem quitados.

O que é CRA?

Agora ficou mais muito fácil definir o que são os CRAs, já que, nesse sentido, há uma lógica em comum; a diferença é que a origem tem a ver com projetos do agronegócio nesse caso.

Dentre os aspectos do que é investimento CRA e CRI, estão:

  • Recebíveis de valores diferentes;
  • Prazos distintos;
  • Remunerações específicas.

O que a securitização faz é justamente uniformizar essa cesta em um papel com taxas e riscos determinados e um fluxo de pagamentos definido.

CRI e CRA: rentabilidade e outras especificidades

Em suma, os CRIs e CRAs se parecem com outros investimentos de renda fixa, já que compram-se os papéis e, em troca de manter os recursos aplicados, recebe-se uma remuneração (juros).

Porém, existem especificidades que podem ser vantajosas ou não em relação a outros investimentos, e que devem ser consideradas antes de realizar a aplicação. Veja abaixo. 

Rentabilidade

Por serem papéis de renda fixa, a remuneração que os certificados de recebíveis oferecem aos investidores segue um modelo semelhante ao de outros investimentos da categoria, com:

  • Remuneração prefixada: o investidor já sabe desde o momento em que compra o certificado o valor da taxa de juros que receberá ao longo do tempo;
  • Remuneração pós-fixada: ao contrário da primeira, nessa o investidor sabe o indicador que servirá de referência para a remuneração desde o início – CDI (principal índice de rentabilidade da renda fixa) ou Selic (taxa básica de juros da economia brasileira), por exemplo. No entanto, o retorno efetivo da aplicação é desconhecido, pois segue as variações do indicador;
  • Remuneração atrelada à inflação: os certificados desse tipo têm uma parcela prefixada e outra pós-fixada de rentabilidade. A parcela prefixada assegura uma taxa de juros mínima e a pós-fixada é a variação da inflação, medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) ou pelo IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado).

Geralmente, os rendimentos (juros) de CRI e CRA são pagos semestralmente ou anualmente, enquanto o valor principal é pago apenas no vencimento do título.

De toda forma, uma vantagem é contar com uma remuneração normalmente maior do que a dos títulos públicos, configurando ambos como ótimas alternativas de investimento.

Liquidez

Aqui, ao contrário de outros papéis de renda fixa, há o que pode ser considerado uma desvantagem: o nível de dificuldade para resgatar o dinheiro – liquidez – é maior, o que precisa ser levado em consideração pelo investidor.

Isso porque, de modo geral, CRIs e CRAs são considerados produtos de baixa liquidez, uma vez que são investimentos com vencimento de longo prazo, de ao menos 2 anos, mas podendo alcançar mais de 15 anos.

Isso acontece por conta da natureza do CRI e CRA, ou seja, os empreendimentos que dão origem aos papéis são realmente de longo prazo. Afinal, a construção de um edifício dificilmente se conclui em apenas um ano, por exemplo.

Tendo isso em vista, para receber a remuneração acordada na época da emissão, o investidor deve manter a aplicação durante esse período inteiro.

Para quem não tem certeza de que pode manter os investimentos até o vencimento, eles podem não ser a opção mais indicada.

Riscos e garantias

Quem emite CRI e CRA são as companhias securitizadoras. Assim, quando os papéis são emitidos dentro do chamado “regime fiduciário”, o investidor não corre o risco da companhia securitizadora – que é apenas um veículo da emissão.

O risco a que a pessoa investidora fica exposta é exatamente o das operações incluídas nos certificados.

Isto é, ela depende da capacidade de pagamento da empresa que tomou o financiamento – como uma construtora ou fazenda.

A vantagem, porém, é que na prática o risco dos certificados é segregado do risco da securitizadora.

Dessa forma, se ela tiver dificuldades financeiras, o fluxo de pagamento para os investidores não será afetado, porque os recebíveis estão formalmente separados do patrimônio da securitizadora.

No entanto, é preciso estar atento aos riscos que envolvem esses papéis de renda fixa, como veremos a seguir.

Risco de crédito: CRI e CRA têm garantia no FGC?

Uma desvantagem é o risco de crédito (ou o risco de calote pelo emissor do título). Isso acontece devido ao fato de que CRIs e CRAs não são cobertos pelo FGC (Fundo Garantidor de Créditos).

​Porém, como vimos, algo que ajuda a reduzir esse risco é, no regime fiduciário, a garantia de que se a companhia securitizadora falir, o pagamento para os investidores não será afetado, uma vez que os recebíveis ficam separados do patrimônio da securitizadora.

Classificação de risco: rating

Outra forma de reduzir o risco a ser assumido ao investir em CRI e CRA, é prestar atenção ao rating das agências de avaliação de risco e à reputação das empresas que emitem esses títulos. 

Mas, o que seria esse rating?

O rating nada mais é do que uma nota atribuída por agências internacionais a um título financeiro ou operação financeira para medir o risco de crédito, ou seja, a possibilidade da instituição em questão acabar e, portanto, não poder arcar com o pagamento de suas dívidas e ficar inadimplente. 

As três principais agências de classificação de risco do mundo são Standard & Poor’s (S&P), Moody’s e Fitch Ratings.

Em todas essas três instituições, a classificação é feita do menor para maior risco, ou do mais seguro para o menos seguro. Por exemplo, um investimento AAA ou Aaa tem uma probabilidade de risco menor, se comparado a um C ou D, que é mais arriscado.

