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Autoconhecimento financeiro: o que é e como desenvolver? 4 dicas práticas

O autoconhecimento financeiro é a habilidade de identificar seu próprio perfil e compreender como o mundo ao seu redor influencia suas decisões relacionadas ao dinheiro.

Embora pareça um pouco abstrato, este conceito está presente na vida de todos nós em diferentes medidas. Quanto mais apurado, mais saudável tende a ser nossa relação com o dinheiro. Por outro lado, quando não nos conhecemos o suficiente, tendemos a apresentar dificuldades na forma como conduzimos nossas finanças.

É uma característica que você definitivamente vai querer desenvolver. Portanto, neste post, vamos explicar o que significa autoconhecimento financeiro e qual é a sua importância na vida das pessoas, além de dar dicas práticas para você aprimorar esta habilidade e recuperar o controle da sua vida financeira.

O que é autoconhecimento financeiro?

Autoconhecimento, de modo geral, significa conhecer a si mesmo. Já no caso do autoconhecimento financeiro, estamos falando de algo mais específico, que envolve conhecer o seu perfil em relação às finanças e compreender o que influencia suas decisões e emoções quando o assunto é dinheiro, de modo a exercer autocontrole.

Tendo isso em vista, podemos dizer que uma pessoa autoconsciente de suas finanças, está mais perto de desenvolver uma relação mais saudável com o dinheiro do que alguém que não possui um conhecimento tão profundo sobre si mesmo.

Por que o autoconhecimento financeiro é tão importante?

O autoconhecimento financeiro é fundamental para a sua organização e controle das finanças. Por meio dele, você consegue entender como o dinheiro afeta sua vida e suas emoções. Assim, torna-se capaz de tomar decisões de forma consciente e, logo, consegue administrar suas finanças com estratégia e segurança.

Por outro lado, a ausência de autoconhecimento afeta o processo de tomada de decisão. A pessoa tem dificuldade para estabelecer prioridades e isso leva a perda do controle sobre sua vida financeira. Com isso, é comum acabar gastando o que não tem em coisas que muitas vezes nem precisa, acumulando dívidas.

Em outras palavras, ter autoconhecimento financeiro pode ser a diferença entre estar no controle do seu dinheiro ou ser controlado por ele.

Como desenvolver o autoconhecimento financeiro?

Todo processo de autoconhecimento ocorre a partir da auto-observação, ou seja, olhar para si mesmo, buscando entender a maneira como você se comporta diante do mundo. No caso do autoconhecimento financeiro, essa observação é voltada especificamente para o campo das finanças e tudo o que está relacionado a elas.

Porém, apenas olhar para si não é o suficiente. É preciso saber como interpretar aquilo que você vê. Logo, podemos dizer que o autoconhecimento financeiro é desenvolvido por meio da educação financeira.

O que é educação financeira?

Fundamental para o desenvolvimento do autoconhecimento financeiro, a educação financeira é o meio pelo qual aprendemos e transmitimos conhecimentos sobre finanças. Por conta disso, deve fazer parte da formação de todo indivíduo.

Em seu nível mais básico, nos ajuda a entender o papel do dinheiro em nossas vidas e como lidar com ele de forma saudável, controlando nosso orçamento pessoal de forma mais eficiente e evitando contrair dívidas ou cair em golpes.

Porém, conforme nos aprofundamos, é possível entender como o mercado funciona, como são definidos os preços, como analisar juros e identificar boas oportunidades de investimento, a fim de multiplicar o dinheiro para alcançar a autonomia financeira.

“Mas, como eu posso ter acesso à educação financeira?”

É possível trabalhar a educação financeira buscando conhecimento, ao consumir qualquer formato de conteúdo que lhe ensine sobre o tema. Você pode, por exemplo, fazer um curso sobre o beabá financeiro para aprender conceitos básicos e desenvolver suas habilidades. O importante é aprender!

>>> Você pode encontrar mais informações sobre o assunto neste post exclusivo sobre o tema: A importância da educação financeira

4 dicas para desenvolver o autoconhecimento financeiro

Como vimos, o autoconhecimento financeiro se desenvolve por meio da educação financeira. Isso significa que quanto mais um indivíduo aprende sobre finanças, mais consciente de si ele se torna, o que lhe permite lidar com o dinheiro de forma mais assertiva e fazer melhores escolhas financeiras.

Para te ajudar nesta jornada de autodescoberta, preparamos algumas dicas práticas de como desenvolver esta habilidade tão importante:

1. Registre todos os seus ganhos e despesas

Só é possível desenvolver o autoconhecimento à medida que você se observa. Logo, uma ótima maneira de fazer isso é monitorando sua vida financeira de perto. 

Para isso, desenvolva o hábito de anotar em um caderninho, planilha ou app de controle financeiro, absolutamente tudo o que você faz com dinheiro. Fontes de renda, gastos fixos e variáveis, por menores que sejam devem ser registrados.

Dessa forma, você terá uma noção muito mais ampla dos caminhos que o dinheiro percorre na sua vida, desenvolvendo assim, a tão almejada consciência financeira.

2. Analise seus gastos

Este, na verdade, é um desdobramento da primeira dica.

O exercício de registrar seus ganhos e gastos já irá contribuir para o seu processo de autoconhecimento financeiro, no entanto, este não é o fim. Conforme anota, você vai criando um histórico da sua vida financeira, uma espécie de livro caixa.

Já imaginou quão valiosos esses dados podem ser para o seu aprendizado?

Mas, eles não servirão para nada se você esquecê-los na gaveta ou em uma pasta, no seu computador. Para que sejam úteis, precisam ser devidamente analisados.

Procure identificar padrões, observe seu desempenho ao longo dos meses, os gastos mais frequentes, onde pode reduzir e o que pode ser cortado.

Você já deve ter percebido que, além de te ajudar a se conhecer melhor, este exercício também pode gerar uma boa economia, não é mesmo?

Quer aprimorar ainda mais este exercício? Então, se liga nas dicas que a Nathalia Arcuri ensina no vídeo abaixo, para te ajudar a definir quais desses gastos são necessários, essenciais ou desnecessários:

3. Defina metas de curto, médio e longo prazo

Agora que você já adquiriu certo controle sobre suas finanças, chegou o momento de dar o próximo passo: definir metas de curto, médio e longo prazo.

Ao traçar objetivos, você consegue ter melhor clareza do ponto em que se encontra e onde quer chegar, sempre considerando a sua realidade. 

É importante destacar que só define metas quem sabe o que quer e, para isso, é preciso ter um mínimo conhecimento de si. Ou seja, você já está olhando para si mesmo e exercitando o autoconhecimento. Viu como é fácil?

A partir disso, basta definir um planejamento para alcançar tais objetivos.

4. Invista em educação financeira

Lembra que lá no início comentamos que o autoconhecimento financeiro, mais do que olhar para si, é saber interpretar aquilo que se vê? Então, a educação financeira sempre será sua maior aliada nesse quesito, proporcionando as ferramentas necessárias para que você compreenda o mundo ao seu redor.

Por isso, a dica aqui é sempre buscar conhecimento acerca do tema, seja por meio de livros sobre educação financeira, vídeos, filmes, podcasts, cursos de autoconhecimento financeiro ou qualquer outra fonte capaz de despertar a sua atenção. O importante é seguir aprendendo e se aperfeiçoando.

Que tal investir no seu autoconhecimento financeiro hoje mesmo?

À medida que você desenvolve o autoconhecimento financeiro passa a ter controle sobre sua própria vida. Assim, se torna capaz de refletir antes de tomar decisões e evita aqueles impulsos que geralmente nos colocam em roubadas.

Felizmente, essa é uma habilidade que pode ser desenvolvida ao integrar passos simples ao seu dia a dia, como os que ensinamos ao longo deste post. 

Para te ajudar neste processo, apresentamos o curso O Poder do Autoconhecimento Financeiro. Nessa formação, você conhecerá um pouco mais sobre si mesmo e sua relação com o dinheiro. Por sinal, esse é o caminho para a prosperidade. Faça sua inscrição agora mesmo!

O que são relatórios financeiros? Por que são tão importantes para investidores?

Você sabe o que são relatórios financeiros? Se você nunca ouviu falar no assunto, seus investimentos podem estar em risco, afinal, sem uma análise criteriosa desses documentos, é como se você estivesse tomando decisões no escuro. Logo, você corre o risco de colocar seu dinheiro em empresas com menor potencial de lucro.

Decisões de investimento bem embasadas têm mais chances de render bons frutos, e os relatórios contábeis são o que embasam essas escolhas, permitindo que os investidores acompanhem de perto a saúde financeira das companhias nas quais pretendem aplicar seu dinheiro.

Quer saber mais sobre o assunto? É só continuar a leitura! Neste post, explicamos o que são relatórios financeiros, qual é sua função, quais são os principais tipos e porque sua análise é tão importante para os investidores, além de dicas de como analisá-los e ficar por dentro das principais informações sobre este mercado.

O que são relatórios financeiros?

Relatórios financeiros ou demonstrativos contábeis são documentos que indicam a situação econômica e a saúde financeira de uma organização em determinado momento. Na prática, trata-se de um compilado de dados organizados sobre o desempenho financeiro do negócio durante o período analisado.

Qual é a função dos relatórios contábeis?

A função primária dos relatórios financeiros é reunir informações para um diagnóstico capaz de embasar as tomadas de decisão dentro das companhias, orientando a alocação de recursos e os ajustes necessários em sua estratégia. 

Além disso, é uma forma de prestar contas aos acionistas, e também funciona como um instrumento para embasar decisões de compra e venda. Isso porque, por meio desses dados, é possível ter uma boa noção do desempenho atual da empresa, avaliando os riscos e o potencial de retorno que suas ações podem gerar.

Dessa forma, os investidores conseguem prever quais empresas têm mais chances de gerar lucros no futuro e quais podem entrar em declínio.

Quais são os principais tipos de relatórios financeiros?

Os relatórios contábeis funcionam como indicadores financeiros, ou seja, recortes específicos das finanças das empresas. Dentre os principais, temos:

  • Demonstrativo de Fluxo de Caixa (DFC) – contém dados sobre o fluxo de entrada e saída de capital no intervalo observado;
  • Demonstrativo de Resultado do Exercício (DRE) – trazem informações sobre o desempenho da companhia, suas fontes de renda e despesas, revelando se ela apresentou lucro ou prejuízo durante o período analisado;
  • Balanço Patrimonial (BP) – é composto pelo balanço entre ativos e passivos da empresa, que resulta no patrimônio líquido, revelando sua situação financeira atual;
  • Notas Explicativas – traz situações pontuais, que justificam alguma movimentação ou que não foram contempladas pelos outros indicadores, mas que podem revelar situações importantes sobre o momento da companhia.

