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Web Designer: um guia completo sobre essa profissão promissora

É criativo e gosta de trabalhar com tecnologias? Conheça a carreira de web designer. Esse profissional é responsável pela criação de sites para a World Wide Web ou outras redes virtuais.

Embora o web design possa envolver a criação de sites para a Internet, ele também pode criar páginas para dispositivos móveis, como telefones celulares e tablets.  Mas não se limita somente a isso, o especialista também pode estender à criação de aplicativos para a web, como widgets e jogos.

O mercado de trabalho para web designers no Brasil está em constante crescimento, devido às grandes demandas por profissionais qualificados.

De acordo com o Mapa, o primeiro quadrimestre de 2022 registrou 19.373.257 empresas ativas, considerando matrizes, filiais e microempreendedores individuais (MEI). O Mapa de Empresas é uma ferramenta disponibilizada pelo Governo Federal que fornece indicadores relativos ao quantitativo de empresas registradas no País e ao tempo médio necessário para abertura de empresas.

Diante deste cenário, é importante destacar que diversos negócios não possuem um site, ou seja, há um grande potencial de crescimento neste mercado.

O Brasil se encontra na segunda posição global dentre os países que mais gastam tempo na Internet. A pesquisa promovida pelo Comitê Gestor da Internet do Brasil revelou que, em 2020, o país chegou a 152 milhões de usuários. Os números são grandiosos e demonstram um grande potencial de crescimento para o mercado de web design.

Confira ao longo do conteúdo mais detalhes sobre a carreira de web designer: o que faz, quanto ganha e indicações de cursos. Boa leitura!

Afinal, o que é web designer?

O web designer é um profissional que desenvolve projetos de sites e páginas na internet, além de outros trabalhos relacionados ao design de interface. Ele trabalha com a concepção e criação de layouts, aplicando as melhores práticas de design e usabilidade, de acordo com as necessidades do cliente.

Para entender melhor, a web design é um tipo de design voltado para a criação de interfaces digitais utilizando a internet. Ele é responsável por criar o design da página, a fim de torná-la mais funcional e atraente para o usuário. Igual o site que você está lendo!

Como funciona o web design? O web design é dividido em três áreas principais: o design de interface, o design de experiência do usuário e o design de informação.

  • Design de interface é a área da web design responsável por criar a aparência e a navegação de um site;
  • Design de experiência do usuário é a área da web design responsável por projetar a interação do usuário com o site;
  • Design de informação é a área da web design responsável por organizar e apresentar a informação de um site de maneira clara e eficiente.

Principais elementos do web designer

O web design é composto pelos elementos de design gráfico usados em páginas da web. Esses elementos incluem cores, imagens, fontes e layout. O web design também envolve a usabilidade da página, a navegação e a experiência do usuário.

Layout

O layout é importante para a experiência do usuário porque é a forma como as informações são apresentadas na tela. A maneira como as informações são organizadas e exibidas influencia diretamente na facilidade com que o usuário consegue encontrar o que precisa e compreender o conteúdo.

Com uma estrutura visual bem desenhada, isso pode ajudar a guiar o usuário pelo conteúdo, destacando as informações mais importantes e deixando o restante em segundo plano. Isso torna a experiência mais agradável e eficiente, pois o usuário não precisa perder tempo procurando pelas informações que precisa.

Além disso, o layout também influencia a forma como o usuário percebe a marca. Um design bem-feito pode transmitir os valores da marca e ajudar o usuário a se identificar com ela. Já um layout confuso e desorganizado pode causar a impressão de que a marca é amadora e pouco profissional.

O layout é essencial para a experiência do usuário e deve ser pensado cuidadosamente para garantir que as informações sejam apresentadas de forma clara e eficiente.

Paleta de cores

Além disso, há mais detalhes para ficar de olho, por exemplo, a paleta de cores. Ela é uma das ferramentas mais importantes para a criação de um site de uma empresa. A cor é uma das principais formas de comunicação visual e, portanto, é crucial escolher as cores certas para o seu site.

As cores podem transmitir certos sentimentos e mensagens, por isso é importante escolher as cores que transmitem a mensagem certa para o seu público-alvo. A cor também pode afetar a legibilidade e a usabilidade do seu site, por isso é importante escolher cores que sejam fáceis de ler e de usar.

Indexação

Em suma, sem um bom design, seu site pode não atrair o tráfego desejado ou, pior ainda, pode causar que os usuários abandonem seu site. Um bom design também é importante para ajudar os mecanismos de busca a indexar seu site de forma correta.

Se seu site for difícil de navegar ou não for otimizado para os mecanismos de busca, as pessoas terão dificuldade para encontrá-lo quando estiverem procurando por algo relacionado.

Resumindo, o web design é extremamente importante para o sucesso de um site. Sem um design bem planejado, um site pode não receber o tráfego desejado ou pode não ser facilmente encontrado pelas pessoas.

<Leia depois: o que é o Metaverso e como isso muda na sua vida />

O que faz um web designer?

O web designer é o profissional responsável pelo design de sites e aplicações web como já dito anteriormente. Ele utiliza diversas ferramentas para criar layouts, ilustrações, ícones e outros elementos gráficos que serão utilizados na interface do site ou aplicativo.

Além de criar a interface do site, o web designer também é responsável por pensar na estrutura e na navegação do site, de forma que o usuário possa encontrar facilmente o que está procurando. Isso você já entendeu, certo?

Então, quais são as habilidades necessárias para ingressar na carreira? O web designer precisa ter conhecimento de design gráfico, usabilidade, estrutura de informações e técnicas de codificação.

Confira abaixo o detalhamento por assunto.

Elabora e adequa briefings

O profissional faz briefing com o cliente para entender o que este deseja para o seu website. Ele precisa saber qual o objetivo do site, quais as informações que devem ser exibidas e quais os recursos que devem estar disponíveis. Além disso, o web designer também deve levar em consideração o público-alvo do site e o que esse espera encontrar.

Codifica

O web designer codifica o website usando HTML, CSS e JavaScript.

O HTML é uma linguagem de marcação que permite ao web designer criar os elementos visuais do website, como texto, imagens e links.

CSS é o acrônimo para Cascading Style Sheets, ou Folhas de Estilo em Cascata em português. É um tipo de linguagem utilizada para definir a formatação de um documento HTML ou XML. Com ele, é possível definir como um documento deve ser exibido, incluindo a cor, fonte, posição e tamanho dos elementos.

JavaScript é uma linguagem de programação interpretada. O que significa que o código não é compilado, mas sim executado diretamente pelo navegador. Isso significa que o usuário final pode visualizar o código fonte e, caso existam erros, eles serão exibidos na tela.

 Cria layouts

O web designer cria o layout da página utilizando ferramentas de design gráfico, como o Photoshop. Depois de criar o layout, o especialista exporta as imagens para o HTML, onde elas são transformadas em código.

No site ou aplicativo, o layout é importante para a experiência do usuário. Ele deve ser bem pensado para guiar o usuário na navegação e na interação com o conteúdo.

 Faz a manutenção de sites

É importante que o web designer mantenha o site atualizado com as últimas tendências e tecnologias. Isso porque é importante manter um site atualizado e funcionando corretamente.

O especialista deve monitorar o site para garantir que as páginas sejam carregadas rapidamente e que os links estejam funcionando corretamente. Além disso, o web designer deve certificar-se de que o site esteja seguro contra hackers e outras ameaças.

Cria projetos de design gráfico

O design gráfico para um site é um projeto que envolve a criação de elementos visuais que serão utilizados em um site. Isso inclui a criação de logotipos, gráficos, imagens e outros elementos que farão parte do visual do site. O objetivo do design gráfico para um site é torná-lo mais atraente e fácil de usar para os internautas.

(Fonte: marymarkevich/Freepik)

Qual a diferença entre web designer e designer gráfico?

O web designer é responsável pelo design e layout de sites, aplicativos e páginas da web. O designer gráfico, por sua vez, é responsável pelo design de materiais impressos, como logotipos, embalagens, livros e revistas.

Desenvolvedor web também é web designer? Entenda

Não. Elas são ocupações distintas, mas como algumas atividades em comum.

O que faz um desenvolvedor web? É o profissional responsável por criar e manter sites e aplicações web. Eles trabalham com uma variedade de tecnologias para criar sites dinâmicos e interativos que atendam às necessidades do cliente.

Um desenvolvedor web pode atuar em uma variedade de áreas, desde o design e desenvolvimento de sites para a criação de aplicações web complexas. Alguns desenvolvedores web especializam-se em um determinado tipo de tecnologia ou plataforma, enquanto outros são generalistas e podem trabalhar com várias tecnologias.

Para se tornar um desenvolvedor web, é preciso ter um bom conhecimento de programação e de como os sites funcionam. Também é importante ter boas habilidades de comunicação e um bom senso de design, pois muitos dos sites que um desenvolvedor cria precisam ser atraentes e fáceis de usar.

Algumas das graduações mais comuns dos profissionais são Sistemas da Informação e Análise e Desenvolvimento de Sistemas.

<Entenda mais: saiba detalhes da carreira de Arquiteto de Soluções />

Por que as empresas investem na contratação de um web designer?