Tributação e taxas

Um dos principais atrativos dos certificados de recebíveis é a isenção de Imposto de Renda e de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

Assim, é preciso descontar mais nada da rentabilidade oferecida aos investidores – já é o valor líquido.

Além disso, geralmente não há  cobrança de taxa de administração sobre certificados de crédito.

Muitas corretoras isentam os investidores de taxa de corretagem ou de custódia, embora ainda existam algumas que podem cobrar por esse tipo de serviço.

Como investir em CRI e CRA?

O valor mínimo para investir nesses papéis é de R$ 1.000 (mil reais). Como CRI e CRA não têm garantia no FGC, na hora de escolher, é  importante  se atentar ao rating do certificado que se está optando, seja ele de recebíveis imobiliários ou agrícolas. 

Agora que você já sabe o que são CRI e CRA, o que acha de continuar aprendendo sobre o universo dos investimentos? Confira este curso completo e prático da Faculdade XP sobre Renda Fixa: ganhos com baixo risco

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O que é deepfake? Saiba identificar esse tipo de vídeo

Como o ambiente online se tornou o principal canal de consumo e divulgação de conteúdo, cada vez mais aparecem aquelas informações falsas que muitas vezes são bem difíceis de identificar. As chamadas deepfake surgiram com o objetivo de ofuscar o que é realidade e o que é fake news. 

Elas fazem com que as pessoas acreditem em coisas mentirosas ou mesmo fazendo todos se questionarem o tempo inteiro se o que estão vendo é real. 

O grande problema é que esses deepfakes são criados pela inteligência artificial e com uma produção tão bem feita que fica complexo identificar se é verdade ou não. 

Além disso, em alguns períodos é bem mais comum ocorrerem esses fatos, como durante a pandemia da covid-19, nas notícias sobre a Guerra da Ucrânia e, principalmente, em período de eleições. 

Neste artigo você vai entender o que é o deepfake, como são feitos e utilizados, além de alguns exemplos e algumas dicas para identificá-los nessa grande imensidão que é a internet. Confira!

O que é deepfake?

Imagina ver seu rosto em um vídeo aleatório e sem você saber? Ou ouvir um áudio com sua voz dizendo coisas que jamais diria? Isso é o deepfake, ou seja, são vídeos ou áudios ou outras edições gráficas manipuladas e bem realistas criadas a partir da inteligência artificial e internet das coisas.

Seu objetivo é usar áudios, imagens e rostos de outras pessoas em um material recreativo ou para espalhar alguma desinformação. Hoje é possível também encontrar deepfakes textuais, com com máquinas de escrita gerada por inteligência artificial, além de criação de perfis falsos nas redes sociais e até mesmo transmissão por lives fakes. 

A tecnologia está bem avançada e se você não prestar bastante atenção no que está olhando na internet, pode estar consumindo um deepfake sem saber. 

Como são usados os deepfakes?

Na maioria das vezes os deep fakes são utilizados de uma maneira mais inofensiva, com memes, filtros e outras edições para redes sociais. No entanto, há quem goste de criá-los e divulgá-los de forma maliciosa para espalhar desinformação e notícias sensacionalistas. 

Conforme falado anteriormente, é comum visualizar conteúdos desse estilo no período de eleições, devido a alta competição entre os partidos e a necessidade de desmascarar ou camuflar os discursos dos candidatos. 

Outro caso bem recorrente são em acontecimentos que abrangem todo o mundo, como a pandemia da covid-19, onde circulavam notícias de cura para a doença, tratamento e prevenção, como a água com limão e mel, e outros comentários que nada era comprovado cientificamente. 

A tecnologia pode ser usada em muitos tipos de materiais falsos, desde manipulação política e fake news, até chantagem e revenge porn, ou pornografia de vingança. Tudo de forma automatizada e com deep learning.

O grande problema é que qualquer um com tecnologia pode fazer um vídeo de uma pessoa dizendo ou fazendo praticamente qualquer coisa.

Exemplos de deepfake

Os melhores exemplos de deepfake são geralmente aqueles criados especificamente para demonstrar o poder dessa tecnologia, sendo alguns mais divertidos e outros mais aprimorados. 

Uma deepfake famosa é a do Barack Obama, em que ele fala um palavrão e xinga o ex-presidente Donald Trump. Este vídeo viralizou nos canais americanos e no Twitter na época. 

Outro exemplo foi do relacionado à Guerra da Ucrânia, onde um vídeo falava que a Rússia deveria voltar as armas para as famílias ucranianas, conforme informado neste link.

Agora falando de diversão, um exemplo é um perfil criado para mostrar TikToks fakes do Tom Cruise. Você pode conferir neste link.

Outro seria um deepfake do Jon Snow se desculpando pelo final de Game of Thrones.

Como são feitos os deepfakes?

A criação dos deepfakes partem de um compilado de muitas imagens, vídeos e áudios dispostos na internet, além de um aprendizado de ferramentas que fazem essas edições no computador ou qualquer dispositivo móvel. 

Esse processo é conhecido como autoencoder variacional (VAE), com o intuito de treinar os VAEs para capturarem diferentes tipos de iluminação, posições e expressões emocionais.

Assim, uma IA é alimentada com os dois grupos de imagens: as originais e as do alvo. Depois ela cria as imagens de saída, e pronto, a produção ficou finalizada.

Deepfakes são permitidos por lei?