Por que relatórios financeiros são tão importantes para os investidores?

Agora que você já sabe o que são relatórios financeiros, deve estar se perguntando: “eu realmente preciso acompanhar esses demonstrativos?”

Bom, se você quer ter sucesso em seus investimentos de longo prazo, a resposta é sim!

Quando você compra ações de uma empresa, está entrando para o quadro societário da organização. E você não quer ser sócio de uma empresa em decadência, que não gera lucro, não é mesmo?

Os balanços financeiros emitidos pelas companhias indicam como elas vêm performando e quais resultados têm apresentado. Logo, são cruciais para embasar uma análise fundamentalista, uma vez que são capazes de indicar o real potencial de valorização e lucratividade de suas ações.

Então, a menos que tenha uma bola de cristal, precisará se dedicar à análise e estudo desses documentos, a fim de descobrir se vale a pena ou não investir em determinada empresa, e assim, tomar decisões conscientes e bem embasadas.

Mesmo depois de investir, é importante ficar de olho nos demonstrativos contábeis. Afinal, é preciso saber como está o desempenho dos investimentos para saber se vale a pena manter determinado ativo no portfólio ou se é melhor zerar a posição.

>>> Quer algumas dicas para aprimorar seus investimentos? Então, confira este post: O que analisar para investir em ações? Seja estratégico para negociar bem!

Quem pode ter acesso aos relatórios financeiros e onde encontrar?

Toda empresa que possui capital aberto na bolsa de valores é obrigada a emitir seus balanços financeiros. Essas informações são públicas e podem ser acessadas por qualquer um.

As emissões são realizadas a cada três meses, e são disponibilizadas em seu site de Relações com Investidores (RI), onde, além dos relatórios, também são divulgados outros tipos de informações, com o objetivo de manter os acionistas informados.

Como analisar relatórios financeiros para investimentos? 5 dicas

Antes de comprar ações de qualquer empresa, é preciso estudar a companhia, a fim de identificar se ela realmente tem potencial para render bons lucros. Felizmente, os investidores podem contar com os relatórios financeiros, que são a base da análise fundamentalista.

Mas, afinal, como analisar os balanços financeiros fornecidos pelas empresas?

Separamos algumas dicas que vão te ajudar a compreender os demonstrativos contábeis, mesmo que você seja leigo no assunto. Confira:

1. Tenha uma visão holística 

Como vimos, há diversos tipos de relatórios contábeis, cada um tem um foco. Logo, para ter uma noção completa da saúde financeira do negócio, é preciso analisar todos.

Do contrário, você estará vendo apenas uma fatia da empresa, que não necessariamente representa o todo e pode gerar uma análise enviesada, que induz ao erro.

2. Acompanhe a evolução da empresa ao longo do tempo

Como esses balanços costumam ser publicados a cada três meses, é possível analisar os relatórios anteriores e compará-los ao atual. Dessa forma, você terá uma noção mais clara sobre a evolução da companhia ao longo do tempo.

3. Complemente sua análise com outras fontes de informação

Para uma análise mais completa e precisa, é importante que você não se prenda apenas aos relatórios, mas busque informações em outras fontes. 

Ou seja, além dos informes emitidos pelas empresas, fique de olho em seus outros canais de comunicação e também no que está acontecendo no mercado como um todo.

Observar a forma como a organização lida com períodos de crise também pode ser um forte indicativo para complementar sua análise fundamentalista.

4. Acompanhe especialistas do mercado financeiro

Você não precisa ser expert em análise de relatórios financeiros para fazer bons investimentos.

Uma boa forma de complementar sua leitura e aprender o que todos aqueles números significam é acompanhar especialistas do mercado, que “traduzem” essas informações, e entregam algo mais “mastigado” para os investidores inexperientes.

5. Conte com o auxílio de profissionais do ramo

Outra ótima alternativa para encontrar as empresas mais lucrativas para investir é contar com a ajuda de profissionais que se dedicam a uma análise aprofundada dos demonstrativos financeiros. Estamos falando justamente de quem mais entende desses relatórios: os contadores.

E para complementar essas dicas, trazemos um vídeo da especialista em investimentos e professora da Faculdade XP, Clara Sodré, respondendo às principais dúvidas de quem quer investir em ações. Aperte o play e confira:

>>> Quer se aprofundar ainda mais? Então, confira este post: Como analisar as ações e escolher a certa para investir?

Utilize os relatórios financeiros para investir de forma inteligente

Além de embasar a tomada de decisão estratégica das organizações e prestar contas a seus acionistas, mantendo-os informados sobre a saúde das finanças da empresa na qual investem, os relatórios financeiros também podem ser usados por investidores externos para avaliar se vale a pena ou não investir na companhia.

Se você está começando a investir agora e quer direcionar seus recursos de forma inteligente, precisará se debruçar sobre esses e outros dados, a fim de identificar as melhores empresas para aplicar o seu dinheiro.

Outra dica valiosa é nunca parar de buscar informação e estudar sobre o assunto. E você pode começar pelo curso: Introdução ao Universo de Trading. Essa formação é ideal para os profissionais das áreas de finanças e investimentos que querem evoluir na carreira com maior conhecimento em trader.

Gostou deste post? Então, compartilhe com seus amigos investidores para que eles também fiquem sabendo o que são relatórios financeiros e porque eles são tão importantes!

Como funciona o mercado secundário de debêntures? Vale a pena investir?

De acordo com um levantamento da Quantum Finance, o volume negociado no mercado secundário de debêntures em novembro de 2021 atingiu a marca de R$22,6 bilhões, quase duas vezes o volume do mesmo período no ano anterior, que somou R$12,6 bilhões. Esse dado demonstra que este mercado está bem aquecido.

E você, já ouviu falar nesse tipo de investimento?

Para que você não perca nenhuma oportunidade, preparamos este post explicando o que é o mercado secundário de debêntures, como ele funciona e como comprar debêntures para investir neste mercado. Continue conosco e não perca nenhuma informação!

O que são debêntures?

Debêntures são títulos de dívida emitidos por empresas privadas com o objetivo de captar recursos para financiar seus projetos, dívidas ou melhorar suas estruturas.

Na prática, ao adquirir esses títulos, os investidores estão “emprestando” dinheiro para essas organizações, em troca de um rendimento em juros no futuro. Ou seja, trata-se de uma aplicação de renda fixa.

>>> Você pode encontrar mais informações neste post: O que é investimento em debêntures: dos riscos aos rendimentos

O que é o mercado secundário de debêntures?

O mercado secundário de debêntures é a sessão na qual os investidores podem negociar entre si os títulos de dívida emitidos por empresas privadas.

Não se trata de um “lugar”, mas sim de um tipo de operação, que neste caso, ocorre entre investidores, sem envolver a empresa responsável pela emissão do ativo.

Por exemplo, digamos que você tenha aplicado em debêntures e decida vender seus títulos para outra pessoa. Como essa negociação não envolve a empresa emissora dos títulos, dizemos que ela ocorre no mercado secundário. Logo, essa organização não receberá nenhum tipo de recurso por essa operação.

“Mas, por que esse mercado é tão importante?”

Considerando que as debêntures têm um prazo fixo para o resgate, o investidor ficaria preso aos papéis até seu vencimento. Com o mercado secundário, isso não é mais necessário, uma vez que ele pode negociar o ativo com outros investidores, estando sujeito à marcação a mercado, que define as taxas e preços do momento.

Logo, a importância do mercado secundário está no fato de ele conferir liquidez às debêntures e outros títulos negociados no mercado primário. Isso contribui para aumentar a confiança dos investidores, que sabem que poderão vender os ativos no futuro, caso assim o desejem, aquecendo também o mercado primário.

>>> Que tal se aprofundar um pouco mais: Entenda o que são debêntures incentivadas, como funciona e as principais opções de fundos

Qual é a diferença entre o mercado primário e o mercado secundário?

Conforme vimos, o mercado secundário é onde ocorrem as negociações entre investidores. Já no mercado primário, as negociações se dão entre emissores e investidores. Os emissores podem ser bancos, no caso de CDBs; empresas, para debêntures e ações; e até mesmo o Governo Federal, com o Tesouro Direto.

Para ficar mais claro, vamos ver um exemplo prático:

Quando uma companhia abre seu capital por meio de uma Oferta Pública Inicial (IPO) na bolsa, ela faz a emissão de ações, que são adquiridas por investidores. Logo, essa negociação ocorre no mercado primário, entre emissor e investidor.

Porém, se este investidor decide se desfazer de suas ações e outro as compra, temos uma negociação no mercado secundário, ou seja, entre investidores.

Com isso, podemos perceber que apenas a primeira negociação de um ativo ocorre no mercado primário. A partir do momento que o título volta para o mercado e é transferido de um investidor para outro, já estamos falando do mercado secundário. 

Ou seja, só circulam pelo mercado secundário, títulos que já foram comprados diretamente do emissor no mercado primário. Seus rendimentos permanecem os mesmo do contrato, porém, tanto seu preço quanto as taxas cobradas nas negociações podem variar.

Como funciona o mercado secundário de debêntures?

Como vimos anteriormente, a fim de levantar capital para financiar seus projetos, as empresas emitem títulos de dívida, as debêntures. Esses títulos funcionam como contratos, concedendo ao portador o direito a rendimentos de juros no vencimento.

O investidor, por sua vez, pode se desfazer de seus títulos se assim desejar, negociando-os no mercado secundário de debêntures, estando sujeito às taxas e preços praticados no momento da venda. Logo, deve ser uma decisão bem pensada, pois corre o risco de vender por um valor inferior ao que pagou.

Diferentemente do mercado secundário de ações, onde é possível negociar títulos na bolsa de valores por conta própria, utilizando o home broker, para comprar debêntures no mercado secundário é necessário ter um intermediador, como o assessor de investimentos da sua corretora. É ele quem tem acesso a esses títulos.

Como investir no mercado secundário de debêntures?

Como vimos, o primeiro passo para comprar debêntures no mercado secundário é criar uma conta em uma boa corretora. Dentre as melhores opções do mercado estão: Rico, Clear e XP Investimentos. Após se cadastrar, você deverá transferir o dinheiro que deseja aplicar para a sua nova conta e, então, analisar as opções.