As empresas devem investir em um profissional web designer se quiserem: se destacar da concorrência, atraír mais clientes e aumentar suas vendas.

Um profissional web designer pode ajudar a melhorar a usabilidade do site, torná-lo mais atraente e criar uma experiência de usuário positiva, o que leva a mais clientes satisfeitos. Afinal, um consumidor feliz volta mais vezes, seja em um site ou aplicativo.

Atualmente, em que a concorrência é cada vez mais acirrada, é cada vez mais importante que as empresas se destaquem da concorrência. Isso porque, com a globalização da economia, os consumidores têm cada vez mais opções de produtos e serviços a sua disposição e, ficam cada vez mais exigentes.

Portanto, para se destacar, as empresas devem oferecer produtos e serviços de qualidade superior, com preços competitivos e, além disso, investir em marketing e comunicação para serem lembradas pelos usuários.

<Leia depois: o que é inovação, importância e a relação com tecnologia e empresas />

Prêmios na área de web design

Nada mais motivador do que ser reconhecido, não é? Ademais, ganhar uma quantia por uma obra de plataforma.

Os prêmios são importantes para um profissional por diversos motivos. Primeiro, eles reconhecem o trabalho duro e o talento do profissional. Isso pode incentivar um web designer a continuar se empenhando e a melhorar ainda mais a sua performance.

Além disso, os prêmios também podem ajudar o profissional a conquistar novos clientes ou patrocinadores, uma vez que o seu talento fica mais visível para o mercado.

Veja abaixo alguns prêmios da área de web design:

Quando ganha um web design?

Os salários de um web designer no Brasil variam muito, dependendo da experiência, da região e do porte da empresa. Conforme o site Vagas.com, um profissional no Brasil recebe salário inicial de R$ 1.582,00 e pode chegar a ganhar até R$ 3.428,00. A média salarial da profissão é de R$ 2.404,00.

Dica extra: 3 cursos de web design para investir

Para se tornar um web designer, é importante ter habilidades de design, criatividade e também conhecimento técnico. Logo, é importante saber como criar sites que sejam funcionais e atraentes, bem como ter conhecimento de HTML, CSS e outras ferramentas de desenvolvimento web.

Se você quer colocar a mão na massa logo, confira os cursos abaixo:

  1. Curso de Web Design Ultimate da Universidade WebFlow;
  2. Introdução ao Web Design Responsivo – HTML & CSS Tutorial da FreeCodeCamp;
  3. Web Design Completo em HTML / CSS + Criação do seu Portfolio da UDEMY.

Se você quer se destacar na carreira faça parte da Trilha de Especialização em Inovação e Transformação Digital. Um curso de aprendizado ágil e de curta duração com profissionais renomados!

Saiba o que é mineração de criptomoedas e o que é necessário para ganhar ativos na internet

Antes de serem exibidas nas vitrines das joalherias, pedras como o rubi e a esmeralda ficam escondidas sob o solo. Para serem encontradas, precisam do esforço de mineradoras ou garimpeiros, que exploram o terreno e extraem os minérios localizados.

Na atualidade, talvez você já tenha ouvido falar sobre algo parecido no mundo dos investimentos, mais especificamente em torno de ativos como o Bitcoin. Mas como isso funciona e o que é a mineração de criptomoedas?

O objetivo é o mesmo da mineração feita na natureza: encontrar itens valiosos. Nos computadores, porém, em vez de pedras é possível encontrar dinheiro. Mas antes de sair revirando máquinas, recomendamos conferir no artigo abaixo mais sobre como esse processo funciona.

O que é mineração de criptomoedas?

Até pouco tempo atrás, a palavra mineração estava associada exclusivamente a grandes montes de terra e rocha. Hoje, ela também se refere à busca por moedas digitais, conhecidas como criptomoedas. E para entender o que é a mineração de criptomoedas, é importante entender antes o que são esses ativos.

Basicamente, a criptomoeda é uma moeda digital. Mas, diferentemente do Real e do Dólar, que são físicos e emitidos e controlados por governos e bancos, as criptomoedas são descentralizadas e consistem em linhas de códigos criptografados. Para transacionar ou produzir uma moeda digital, é preciso usar corretoras ou fazer o processo de mineração.

Assim, a mineração de criptomoedas é o nome dado ao processo feito digitalmente para “cunhar” uma moeda. Ele depende de alta tecnologia e de supermáquinas, capazes de resolver problemas matemáticos criptografados. Ao fim desse trabalho, o minerador é recompensado com as criptomoedas que estavam armazenadas por trás desses códigos.

Qual a base para a mineração de criptomoedas?

O processo de mineração de criptomoedas é responsável por validar dados na blockchain, o banco de dados que registra todas as movimentações na internet.

Nesse processo, os usuários — também conhecidos como mineradores — devem usar seus computadores para encontrar a solução para equações complexas. É como uma espécie de desafio, no qual a recompensa é a moeda digital. Veja as principais bases do processo:

  • Os computadores reúnem em blocos todas as transações ocorridas em um período de 10 minutos. A partir das informações obtidas, tentam resolver um problema matemático e chegar a uma hash.
  • A Hash é uma função matemática que converte um arquivo de qualquer tamanho em um código de 64 caracteres composto por letras e números. É como se fosse a impressão digital daquele arquivo.
  • Quando o primeiro minerador resolve a equação, ele compartilha o resultado com os demais sistemas na rede. Se esses sistemas identificam que a solução é correta, o bloco é incorporado ao blockchain.
  • Como recompensa, o minerador recebe uma remuneração, as chamadas criptomoedas.
mineração de criptomoedas em um ambiente virtual
A mineração de criptomoedas é feita a partir de inúmeros algoritmos no computador

O que é necessário para realizar a mineração de criptomoedas?

Se você tem interesse em fazer do seu computador uma fonte de mineração de criptomoedas, saiba que não é tão simples. A complexidade das equações matemáticas exige alta performance das máquinas usadas, além de uma estrutura robusta de energia.

As grandes chances de lucro oferecidas pelas criptomoedas também elevam o custo da mineração. Neste caso, quem quer acumular grandes patrimônios com essa atividade precisa investir.

Veja quais são os principais recursos necessários para a mineração de criptomoedas:

Equipamentos sofisticados

Antigamente até era possível minerar com computadores pessoais. Hoje, diante do grande volume de equações sendo resolvidas, é preciso ter máquinas e redes específicas para o processo.

Um computador de mineração de criptomoedas deve ter alta capacidade de processamento. Isso significa uma grande quantidade de placas gráficas de última geração agrupadas.

Energia elétrica

Uma máquina potente consome uma grande quantidade de energia elétrica. Considerando ainda que elas ficam ligadas quase que ininterruptamente para resolverem as equações, esse consumo é ainda mais elevado. Como resultado, a conta dos mineradores costuma ser salgada.

Carteira virtual

O armazenamento dos ativos recebidos deve ser feito em uma carteira de criptomoedas. Por isso, é fundamental a criação de uma.

É possível escolher entre uma carteira online (hot wallet) ou offline (cold wallet). No primeiro caso, ela é automaticamente conectada à internet, enquanto a cold wallet funciona de maneira semelhante a um pen drive.

Hardware de mineração

Para garantir a alta performance do computador, muitas pessoas têm investido em hardwares de mineração pré-configurados. Basicamente, eles são bancos de microprocessadores com sistemas de refrigeração.

Como minerar Bitcoin?

O Bitcoin é uma das criptomoedas mais popular da atualidade. Para minerá-la, é preciso investir algumas dezenas de milhares de reais na compra de hardwares.

O hardware mais conhecido é o ASIC. Sua alta capacidade de processamento faz com que os ativos sejam minerados em grande velocidade e, consequentemente, menor tempo.

Como o processo de mineração consome muita energia, é recomendado montar a estrutura em locais de baixa temperatura, que não aqueçam tanto os aparelhos. Uma boa internet e uma rede elétrica estável também são importantes, pois ambas devem funcionar perfeitamente durante a mineração.

Feito tudo isso, a mineração começa ao ligar o computador e acessar o software de mineração. Com o preenchimento de dados da carteira virtual, o minerador deve selecionar o dispositivo e deixar a operação acontecer.

Mesmo com todo o investimento, ganhar Bitcoins sozinho é uma tarefa quase que impossível. Isso porque existem grandes fazendas de mineração ao redor do mundo, que esmagam computadores domésticos.

A solução, neste caso, é se unir aos chamados pools de mineração. Neles, mineradores se juntam para somar poder de processamento. Após as extrações, os ganhos são divididos.

Que outras criptomoedas podem ser mineradas?

Muito se fala sobre a mineração de Bitcoin. No entanto, existem outras opções de criptoativos que rodam em blockchains públicas e podem ser minerados.

No modelo Proof of Work, ou Prova de Trabalho, as moedas digitais são confeccionadas a partir das supermáquinas. Além do Bitcoin, outros ativos que funcionam nesse sistema são o Ethereum (ETH), Zcash (ZEC), Litecoin (LTC) e Ravecoin (RVN).