Embora possam causar alguns males, os deepfakes são legais em quase todos os lugares. Mas a legalidade de vídeos depende do contexto e do seu uso, além da especificação de cada país.

Nos EUA, leis específicas estão sendo implementadas. Alguns estados americanos têm leis contra a pornografia de vingança, mas poucos deles especificam os deepfakes como algo ilegal. Já o Reino Unido, por exemplo, não tem nenhuma lei específica para combatê-los.

Enquanto na China, foi aprovada uma lei referente aos deepfakes que condena a própria plataforma onde o vídeo foi publicado, proibindo que elas recomendem conteúdos sintéticos. 

Afinal, como identificar um deepfake?

Independente do tipo de conteúdo que o deepfake está divulgando, o mais importante é saber identificá-los para não cair em nenhuma pegadinha ou notícia falsa. 

Alguns pontos são comuns nessas produções que podem lhe ajudar a visualizar a falsidade da produção, são eles:

Identifique falhas no áudio

As principais falhas nos deepfakes estão nos áudios. Por isso, ao assistir um, preste atenção na voz do interlocutor, se está abatida, estranha ou se não está sincronizado com os movimentos físicos da boca do personagem. 

Verifique inconsistência em sombras e tons de pele

Ter sombras e tons de pele contrastando perfeitamente é bem difícil, pois é uma edição complexa. Ao assistir preste atenção nesses elementos, pode ser ali que você identifique o erro, como algum ponto embaçado, falta de sincronização ou alinhamento. 

Confira se há áreas claras ou borradas

Ter áreas muito claras ou borradas em um vídeo, principalmente ao redor da boca, são outras dicas de que estamos diante de um deepfake. 

Sabendo desses fatores, a partir de agora você consegue analisar o que é real e o que é montagem na internet, principalmente quando são relacionadas a assuntos polêmicos

Se você quer se tornar um especialista nessa análise ou mesmo entrar nesse ramo de tecnologia e suas engenharias, tem um Bootcamp aqui na Faculdade XP voltado para as pessoas que gostam desse setor. 

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Liquidez imediata: conheça as principais opções de aplicações financeiras

Tem pressa em acessar os lucros dos seus investimentos? Então você precisa conhecer os produtos de liquidez imediata disponíveis no mercado! 

Antes de começar a investir, você deve ter em mente que esse processo não é um jogo de sorte, como muitos imaginam. Pelo contrário, existem inúmeras técnicas e análises que devem ser consideradas para tomar as melhores decisões.

Dentre inúmeras características, a liquidez é uma das mais relevantes para os investimentos. Afinal, está relacionada à maneira de converter os ativos em dinheiro. Mas, pensando nisso, quais as melhores aplicações financeiras de liquidez imediata? 

Como elas podem impactar suas aplicações? De que maneira é possível avaliar este atributo e, até mesmo, entender se o investimento de liquidez imediata é ativo ou passivo?

Para responder a essas e outras dúvidas, preparamos um conteúdo completo para que você veja como investimentos de alta liquidez podem fazer a diferença na sua carteira. 

Boa leitura!

O que é liquidez nos investimentos?

Podemos definir liquidez nas finanças como a facilidade e a velocidade com que determinado bem ou ativo pode ser transformado em dinheiro. 

Isso significa, por exemplo, que uma aplicação com baixa liquidez é mais difícil de ser resgatada. Então, quanto mais rápida for a conversão do ativo, maior será a sua liquidez. 

Essa questão já mostra como essa é uma das principais características que devem ser consideradas ao avaliar um investimento, já que está relacionada à praticidade em que você poderá ter seu dinheiro de volta.

Para tomar a melhor decisão em relação a este tipo de investimento, é necessário pensar em suas metas financeiras, se você possui uma boa reserva de emergência e qual seu objetivo com a aplicação. 

Vale destacar que um bom investimento líquido possui regras que permitem o saque a qualquer momento, sem grandes penalidades. De maneira resumida, esses são os principais tipos de liquidez. 

  • D+0 ou liquidez imediata: a quantia entra na conta no momento do resgate;
  • D+1 ou liquidez diária: dinheiro entra na conta no próximo dia útil após o pedido de resgate;
  • Liquidez no vencimento: somente no vencimento o dinheiro é depositado;
  • D+30: o pagamento é feito somente após 30 dias da solicitação de resgate;
  • Liquidez nula: sem prazo para o dinheiro entrar na conta.

É importante ter em mente que, para além do investimento, também é essencial considerar a liquidez das empresas em que você quer investir. Neste caso, a análise da liquidez imediata, diária ou nula vale como um indicador de saúde financeira. 

O que é liquidez imediata? 

Como o nome sugere, o índice de liquidez imediata procura entender a capacidade de uma organização cumprir com suas obrigações e realizar os pagamentos imediatamente. Isso é bom para avaliar se a empresa conseguiria lidar com emergências financeiras. 

Da mesma forma, uma aplicação de liquidez imediata é aquela cujo resgate dos valores aportados e rendimentos acontece em tempo real, ou seja, sem que haja a necessidade de aguardar dias ou meses para o saque. 

Como calcular a liquidez imediata? 

Para fazer o cálculo, devemos aplicar a fórmula da liquidez imediata: 

Índice de Liquidez Imediata = Disponibilidades / Passivo Circulante

Neste caso, as disponibilidades dizem respeito ao capital disponível para uso imediato.