Como esses títulos têm seu preço definido pelo próprio mercado, é importante buscar com atenção, a fim de encontrar boas oportunidades. É justamente aí que entra a figura do assessor de investimentos, te ajudando a encontrar as melhores opções, de acordo com seus objetivos e perfil de investidor.

Se você ainda está em dúvida e quer saber mais sobre esse tipo de investimento, confira o vídeo abaixo, onde a especialista em investimentos, Clara Sodré, explica tudo sobre o assunto:

>>> Para mais detalhes, confira o conteúdo completo que preparamos sobre o assunto: Como aplicar em debêntures? Veja na prática

Que tal explorar o mercado secundário de debêntures em busca de boas oportunidades?

A principal função do mercado secundário é possibilitar a compra e venda de ativos livremente, permitindo aos investidores negociar títulos antes de seu vencimento, caso precisem reaver seus recursos. Com isso, confere liquidez para esses ativos, que até então, só poderiam ser liquidados após um longo prazo.

Isso também contribui para o aquecimento do mercado primário, que passa a contar com investidores dispostos a entrar em aplicações com prazos mais longos, pois sabem que poderão negociá-las no mercado secundário, caso seja necessário.

Gostou deste conteúdo e quer aprender mais sobre outros tipos de investimento? Então, conheça nosso curso Renda Fixa: Ganhos com Baixo Risco e aprenda a comparar os produtos que têm diferentes taxas e prazos para fazer seu dinheiro render cada vez mais.

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Tipos de empreendedorismo: 8 formas de empreender no Brasil

O sonho de ter um negócio próprio sempre fez parte da vida de muitos brasileiros. Porém, muitos sequer sabem por onde começar ou o que precisam fazer para tirar seus sonhos do papel. Pois fique sabendo que não faltam opções, uma vez que há diversos tipos de empreendedorismo e você certamente encontrará o seu caminho.

A pesquisa GEM (Global Entrepreneurship Monitor) de 2021, realizada pelo Sebrae em parceria com o Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade, constatou que o Brasil ocupa a 7ª posição no ranking mundial de empreendedorismo

Há mais de 14 milhões de brasileiros comandando seu próprio negócio no país, o que equivale a 9,9% da população adulta (entre 18 e 64 anos). Seja devido à falta de oportunidades no mercado formal, ou pelo desejo de independência, esse dado mostra que o empreendedorismo está no sangue do brasileiro.

Neste post, além de entender o que significa empreender e quais são as principais características dos empreendedores, você irá conhecer os 8 principais tipos de empreendedorismo que temos no Brasil atualmente. São eles:

  1. informal;
  2. individual;
  3. digital;
  4. franqueado;
  5. cooperado;
  6. corporativo;
  7. público;
  8. social.

Para entender como funciona cada um deles e descobrir com qual você se identifica, é só continuar conosco. Aproveite a leitura! 

O que significa empreender?

Empreender é a capacidade de encontrar soluções para problemas corriqueiros, e transformar isso em um negócio capaz de gerar lucros.

Logo, um empreendedor é aquele que enxerga oportunidades em meio aos problemas, passando a explorar isso comercialmente, ao oferecer a solução para pessoas que compartilham das mesmas necessidades.

A partir disso, surgem diversos tipos de empreendedorismo, que apresentaremos ao longo deste post.

Quem pode ser empreendedor?

Basicamente, qualquer pessoa pode empreender. É claro que alguns terão mais facilidade que outros, seja por terem os conhecimentos e habilidades necessárias ou até mesmo por ter melhores condições financeiras, o que representa uma grande vantagem neste meio.

Porém, de nada adianta ter todo o dinheiro do mundo à sua disposição e não ter aquele “click”, uma ideia inovadora, capaz de virar a chave e romper paradigmas.

Em outras palavras, basta ter uma ideia e conseguir executá-la, o que sabemos, nem sempre é uma tarefa fácil.

>>> Será que você tem o que é preciso? Veja neste post: Confira quais as características de um empreendedor de sucesso!

Quais são os principais tipos de empreendedores?

Muita gente tem o desejo de empreender, mas nem todos conseguem tirar as ideias do papel e dar vida aos seus sonhos. Mas, por que será que isso acontece? A resposta pode estar nas habilidades de cada tipo de empreendedor.

Podemos classificar os empreendedores em três categorias principais

  • visionário: popularmente conhecido como alguém que tem o “tino para os negócios”. Ou seja, aquela pessoa que pensa fora da caixa e tem ideias revolucionárias;
  • técnico: aquele que possui o conhecimento de execução necessário para tirar as ideias do papel;
  • gestor: possui grandes habilidades no gerenciamento de recursos, tanto humanos quanto financeiros.

Dificilmente uma única pessoa irá se destacar nos três campos. Por isso, o ideal é juntar-se a outros empreendedores com diferentes habilidades, formando um time balanceado, capaz de suprir as necessidades exigidas por essas três áreas.

8 principais tipos de empreendedorismo

Agora que você já sabe quais são as características básicas de um empreendedor, vamos conhecer quais são os principais tipos de empreendedorismo, com exemplos de empreendimentos para ilustrar cada um deles. 

1. Empreendedor informal

O trabalhador informal é aquele tipo de empreendedorismo que surge por necessidade, afinal, as pessoas precisam sobreviver, não é mesmo?

Por não possuírem nenhum tipo de registro, essa categoria define sua própria rotina, o que confere certo grau de liberdade. Porém, ganham apenas de acordo com sua produtividade e não possuem nenhum tipo de benefício além do salário.

Exemplos comuns desta categoria são os entregadores e motoristas de aplicativos.

2. Empreendedor individual

Também conhecido como microempreendedor individual ou simplesmente MEI, é provavelmente o tipo de empreendedorismo mais comum no Brasil atualmente.

Trata-se daquele empreendedor que optou pela formalização, regularizando sua atuação profissional. Por conta disso, conta com CNPJ e pode inclusive emitir nota fiscal, o que lhe concede direito a benefícios, como: redução de encargos, contribuição para o INSS, auxílio doença, auxílio maternidade, dentre outros.

Há uma vasta gama de exemplos que podem ser citados aqui, incluindo basicamente qualquer tipo de trabalhador autônomo, como: encanadores, pedreiros, cabeleireiros, confeiteiros, mecânicos, etc.

3. Empreendedor digital

O empreendedorismo digital está cada vez mais em alta na vida dos brasileiros, uma vez que confere ao trabalhador a possibilidade de trabalhar de casa, através da internet, criando sua própria rotina.

Em geral, este profissional atua com a produção e comercialização de materiais audiovisuais, como cursos e e-books, ou simplesmente criando conteúdos com o objetivo de vender produtos de terceiros em troca de comissões.

Um dos maiores exemplos desta categoria é o caso de empreendedores que trabalham com vendas comissionadas em plataformas como a Hotmart.

4. Empreendedor franqueado

O modelo de franquias funciona como um atalho para o empreendedor, que compra os direitos sobre o uso da marca e passa a contar com um modelo de negócios todo estruturado.

Para entrar neste meio, é necessário um investimento inicial, que varia de acordo com a franquia escolhida. Mesmo se tratando de um negócio pré-formatado, ainda é preciso muito esforço por parte do empreendedor para alcançar bons resultados.

Se você sempre quis entrar neste ramo, as franquias estão entre os principais tipos de negócios para empreender. Alguns grandes exemplos são: Cacau Show, McDonald’s, CVC, Havaianas, O Boticário, Subway, etc.

>>> Se você tem interesse nesta modalidade, confira também este post: As 10 melhores franquias para você investir

5. Empreendedor cooperado

Você já deve ter ouvido a frase: “a união faz a força”, não é mesmo?

É exatamente disso que se trata este tipo de empreendedorismo, que não envolve apenas um, mas sim um grupo de empreendedores, unidos em prol de um objetivo em comum, formando uma cooperativa. Assim, esses indivíduos têm seus custos reduzidos e conseguem produzir em maior escala.

Alguns exemplos de grandes empresas que iniciaram como pequenas cooperativas são: Vale, Coamo, Sicredi, Frimesa, dentre outras.

6. Empreendedor público

Contrariando o estereótipo do servidor público, geralmente visto como acomodado, o empreendedor público é aquele que está disposto a fazer a diferença e cumprir com o seu papel.

Para isso, são focados em fazer bom uso das verbas públicas, desenvolvendo soluções capazes de contribuir positivamente com a vida da população.

Como o próprio nome sugere, sua atuação se dará em órgãos governamentais, como: BNDES, Correios, Caixa Econômica Federal, IBAMA, INSS, etc.

7. Empreendedor corporativo

Também conhecido como intraempreendedor, ele não empreende por conta própria, mas sim dentro da organização na qual trabalha. É aquele tipo de colaborador que possui voz ativa dentro da empresa e faz acontecer. 

Lembrando a definição de empreendedorismo, é aquele sujeito que enxerga soluções em meio aos problemas e, dessa forma, contribui ativamente para o crescimento da empresa. Por conta disso, geralmente ocupa cargos de gestão.

8. Empreendedor social

Esse tipo de empreendedorismo tem um forte viés altruísta, com grande foco em causas sociais e na promoção do bem-estar do próximo, atuando em campos como meio ambiente, saúde e educação.

Dentre os exemplos de iniciativas nesta área, temos o projeto Litro de Luz, que leva luz às pessoas que vivem em regiões sem acesso a energia elétrica; e o Instituto Gerando Falcões, que tem como objetivo estimular o protagonismo de jovens de comunidades carentes para atuar na transformação da sociedade.

Se você quer uma boa dose de inspiração para a sua jornada no empreendedorismo, confira esta entrevista incrível que o Primo Rico fez com Rick Chesther, falando sobre como empreender do zero:

>>> Quer ir ainda mais longe? Então, leia este post: 4 lições sobre empreendedorismo de Guilherme Benchimol

Que tipo de empreendedor você é?

Como você pode ver, há tipos de empreendedorismo para todos os gostos. Se você quer fazer acontecer e tem verdadeira paixão por transformar o mundo ao seu redor, certamente irá encontrar o seu caminho em alguma dessas opções.

Porém, sabemos muito bem que empreender requer muita dedicação e esforço, mas não é só isso. Você também precisa saber como lidar com o dinheiro e, é claro, aprender a investir, a fim de multiplicar seus lucros para crescer o seu negócio.

Então, que tal conhecer nosso curso Dinheiro Sem Tabu: Crenças Limitantes? Assim, você entenderá como certas crenças limitantes impactam a sua vida financeira, quebrando os tabus relacionados com o dinheiro. Inscreva-se hoje mesmo e dê o próximo passo em busca da prosperidade financeira!