Já no modelo Proof of Stake, ou Prova de Participação, o sistema exige que as criptomoedas sejam mantidas na rede para que os blocos sejam validados. Entre os nomes de ativos que podem ser minerados nesse formato estão o Cardano (ADA) e o Tezos (XTZ).

Qualquer pessoa pode fazer a mineração de criptomoedas?

Na teoria, sim. O acesso aos softwares de mineração são liberados a todos os usuários. Porém, considerando que a prática exige um alto investimento e uma estrutura robusta, as condições de pessoas comuns se tornarem mineradoras diminui.

Quanto ganha um minerador de Bitcoin?

Como recompensa pelo serviço de validação das transações na blockhain, o minerador recebe uma taxa. Essa taxa é chamada de taxa de transação e varia de bloco para bloco.

No caso dos Bitcoins, cada bloco minerado resulta no pagamento de 6,25 Bitcoins. Lembrando que essa quantia costuma ser dividida entre mais mineradores, que atuam em conjunto na resolução das equações nos pools de mineração.

Quais as plataformas de mineração de criptomoedas mais conhecidas e promissoras?

Para que o trabalho de mineração aconteça, é preciso contar com uma boa plataforma. Hoje são dezenas de opções no mercado, cada uma delas com um sistema diferente de funcionamento, layout e velocidade.

Entre os nomes mais populares de plataformas de mineração estão:

  • CPU Miner
  • EasyMiner
  • MultiMiner
  • Cudo Miner
  • HoneyMiner
  • Awesome Miner
  • ETHMiner
  • Claymore
  • CGMiner

Além do universo financeiro, as criptomoedas também estão inseridas no contexto do universo digital. Afinal, a capacidade de mineração está diretamente ligada a níveis de entendimento sobre sistemas e tecnologia.

Na Faculdade XP, você pode aprender mais sobre esse tema com o programa de bootcamps. É só fazer a assinatura Multi+ para ter acesso a dezenas de cursos, como de arquitetura de machine learning e gestão de dados.

O programa possui conteúdos imersivos, práticos e interativos, com aulas focadas nas habilidades técnicas. Ao fim de cada curso, o aluno terá capacidade para atuar rapidamente no mercado de trabalho. Para saber mais, acesse a página de bootcamps.

Veja como funciona a estratégia de Asset Allocation

O mundo dos investimentos possui uma série de estratégias que podem ajudar na rentabilidade das aplicações. Por isso mesmo, se você está começando agora a sua jornada, precisa entender sobre todas as opções de táticas disponíveis. E uma delas é conhecida como asset allocation, bastante usada por vários investidores ao redor do mundo. Mas você sabe como ela funciona?

Para ajudar um pouco mais, separamos neste artigo tudo o que você precisa saber sobre ela. O conceito básico dessa estratégia, quais as suas vantagens, como ela funciona e como montar um portfólio com alocações de ativos.

Aproveite o texto e boa leitura!

O que é Asset Allocation?

Asset allocation, que em português significa “alocação de ativos”, é uma estratégia de investimento que se baseia na diversificação de ativos. Esses ativos podem ser vários tipos de aplicações, como fundos, FIIs, criptomoedas, ações, renda fixa, entre outras opções disponíveis no mercado financeiro. 

Essa estratégia tem como principal objetivo diminuir o risco de investimento. Afinal, ao aplicar em várias frentes, o investidor estará mais seguro caso um dos investimentos esteja com viés de baixa. Caso ele tivesse aplicado todo o seu dinheiro somente nesse ativo, a descapitalização seria muito maior. Portanto, uma das lições dessa estratégia é: jamais coloque todos os ovos numa mesma certa. 

>>> Por falar em diversificação, está mais do que evidente que você precisa fugir urgentemente da poupança e caminhar para aplicações com melhores retornos. Para falar um pouco mais sobre isso, a especialista da Faculdade XP, Clara Sodré, conta um passo a passo sobre como enxergar as melhores oportunidades nessa modalidade. Dê o play no vídeo e aproveite: 

Como funciona a estratégia de alocação de ativos?

A estratégia de alocação de ativos não é complicada. Ela funciona, basicamente, com a diversificação de tipos de investimento. Por isso mesmo, entender o seu perfil de investidor é fundamental, pois vai definir também a sua abertura para riscos. Definido o perfil, é hora de pensar na melhor estratégia para alocação de ativos. Listamos a seguir as principais:

Alocação tática de ativos

Recomendada para quem já está familiarizado com o mundo dos investimentos, essa estratégia se baseia no tempo que o dinheiro vai ficar aplicado em cada ativo. Ou seja, são estratégias de curto, médio e longo prazos que são estabelecidas com base em análises mais profundas feitas pelo investidor. Entretanto, se você ainda não possui conhecimento suficiente, pode solicitar a ajuda de um especialista de investimentos. 

Essa é uma tática interessante, pois permite aproveitar oportunidades que possam aparecer de repente e, assim, otimizar os resultados da carteira. Por isso, neste caso, é preciso acompanhar o mercado diariamente para que tenha o resultado esperado. 

Constant Proportion Portfolio Insurance (CPPI)

Nesse tipo de tática, o investidor pode estabelecer o limite máximo de perda que está disposto a assumir. Ou seja, antes mesmo de fazer a aplicação, ele informa à corretora o valor ou a porcentagem dessa perda “desejada”. Com isso, é possível garantir que, em uma eventual crise, onde há uma desvalorização profunda de um ativo, essa perda seja minimizada.

Alocação dinâmica

Como o próprio nome diz, esse tipo de tática permite que as mudanças na diversificação sejam mais dinâmicas. Isso quer dizer que o investidor pode realocar as suas aplicações de forma mais ágil, conforme os resultados diariamente. Importante ressaltar que, nesta alocação, é preciso que o investidor possua altíssimo conhecimento de mercado. 

Ponderação constante

Apesar de ser um tipo de alocação mais ativa, como a anterior, a de ponderação constante leva em conta ativos de maior qualidade.

A ideia aqui é identificar oportunidades que surjam com as oscilações de mercado, comprando papéis sólidos — como as blue chips — quando esses estiverem desvalorizados. Portanto, apesar da mudança na carteira, ao trocar papéis de pesos e fundamentos similares, você poderá otimizar os resultados.

Alocação estratégica

Nesse tipo de alocação, o investidor precisa ter um mindset de longo prazo. É uma das maneiras mais simples de executar o asset allocation nos investimentos. Você deve olhar o resultado das aplicações, dividir pelas modalidades e alocar proporcionalmente em todos os investimentos.

Exemplo: suponha que você tenha uma rentabilidade de 30% em renda fixa e 20% em renda variável. Ao dividir por 2, a média ponderada é de 25%. Portanto, as aplicações em cada tipo de ativo devem levar em conta essa porcentagem.

Quais as vantagens do Asset Allocation?

A principal vantagem de utilizar a alocação de ativos nos investimentos é que ela reduz bastante o risco de perder dinheiro. Isso faz com que, de forma geral, o retorno seja melhor para o investidor.

Ao fazer a diversificação, o investidor garante solidez na carteira, principalmente quando falamos de longo prazo. Isso ocorre porque todos os tipos de investimento têm ciclos. Dessa forma, com essa alternância, você terá mais proteção. 

Qual a chance, por exemplo, de todas as formas de investimento darem errado ao mesmo tempo? Ainda que exista uma possibilidade, ela é praticamente bem pequena. Portanto, em termos gerais, utilizando a estratégia de asset allocation sua carteira não será tão prejudicada.  

Como fazer a alocação de ativos em seu portfólio de investimentos?

Antes de mais nada é preciso entender até que ponto você tem disposição para correr risco. Por isso mesmo, o primeiro passo é fazer uma análise do seu perfil de investidor. Depois, é preciso estudar bem todos os tipos de investimento. Desde o funcionamento de renda variável, como ações, até aplicações em renda fixa.

Com essas informações em mãos, é hora de agir. Olhe para o valor que você tem disponível e faça a distribuição proporcional ao risco que está disposto a correr.

Uma carteira mais arriscada, por exemplo, pode chegar a 90% de investimento em ações e 10% em renda fixa. Uma opção mais cautelosa pode considerar 70% para renda fixa e 30% para renda variável. As possibilidades, enfim, são diversas. No final, quem decide é você.  

Agora que você sabe um pouco mais sobre asset allocation, que tal melhorar ainda mais o seu conhecimento sobre o mundo financeiro?

Aqui na Faculdade XP você encontra cursos para todos os níveis: do iniciante ao avançado. Por exemplo: em “Renda fixa: Ganhos com Baixo Risco” você aprenderá como funciona essa modalidade e como aproveitá-la a seu favor. Garanta já a sua inscrição clicando aqui. Aproveite!

O que é a curva de juros, como é definida e qual o seu impacto?

A curva de juros é a representação gráfica da projeção do mercado em relação às taxas de juros que um investidor irá receber ao aplicar capital em títulos prefixados, ao longo de um determinado período. 

Como veremos a seguir, ela é construída a partir da estimativa de trajetória da taxa Selic e impacta diversas movimentações financeiras, desde custos de empréstimo até a rentabilidade de investimentos.  Por isso é importante compreender seu funcionamento. 