Já o passivo circulante se refere às despesas da empresa no curto prazo. Nesta variável, são considerados custos como aquisição de matéria-prima, obtenção de empréstimos, financiamentos, impostos, pagamentos etc.  

Mas, afinal, por que é tão importante avaliar essas questões? Com a avaliação da liquidez imediata, o investidor compreende se determinada companhia tem potencial de se manter de pé em uma situação de crise. 

A partir disso, fica mais fácil para o investidor decidir se vale a pena aplicar seu dinheiro nela ou não. Mais importante, ele consegue avaliar a capacidade que ela tem de pagar os seus dividendos e juros sobre capital próprio.

< Este conteúdo também pode interessar: 9 principais indicadores financeiros para investimento: o que são + importância />

Outros tipos de liquidez

Há, ainda, outros tipos de liquidez além da liquidez imediata. É importante conhecer cada um deles, bem como sua aplicação. Sua avaliação fornece indícios sobre a saúde financeira de uma empresa e seu potencial de investimento. 

Liquidez corrente

Este indicador avalia a capacidade da empresa de cumprir com suas obrigações no curto prazo, ou seja, num período inferior a um ano. Ele é obtido pela divisão do ativo circulante pelo passivo circulante. 

Se o resultado for superior a 1, normalmente mostra que a empresa possui os recursos necessários para cumprir com seus compromissos. O seu cálculo pode ser feito pela fórmula:

Índice de Liquidez Corrente (ILC) = Ativo Circulante / Passivo Circulante

Liquidez seca

Semelhante ao indicador anterior e também focada no curto prazo, a única diferença é que este índice desconsidera do cálculo o estoque. Então, o valor dado deverá ser sempre menor que o ILC.

Pode ser calculada pela equação:

Liquidez Seca = (ativo circulante – estoque) / passivo circulante

Principais aplicações financeiras de liquidez imediata

Agora que você tem uma visão geral sobre o que é liquidez imediata e como ela é importante como indicador para avaliar a saúde financeira de uma empresa, vamos partir para a prática. É hora de entender quais os principais investimentos com liquidez imediata. 

1- CDB

Os Certificados de Depósitos Bancários funcionam como empréstimos que os investidores fazem a instituições privadas, no caso, os bancos. Os títulos mais comuns no caso dos CDBs são os pós-fixados, em que o indicador de referência é a taxa do CDI

Vale analisar que cada banco possui suas próprias regras relacionadas aos juros, rendimentos e prazos das aplicações, mas todos contam com a cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Crédito). 

Existem títulos do CDB com liquidez imediata, enquanto outros podem ser retirados apenas na data de vencimento. Então vale a pena ter uma atenção redobrada nesse sentido dependendo dos seus objetivos.

2- Tesouro Selic

O Tesouro Selic é um investimento de renda fixa com rendimento atrelado à taxa Selic. Portanto, sua rentabilidade varia conforme a economia do país.

Ou seja, quando o país sofre com incertezas econômicas a inflação tende atingir percentuais mais altos. Para controlá-la, a Selic também tende a aumentar. Nesse sentido, investimentos atrelados à Selic ficam com mais rentabilidade.

É importante citar que, mesmo que seja um ativo com alta liquidez, ao escolher o Tesouro Selic, é preciso decidir uma data de validade. Você poderá pedir a retirada até o vencimento do contrato.

Vale lembrar que nessa retirada serão tributados IOF e Imposto de Renda. O percentual é equivalente ao tempo que deixou aplicado.

Diferentemente do CDB, o Tesouro Selic não possui a proteção do FGC. Contudo, conta com a garantia do governo federal, o que, teoricamente, traz ainda mais segurança ao investidor.

3- Fundos DI

Os fundos DI, conhecidos também como fundos de renda fixa, são modelos referenciados. Ou seja, possuem como base indicadores específicos, que nesse caso são o CDI ou a taxa Selic. 

Diferentemente de outras aplicações, você pode investir em fundo DI apenas por meio de gestores. Nesse caso, você dá a ele o poder de gerenciar o seu dinheiro, comprando e vendendo ativos.

Em relação à liquidez, é comum que a data de conversão e de pagamento ocorra em D+1. Porém, o regulamento pode prever conversão e resgate em D+0, o que significa que o pagamento ocorrerá no mesmo dia em que for solicitado.

Apesar disso, por ser gerido por especialistas, isso tem um custo. Normalmente, é necessário pagar taxas, como a de administração e, em alguns casos, a de performance. Além disso, há as despesas relacionadas à operacionalização e aos honorários. 

< Indicação de leitura: Fundo DI: como funciona, vantagens e desvantagens />

Quando vale a pena fazer investimentos de alta liquidez?

É importante lembrar que, em muitos casos, quando falamos sobre aplicação financeira de liquidez imediata, a rentabilidade pode não ser tão boa quanto nos investimentos de liquidez mais baixa.

Normalmente, quanto maior a liquidez de um investimento, menor é a sua rentabilidade. 

< Leia também: Qual a diferença entre liquidez e rentabilidade? Saiba o que priorizar />

Afinal, não é possível encontrar uma aplicação que tenha alta liquidez, boa rentabilidade e grande segurança. Esse é um dos principais erros dos investidores iniciantes — tentar encontrar o investimento perfeito.

Pelo contrário, quando falamos sobre o tripé do investimento (liquidez, rentabilidade e segurança), vale pensar que sempre é necessário deixar pelo menos um de lado em favor dos outros.