Imposto sobre venda de ações: como funciona a cobrança e como declarar no IR?

Entender como funciona o imposto sobre a venda de ações é tão importante quanto saber em quais papéis investir. Afinal, o menor dos erros, e você pode acabar tendo que prestar esclarecimentos diretamente ao Fisco, correndo o risco de ter que pagar multas pesadas. E, como bem sabemos, o leão não perdoa!

De acordo com a Receita Federal, em 2021, 869.302 contribuintes caíram na malha fina, o que corresponde a 2,4% do total de declarações entregues no ano. Essa é uma preocupação que ninguém quer, não é mesmo?

Mas, não se preocupe, pois a gente está aqui para te ajudar! Neste post, explicamos quem precisa fazer a declaração, como declarar imposto de renda sobre a venda de ações, como funciona a tributação, como calcular a alíquota e emitir o DARF. Aproveite a leitura!

O que é imposto sobre venda de ações?

O imposto sobre venda de ações é a tributação sobre a negociação de títulos emitidos por empresas no mercado de ações, ou seja, na bolsa de valores.

Quem precisa declarar IR sobre venda de ações?

De acordo com as regras estabelecidas pela Receita Federal, a declaração de Imposto de Renda é obrigatória para qualquer pessoa que possua ações em sua carteira ou que, em algum momento do ano, tenha negociado ações na bolsa.

Ou seja, não importa a quantidade ou valor, ou se você teve lucro ou prejuízo no ano de referência, se tem ao menos uma ação ou se fez qualquer movimentação na bolsa de valores, já se encaixa nesse critério e é obrigado a declarar no IR.

O que acontece se eu não declarar imposto sobre a venda de ações?

Nos casos em que a declaração de IRPF é obrigatória, o não cumprimento da norma pode gerar juros e multas, além de uma série de restrições para o CPF. Já no caso de sonegação — o que é considerado crime — a pena pode ir de multa até uma pena de reclusão de 2 a 5 anos.

Como funciona a cobrança de imposto sobre a venda de ações?

A cobrança de imposto sobre a venda de ações é realizada em cima do lucro obtido na negociação. Para isso, o contribuinte deve emitir, até o último dia do mês, um Documento de Arrecadação de Receitas Federais (DARF) de venda de ações, sob o código 6015.

“Mas, e se eu tive prejuízo neste período?”

Neste caso, a negociação também deve ser informada, no entanto, ao preencher o valor movimentado, deve-se inserir um sinal negativo na frente. Dessa forma, o valor pode ser compensado no mês seguinte ou quando houver lucro.

Para gerar o DARF de venda de ações, você deve acessar o Portal e-CAC, pelo site da Receita Federal. Quanto às informações para o preenchimento do DARF e do IR, você pode encontrá-las nos informes fornecidos pela sua corretora.

O não pagamento deste documento até o último dia do mês subsequente irá gerar encargos, que você pode calcular por meio do SicalcWeb, gerando um novo DARF.

No infográfico abaixo você pode ver instruções de como pagar seu DARF mensal:

Infográfico Tributação IR: como emitir e pagar DARF
Infográfico: como pagar o DARF mensal. 

>>> Ficou alguma dúvida sobre este processo? Temos um conteúdo detalhado sobre como emitir esse documento e pagá-lo. Confira: Como preencher e pagar o DARF Renda Variável? Tutorial!

Como funciona a tributação sobre a venda de ações?

A tributação sobre a venda de ações é aplicada de duas formas:

Alíquota do imposto sobre a venda de ações

A alíquota do imposto de renda para a venda de ações varia de acordo com o tipo de operação realizada. Operações comuns, como swing trade ou position trade, possuem alíquota de 15% sobre o lucro. Já para o day trade, a taxa é de 20%.

Alíquota IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte)

A taxa é de 0,005% sobre as vendas em operações comuns e 1% sobre o lucro no day trade. São valores simbólicos, recolhidos diretamente pelas corretoras e informados à Receita Federal, com o objetivo de fiscalizar as movimentações dos contribuintes para coibir a prática de sonegação.

No entanto, essa tributação só incide para aqueles que movimentam valores acima de R$20 mil por mês

Como funciona a isenção para movimentações mensais de até R$20 mil?

Este benefício garante ao contribuinte a isenção de imposto sobre as vendas de ações caso o valor movimentado não ultrapasse o teto de R$20 mil no mês. Acima disso, há incidência do imposto conforme as alíquotas citadas no tópico anterior.

Neste ponto, é importante fazer uma distinção entre pagar IR e declarar IR.

O objetivo da declaração é informar à Receita sobre suas finanças e rendimentos. Ou seja, ficar abaixo dos R$20 mil significa apenas que você está isento do imposto, porém, a declaração ainda é obrigatória, a fim de informar a posse dos papéis.

>>> Será que você tem algum dinheiro a ser restituído? Saiba tudo neste post: Como saber o valor da restituição do Imposto de Renda? Passo a passo detalhado!

Como calcular o imposto de renda sobre a venda de ações?

O cálculo do imposto sobre a venda de ações é bem simples, basta aplicar as taxas mencionadas anteriormente. Para isso, primeiramente é preciso saber qual foi o tipo de operação realizada, para então definir qual alíquota utilizar.

As operações de compra e venda realizadas no mesmo dia se enquadram na categoria de day trade. Portanto, caso ultrapasse os R$20 mil por mês, haverá incidência de 20% de imposto sobre o lucro obtido, sendo 1% de IRRF retido pela corretora e 19% a serem recolhidos na Receita Federal ao fazer o IR.

Já para as operações de position ou swing trade, basta aplicar a alíquota de 15% — lembrando que a corretora já retém 0,005% como IRRF.

>>> Quer se aprofundar mais no tema? Então, leia este post: Como calcular o Imposto de Renda em operações Day Trade?

Como declarar a venda de ações no Imposto de Renda?

Primeiramente, para facilitar o processo, reúna todos os documentos que serão necessários, como: comprovantes de DARFs pagas e Informes de Rendimentos — que geralmente você pode acessar pelo site da corretora ou solicitar a ela diretamente.

Com isso em mãos, você já pode fazer o levantamento dos lucros obtidos ao longo do ano de referência. Calcule o preço médio de compra e venda para cada ação, descontando as taxas de corretagem e demais custos.

Após ter tudo calculado, acesse o site da Receita Federal e faça o download do Programa IRPF. Certifique-se de baixar a versão correspondente ao ano vigente.

Como declarar a posse de ações?

Já com o programa aberto, vamos primeiro fazer a declaração de posse. Para isso, Acesse o menu “Bens e Direitos”, depois em “03 – Participações Societárias” e, em seguida, “01 – Ações”. Preencha todas as informações para cada uma de suas ações, de acordo com o Informe de Rendimentos fornecido pela sua corretora.

Como declarar venda de ações isentas – abaixo de R$20 mil?

Se você se enquadra na faixa de isenção, ou seja, abaixo de R$20 mil no total de vendas realizadas por mês, acesse no menu a opção “Rendimentos Isentos e Não-Tributáveis” e, em seguida, a opção “20 – Ganhos Líquidos em operações no mercado à vista de ações negociadas em Bolsas de Valores”.

Aí, basta preencher seguindo as informações da sua corretora.

Como declarar a venda de ações acima do limite de R$20 mil?

Caso tenha ultrapassado o limite de isenção em algum mês, deve acessar “Operações Comuns/Day Trade”. Na esquerda da tela, verá uma aba para cada mês do ano. Você só deverá preencher os meses em que ultrapassou os R$20 mil. 

Nesta aba, selecione a opção “Mercado à vista – ações”, onde irá encontrar duas colunas: “Day Trade”, destinada a operações de compra e venda realizadas no mesmo dia; e “Operações Comuns”, para operações realizadas em dias diferentes. Certifique-se de preencher o campo certo, de acordo com suas movimentações.

Nos meses em que não houverem operações ou que ficarem abaixo do limite, informe o valor igual a zero — estes últimos serão declarados conforme o passo anterior, na seção “Rendimentos Isentos e Não-Tributáveis”.

Sempre confira todas as informações e verifique se os valores apresentados batem com seus cálculos, a fim de garantir o preenchimento correto da declaração.

>>> Para uma explicação mais detalhada, temos um conteúdo super completo sobre o assunto, que você pode conferir aqui: Como declarar renda variável no Imposto de Renda? Dicas + passo a passo

Prepare a sua declaração de imposto sobre a venda de ações hoje mesmo

Todos sabemos que fazer a declaração do imposto de renda não é a coisa mais simples do mundo, mas, é uma coisa muito séria! Portanto, é melhor se dedicar e fazer tudo direitinho, pois o leão não perdoa!

O segredo para não ter problemas é preparar seu imposto de renda com antecedência. Para facilitar a declaração do IR, o recomendado é manter um controle sobre todas as suas movimentações de compra e venda de ações. É possível fazer isso por meio de uma planilha simples, sem complicação.

E, se não se sentir confortável para fazer sua própria declaração de imposto sobre venda de ações, o mais indicado é procurar pelos serviços de um bom contador. Afinal, qualquer erro no preenchimento pode te fazer cair na malha fina, tendo que prestar esclarecimentos diretamente à Receita. Você não quer isso, não é mesmo?

Você já tem experiência na bolsa e agora sabe como funciona o imposto sobre a venda de ações. Então, que tal aperfeiçoar seus métodos para alavancar seus investimentos? Conheça o curso Consistência no Day Trade & Gestão Emocional.

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LCI e LCA têm FGC? Quais os riscos de investir nos dois papéis?

Todo investidor atento e preocupado com a segurança de seus investimentos busca informações sobre as garantias dos produtos escolhidos. Neste sentido, a dúvida “LCI e LCA têm FGC?” é bastante comum entre aqueles com perfil conservador e moderado, que buscam opções de renda fixa para a carteira. 

O FGC — Fundo Garantidor de Créditos — tem, como objetivo, proteger você, investidor, de eventuais acontecimentos que possam ocasionar perdas nos valores aportados. 

No entanto, o FGC não cobre todo e qualquer tipo de investimento. A seguir, você descobre se investir em LCI e LCA é seguro, e como funciona o suporte do FGC a cada um dos produtos. 

O que é FGC?

FGC é a sigla para Fundo Garantidor de Créditos. Trata-se de uma instituição privada, sem vínculos com o Governo e sem fins lucrativos, cujo objetivo é assegurar os interesses dos investidores contra eventuais crises nas instituições emissoras de papéis. 