O que é curva de juros?

A curva de juros apresenta uma estimativa dos juros que investidores irão receber por fazerem uma aplicação financeira dentro de determinada faixa de tempo, podendo ser de um ano, dois anos, cinco anos, 10 anos e por aí vai! 

O gráfico que forma a curva de juros possui dois eixos: um horizontal, que apresenta o prazo ou o tempo, e um vertical que distribui as taxas de juros conforme a previsão do mercado. 

Quando usamos a curva de juros para avaliar investimentos é necessário observar primeiro o prazo que você deseja manter o capital aplicado. O próximo passo é identificar a taxa de juros que será paga. 

Observe o exemplo abaixo de uma curva de juros: um investidor que deseja realizar um investimento por um ano terá uma rentabilidade de 9%, já os investimentos com vencimento em três anos oferecem uma taxa de juros de 10,1%. 

Resumindo, ao olhar para a curva de juros um investidor é capaz de estimar o percentual relativo aos juros que ele irá receber por fazer um aporte em investimentos prefixados, de acordo com o período em que o capital ficará aplicado. 

Ao aplicar em um título com taxa de juros prefixada, para retirada e rentabilidade futura, você está de fato assinando um tipo de contrato futuro de juros (ou DI), que garante a recompra do título, pelo emissor, pelo valor acordado, ou seja, pela taxa que foi assegurada ao investidor. 

O mercado futuro e a compra de títulos por meio deste tipo de contrato, garantem a sua proteção em relação à oscilação das taxas de juros. Ou seja, mesmo que a taxa de juros caia durante o período em que o capital está aplicado, o contrato do título prefixado assegura que na data do vencimento, o emissor irá pagar a taxa pré acordada.

Entretanto, caso a taxa de juros suba, com um contrato prefixado você não tem acesso a taxas atualizadas. Ele mantém a rentabilidade conforme o contrato. Falaremos mais sobre isso, adiante.

Por ser criada a partir de expectativas do mercado, a curva de juros pode variar ao longo do tempo e isso pode impactar seus investimentos, valorizando ou desvalorizando seus títulos. 

Como a curva de juros é definida? 

Entendido o que é curva de juros a pergunta que fica é: como o mercado constrói a curva de juros? 

A curva de juros é construída a partir da expectativa do mercado em relação à trajetória da taxa Selic para os próximos períodos. Vale lembrar que essa é a taxa básica de juros do país.

A trajetória da Selic é estimada a partir da taxa atual. Com essa informação, o mercado faz uma estimativa de qual vai ser o comportamento da Selic a cada reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) que ocorre, em média, a cada 45 dias. O Copom é quem define a taxa Selic. 

Tendo em mãos as projeções para a taxa Selic, é calculada a média da taxa para o período que o mercado deseja avaliar, que pode ser para um ano, dois anos, três anos, 10 anos, 30 anos etc. 

Para se ter uma ideia, países com economias estáveis, como os Estados Unidos, projetam suas curvas de juros para até 50 anos!

Os valores médios e estimados da Selic são inseridos no gráfico da curva de juros, na linha vertical. Enquanto na horizontal está o tempo ao qual correspondem.

Essa expectativa para a variação da taxa de juros ao longo dos períodos cria uma curva dentro do gráfico. 

Como veremos a seguir, exatamente por ser baseada em estimativas e projeções, essa curva pode sofrer variações que impactam a rentabilidade dos seus investimentos. 

Além disso, é importante considerar a possibilidade de uma curva invertida, que ocorre quando o mercado começa a estimar que a Selic vai cair. 

>>> Leia também: O que acontece com a queda da taxa Selic para os investidores?

Como a curva de juros impacta nos investimentos? 

Vamos imaginar que você deseja realizar um investimento com rentabilidade pré-fixada para retirada do capital em cinco anos. Qual é a taxa que esse título irá te pagar ao final do período? Acertou quem respondeu: a taxa que a curva de juros indicar para daqui cinco anos.  

Existem diferentes maneiras da curva de juros impactar os resultados dos investimentos. Citamos algumas, a seguir. 

Relação tempo x taxa de juros

Geralmente, títulos com maior prazo de vencimento possuem taxas estimadas maiores, devido a lógica de quanto maior o prazo maior o risco, exceto quando o mercado começa projetar queda na Selic. 

Nesses casos, o gráfico pode apresentar uma curva invertida. Em situações assim, um investimento de cinco anos pode até mesmo pagar menos que um título de três anos.

Mudanças na curva por aumento de risco

A curva de juros baseada na Selic é, majoritariamente, para os títulos do governo, o que a torna base para todos os investimentos da economia, entre eles CDBs prefixados e Tesouro prefixado. 

Questões como mudanças na perspectiva da inflação e no cenário político podem impactar a previsão criada para a curva de juros.

Isso porque, quando o mercado identifica um maior risco de investimento no Brasil, há uma subida da curva de juros. Por que?

O raciocínio é o mesmo usado por bancos para emprestar dinheiro para alguém. Se a instituição identifica um risco alto em emprestar dinheiro para um cliente (devido a algum histórico de não pagamento de compromissos financeiros, por exemplo) as taxas de juros cobradas serão maiores para compensar o risco. Se o risco de empréstimo é baixo, as taxas de juros cobradas também são mais baixas. 

Agora voltando ao cenário em que você é um investidor e que comprar um título do Tesouro Direto, por exemplo, significa que você emprestando dinheiro ao governo em um momento em que o mercado está indicando risco, as taxas de juros também devem ser maiores para incentivar os investidores a realizarem aplicações e também a manterem as já realizadas. 

Em resumo, quando o risco aumenta, a curva de juros sobe e isso impacta na rentabilidade de seus títulos.

Avaliação de títulos prefixados

A curva de juros também deve ser avaliada para a identificação de oportunidades de investimento em títulos como o Tesouro pre-fixado. 

Ao comprar esse tipo de título você fixa o percentual de rentabilidade do capital investido, o que pode ser muito bom ou muito ruim.  

Imagine que a tendência para a taxa de juros no futuro seja  de queda.  Nesse cas,  é válido optar por um investimento com juros prefixados, porque você vai aproveitar uma taxa de juros melhor.

Logo, é um tipo de investimento interessante para investidores que acreditam que a Selic irá cair, levando com ela a taxa de juros, e querem garantir uma rentabilidade mais alta. 

Entretanto, investir em um título pré-fixado também diz que se a taxa de juros aumentar, a sua lucratividade não aumentará junto, afinal, ela foi combinada no momento da compra do título. 

Logo, avaliar a curva de juros contribui para que você tome decisões sobre a vantagem ou desvantagem de investir em títulos prefixados.  

Alterações de rentabilidade devido à  abertura e fechamento da curva

Mais um impacto da curva de juros nos investimentos está atrelada, justamente, ao fato dela variar ao longo do tempo.

Quando há esse tipo de variação, é comum ouvirmos termos como abertura e fechamento da curva. Ambos significam que houve uma mudança de expectativas sobre a taxa estimada. 

A abertura na curva indica que a perspectiva para o futuro é que as taxas de juros aumentem, logo, as aplicações se tornam mais atraentes, prometendo maior rentabilidade para novos investidores. 

Porém, quem investiu, antes da abertura da curva, em um ativo com a taxa de retorno prefixada, não vai ganhar mais com o aumento dos juros.  

Já o fechamento da curva mostra o contrário: a compra do título é menos atraente, mas quem já tem o título Tesouro Prefixado já garantiu uma taxa de juros melhor, no momento da compra do ativo. 

Variação da taxa Selic na renda variável

A taxa Selic está sim muito mais atrelada à renda fixa do que aos títulos da renda variável, entretanto, a previsão da curva de juros também impacta as oportunidades de investimento em ações

Como o relatório da XP mostra, a alta nos juros de longo prazo também impacta a renda variável. O movimento, resumidamente é:

  • o rendimento dos títulos soberanos se torna maior,
  •  o custo de capital das empresas, que considera os juros de empréstimos, sobe,
  • a taxa de desconto usada para trazer o fluxo de caixa projetado daquela empresa a valor presente, sobe. 
  • como resultado, o preço da ação cai.

Entendendo alguns movimentos da curva de juros [glossário]

Se você chegou até aqui quer dizer que já avançou na compreensão em torno do que é curva de juros e como ela impacta nos seus investimentos. Isso é ótimo!

Para que você possa se sentir ainda mais seguro e possa avançar na busca por maiores rentabilidades, te indicamos dois cursos da Faculdade XP School:

Mas, calma, porque ainda não acabou! Ao pesquisar sobre o assunto, você pode se deparar com alguns termos relacionados à análise da movimentação da curva de juros. São termos técnicos, mas que são úteis conforme você avança no aprendizado sobre investimentos. 

Por isso, criamos um breve glossário, com os nomes relacionados à movimentação geral da curva de juros. Assim você pode consultar sempre que ficar em dúvida em relação aos nomes dessas análises. Confira! 