Exatamente por isso é fundamental pensar em seu objetivo. Se sua meta é comprar um imóvel daqui a cinco ou dez anos, por exemplo, então uma aplicação financeira de liquidez imediata pode não ser a melhor opção.

Por outro lado, no caso de uma reserva de emergência, quanto maior a liquidez, mais benéfico é para este objetivo.

Então, ter investimentos de liquidez imediata é crucial para manter a segurança financeira, sem prejudicar outros ativos com maior rentabilidade caso precise recuperar o valor.

Essa é a importância da diversificação da carteira. Confira as dicas da nossa especialista, Clara Sodré, no vídeo abaixo:

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As melhores ideias para ganhar dinheiro com pouco investimento

Precisando de ideias para ganhar dinheiro com pouco investimento? Aqui você descobre como obter lucro investindo pouco! 

Sabemos que não é fácil encontrar uma nova forma de captar recursos. Pensando nisso, separamos neste texto 10 ideias para ganhar dinheiro extra com pouco investimento.   

Afinal, todo mundo quer acelerar o processo de crescimento financeiro. E isso demanda um esforço, principalmente nas horas livres.

Entretanto, é importante encontrar uma alternativa  que não seja maçante e que não consuma todo seu tempo de descanso. Seja no ambiente digital ou até em serviços tradicionais, o ideal é unir aquilo que você se identifica com o que pode ser rentável.

Ser disruptivo é a chave do sucesso!

10 ideias para ganhar dinheiro extra com pouco investimento

Se você tem dúvidas sobre como ganhar dinheiro investindo pouco, aqui estão 10 ideias para te inspirar.

Lembre-se de que o sucesso de um negócio depende do grau de compatibilidade entre o projeto e as suas habilidades comportamentais e técnicas (também conhecidas como soft skills e hard skills), além do equilíbrio entre o nível de esforço exigido e a sua disponibilidade de tempo. 

< Leia mais: 5 características que todo empreendedor deve ter /> 

1. Aulas de idioma

Quem tem habilidade e proficiência em algum idioma pode encontrar nisso uma ótima saída para ganhar dinheiro extra. Já pensou em dar aulas de inglês, por exemplo? É uma forma prática e de baixo custo que pode trazer ótimos rendimentos.

Afinal, embora o domínio de idiomas estrangeiros — com ênfase no inglês — é uma demanda crescente no mercado de trabalho. E, apesar disso, de acordo com um levantamento realizado pelo British Council, apenas 5% dos brasileiros têm aptidão ao idioma. 

Atualmente, há diversas plataformas para se cadastrar e ensinar o idioma. No caso dessa ideia, a principal vantagem é que você é quem faz o seu horário, à distância, de forma 100% digital. 

2. Revenda de produtos

A internet é uma grande aliada de quem precisa ganhar um dinheirinho extra. E uma das formas mais fáceis de alcançar este objetivo é com a revenda de produtos. Atualmente, muita gente cria uma loja dentro das principais redes sociais, além de usar aplicativos dedicados a isso. 

A dica, nesse caso, é escolher um setor específico, no qual você tenha uma visibilidade maior e, consequentemente, maior interesse dos clientes.

Mas, afinal, o que vender para ganhar dinheiro com pouco investimento? Para ter sucesso, é importante pesquisar o nicho em que deseja atuar. Depois, estudar os custos dos produtos e as maneiras de  garantir bons lucros com margens saudáveis. Assim, a probabilidade do negócio ter sucesso é ainda maior. 

E por falar em sucesso, Guilherme Benchimol, fundador e presidente executivo do Conselho de Administração XP Inc., e outros grandes nomes, bateram um papo sobre como construir o futuro por meio dos nossos sonhos. Confira no vídeo a seguir:

3. Artesanato

Se você é uma pessoa com dons artísticos, essa é uma excelente opção para ter uma renda extra com pouco investimento. Aqui, há várias opções com nichos diferentes de mercado, desde bordados até sabonetes, objetos decorativos, flores e muito mais. 

Para conquistar  uma clientela, geralmente o boca a boca é o que mais chama a atenção. Porém, você pode criar uma página nas redes sociais para divulgar o seu trabalho.

Invista em um bom conteúdo, com fotos e vídeos simples, que mostram a qualidade do produto. Assim, gradativamente você vai chamando a atenção e garantindo encomendas. 

Um dos diferenciais dessa ideia é que você pode lucrar com uma coisa que gosta de fazer, tornando um passatempo em algo rentável. 

4. Doces e bolos

Tem mão boa para cozinhar? Então faça disso uma fonte de renda!

O ramo culinário é um dos que mais atrai o interesse das pessoas e é praticamente impossível ficar em baixa. Se você tem uma receita especial, como bolos, doces e tortas, invista nesse dom e comece a revender. 

Esta é uma das boas ideias para ganhar dinheiro extra com pouco investimento, já que você pode começar a fazer na sua cozinha mesmo. Ofereça inicialmente para os amigos e peça ajuda para a divulgação. Ah, e se o negócio começar a vingar, crie uma conta nas redes sociais, afinal, o conteúdo é rei, e pode te ajudar a criar uma audiência cativa. 

5. Manicure e pedicure

Se você é uma manicure “de mão cheia”, essa talvez seja uma boa oportunidade para garantir uma renda extra

Esse tipo de serviço costuma ter uma boa demanda, além de recorrência e fidelidade. Isso porque a clientela geralmente faz a manutenção das unhas periodicamente, seja semanal ou quinzenal. 