Dessa forma, você, ao investir em determinados produtos, fica protegido de eventos como falências, intervenções e liquidações extrajudiciais. 

Em contrapartida, o FGC também oferece mais credibilidade às instituições emissoras de papéis, fazendo com que investidores se sintam mais confortáveis em fazer aportes nos produtos oferecidos. 

Em resumo, como você vê, o FGC tem um papel importante na manutenção do equilíbrio do sistema financeiro. Ele viabiliza acordos entre você, investidor, e as instituições emissoras, com confiabilidade e tranquilidade. 

>>> Saiba mais sobre o FGC e sua história lendo nosso artigo no blog: FGC — O que é e qual a função?

Que tipo de investimentos o FGC assegura? 

Embora seja uma instituição de importância reconhecida por emissores de títulos e por investidores, o FGC não cobre todo tipo de investimento. 

A regra diz que o Fundo é responsável pela garantia de aportes de até R$250 mil por CNPJ Isso significa que, caso você supere este valor em investimentos, mas tenha aportes em dois ou mais bancos, estará coberto em R$250 mil em cada. 

Se, em contrapartida, seus investimentos equivalem, por exemplo, a R$300 mil em uma só instituição, saiba: em caso de falência, quebra ou outra intercorrência, o FGC só garantirá R$250 mil. 

Além disso, caso seu investimento seja feito a partir de uma conta conjunta, há proteção para ambos os beneficiários, com o valor da garantia dividido entre os dois CPFs atrelados. 

LCI e LCA têm FGC? 

Além da restrição ao volume do aporte, o FGC não abrange todo produto oferecido pelas instituições financeiras. 

Se a sua dúvida é se LCI e LCA têm FGC, chegou a hora de descobrir. Abaixo, listamos alguns investimentos cobertos pela garantia ordinária do FGC:

Pode se tranquilizar: se estiver pensando em fazer um investimento nestes produtos, saiba: LCI e LCA têm FGC! 

Afinal, quais os riscos de investir em LCA e LCI? Como minimizá-los? 

Se LCI e LCA têm FGC, quais os riscos atrelados aos investimentos? 

A seguir, listamos alguns deles para te ajudar a ponderar se estes produtos são compatíveis às suas expectativas, necessidades e, sobretudo, ao seu perfil de investidor.

Antes de seguir em frente, dê o play no vídeo abaixo e saiba mais sobre perfis de investidor e a importância de conhecer o seu: 

O que considerar ao investir em LCI e LCA?

O primeiro ponto a considerar antes de investir em LCI e LCA são os prazos. Para investidores de curto prazo, investir em um desses produtos pode representar um risco na medida em que o resgate antes do prazo de vencimento acarreta em carências e eventuais perdas de liquidez

Para reverter este risco, o aconselhado é aplicar em LCI ou LCA quando o interesse for em investimentos de médio ou longo prazo. Alguns exemplos são a aposentadoria ou a aquisição futura de um imóvel. 

Como os papéis de LCI e LCA, em geral, têm vencimento no prazo de 3 a 5 anos, o interessante é reinvestir o valor em um outro produto ou em uma nova oferta dos mesmos produtos. 

Caso você invista em Letras de Crédito Imobiliário ou Agrícola e passe por uma situação de quebra da instituição emissora, saiba: o ressarcimento do FGC pode não ser imediato. Por isso mesmo, é importante que você separe um recurso para o investimento e não o utilize como reserva de emergência, cujo resgate precisa ser feito de forma rápida.

Seja qual for o valor investido nos títulos, busque sempre verificar a solidez da instituição emissora. Informações históricas, como a performance da instituição, seu rating de confiabilidade, o nível de endividamento e o histórico de crescimento ao longo dos anos podem ajudar a identificar padrões e prever eventuais crises. 

Para finalizar, não se esqueça de verificar a rentabilidade oferecida pelos títulos, comparando-as com a de outros produtos de perfil e características semelhantes. Lembre-se de que, em geral, vale a regra do risco-rentabilidade. Quanto mais rentável é um papel, maior tende a ser o risco atrelado a ele.

Saiba mais sobre as opções de renda fixa

Como gostamos de pontuar na Faculdade XP, um dos maiores segredos para o sucesso do investidor é a diversificação da carteira. Seja qual for o seu perfil, ter produtos com diferentes vencimentos, rentabilidades e características pode te ajudar a manter a estabilidade do portfólio.

Que tal se aprofundar um pouco mais e entender como funcionam as diferentes opções disponíveis no mercado? Em nosso curso Renda fixa: Ganhos com Baixo Risco, conheça 10 produtos deste segmento para diversificar com segurança.

Que tal dar o primeiro passo rumo ao seu futuro dos sonhos? Sua trilha começa aqui e agora. 

*Créditos da imagem de capa: Dan Meyers em Unsplash

Mercado futuro de commodities: tudo o que você precisa saber para começar a investir

Muito utilizado em operações de hedge, visando proteger investimentos, esse mercado também é conhecido pelo seu potencial de lucratividade, porém, um alto ganho sempre está associado a um risco de perda proporcional. De todo modo, certamente vale a pena conhecer essa modalidade de aplicação!

Quer saber mais sobre esse tipo de investimento? Então, continue com a gente, pois neste artigo explicamos detalhadamente o que é o mercado futuro de commodities, como ele funciona, quais são as principais estratégias, exemplos, vantagens, desvantagens e como investir. Aproveite a leitura!

O que é o mercado futuro de commodities?

Para entender o que é o mercado futuro de commodities e como ele funciona, primeiro precisamos recapitular dois conceitos muito importantes: o que são commodities e o que é o mercado futuro.

O que são commodities?

O termo commodities vem do inglês, commodity, que significa mercadoria, e se refere a produtos básicos, utilizados como matéria-prima e consumidos no mundo todo, como: café, trigo, soja, ouro, petróleo, minério de ferro, etc.

Devido a sua grande importância, as commodities exercem grande peso na economia mundial, por isso são negociadas em bolsa, tendo seu preço determinado pela lei da oferta e demanda.

Na Bolsa Brasileira, a B3, eles são negociados no chamado mercado futuro.

>>> Escrevemos um post exclusivo sobre este assunto, confira: Commodities: significado, tipos, vantagens e como investir 

O que é o mercado futuro?

O mercado futuro é uma sessão da B3 destinada à negociação de contratos de compra e venda. Esses contratos representam acordos firmados entre duas partes, se comprometendo a comprar ou vender determinado ativo no preço combinado e em uma data específica, independentemente da cotação do produto no vencimento.

As especificidades do contrato no que diz respeito a data de vencimento, lote mínimo e margem de garantia variam de acordo com o produto negociado. 

Ao término do contrato, ele é executado e, dependendo da variação da cotação do produto no período, o investidor recebe seu lucro ou deve arcar com as perdas.

Para se aprofundar no assunto, confira o vídeo abaixo, produzido pela própria B3, explicando detalhadamente como funciona o mercado futuro:

>>> Leia também: Mercado futuro de ações: o que é e como funciona?

O que é mercado futuro de commodities? 

Agora que você já sabe a que cada um desses termos se refere, podemos voltar à nossa questão inicial: afinal, o que é o mercado futuro de commodities?

O mercado futuro de commodities é a sessão da bolsa de valores na qual são negociados contratos de compra e venda de commodities.

Mas, relaxe, pois você não precisa alugar um galpão para guardar suas toneladas de café. A maioria dos contratos são liquidados apenas financeiramente, e não fisicamente. Ou seja, ao adquirir um contrato, o investidor não está comprando o produto em si, mas sim os direitos sobre as oscilações em sua cotação.

Lista de commodities e outros contratos negociados na B3

Abaixo você confere uma tabela que lista as principais commodities e outros contratos negociados diariamente no mercado futuro da B3.

lista de commodities B3
Lista de commodities e demais contratos negociados no mercado futuro. Fonte: B3.

Como funciona o mercado futuro de commodities?

Em geral, os investidores que negociam commodities no mercado futuro se dividem entre dois grupos de acordo com seus objetivos: os que querem proteger seu capital por meio de uma estratégia chamada hedge ou aqueles que desejam obter altos ganhos na base da especulação.

Para ficar mais claro, vamos conferir como cada uma funciona na prática:

Hedge

Hedge é um tipo de operação voltada para a proteção de ativos. Serve tanto para diversificar a carteira de investimentos, quanto para se resguardar contra momentos de crise ou de incerteza.

Por exemplo, imagine que você seja um produtor de soja com capacidade para colher o equivalente a 50.000 sacas nos próximos meses. Considere que o preço da saca de soja hoje está em R$180, lhe gerando uma renda bruta de R$9.000.000, que é o suficiente para cobrir seus custos de produção e ainda tirar um bom lucro.

Agora, imagine que até a data da colheita, este preço caia para R$130, gerando R$6.500.000 de renda bruta, o que reduz consideravelmente seus ganhos. Você não vai querer arriscar, não é? Então, para proteger seu lucro, você emite contratos de venda para o mês da colheita no valor atual, de R$180, travando o preço.

A partir daí, se o valor se mantiver até a data da colheita, fica tudo como está. Porém, isso raramente acontece, uma vez que os preços estão sempre oscilando. Logo, o mais provável é que o valor caia ou suba. Neste caso, temos dois cenários:

Se o preço da saca cair, a execução dos contratos futuros emitidos irão cobrir o “prejuízo” obtido com a queda do preço. Por outro lado, se o valor da saca subir, a venda do produto no mercado físico irá cobrir o prejuízo dos contratos.

Em ambas as situações, você garante os R$9.000.000 de renda bruta, pois, ao emitir o contrato de venda no mercado futuro, travou o preço no valor que queria.

Especulação

A especulação é a estratégia utilizada por quem deseja lucrar com a valorização de contratos no mercado futuro de commodities. 

Como vimos no exemplo anterior, quando alguém deseja proteger seu patrimônio, emite um contrato de venda. Enquanto isso, na outra ponta, há um investidor disposto a assumir o risco deste contrato, contando com a sua valorização até a data de vencimento. Se o preço sobe, ele lucra. Porém, se cair, ele fica no prejuízo.

Apesar do grande potencial de lucro, as negociações no mercado futuro de commodities são consideradas um investimento de alto risco, por isso, são recomendadas apenas para investidores experientes, de perfil arrojado e alta tolerância a riscos.

Vale a pena investir no mercado futuro de commodities?