  • Steepening: ocorre quando a curva de juros ganha inclinação, ou seja, há um aumento da diferença entre as taxas de investimentos de curto prazo e taxas de longo prazo. 
  • Bear steepening: é o movimento da curva de juros quando há uma maior alta dos juros de longo prazo do que a alta dos juros de curto prazo. Geralmente ocorre quando o mercado se preocupa com a inflação e acredita no aumento da Selic. 
  • Bull steepening: as taxas de investimentos de curto prazo caem mais que as taxas de longo prazo, e o mercado acredita que haverá redução na Selic. 
  • Flattening: é o oposto do steepening, ou seja, é a perda de inclinação da curva. Isso representa a diminuição da diferença entre as taxas de juros de curto e longo prazo, 
  • Bull flattening: quando as taxas de longo prazo são reduzidas mais do que as de curto prazo. Indica que o mercado espera que a inflação caia no longo prazo.
  • Bear flattening: as taxas de curto prazo sobem mais que as de longo prazo, indicando retração na economia.

Entendi o que é curva de juros, e agora?

Esperamos que até aqui você tenha compreendido o que é curva de juros e como este gráfico base é importante, impactando decisões futuras e rendimentos que já estão aplicados. 

A curva de juros não está relacionada apenas a investimentos, mas a toda a movimentação da economia brasileira. Conforme você avança nessa área, mais vai precisar estar por dentro do que ocorre no setor. Por isso, para fechar este artigo, te convidamos a conhecer o curso:Cenários e investimentos: macroeconomia para investidores

 Inscreva-se  e  comece a expandir seu conhecimento sobre o mercado financeiro. Bons estudos!

Simulador da bolsa de valores: aprenda a investir na prática!

Entrar no mundo dos investimentos pode ser bastante desafiador. Para facilitar esse começo, é essencial ser estratégico, como usar o simulador da bolsa de valores. 

Com ele,  você terá uma noção melhor sobre o que e como investir, além de ter um primeiro contato com o ambiente de negociação da bolsa. Quer saber como fazer isso?

Continue por aqui para conferir quais são os melhores simuladores do mercado, mais um passo a passo bem prático de como simular investimentos. 

Boa leitura!

O que é um simulador da bolsa de valores?

O simulador da bolsa de valores é, basicamente, um ambiente criado para reproduzir o que acontece ao investir em determinados ativos na bolsa. O uso desta plataforma é uma boa opção para quem quer entender melhor onde investir e a quantidade de aporte financeiro necessária para conquistar seus objetivos.

Qualquer pessoa pode utilizar um simulador de como investir na bolsa. Não é necessário abrir conta em corretora ou em instituições financeiras, por exemplo, mesmo que em alguns casos essa seja a melhor opção. 

Além disso, não há um tipo certo de investidor para fazer uso do simulador, ele também não é só recomendado para quem está iniciando. Muitos investidores arrojados e traders utilizam essa plataforma para testar novas estratégias de operação. 

>>> Leia também: Descubra como entender o gráfico da bolsa de valores.

Por que simular antes de investir?

Antes de mostrar quais os melhores simuladores da bolsa de valores, qual a importância de fazer essa simulação antes de começar a investir de fato? É preciso deixar claro que esse passo não é algo obrigatório, mas é recomendado por alguns fatores. São eles:

  • caso nunca tenha tido contato com o ambiente de negociações da bolsa;
  • para ter noção dos tipos de riscos de certa operação ou investimento;
  • se é um novo investidor e quer treinar bastante antes de aplicar seu dinheiro;
  • fazer projeções de investimentos;
  • caso seja trader e esteja treinando novas maneiras de operar.

Utilizando um simulador da bolsa de valores você estará mais ciente de como a movimentação do mercado pode impactar nos investimentos. 

Quer entender como a macroeconomia pode impactar o resultado dos seus investimentos na bolsa? Com o curso da Faculdade XP School “Cenários e investimentos: macroeconomia para investidores” você alcança esse objetivo!

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5 melhores simuladores de investimento da bolsa de valores

Agora que já entendeu o que é e os motivos de usar um simulador de como investir na bolsa, antes de aplicar seu dinheiro em operações reais, a pergunta que fica é: quais os melhores simuladores de investimento da bolsa de valores?

Podemos citar cinco, são eles:

  • simulador da XP;
  • Tradezone;
  • Metatrader;
  • Fast Trade;
  • Flashchart.

Confira a seguir os detalhes de cada um deles.

Simulador XP

O primeiro simulador da bolsa de valores da nossa lista é o da corretora XP Investimentos. Mesmo que ele seja feito pela corretora, não é necessário criar conta nela para simular.

Ele é recomendado para quem nunca investiu, ou vai migrar de renda fixa para variável. O motivo é que com o simulador da XP, após colocar as informações necessárias, é proposta uma série de recomendações, como:

  • qual investimento fazer;
  • seu perfil de investidor;
  • recomendação de portfólio para atuar; e
  • produtos que mais se encaixam nos seus objetivos.

É certo que ele pode ser considerado mais um simulador de investimentos do que propriamente um local onde é simulado o ambiente da bolsa. No entanto, com ele já é possível observar a volatilidade dos ativos e os riscos.

Fast Trade

A Fast Trade é uma plataforma de simulação da Bolsa de Valores do Brasil (B3). O ambiente de análise é atualizado em tempo real, enquanto acontecem os pregões. Além disso, é disponibilizado 100 mil reais (fictícios) diariamente para que seja possível realizar vários tipos de operação com diversos investimentos.

Ou seja, com a Fast Trade é possível testar muitas possibilidades. Mas há um porém, caso não seja cliente de uma das corretoras que a plataforma atende é liberado apenas sete dias gratuitos.

Por outro lado, a boa notícia é que caso seja cliente de alguma corretora do grupo XP, o acesso à plataforma é liberado para simular quantas vezes quiser. 

Metatrader

A última plataforma de simulação da bolsa da nossa lista é o Metatrader. Como o próprio nome já indica, ela se relaciona melhor com o trabalho do Trader

Diferentemente das outras duas plataformas, o Metatrader é pago e não há opção de usar por um período de maneira gratuita. Uma opção mais barata e também mais vantajosa é contratar o simulador dentro de uma corretora que o possua.

A Clear, por exemplo, oferece essa possibilidade. 

Como simular investimentos com a XP?

1. Entre no site

O primeiro passo para simular com a XP é entrar no site da corretora: www.xpi.com.br. Em seguida passe o mouse sobre o ícone “Comece a investir” e clique na opção “Simulador de investimentos”.

2. Autorize o uso dos dados

Você será enviado para a página do simulador. Antes de começar a simulação é importante que autorize o uso dos dados e leia a política de privacidade. Em seguida clique no ícone “Simule Aqui”.

3. Insira as informações necessárias para a simulação

Ao chegar no terceiro passo você precisará inserir o valor que deseja investir e por quanto tempo quer que ele fique rendendo. É válido citar que o valor mínimo é de 1 mil reais e o prazo máximo de tempo é de cinco anos.

Ao inserir as informações clique em “Próximo”.

4. Decida a porcentagem de lucro

Para que a simulação respeite seus interesses e também predisposição aos riscos é preciso que responda qual das possibilidades de ganho mais interessam. São elas:

  • 100% de chance de ganhar 10%;
  • Ganho possível entre 5% e 20%;
  • Possibilidade de ganhar entre 0% e 25%; 
  • Possível perda de 10% ou ganho de até 40%.

Assim que escolher, clique em“Próximo”.

5. Analise o resultado

Passando pela etapa anterior, informe os dados pedidos pela plataforma e clique na opção “Ver resultado”. Com isso todas as informações sobre seu perfil de investidor, tipo de investimento recomendado, quantia que renderá, opções de portfólio e produtos serão mostradas.

Caso tenha se interessado, basta clicar na aba “Abrir sua conta” e começar a investir de verdade. 

Tenha um guia para chamar de seu!

Agora que já entendeu tudo sobre o que é, quais são e o uso de um simulador da bolsa de valores, o que acha de ter o conhecimento sobre a bolsa de valores sempre à mão? 

A Faculdade XP School também pode te ajudar nisso! Com o Guia da Bolsa para Investidores, sempre que a dúvida surgir você terá um companheiro ao seu lado.
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É possível investir em ações de criptomoedas? Entenda a relação com os ETFs

As ações de criptomoedas começaram a fazer parte da Bolsa de Valores do Brasil (B3) no ano de 2021. Por meio dos ETFs, um tipo de fundo de investimento, é possível aplicar em ativos que se baseiam na volatilidade das moedas digitais.

Ficou interessado, né?

Continue a leitura para entender tudo sobre o assunto, saber quais são os ETFs de criptomoedas e mais cinco dicas para investir neles.

O que são criptomoedas?

O conceito de criptomoeda pode ser entendido basicamente como um tipo de moeda, com a diferença de ser digital. Além disso, diferentemente do dinheiro físico, as criptomoedas não possuem um regulador ou guardião da moeda, como o Banco Central do Brasil, por exemplo.

Por ser totalmente digital, as transações realizadas com algum tipo de criptomoeda é registrada em um banco de dados criptografado. Este ambiente recebe o nome de Blockchain, que também é chamado de “livro razão”.

>>> O que é blockchain? Qual a importância dessa tecnologia para as criptomoedas?