Outro fator importante é que se você faz um bom trabalho, ganha a preferência das clientes. E o melhor de tudo é que você pode atender em sua casa, investindo apenas nos materiais. Se preferir, pode atender em domicílio também.

Caso queira se especializar no assunto, há no mercado vários cursos que ensinam técnicas de aprimoramento. Que tal investir nessa ideia?

6. Marmitas

O modelo híbrido de trabalho – aquele que mescla home-office com presencial – fez com que muitas pessoas repensassem a alimentação.

Porém, com a rotina agitada, muita gente não consegue cozinhar e ter um cardápio mais saudável. Com isso, há um mercado disposto a comprar marmitas para compor o dia a dia. 

Se você gosta de cozinhar e tem agilidade no fogão, essa é uma excelente oportunidade para garantir uma renda extra. Monte um cardápio prático, acessível e comece a vender.

Lembre-se de que vivemos o auge da transformação digital, Por isso, para ter visibilidade e se conectar com mais clientes, é importante criar um site, fazer um perfil nas redes sociais e divulgar o serviço. Uma sugestão é criar planos fixos, o que pode garantir a recorrência dos clientes.

7. Aluguel

Tem um quarto com cama sobrando em casa? Essa pode ser uma ótima oportunidade de fazer renda extra com pouco investimento. Atualmente, alguns aplicativos oferecem a opção para quem deseja alugar um espaço para turistas. 

Faça o cadastro nas principais plataformas e invista em boas fotos do local. Isso ajuda a aumentar o interesse das pessoas no espaço. 

8. Cabelo e maquiagem

O preparo para grandes eventos, como festas de gala e casamentos, abre oportunidades para quem tem aptidão em maquiar e pentear. 

Embora, logo de cara, se pense em salões de beleza, você pode começar montando uma estrutura pequena na sua casa. Caso precise aprimorar algumas técnicas, há vários cursos disponíveis. 

9. Consultoria

Se você é um profissional com boa experiência, pode se colocar no mercado para prestar consultoria de projetos. 

Utilize todo o seu conhecimento para fazer o planejamento de pequenos ou médios negócios. Estabeleça um valor fixo para fazer o direcionamento adequado das ideias.

Além disso, apresente sugestões e mostre o caminho para quem não possui domínio dentro de alguma área profissional. 

10. Freelancer 

Se você é um profissional de marketing, essa é uma ótima opção. O serviço de freelancer consiste em fazer trabalhos específicos por um valor fixo. Os mais comuns e procurados são perfis de designers, redatores, gestores de redes sociais, editor de vídeos, filmagens, entre outros.

Geralmente são trabalhos de curta duração e que podem ser feitos em seu tempo livre. 

Outras ideias criativas para ganhar dinheiro com pouco investimento

Além das 10 ideias para ganhar dinheiro com pouco investimento apresentadas acima, separamos mais sugestões para te inspirar. Aproveite para ler os conteúdos relacionados e entender como colocar as propostas em prática: 

Franquias

Pode parecer impossível pensar em franquias como ideias para ganhar dinheiro com pouco investimento. Mas a verdade é que há modalidades, conhecidas como microfranquias, que demandam um aporte inicial relativamente baixo, entre R$10 e R$15 mil. 

< Conheça as 10 melhores franquias para investir em diferentes segmentos /> 

Produtos financeiros 

Não poderíamos deixar de mencionar que, sim, é possível fazer investimentos no mercado financeiro com pouco dinheiro — e obter renda extra com as aplicações! 

Atualmente, existem muitos títulos disponíveis com aporte mínimo mais acessível, tanto em renda fixa como em renda variável. Para entender qual a melhor opção para você, descubra o seu perfil de investidor e conheça os produtos indicados. 

< Leia mais sobre qual o melhor investimento para fazer com pouco dinheiro /> 

Vá além das ideias para ganhar dinheiro com pouco investimento

Agora que você já tem algumas ideias sobre como ter uma renda extra e onde aplicar o seu dinheiro, que tal investir em conhecimento? 

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Como calcular o rendimento do CDI? Entenda o processo e lucre mais!

A partir do cálculo do CDI, você, investidor, identifica e direciona seu aporte para produtos e ações com maior potencial de lucro. Veja como. 

Saber como calcular o rendimento do CDI — índice de referência mais utilizado na maioria dos investimentos em renda fixa — pode ser a chave para encontrar aplicações com maior potencial de lucro, principalmente entre investidores iniciantes e conservadores, que optam por esse tipo de aplicação financeira, devido ao seu baixo risco.

De acordo com um estudo divulgado pela B3 em agosto de 2021, o número de pessoas físicas no mercado de renda fixa vem aumentando.

Já são 9,6 milhões de investidores nos diversos produtos da categoria, o que representa um aumento de 11% em relação ao final de 2020, além da ampliação de 17% no saldo em custódia.

Se você faz parte deste grupo ou quer aprender a identificar as aplicações mais rentáveis, saber como calcular o rendimento do CDI é fundamental. Isso porque, com esse conhecimento, você tende a encontrar oportunidades mais vantajosas.

A boa notícia é que neste post a gente explica tudo isso direitinho! Boa leitura!

O que é o CDI?