Assim como qualquer outro investimento, o mercado futuro de commodities oferece vantagens e desvantagens.

Além de ser mais uma possibilidade para diversificar a sua carteira de investimentos, os contratos de commodities no mercado futuro contam com alta liquidez, afinal, são insumos negociados em larga escala no mundo todo. Dessa forma, você consegue comprar e vender contratos no momento que desejar.

Outra grande vantagem está justamente no fator de proteção, proporcionado pelo hedge, que permite resguardar seu patrimônio mesmo em épocas de crise. Sem contar na possibilidade de alavancagem, operando grandes quantias apenas com uma margem de garantia.

Porém, também é preciso considerar os riscos envolvidos. É um tipo de investimento que exige um grande conhecimento, tanto do mercado como do próprio ativo cujo contrato você pretende negociar.

Estamos falando de um mercado altamente influenciado por fatores externos, dos quais você não terá nenhum controle, como conflitos em países que compram o produto, crises políticas, acordos comerciais, questões climáticas, etc. 

Ou seja, da mesma forma que oferece grande potencial de lucro, pode levar a perdas na mesma proporção. 

Como investir no mercado futuro de commodities?

Se você já investe em ações e outros ativos, provavelmente já sabe como investir no mercado futuro de commodities também. Basta buscar pelo contrato desejado e emitir a ordem. 

Agora, se você está iniciando no mundo dos investimentos, primeiramente deverá criar uma conta em uma corretora de confiança. Algumas sugestões são a Rico, Clear ou XP Investimentos. Com o cadastro realizado, você deverá transferir o dinheiro que deseja investir para a conta que você acaba de criar.

A partir disso, você deverá acessar o home broker da corretora, buscar pela opção de investimento no mercado futuro e, aí sim, selecionar o contrato que deseja e emitir a ordem. Viu como não tem segredo? 

>>> Para se aprofundar um pouco mais no tema, confira este post: Saiba como investir no mercado futuro e adquirir renda no tempo certo

Que tal começar a operar no mercado futuro de commodities?

O mercado futuro de commodities é mais uma opção de investimento para quem deseja diversificar a carteira, proteger patrimônio ou obter altos ganhos com a especulação de contratos.

Porém, é importante ter em mente que este se trata de um investimento de alto risco, indicado apenas para investidores mais experientes. Então, antes de iniciar, certifique-se de estar preparado para operar neste mercado.

Agora que você já está por dentro de como o mercado futuro funciona, que tal dar mais um passo para aprofundar seus conhecimentos financeiros? Conheça nosso curso: In The Money: Como começar a lucrar com Opções.

Por meio dele, você aprenderá o significado dos termos mais utilizados neste meio, conhecerá as principais estratégias e ainda verá exemplos práticos de mercado e planilhas de gráfico. Inscreva-se agora mesmo!

O que significa day trade? Conheça TUDO sobre esse tipo de operação

Ganhar muito em pouco tempo é o sonho de qualquer pessoa. No mundo dos investimentos esse sonho, na verdade, é o que significa day trade.

Se você está dando os primeiros nesse universo, talvez ainda não esteja familiarizado com o termo ou não saiba exatamente como funciona. É por isso que preparamos um conteúdo completo no artigo abaixo, com tudo sobre day trade. Nele você vai ver:

  • O que é day trade
  • Conceitos básicos e funcionamento
  • Day trader: o profissional de day trade
  • Vantagens e desvantagens
  • Principais termos
  • Taxas e tributações
  • Plataformas para traders

O que significa day trade?

Com um número cada vez maior de investidores na Bolsa de Valores, o interesse pelo day trade também tem aumentado. Antes de pensar nas possibilidades de ganho que ele oferece, porém, é preciso entender seu conceito para evitar os prejuízos.

Em tradução para o português, day trade significa “transação do dia”. No mercado financeiro, esse é o nome dado à prática na qual a compra e venda de ações acontecem no mesmo dia.

O objetivo desse tipo de operação é obter lucro com a variação de preços que acontece ao longo de um pregão.  

Quais os conceitos básicos do day trade?

Se você está pensando em dar os primeiros passos na operação de day trade, precisa conhecer seus conceitos básicos. Eles se tratam de mecanismos importantes que orientam o trader em suas análises e movimentos.  

Stop loss e stop gain

Em tradução livre, stop loss significa parar perda. Na prática, se trata de um mecanismo de gerenciamento de risco usado para limitar o prejuízo com uma ação.

Como isso acontece: o investidor define um valor específico para o papel, contrário ao que espera como lucro. Caso esse valor seja atingido, uma ordem de venda é emitida automaticamente. Isso faz com que ele evite grandes prejuízos decorrentes da queda do ativo.

Já o stop gain significa parar os ganhos. Pode parecer estranho pensar em limitar o lucro de um papel, não é? No entanto, é importante lembrar que o mercado de renda variável sofre oscilações constantes.

Por isso, o investidor que já tem determinado o valor de lucro que quer obter, usa o stop gain. Com esse recurso, uma ordem de venda é emitida automaticamente quando o papel atinge o preço estabelecido.

Na prática, o investidor garante o lucro projetado e evita os riscos da oscilação inesperada.

Alavancagem

Basicamente, quem usa a alavancagem não precisa pagar pelas ações compradas. É uma espécie de limite adicional oferecido pelo banco de investimentos. Com ele, os investidores operam na Bolsa com um capital superior ao que possuem.  

Traduzindo: em vez de pagar por toda a operação, a alavancagem permite que apenas o valor referente ao ganho ou a perda sejam custeados. Como a venda no day trade ocorre em poucas horas, o gasto dispendido é pequeno.

Imagine que um investidor tenha comprado R$ 20 mil em ações. Horas depois, as vendeu por R$ 21 mil. Com a alavancagem, ele recebe apenas o lucro de R$ 1 mil na conta, sem a necessidade de movimentação dos R$ 20 mil.

O mesmo aconteceria caso na hora da venda os papéis estivessem cotados em R$ 19 mil. Neste caso, caberia ao investidor pagar apenas os R$ 1 mil por sua perda.

Margem de garantia

Para que a alavancagem possa acontecer, é preciso que uma quantia seja depositada antecipadamente na corretora. A função é exatamente a que o nome sugere, atuar como uma margem de garantia.

Com ela, o investidor pode negociar até 10 vezes o seu valor. Ou seja, se o depósito for de R$ 2 mil, ele poderá fazer alavancagens no valor de R$ 10 mil.

< Veja também: os 6 melhores indicadores de day trade />

Como funciona o day trade?

Como dissemos, o day trade é a prática de comprar e vender ativos em um curto espaço de tempo. Além das ações, existem investidores que fazem day trade com opções ou contratos futuros.

Falando especificamente do day trade em ações, o funcionamento é exatamente o de comprar e vender no mesmo dia. Esse movimento pode ocorrer na compra seguida da venda ou na venda seguida da compra. Vamos aos exemplos.

  • Compra seguida da venda: assim que o mercado abriu, um investidor comprou um lote de ações a R$ 5 cada papel. Três horas depois, vendeu os papéis desse mesmo lote a R$ 5,25. Neste movimento, o ganho foi de R$ 0,25 por ação – ou R$ 25 pelo lote.
  • Venda seguida da compra: também na abertura do mercado, um investidor vendeu um lote a R$ 3 cada papel. Quase perto do fechamento do pregão, recomprou esses papéis a R$ 2. Assim, ele teve um lucro de R$ 1 por ação.

Quais as principais técnicas?

Para fazer bom uso do day trade e, claro, obter lucros com ele, é preciso conhecer algumas das principais técnicas. Todas elas são baseadas em análises, seja do mercado ou do próprio papel.

Padrões de candle

Também conhecido como gráfico de velas. Com ele, é possível avaliar a cotação mínima e máxima de um papel, bem como seu preço de abertura e fechamento no pregão.

Scalping

Neste caso, a análise não é baseada só em gráfico, mas também no fluxo de compra e venda. Para isso, o investidor pode usar uma das três técnicas associadas:

  • Análise técnica: de gráficos
  • Tape Reading: análise de fluxo de ordens
  • VWAP: Preço Médio Ponderado pelo Volume

Reverse

O Reverse é como nadar contra a maré. Nessa técnica, o investidor negocia o oposto da tendência apontada pelo mercado.

Um exemplo é negociar um papel em queda na expectativa de que ele atinja alta rentabilidade futura. Caso ela se cumpra, o investidor obtém lucro pelo movimento.

Momentum

Atenção e precisão são fundamentais no day trade. É por isso que a técnica Momentum avalia a força dos movimentos do preço de um ativo. Assim, o operador tem mais capacidade para definir o momento certo de comprar ou vender um papel.

Quem pode fazer day trade?

Na teoria, qualquer pessoa que opera na Bolsa de Valores pode fazer day trade. Mas isso não significa que é indicado sair comprando e vendendo papéis ao longo do dia.

Antes de arriscar nesse tipo de operação, é importante estar ciente dos seus riscos. Isso sem falar que é altamente recomendado estudar técnicas que ajudem no desenvolvimento de estratégias.

Day trader, quem é esse profissional?

O day trader nada mais é que o investidor que faz day trade na Bolsa. Durante um pregão, ele usa as oscilações do mercado para fazer operações de compra e venda de ações.

Um day trader pode trabalhar de maneira autônoma ou ao lado de empresas e fundos de investimento. Nestes casos, ele é remunerado pelos resultados obtidos.

Embora não haja exigência de formação para atuar nessa área, é esperado que o profissional tenha boas noções sobre como funciona o mercado. Afinal, operações de day trade precisam ser feitas baseadas em análises e movimentos precisos.

Mesmo sem formação, esse profissional só pode atuar em corretoras caso esteja certificado como um Agente Autônomo de Investimentos. O título é concedido pela Comissão de Valores Mobiliários.

Já os profissionais que recomendam investimentos ou ajudam investidores na montagem de carteiras precisam se tornar Consultor de Investimentos. O título também é fornecido pela CVM.

Além de consultores e vendedores em corretoras, os traders podem trabalhar como analistas de valores mobiliários, em bancos e na montagem de portfolios. Para cada posição, é exigida uma certificação diferente.

Quais as vantagens do day trade?