Este banco de dados pode ser acessado por todas as pessoas que possuem alguma criptomoeda. Nele, todas as operações são “anotadas” formando uma corrente de blocos de sucessivas ações. 

Mas como as criptomoedas podem ser um tipo de investimento na Bolsa de Valores do Brasil? Com os ETFs de criptomoedas.

O que é ETF de criptomoeda?

Com os ETFs, ou Exchange Traded Funds, é possível investir em ações de criptomoedas. Mas antes de te mostrar as maneiras para fazer isso, você pode estar se perguntando:

“O que é ETF?”

ETFs são um tipo de fundo de investimento de índice. Ou seja, a base de rentabilidade ou não desse investimento varia conforme a variação dos indicadores da moeda, ou criptomoeda, por exemplo.
Entenda melhor como funcionam os investimentos em ETFs no vídeo abaixo. Aperte o play!

Quais são as ações de criptomoedas?

Agora que entendeu que a maneira de investir em ações de criptomoedas é aplicando em ETFs, quais são os ETFs de criptomoedas na B3?

Antes, é preciso deixar claro uma coisa: o mundo das criptomoedas vai além do Bitcoin. Existem diversas outras moedas digitais, como por exemplo: Ethereum, Litecoin e Chainlink.

Voltando para o assunto ETFs de Bitcoins, ações de criptomoedas e como investir nelas, existem na B3 cinco opções de ETF de criptomoeda. Confira quais são a seguir.

HASH11

O HASH11 foi o primeiro ETF a compor a lista da B3. Ele se baseia no índice Nasdaq Crypto Index, ou apenas NCI. Este índice avalia o “sobe e desce” de oito criptomoedas presentes na sua cesta. 

Essa cesta funciona como a carteira teórica quando vai aplicar em ETF de índice Bovespa. E, assim como essa ETF, na HASH11 cada criptomoeda possui um percentual de importância dentro dela. 

Esse percentual varia entre 0,42% e 64,74%. Confira abaixo a tabela com o grau de importância de cada criptomoeda presente na cesta do NCI. 

Bitcoin64,74%
Ethereum31,18%
Litecoin0,93%
Chainlink0,80%
Filecoin0,68%
Uniswap0,64%
Bitcoin Cash0,62%
Stellar0,42%

Com esses percentuais significa dizer que a alta ou queda do Bitcoin irá impactar severamente no índice NCI. 

>>> Também pode te interessar: Como comprar Ibovespa? 3 dicas para investir com o índice.

QBTC11

O ETF QBTC11 tem como base o índice CME CF Bitcoin Reference Rate. Neste caso, diferentemente do NCI, a cesta dele é formada apenas pela criptomoeda Bitcoin. Ou seja, a queda ou alta do índice dependem exclusivamente da volatilidade do Bitcoin no mercado das criptomoedas.

QETH11

Enquanto o ETF anterior depende totalmente do Bitcoin, ações parecidas foram realizadas com o QETH11. Mas, no caso desse ETF brasileiro a sua base é o índice CME CF Ether Reference Rate que, como o próprio nome já diz, tem o Etherium como única referência.

BITH11

Outra maneira de investir em ações de criptomoedas na B3 é aplicando no ETF BITH11. Ele tem como referência o índice Nasdaq Bitcoin Reference Price. Explicando de maneira bem básica, o BITH11 tem como base o preço do Bitcoin em dólar.

ETHE11

O último ETF da nossa lista é o ETHE11. Aqui novamente a única base do “sobe e desce” do índice referente a ele é a criptomoeda Ethereum. O nome do índice é: Hashdex Nasdaq Ethereum ETF. 

É importante deixar claro que todas essas ações de criptomoedas e índices referentes a elas apresentam alta volatilidade. Fator que evidencia a importância de estudar o mercado e entender o seu perfil de investidor.

Como investir em ETFs de criptomoedas? Passo a passo completo

Agora que já entendeu o que são criptomoedas, ETFs e quais as opções de investimento em suas ações no mercado da Bolsa de Valores do Brasil, chegou a hora de avançar ainda mais. Afinal, como investir em ETFs de criptomoedas?

Confira o passo a passo completo a seguir.

1. Entenda e estude o mercado 

O primeiro passo é um dos mais importantes para qualquer tipo de investimento: estude! Entender sobre o mercado e tipo de investimento que deseja aplicar é essencial para calcular possíveis ganhos e também riscos.

Saiba como fazer esse gerenciamento de risco no vídeo abaixo. Dê o play e confira!

2. Crie conta em uma corretora

A partir disso, é preciso criar uma conta em alguma corretora. Fique atento na sua escolha e compare taxas, serviços e simplicidade no uso da plataforma.

>>> Caso queira uma ajuda confira o post: “Como escolher uma boa corretora de investimentos?”.

3. Escolha uma ETF de criptomoeda

No terceiro passo é o momento onde você irá escolher em qual ETF de criptomoeda quer investir. Dê uma outra olhada nos índices em que cada um deles se baseia e os estude.

Acompanhe a volatilidade de cada um e por quais criptomoedas eles são formados. Assim saberá exatamente qual ETF mais se encaixa com os seus objetivos.

4. Atente-se às taxas e tributos

As taxas de tributos que são cobrados ao investir em ETF são: 

  • corretagem;
  • custódia;
  • administração; e
  • imposto de renda.

Sendo que as duas primeiras podem ser dispensadas caso escolha a corretora certa. A Clear, por exemplo, não cobra taxa de corretagem e nem a custódia. 

5. Transfira o dinheiro e faça a compra

Chegamos ao último passo para investir em ações de criptomoedas com ETFs. Aqui, decida o quanto de dinheiro será transferido para sua conta e realize a compra. 

Pronto! Está investindo em ETFs de criptomoedas!

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Agora que já entendeu como investir em ações de criptomoedas na Bolsa de Valores do Brasil, o que acha de ter o conhecimento sobre a bolsa de valores sempre à mão? 

A Faculdade XP School também pode te ajudar nisso! Com o Guia da Bolsa para Investidores, sempre que a dúvida surgir você terá um companheiro ao seu lado.

Ele é totalmente gratuito e conta com informações de qualidade sobre conceitos e práticas para investir sem medo na bolsa de valores. Tá esperando o quê? Clique no banner aqui embaixo e tenha agora mesmo seu guia para investir com propriedade!

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Lean Manufacturing: metodologia japonesa de gestão

Você sabe o que é lean manufacturing? Apesar do termo parecer novo e soar estranho para alguns, essa é uma prática antiga e bastante praticada pela indústria. Basicamente, o lean manufacturing, conhecido também como produção enxuta, consiste em uma metodologia que tem dois objetivos: reduzir o desperdício na manufatura e aumentar a produtividade. 

Se você está interessado e gostaria de entender melhor como funciona a metodologia utilizada por grandes empresas como a Toyota, pioneira no lean manufacturing, continue a leitura. Neste artigo vamos apresentar a metodologia e como ela funciona na prática dentro de um processo de produção da indústria. 

O que é Lean Manufacturing?

O lean manufacturing é um sistema de produção que, a partir do gerenciamento organizacional, trabalha para garantir uma melhoria contínua dos produtos fabricados com o menor gasto possível.

Ao mesmo tempo que investe em melhorias para continuar entregando valor ao cliente, a lean manufacturing busca reduzir o tempo e os desperdícios da produção. Além disso, a metodologia também trabalha para maximizar a produtividade da fábrica, seguindo a mesma proposta das metodologias ágeis.     

Objetivo da manufatura enxuta

O principal objetivo da manufatura é a diminuição de desperdícios na produção a partir da melhoria contínua. E, neste caso, são considerados desperdícios todos os fatores ou processos envolvidos na produção, mas que não agregam valor ao cliente. 

Como e quando surgiu Lean Manufacturing?

A metodologia lean manufacturing surgiu no Japão, que estava totalmente destruído após a 2ª Guerra Mundial. Com a necessidade de muitos itens para reconstruir o país, tais como alimentos básicos, meios de transporte e materiais de construção, foi preciso desenvolver um método que atendesse a população de forma rápida e com baixo custo. Afinal, a economia também estava devastada no período pós-guerra. 

Como uma das necessidades era os meios de transporte, o engenheiro industrial Taiichi Ohno, que na época trabalhava na Toyota, desenvolveu um método de produção onde não era necessário produzir em grande quantidade.

Tudo que era produzido pela Toyota era feito sob demanda, não necessitava de produção em larga escala nem de estoque de produtos. O que era feito seguia um fluxo de produção pensando nas demandas do mercado. Por conta disso, inicialmente o lean manufacturing era conhecido como Sistema Toyota de Produção. 

Princípios do Lean Manufacturing

A metodologia japonesa consiste em 5 princípios básicos, dos quais listamos a seguir.

1. Valor

É considerado valor tudo aquilo que, a partir da visão do cliente, é importante no seu produto. Primeiramente, você precisa ter consciência que valor não é definido pela empresa e sim pelo cliente.

É o quanto o seu cliente está disposto a pagar por aquilo que você oferece e consegue agregar na vida dele, seja pelo design da embalagem, seja pela qualidade do produto. Por isso, saber identificar o valor do seu produto é fundamental para o sucesso do seu negócio.