CDI é a sigla para Certificado de Depósito Interbancário, também conhecido como Certificado de Depósito Interfinanceiro. São títulos emitidos pelos bancos com o objetivo de levantar ou aplicar recursos, de modo a melhorar a liquidez da instituição, e assim, fechar o dia com um balanço positivo.

Além disso, o CDI é o principal índice de referência quando se trata de investimentos em renda fixa.

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Qual o rendimento do CDI?

Você já deve ter ouvido falar que, em renda fixa, é possível saber exatamente quanto irá resgatar ao fim da aplicação, não é mesmo? Acontece que isso é válido apenas para títulos prefixados, nos quais a taxa de juros é definida no ato da aplicação.

Já nos pós-fixados, só é possível ter uma estimativa de quanto o dinheiro irá render, uma vez que a taxa de juros é atrelada a um índice de referência, como o CDI, sendo calculada somente ao fim da aplicação. Neste caso, a taxa CDI é uma média das taxas diárias praticadas ao longo do período de vigência do investimento.

Por exemplo: digamos que você tenha investido R$ 8.000 em um CDB pós-fixado com rendimento de 100% do CDI (com uma taxa DI de 7,65%). Ao fim da aplicação você teria um rendimento total de 7,65%, resgatando R$ 8.612.

Como calcular o rendimento do CDI?

Você já aprendeu o que é CDI e qual é sua função, mas deve estar se perguntando: “como calcular o rendimento do CDI?” Vamos a mais um exemplo, desta vez, de um investimento que promete uma rentabilidade de 120% do CDI, considerando uma taxa DI de 7,65%.

A fórmula para o cálculo de rendimento do CDI neste caso é a seguinte: (taxa do CDI) * (120% / 100).

Fazendo os cálculos, temos: 7,65% * 1,2 = 9,18%. Ou seja, nessas condições, sua aplicação financeira teria um rendimento de 9,18% ao fim do período contratado. Isso significa que se você investiu R$ 8.000, por exemplo, irá resgatar R$ 8.734,40.

Outro caminho para calcular o rendimento do CDI de maneira projetada é utilizando um simulador de CDI. Estes recursos, em geral, são disponibilizados pelas corretoras, e apresentam estimativas de rendimentos de diferentes produtos de renda fixa. 

O que é a taxa de juros CDI?

A taxa de juros CDI, ou simplesmente taxa DI, é um dos índices mais utilizados como referência no mercado financeiro para regular e calcular a rentabilidade de aplicações em renda fixa.

Isso significa que esta taxa influencia diretamente nos rendimentos de boa parte dos investimentos mais populares disponíveis no mercado.

A taxa DI é atualizada diariamente e você pode consultá-la no site da B3 ou até mesmo obter a série histórica no site da Cetip.

Como é formada a taxa de juros do CDI?

A taxa CDI é formada a partir da negociação de títulos privados entre bancos, uma vez que o Banco Central determina que toda instituição bancária deve fechar o dia com balanço positivo.

Como isso nem sempre ocorre, os bancos precisam pegar empréstimos uns com os outros, pagando juros, e é assim que surge o CDI, uma média dos juros praticados nessas negociações.

Vale destacar que o CDI é uma referência de mercado e não um investimento. Ou seja, você não pode colocar seu dinheiro no CDI propriamente dito, mas sim em aplicações que tenham sua rentabilidade atrelada a este índice, como: CDBs, Fundos DI, LCs, LCIs e LCAs.

Quer sair da poupança e fazer o seu dinheiro render de verdade? Então, confira no vídeo abaixo, 4 passos para sair da poupança e investir em renda fixa:

< Confira também: Os 5 tipos de investimentos para iniciantes e como aplicar sem prejuízo/>

Como descobrir a taxa de juros mensal do CDI?

Quer entender como converter o CDI em juros? Saiba que a taxa do CDI mensal nada mais é do que uma média da taxa diária praticada ao longo deste período. Para encontrá-la, basta somar todas as taxas diárias e dividir pelo número de dias do mês em questão.

Sabia que entender qual a rentabilidade do CDI pode te ajudar a lucrar mais?

A taxa CDI é um índice utilizado para regular o rendimento de alguns tipos de investimentos. Logo, ela tem um impacto direto nos resultados de suas aplicações. Ou seja, dependendo do tipo de investimento que escolher, seu dinheiro poderá render mais do que em outros.

É por isso que é tão importante entender como calcular o rendimento do CDI e como ele funciona, pois assim, você será capaz de identificar quais são os investimentos mais rentáveis de acordo com seus objetivos.

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Profissão Agile Coach: entenda tudo que você precisa saber

Você conhece a profissão Agile Coach? Esse profissional é responsável pela implementação da metodologia ágil (agile, em inglês) em empresas dos mais variados nichos e tamanhos.  

O foco desse especialista é garantir os resultados e as entregas dos colaboradores, além de ajudar na adoção da agilidade como uma mudança cultural. Além disso, o Agile Coach também pode auxiliar as corporações a entenderem novas metodologias de trabalho, a fim de potencializar e agilizar as estratégias de entregas e o dia a dia de equipes.

Para aprenda mais detalhes sobre a profissão Agile Coach, continue essa leitura e aproveite o aprendizado.

Agile coach: quem é esse profissional?

Um Agile Coach é responsável por liderar e orientar uma equipe ou squad em sua transformação ágil. E como esse profissional atua? Ele trabalha com grupos de trabalho, para ajudá-los a entender e adotar valores, princípios e práticas ágeis, além de sempre se manterem focados e motivados no desenvolvimento de suas atividades.