É claro que quem adere ao day trade está em busca das altas possibilidades de ganho. E essa é, sem dúvidas, a principal vantagem desse tipo de operação. Mas existem outras:

  • Alavancagem: com essa técnica, o trader pode investir sem ter todo o dinheiro necessário para a compra dos papéis.
  • Controle de prejuízos:  usando o stop loss, o investidor pode impedir que uma grande desvalorização afete sua carteira.
  • Ganhos com a queda: na teoria, a queda só causa prejuízos a um investimento. Mas não ao trader. Com a rápida movimentação nas operações, ele pode lucrar com a compra de um papel a um preço inferior ao pago anteriormente.
  • Proteção contra o pregão: ao comprar e vender em um mesmo dia, o investidor fica imune às movimentações ocorridas fora do horário de operação. Isto é, se uma companhia for afetada por escândalos que provocarão a queda de seu valor na manhã seguinte, o trader não sofrerá as consequências. E ainda mais: ele poderá aproveitar a baixa para comprar papéis e vendê-los em cenários de alta.

E as desvantagens?

Falar em investimento e não pensar nas desvantagens é um grande erro. Afinal, até as opções mais conservadoras oferecem riscos.

Quando falamos em day trade, as principais desvantagens estão relacionadas à maneira como a operação ocorre. Neste caso, além de conhecimento é fundamental ter tempo.

Ao optar por esse tipo de operação, o investidor deve estar sempre atento ao mercado. Isso literalmente significa ficar em frente a tela acompanhando quase que ininterruptamente as oscilações e oportunidades.

Considerando a alta rentabilidade e a fragilidade do day trade, ele é, sem dúvidas, um investimento bastante arriscado.

Principais termos do mundo do day trade

Os principais termos usados na operação de day trade estão associados aos seus conceitos básicos. Nós já falamos sobre eles lá em cima e agora iremos recapitular:

  • Stop loss: termo usado quando um investidor limita suas perdas a partir da definição de um valor de queda.  
  • Stop gain: venda do ativo quando ele atinge o valor esperado durante a operação.
  • Alavancagem: possibilidade de negociar a compra e a venda de papéis sem a necessidade de dispender todo o valor.
  • Margem de garantia: atrelado à alavancagem, esse termo nada mais é que o valor oferecido à corretora para que seja possível usar a técnica. A garantia não precisa, necessariamente, ser dinheiro. Ela pode ser outro tipo de investimento, como CDBs e Tesouros Diretos.
  • Zerar a posição: quando um trader vende o mesmo número de ações que comprou (ou compra a mesma quantidade que vendeu), ele usa essa expressão.

Quais as taxas e tributações do day trade?

Quem deseja operar no day trade precisa estar ciente das taxas e tributações associadas a esse tipo de operação. Veja quais são elas:

Taxa de corretagem

As operações de compra e venda na Bolsa de Valores estão sujeitas a taxa de corretagem. Essa taxa deve ser paga às corretoras pela intermediação entre o investidor e a Bolsa.

Não há um valor padrão, de modo que ele é determinado diretamente por cada instituição.

Taxa de custódia

Valor mensal pago pelo armazenamento de títulos ou ações. A quantia é destinada à Bolsa para garantir a proteção dos ativos.

Não há um valor determinado, podendo ser fixo ou corresponder a um percentual dos ativos guardados.

ISS

O ISS (Imposto Sobre Serviço) é um tributo municipal. Em São Paulo, ele corresponde a 5% do valor de corretagem e é pago pelo serviço prestado pela empresa.

Emolumentos

Cobrados pela B3, os emolumentos são cobrados em operações de compra e venda de ativos. Seu recolhimento tem como objetivo custear os gastos pelas transações.

Imposto de Renda

A tributação de IR só ocorre quando o investidor tem lucro e não possui prejuízos anteriores para serem compensados. Neste caso, é necessário calcular perdas e ganhos do mês anterior para entender se é necessário o pagamento do imposto. Lembrando que o pagamento é feito mediante a emissão de um DARF e que a alíquota é de 20% sobre o lucro líquido (descontando o custo de corretagem).

Principais plataformas para traders

Atualmente, o mercado financeiro disponibiliza um amplo leque de opções de plataformas para trader.

Algumas funcionalidades podem variar de plataforma para plataforma, mas no geral elas oferecem ao investidor a possibilidade de:

  • Avaliar o mercado a partir de análises gráficas, preço de ação e tape Reading
  • Acompanhar cotações em tempo real
  • Enviar ordens de compra e venda
  • Definir stop loss e stop gain

Entre as opções, a XP conta com a XP Trader. Com ela é possível ter controle da conta e conduzir as operações diretamente pelo celular. Veja outros nomes:

  • Home Broker XP
  • Bull
  • MetaTrader 5
  • Tradezone

Para operar usando uma dessas plataformas ou estratégias, é preciso ter conhecimento das boas práticas do day trade. Na Faculdade XP, você pode baixar o e-book Guia de Boas Práticas para Day Trade.

Nele, tem acesso a uma metodologia que contribui com operações mais seguras e em prol de resultados excepcionais. Para baixar, é só clicar aqui.

Como funciona o HTTPS e quais as suas vantagens

Você sabe o que é protocolo HTTPS e o que significa? Atualmente, a internet faz tanto parte de nossas vidas, de diversas formas que, às vezes, nem percebemos, mas usamos de ferramentas que facilitam o cotidiano.

De fato, os nossos dados e informações percorrem a web numa velocidade impressionante e lá permanecem por tempo indeterminado. E o HTTPS está lá para ajudar. Ele é amplamente utilizado na Internet para garantir que as comunicações entre o usuário e um site sejam seguras.

Exatamente por isso que a segurança se tornou um fator imprescindível a ser tratado pelas indústrias de tecnologia, nas quais investem muito em pesquisas, sempre visando a segurança dos usuários.

Desde o início dos anos 2000, quem navega na internet já está familiarizado com a sigla “HTTP://” e, provavelmente, levou um susto quando essa sigla passou a ser acompanhada de um “S” no final. O “S” indica seguro ou em inglês, secure.

Essa mudança ocorreu devido à época, onde existiam muitos sites clonados, home pages idênticas às originais, onde a única diferença, geralmente, era apenas uma letra no URL no endereço eletrônico.

Inclusive, diversos bancos ou serviços públicos continuam tendo páginas falsas e clonadas que roubam as informações dos internautas até os dias atuais, assim como contas bancárias, e-mails, mensagens e qualquer outra informação encaminhada. Por isso, a importância de entender o que é HTTPS!

Nesse conteúdo, você vai entender o que é protocolo HTTPS, diferenças entre HTTP e HTTPS e como funciona. Também quais são os níveis de proteção e as vantagens. Boa leitura!

O que é protocolo HTTPS?

O HTTPS (Hypertext Transfer Protocol Secure, em inglês) é um protocolo de comunicação que permite a transmissão de dados através de um canal seguro. Ele combina o protocolo HTTP com um protocolo de criptografia, geralmente o SSL/TLS, para criar um canal de comunicação seguro.

Você pode vê-lo em ação através de um pequeno cadeado que fica na barra de endereços do seu navegador, no lado esquerdo.

Então, se o cadeado estiver fechado, isso significa que a conexão é segura, mas se o cadeado estiver aberto ou com outro tipo de ícone em seu lugar, significa que a página não é segura e está vulnerável aos ataques.

Certamente, uma conexão não segura significa que hackers podem interceptar os dados que você envia para o site, assim como sua senha, endereço de e-mail e qualquer outra informação inserida na página.

Inegavelmente, se você estiver utilizando uma conexão pública ou desconhecida é ainda menos seguro, portanto, fique sempre atento a esse fator/indicador.

(Fonte: Freepik)

HTTPS e HTTP são diferentes, afinal?

Uma dúvida muito comum é se HTTP e HTTPS são diferentes. Para esclarecer melhor o que significa HTTPS e o que é protocolo HTTPS, vou mostrar a diferença entre esses protocolos tão famosos na rede. Primeiramente, os dois protocolos têm a transferência de dados entre servidores como fundamento, e a diferença entre os dois é muito simples de entender.

O HTTP é o protocolo responsável por indicar um endereço na web e garantir a troca de informações com o site visitado.

Para entender o que é protocolo HTTPS, basicamente, o HTTP é uma comunicação apenas em texto simples, não possui nenhuma camada de segurança e, portanto, não é segura. Além disso, é como se fosse um pacote enviado pelos correios sem estar bem lacrado.

Já o HTTPS é a junção do protocolo HTTP com o certificado de segurança SSL (Secure Socket Layer), uma tecnologia de criptografia que protege os dados e garante uma conexão segura com o site visitado.

Esse certificado não apenas protege a sua navegação, como também transmite credibilidade ao site visitado, por exemplo, desse modo um cliente se sente mais seguro ao inserir seus dados em um site de compras.

Então:

  • HTTP é considerado inseguro, enquanto HTTPS seguro;
  • HTTP trabalha na camada de aplicação, onde as informações são inseridas;
  • HTTPS trabalha da camada de transporte, onde as informações são criptografadas e transportadas.

Veja mais detalhes no quadro abaixo:

HTTPHTTPS
É o protocolo de transferência de hipertexto utilizado na Internet. Ele define o formato de mensagens utilizadas para a troca de informações entre os sistemas.É o protocolo HTTP seguro, ou seja, é uma camada adicional de segurança para as comunicações realizadas através da Internet. Ele utiliza criptografia para garantir que as informações trocadas entre os sistemas sejam confidenciais.
Quando comparativo entre HTTP e HTTPS.

Como funciona o HTTPS?

Quando cadastramos uma nova conta em um site, criamos um e-mail ou enviamos uma mensagem, essas informações são enviadas para um servidor.

A chave para descobrir o funcionamento de um protocolo HTTPS está aqui. Essas informações podem ser interceptadas por pessoas mal-intencionadas, caso o site não esteja protegido com o protocolo HTTPS.

Ao mesmo tempo, com a camada de segurança adicional SSL, o protocolo HTTPS pode criptografar as informações, tornando-as irreconhecíveis a qualquer outro servidor que não seja aquele que recebe a informação. Muito melhor, não é mesmo?

Assim sendo, é como se as informações fossem traduzidas para uma língua que só os servidores em questão podem entender. Se um hacker de alguma forma acessar essas informações vai se deparar com um emaranhado de caracteres sem sentido algum.

O que é SSL e como funciona

O SSL, significa “Secure Sockets Layer” (camada de soquete seguro), é um protocolo de segurança que criptografa as informações enviadas entre um servidor e um navegador. Isso impede que os dados sejam interceptados e lida por terceiros não autorizados. Ele também verifica a autenticidade do servidor para garantir que os dados estão sendo enviados para o endereço correto.