Na metodologia lean manufacturing, o princípio do valor ajuda a entender o que agrega ou não valor ao produto a partir do ponto de vista do cliente. Dessa forma, você consegue entregar o que ele realmente deseja. 

2. Fluxo de valor

Feito o estudo sobre o valor da sua marca ou produto, o próximo momento é o de criação do fluxo de valor. Este princípio consiste na junção e análise de todas as etapas de fabricação do produto a fim de eliminar materiais e processos que foram analisados e não agregam tanto valor ao item final.

Assim, é possível entregar o material da forma que o cliente realmente deseja e ainda reduzir os custos de produção.

3. Fluxo Contínuo

O fluxo contínuo se refere a produção por etapas. Ou seja, até o produto final, ele passa por um processo composto por pequenas etapas, ordenadas e definidas para não haver tempo de atraso entre uma etapa e outra.

No instante que uma etapa se encerra, outra é automaticamente iniciada, até que haja a entrega do produto. Alinhada com a gestão de processo, o fluxo de produção é mais rápido, eficaz e mais barato para a fábrica. 

4. Produção puxada

Ao contrário da produção empurrada onde os produtos são produzidos mesmo que não haja uma demanda concreta, na produção puxada, a produção só é iniciada quando há uma demanda por parte dos clientes. São as vontades do cliente que impulsionam ou não a fábrica a produzir. 

Na metodologia lean manufacturing a produção puxada é uma forma de evitar o desperdício e o dinheiro parado enquanto espera pelas vendas.    

5. Perfeição do trabalho

O princípio da perfeição preza pela qualidade do produto mesmo com as reduções de custo e tempo de fabricação. Afinal, o importante é continuar entregando valor ao cliente. Por isso, é importante estar sempre atento e buscando formas de melhorar o processo e o seu desempenho.  

Carros da Toyota são produzidos com metodologiaLean Manufacturing
Aplicando os princípios Lean Manufacturing, as empresas conseguem aumentar o faturamento e reduzir os desperdícios.

Conheça também a metodologia Rup e os seus principais objetivos e fases.

Benefícios de Lean Manufacturing para as empresas

São diversos os benefícios que essa metodologia pode trazer para as empresas. Listamos os principais deles a seguir.

Diminuição de desperdícios com a produção enxuta

Ao identificar os pontos que podem ser melhorados ou eliminados do processo de produção da empresa, uma das principais consequências é a redução do desperdício de tempo, material e até mesmo de dinheiro. 

Dessa forma, os colaboradores conseguem trabalhar em uma empresa mais organizada, com melhor fluxo de informações e também com uma linha de produção mais rápida e eficiente. 

Com o lean manufacturing, são eliminados 7 desperdícios:

  1. Transporte desnecessário;
  2. Inventário em excesso;
  3. Movimentação sem necessidade;
  4. Espera no fluxo de produção;
  5. Produção em grande quantidade;
  6. Processamento excessivo;
  7. Defeitos.

Além dos listados, algumas pessoas consideram também a redução de um oitavo tipo de desperdício: o desperdício de talento. 

Aumento nos lucros

Se uma empresa consegue diminuir os seus desperdícios, consequentemente ela consegue diminuir os custos de produção do produto.

Assim, ela continua entregando a mesma qualidade e valor ao cliente, com um valor de custo muito abaixo, o que influencia diretamente no lucro líquido da empresa. 

Otimização de tempo

Com os processos bem definidos, a empresa segue um fluxo contínuo de produção e evita o desperdício de tempo em atividades improdutivas ou o uso do tempo ocioso. Quanto mais organizado os processos, mais rápidos serão executados. 

Eliminação de falhas

No processo de fluxo contínuo, cada etapa do produto só tem início quando a etapa interior é finalizada de forma correta, sem defeito. Dessa forma a empresa reduz os erros tanto na produção quanto na montagem do produto final. 

Como aplicar o Lean Manufacturing?

Para aplicar a metodologia lean manufacturing no seu negócio, é necessário estudar bem sobre o produto que vai ser aplicado a metodologia. Esse estudo tem como objetivo identificar as principais demandas, e os pontos positivos e os que podem ser melhorados. 

Além disso, é interessante conversar com as pessoas que estão diretamente envolvidas com o processo de produção. Afinal, são elas que conhecem a fundo o produto e conseguem identificar os pontos de melhoria.

Em seguida, com todas as informações em mãos, é hora de montar uma estratégia e trabalhar para resolver os problemas. Dessa forma será possível agregar mais valor ao cliente enquanto o tempo e o custo de produção são reduzidos. 

Ferramentas Lean Manufacturing

  • Kanban: framework que tem como objetivo deixar o trabalho mais fluido a partir da identificação e definição das etapas do processo de produção;  
  • Kaizen: uma filosofia japonesa que diz respeito às práticas de melhoria contínua associadas a manufatura, engenharia e gestão de negócios em diversas áreas. Ela segue a seguinte ordem de priorização das melhorias: mão de obra, método, material e máquina;
  • 5S: filosofia japonesa cujo objetivo é implementar a qualidade total no ambiente de trabalho. Para isso, são seguidos 5 conceitos japoneses que começam com a letra S: Seiri (utilização), Seiton (organização), Seiso (limpeza), Seiketsu (saúde e higiene) e Shitsuke (autodisciplina).

Empresas com o método Lean Manufacturing aplicado

Além da Toyota, pioneira na metodologia lean manufacturing, que segue utilizando-a até hoje, grandes marcas adotaram a metodologia na sua linha de produção. 

Uma das adeptas mais conhecidas é a fabricante de materiais esportivos Nike. Desde que começou a aplicar a manufatura enxuta na sua fábrica, a empresa diminuiu os desperdícios e aumentou o valor para o cliente. Além disso, reduziu as más práticas trabalhistas nas fábricas, o que aumentou a satisfação dos colaboradores. 

Noções do mercado financeiro para iniciantes [Guia Completo]

Está pensando em começar a investir, mas ainda não entende como esse universo de investimentos funciona? Então prepare-se, pois aqui você entenderá como funciona o mercado financeiro para iniciantes.

Esse ambiente é composto por várias instituições com regras, e, toda a regulamentação do sistema é feita pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o Banco Central do Brasil (Bacen) e a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

Os investimentos para iniciantes podem parecer complexos e difíceis de compreender, mas, após conhecer esse mercado você irá perceber que, na verdade, investir pode ser são simples.

A primeira coisa que você precisa ter em mente ao realizar investimentos é: quando aplicamos dinheiro em algo, esperamos que no futuro esse dinheiro se multiplique, por isso, é muito importante saber qual a hora certa para realizar um investimento, assim evitamos prejuízos e colhemos muitos lucros.

Existem muitos tipos de investimentos, divididos em dois grandes grupos: os de renda fixa e de renda variável, e, para te explicar mais sobre como esse mercado funciona, preparamos esse conteúdo. Continue essa leitura e aprenda mais noções do mercado financeiro para iniciantes. Boa leitura!

Entenda o que é o mercado financeiro

O mercado financeiro é um espaço de negociações, onde pessoas físicas e jurídicas movimentam ações, títulos de dívidas, realizam câmbio de moedas e derivativos, e muito mais.

Esses espaços são compostos por bancos, corretoras, fundos de investimento e outras instituições financeiras, cujo objetivo é transformar o dinheiro de investidores em ativos lucrativos, que garantam rendimento.

É importante dizem também que, mesmo quando você não investe seu dinheiro, e só deixa ele parado na sua conta bancária, seu banco também utiliza o seu dinheiro para realizar operações financeiras, ou seja, mesmo sem saber você também movimenta o mercado financeiro.

<Leia depois: entenda motivos do mercado financeiro crescer tanto />

Para que serve o mercado financeiro

O mercado financeiro serve para regrar o sistema de operações de compra e venda de ativos. Mas, como isso funciona na prática? Entenda:

Investidores ➞ instituições (bancos, corretoras, etc.) ➞ tomadores de recursos

Tipos de investimentos

Atualmente, existem muitas opções para iniciar no mundo dos investimentos, isso porque, diversas plataformas financeiras realizam a movimentação de:

  • Ativos de renda fixa (CDBs, LCIs e LCAs);
  • Ativos de renda variável (ações, BDRs, Fundos Imobiliários e outros).

Apesar da pandemia de COVID-19, o Brasil apresentou um crescimento nos investimentos de 3,1% em 2020, de acordo com relatório emitido pelo Banco Central do Brasil. O PIB do país alcançou a marca de R$ 6,2 trilhões.

Os ativos financeiros do Brasil, em 2021, foram estimados em R$ 28,5 trilhões. Desse total, R$ 22,4 trilhões são títulos públicos federais, R$ 3,4 trilhões são títulos públicos estaduais e municipais e R$ 2,7 trilhões são ações e cotas de fundos de investimento.

Para se ter uma noção, a Bolsa de Valores do Brasil atingiu um marco histórico. Foi divulgado, em fevereiro de 2022, que 5 milhões de contas de pessoas físicas foram abertas em corretoras no Brasil. E você o que está esperando para fazer parte disso e multiplicar o seu dinheiro.