O Agile Coach pode administrar diversos métodos considerados métodologias ágeis, como o Kanban, Extreme Programming (XP), Pair Programming, DevOps etc, além do próprio Scrum.

O que um agile coach faz?

Em relação às atividades, o agile coach é o profissional responsável por:

  • Treinamento das equipes na metodologia ágil;
  • Integração das metodologias relacionadas na empresa;
  • Desenvolvimento de padrões e requisitos para o processo ágil;
  • Fornecimento de treinamento aos funcionários sobre o processo ágil;
  • Auxílio para as equipes em relação às ferramentas e softwares ágeis;
  • Realização de incentivo à adesão pelos colaboradores.

O especialista pode atuar em diversas posições em uma empresa. No entanto, a duração do cargo pode variar de temporário a permanente consoante as necessidades institucionais.

O que são as metodologias ágeis?

As metodologias ágeis são um conjunto de práticas utilizadas para aumentar a eficiência e a flexibilidade de um projeto. Elas são baseadas em um conjunto de princípios que enfatizam a colaboração, a interação constante e o foco no cliente.

Essas metodologias, consideradas ágeis, são amplamente utilizadas em empresas de software, mas podem ser aplicadas em qualquer outro negócio.

Está com dúvida ainda sobre o que são as metodologias ágeis? Tecnicamente, são princípios elaborados e disseminados por meio de um manifesto que tem como prioridade a otimização e a praticidade nos processos dentro de uma instituição, do planejamento até a entrega.

<Leia depois: o que é e como aplicar o Mindset Ágil />

Entenda mais sobre a transformação digital

A transformação digital é o processo de mudança de uma organização de seus processos de negócios ou de operações para usar tecnologias digitais.

Equipe em integração com profissional Agile Coach. (Fonte: Pexels)

Principais tipos de Agile Coach

Os tipos de profissionais vão depender do tempo de experiência de cada um. Conheça mais abaixo os tipos de agile coach mais comuns:

Agile Coach de um time

Esse especialista definirá as atividades para adaptação e aplicação das metodologias organizacionais para um time específico.

Agile Coach de times

O profissional será responsável por garantir a coordenação entre todas as pessoas de uma empresa e seus respectivos times.

Agile Coach especialista

Ao adquirir experiência em determinada área e foco específico, o Agile Coach se torna especialista. Logo, o ponto de concentração será limitado, sendo um produto, desenvolvimento e outros.

Agile Coach corporativo

O profissional ficará mais perto dos cargos gerenciais da corporação, ou seja, prestará atenção em relação aos processos e ao planejamento do negócio. Ele irá atuar na formulação de processos, ferramentas e metodologias mais voltados para a construção da estratégia de negócios da instituição.

Segundo levantamento feito pela empresa americana Payscale, existem mais três outros tipos de Agile Coach, sendo eles:

Coaches técnicos

Os especialistas com habilidades em codificação e integração fazem treinamentos com os desenvolvedores.

Coaches de processo/gerenciamento

Esses profissionais têm como foco o estabelecimento de lideranças para as equipes, e também monitorar a adoção da metodologia pelos colaboradores.

Coaches não diretivos

Nesse caso, os especialistas oferecem suporte individualizado para empresas e pessoas que querem ajuda na resolução de problemas específicos relacionados ao Agile.

Salários de um Agile Coach

De acordo com dados do site Vagas.com, o profissional no cargo de Agile Coach se inicia ganhando R$ 7.979,00 de salário e pode ganhar até R$ 12.832,00. A média salarial para Agile Coach no Brasil é de R$ 10.104,00. Uma ótima oportunidade!

O Agile Coach precisa ser um Coach?

Sim, isso porque o Agile Coach é um braço do Coaching tradicional. Por isso, é essencial entender a base teórica e prática sobre a área e posteriormente, realizar uma especialização para atuar no espaço corporativo.

Como o coaching pode ajudar uma organização? O coaching pode ajudar a organização a ter um melhor desempenho, a ter um melhor clima organizacional, a ter mais produtividade, a ter mais satisfação por parte dos funcionários e a ter mais motivação por parte dos colaboradores.

<Conheça: os princípios do Manifesto Ágil />

Como se tornar um Agile Coach?

Profissionais das mais diversas áreas podem ingressar na carreira, isso porque não há uma formação específica. Você tem interesse e quer saber o que fazer? Você deve tirar certificações complementares:

  • SCRUM,
  • LEAN,
  • Kanban,
  • Management 3.0,
  • OKR e outras.

Livros sobre a metodologia ágil

Se você é daqueles que gosta de se aprofundar na teoria, a seguir indicamos algumas leituras essências, para que você amplie seus conhecimentos sobre esse tipo de metodologia. Confira:

  • Scrum: A arte de fazer o dobro do trabalho na metade do tempo por Jeff Sutherland.
  • Ágil do Jeito Certo: Transformação sem caos por Darrel Rigby, Sarah Elk e Steve Berez.

Quer aprofundar seus conhecimentos na área de Tecnologia da Informação? Participe do Bootcamp Agile Expert Um conteúdo completo para você aprender práticas para atuar em qualquer empresa e aplicar as estratégias do Scrum em todas as áreas.

São assuntos focados no que você realmente precisa aprender e desenvolver! Você poderá estudar onde e quando quiser!

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