<Leia depois: detalhes sobre a Lei Geral de Proteção de Dados />

Quais são os níveis de proteção do HTTPS?

O protocolo HTTPS possui 3 níveis de proteção que reforçam e garantem a segurança das informações, sendo:

Conheça os detalhes abaixo de cada.

Criptografia

Nesse nível todos os dados enviados são criptografados, ou seja, as informações são embaralhadas e transformadas em um código que somente os servidores envolvidos na comunicação podem decifrar, qualquer outro que acessá-la terá como resultado um emaranhado de caracteres sem sentido.

Integridade dos dados

Garante que os dados trocados não sejam alterados e que nenhuma informação seja adicionada, sem este nível o usuário arrisca ter suas informações trocadas no envio. Por exemplo, informar uma conta bancária para receber um depósito, mas outra conta é registrada e o depósito vai para a pessoa errada.

Autenticação

Esse nível garante que o site visitado seja realmente o site solicitado, evitando assim o perigo de clones ou de links que direcionam para páginas mal-intencionadas, garantindo assim a segurança dos dados do usuário e a confiabilidade.

Com intuito de trazer segurança na navegação, o protocolo HTTPS tem o que há de mais seguro em tecnologia de segurança da ‘internet’. Portanto, fique tranquilo ao navegar por um site seguro porque para um hacker ter acesso às informações desse site, vai ter que abrir não só um, mas três cadeados muito seguros.

Como migrar para um protocolo HTTPS?

A atividade de migrar para um protocolo HTTPS é um processo relativamente simples que envolve a instalação de um certificado SSL em seu servidor web. Após a instalação do certificado, você precisará configurar seu site para que todas as solicitações sejam redirecionadas para o endereço HTTPS. Isso pode ser feito manualmente ou por um plugin de segurança.

Primeiramente, você precisa adquirir um certificado SSL fornecido por inúmeras organizações. Geralmente, os serviços de hospedagem oferecem este certificado.

Em segundo lugar, procure um servidor de confiança e de preferência conhecido para evitar falsificações.

De fato, existem diversos tipos de servidores na Web, e cada um tem seu próprio processo de instalação de certificados SSL/TLS. Você deve buscar as instruções do servidor em que o site está hospedado e instalar o certificado conforme as orientações fornecidas.

Depois, verifique se todos os recursos do site são compatíveis com o protocolo HTTPS. Inclusive, vídeos inseridos, scripts, redes sociais e todas as funcionalidades externas.

Após instalado o protocolo, você deve atualizar os recursos internos do site e verificar se os links internos não estão com erros ou redirecionando para página errada.

Por último, agora que está tudo pronto e verificado, é hora de atualizar as informações do site no Google Search Console. Isso é importante porque o Google reconhece os dois protocolos como sendo dois sites diferentes, então você só precisa seguir as orientações da própria plataforma para garantir que o site seja encontrado nas buscas.

<Leia também: o que é Inovação, importância, relação com tecnologia e empresas />

Principais vantagens do HTTPS

Podemos destacar que os principais benefícios do HTTPS são:

  • Garante que os dados transmitidos sejam seguros;
  • Protege contra-ataques de interceptação, que podem ser usados para roubar dados ou para modificar as comunicações;
  • Fornece autenticação, o que significa que os usuários podem ter certeza de que estão se comunicando com o site correto;
  • Oferece criptografia, o que significa que os dados transmitidos são ilíquidos para qualquer pessoa que não seja o destinatário.

Além da segurança, o protocolo HTTPS também melhora o desempenho do site já que a comunicação entre os links internos e externos se torna mais rápida. Além de melhorar o ranqueamento do site nas páginas de pesquisas do Google, com isso levando mais tráfego orgânico e qualificado.

Você sabia que no Brasil, 45% das empresas vem implementando práticas de confiança de dados? As medidas são para processos e tecnologias que fornecem recursos de criptografia, tokenização e mascaramento de ambientes de dados confidenciais, segundo informações da pesquisa Digital Trust Insights 2022.

O mercado de trabalho para profissionais de cibersegurança no Brasil está em constante crescimento, devido à crescente consciência da importância da segurança da informação. Enquanto isso, o número de profissionais qualificados ainda é relativamente baixo, representando uma grande oportunidade para aqueles que buscam uma carreira na área.

Existem muitas oportunidades de trabalho para profissionais de cibersegurança no Brasil, tanto em empresas privadas quanto em órgãos públicos para garantir a proteção de seus dados.

De acordo com levantamento do Guia Anual da Robert Hald, com dados do Glassdoor e Vagas.com.br, há muitas oportunidades ainda que serão abertas no Brasil. A Faixa salarial de um analista de segurança é de R$ 5.350 a R$ 9.000 para profissional de nível júnior; de R$ 6.900 a R$ 11.550 para nível pleno e de R$ 9.950 a R$ 16.750 para nível sênior.

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Como funciona o IOF no Tesouro Direto? Entenda a cobrança e calcule a taxa

Quer investir em renda fixa, mas não conhece a tributação relacionada aos ativos? Saiba que você chegou ao lugar certo para tirar a primeira dúvida: afinal, o que é IOF Tesouro Direto? Como o Imposto sobre Operações de Crédito incide nesta modalidade? 

Ao continuar a leitura deste artigo, você entende como calcular seu rendimento real no Tesouro, uma opção de investimento segura e cada vez mais popular, sobretudo para quem busca segurança e baixa volatilidade. 

O que é IOF e em quais operações ele incide?

Como pontuamos na introdução deste artigo, IOF é a sigla para Imposto Sobre Operações Financeiras. Trata-se de um tributo federal incidente sobre diversas operações monetárias — inclusive aquelas realizadas diariamente, mesmo por quem não é investidor. 

Imagine, por exemplo, que você utiliza seu cartão de crédito para fazer uma compra internacional. O imposto incidente no valor da compra é ele: o IOF. 

Além das compras internacionais, o IOF está presente em outras operações cotidianas, como: 

  • cheque especial;
  • financiamentos;
  • câmbio de seguros; 
  • compra de moeda de outros países; 
  • transferências internacionais;
  • empréstimos;
  • venda de títulos;
  • resgate de investimentos financeiros em títulos públicos(como o Tesouro Direto, tema deste artigo) e privados, como o CDB);
  • etc. 

Qual é a função do IOF?

Agora você sabe o que é IOF, e como ele está presente em diversas operações do nosso cotidiano. Mas, afinal, para que serve este imposto? 

A função principal do IOF é medir a oferta e a demanda de crédito no país. Por isso mesmo, dizemos que ele é uma espécie de termômetro da economia. 

Não à toa, a cobrança do IOF no Tesouro Direto e em outras operações é proporcional ao valor movimentado na operação. Isso ajuda a mensurar o volume de arrecadação em períodos determinados. 

Como é feita a cobrança do IOF em investimentos?

Você já ouviu falar em IOF regressivo? Se acompanha os conteúdos da Faculdade XP, a resposta com certeza é sim! Esta é a lógica de cobrança do IOF sobre os investimentos, e, a seguir, você entende como funciona. 

Como o nome diz, o IOF regressivo indica que, quanto maior o tempo de aplicação, menor é o imposto cobrado sobre ela. Além disso, é importante saber que esta tributação incide apenas sobre rendimentos resgatados em até 30 dias após a aplicação. 

Abaixo, você entende como funciona, na prática, a incidência do IOF nos investimentos. Observe que a alíquota inicia em 96% (para investimentos com resgate 1 dia útil após a aplicação) e cai para 0% após 30 dias. 

Como funciona o IOF no Tesouro Direto?

A lógica de incidência do IOF no Tesouro Direto é a que explicamos acima: cobrança regressiva, que diminui até chegar a zero em aplicações com mais de 30 dias. 

Na prática, isso significa que, se você contrata o produto “Tesouro Selic 2025” em 2022, por exemplo, e aguarda seu vencimento para resgatar, não paga nenhum valor de IOF. 

Em contrapartida, se precisar resgatar a aplicação antes deste período, deverá consultar a tabela IOF para Tesouro Direto (a mesma que mostramos anteriormente) e verificar a alíquota incidente no período em que o valor inicial ficou aplicado. 

Como calcular o IOF do Tesouro Direto?

O cálculo do IOF no Tesouro Direto não tem mistério.

É importante saber, entretanto, que o IOF no Tesouro Direto é cobrado somente sobre o valor do rendimento, e não sobre a soma da aplicação e do lucro. 

Ou seja, se você investiu 100,00 em um produto do Tesouro e obteve 8,00 de rendimento após 10 dias — data na qual decidiu fazer o resgate —, o IOF será de 66% sobre R$8,00. 

Vale a pena investir no Tesouro Direto, mesmo com o IOF?

Se você tem o objetivo de investir no médio ou longo prazo, a resposta é sim! Isso porque, como mostramos anteriormente, o IOF é reduzido a zero após 30 dias de aplicação. 

Além disso, investir no Tesouro ainda oferece vantagens para investidores de perfil conservador e moderado, com baixa tolerância ao risco. 

A seguir, pontuamos algumas delas: 

  • o processo é feito inteiramente online, por meio da plataforma oficial do Tesouro Direto ou da corretora de sua preferência; 
  • liquidez diária, que possibilita o acesso ao montante resgatado até 1 dia útil após a solicitação de saque; 
  • rentabilidade compatível com as suas expectativas e necessidades (segmentadas em opções prefixadas, com remuneração definida na contratação, pós-fixadas, com remuneração atrelada a um índice de mercado, e híbridas, que mesclam as opções anteriores);
  • segurança da aplicação, que é garantida pelo Tesouro Nacional, entidade atrelada ao Ministério da Fazenda do Governo, e realizada em parceria com a B3, a Bolsa de Valores brasileira. 

Mais sobre renda fixa e suas taxas

Entender as taxas e impostos incidentes sobre um investimento é fundamental para compor uma carteira de renda fixa diversificada e equilibrada. 

Se você está começando agora e tem um perfil de investidor compatível com esta modalidade de investimento, aqui vão algumas dicas de ouro para se familiarizar com os produtos e investir sem medo.

Play no vídeo 4 passos para sair da poupança e investir em Renda Fixa

Reserve 2 horas do seu dia para um curso intensivo com a mediação de especialistas do mercado: as matrículas para “Renda Fixa: ganhos de baixo risco” estão abertas! Conheça todos os produtos disponíveis no mercado, suas tributações e características e aprenda  montar uma carteira na prática!

*Créditos da imagem de capa: Kelly Sikkema em Unsplash