Como escolher os investimentos certos no mercado financeiro?

Inicialmente, o ideal é montar uma reserva de emergência e deixá-la na renda fixa de liquidez diária. Pode ser em algum banco tradicional ou digital que tenha rendimento diário de 100% do CDI, por exemplo.

Uma reserva de emergência é um fundo de dinheiro que você mantém para cobrir despesas inesperadas. É importante ter uma reserva de emergência para se proteger contra os altos custos de um imprevisto, como uma doença, um acidente ou uma perda de emprego.

O valor ideal de uma reserva de emergência precisa ser equivalente ao seu custo fixo mensal por 6 ou 12 meses.

Uma reserva de emergência deve estar disponível para você quando precisar, então é importante mantê-la em um lugar seguro. Logo, onde deixar? Veja abaixo algumas opções:

  • Poupança;
  • Tesouro Selic;
  • CDB 100% do CDI — com liquidez diária;
  • Fundos DI (indexado com taxa do CDI).

A partir disso, você pode pensar e começar a investir em renda variável. Qualquer movimento contrário a isso é perigoso para quem está iniciando no mundo dos investimentos.

Atualmente, os principais ativos de renda variável negociados no Brasil são:

Ações

As ações são os principais ativos de renda variável negociados na Bolsa de Valores do Brasil. São as partes que compõem o capital social das companhias abertas. Os investidores podem comprar ações de empresas de diversos setores, como bancos, varejo, energia, siderurgia, mineração, entre outros.

Opções

As opções de compra e de venda são derivativos financeiros que dão ao investidor o direito, mas não a obrigação, de comprar ou vender um ativo a um preço pré-estabelecido em uma data futura.

Fundos de investimento

Os fundos de investimento são carteiras de títulos e valores mobiliários gerenciadas por um gestor profissional. Os fundos podem ser abertos ou fechados, e os investidores podem escolher fundos que investem em ações, títulos públicos, imóveis, entre outros ativos.

Como começar a investir no mercado financeiro?

O primeiro passo para investir no mercado financeiro brasileiro é escolher uma corretora de valores regulamentada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A nossa indicação, claro, é que você conheça a plataforma da XP Investimentos.

Após isso, é preciso abrir uma conta e depositar o valor que se deseja investir. Em seguida, é possível começar a investir em ativos como ações, fundos imobiliários, títulos públicos e privados e criptomoedas.

Ações

Para investir em ações, é preciso analisar o balanço patrimonial da empresa e o histórico de seu desempenho. Outros indicadores, como o P/L (Preço/Lucro) e o P/EBITDA (Preço/EBITDA) também podem ser úteis na análise de uma ação.

Fundos imobiliários

Fundos imobiliários são uma boa opção para quem quer investir em imóveis, mas não tem capital suficiente para adquiri-los diretamente. Os fundos imobiliários são cotados na Bolsa de Valores e possuem um gestor que cuida do patrimônio do fundo.

Títulos públicos e privados

Títulos públicos e privados também são uma boa opção para quem quer investir em renda fixa. Os títulos públicos, como o Tesouro Direto, são emitidos pelo Governo Federal e oferecem garantia de capital. Já os títulos privados, como CDBs e LCIs, são emitidos por bancos e financeiras e possuem garantia do FGC (Fundo Garantidor de Crédito).

Criptomoedas

Criptomoedas, como o Bitcoin, também estão cada vez mais populares entre os investidores brasileiros. Para investir em criptomoedas, é preciso escolher uma corretora de câmbio que ofereça a possibilidade de negociá-las.

Assista ao vídeo com dicas concedidas pela Analista de Alocação e Fundos no Research da XP e educadora na Faculdade XP School (XP Inc.), Clara Sodré.

Relação entre risco e retorno

Risco e retorno estão interligados em qualquer investimento financeiro. O risco é a possibilidade de perder dinheiro em um investimento, enquanto o retorno é a quantia que você pode esperar ganhar. Quanto maior o risco de um investimento, menor é o retorno esperado e vice-versa.

Conceitos básicos que todo investidor precisa saber

Aqui vai um glossário para você entender melhor sobre cada termo e como funciona cada um!

Renda Fixa

Uma renda fixa é um título de dívida que paga uma taxa de juros fixa pelo período de sua duração. A renda fixa é geralmente emitida pelo governo ou por empresas.

Renda Variável

A renda variável é um título de dívida que paga uma taxa de juros que pode variar com o tempo. A renda variável é geralmente emitida pelo setor privado (empresas dos mais variados setores).

Juros

Juros são os pagamentos que um investidor recebe por emprestar seu capital a outra pessoa ou instituição.

Dívida

Trata-se de um empréstimo que deve ser pago de volta ao emprestador, geralmente com juros.

Títulos

São valores mobiliários que representam um empréstimo que deve ser pago de volta ao emprestador, geralmente com juros.

Valores Mobiliários

São títulos que representam um interesse em um ativo, como ações ou títulos de dívida.

Ações

Ações são valores mobiliários que representam uma parte de propriedade de uma empresa. Os investidores que compram ações tornam-se sócios da empresa com o direito de votar nas decisões da empresa, dependendo do tipo de ação.

Mercados de Capitais

São lugares onde são negociados valores mobiliários, como ações e títulos de dívida.

Bolsa de Valores

É um mercado de capitais onde são negociadas ações. As bolsas de valores são reguladas pelas leis de oferta e demanda.

Investimento

É qualquer ativo que se espera que gere um retorno financeiro no futuro.

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São assuntos focados no que você realmente precisa aprender e desenvolver! Você poderá estudar onde e quando quiser!

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Como usar o simulador do Tesouro Direto ? Invista com praticidade!

Uma das alternativas para quem está querendo sair da poupança é começar a investir em títulos públicos, como o Tesouro Direto  , por exemplo. Além de garantir uma rentabilidade maior do que a poupança, existem várias possibilidades de investimento dentro do Tesouro Direto .

Várias possibilidades = diversas maneiras de calcular os juros do investimento. 

Assustamos você? Calma! 

Existe uma solução prática para saber o quanto cada investimento irá te render. Mas para isso é preciso aprender como usar o simulador do Tesouro Direto  . 

Quer saber como utilizá-lo? Continue a leitura para entender tudo sobre o assunto!

O que é Tesouro Direto  ?

O Tesouro Direto   pode ser entendido como uma alternativa mais democrática de investimento em títulos públicos federais. Quando alguém decide investir em algum título do Tesouro Direto   ele estará “emprestando” dinheiro para o governo federal que devolverá com juros ao término do contrato.

Para entender de quanto será esse rendimento é preciso definir em qual dos grupos do Tesouro Direto   irá aplicar. Existem três:

  • prefixado: sabe a porcentagem de juros na assinatura do contrato;
  • pós-fixado: é variável, portanto só conhece o rendimento ao término do contrato;
  • híbrido: uma parte do rendimento é conhecida na assinatura do contrato e o restante varia.

Uma boa solução para saber o quanto terá de rendimento nesse tipo de investimento é aprender como usar o simulador do Tesouro Direto.  Mas falaremos sobre isso mais para frente.

>>> Antes, entenda o que são títulos públicos e qual a relação deles com o governo.

Tipos de Tesouro Direto  

Para descobrir o rendimento do Tesouro Direto, além de saber os grupos e a maneira de fazer uma simulação, é preciso entender sobre os diferentes tipos de Tesouro Direto . Ao todo são cinco tipos:

  • tesouro Selic;
  • tesouro IPCA+;
  • tesouro IPCA+ com juros semestrais;
  • tesouro prefixado;
  • tesouro prefixado com juros semestrais.

Veja os detalhes de cada um a seguir.

Tesouro Selic

O Tesouro Selic, como o próprio nome já identifica, é o investimento que possui rendimento atrelado à taxa Selic. Ou seja, ele varia conforme a queda ou aumento do índice. 

Mas, o que é essa taxa? 

Com um percentual definido a cada 45 dias pelo Comitê de Política Monetário (Copom), a taxa Selic é a taxa básica de juros. Isso significa que tudo o que possui pagamento de juros é impactado pela Selic. 

Ela também é conhecida por ser a controladora da inflação. Ou seja, quando a Selic aumenta, os juros ficam mais altos e a economia desacelera, fazendo com que a inflação caia. 

O contrário também pode acontecer. Ou seja, inflação baixa, Selic também baixa para incentivar a economia. Caso aplique com o Tesouro Selic, quanto maior for o percentual da taxa maior será o seu rendimento. 

Tesouro IPCA+

Enquanto um tipo de Tesouro Direto   é atrelado à Selic, o Tesouro IPCA+ possui parte do rendimento atrelado ao principal índice que mede a inflação: o IPCA. O restante é definido na assinatura do contrato. 

Ou seja, mesmo que a inflação alta signifique menor poder de consumo, com o Tesouro IPCA+ seu rendimento sempre será maior que a taxa da inflação. Quer um exemplo?

Paulo investiu no Tesouro IPCA+ com parte do rendimento pré-definido de 6%. Ao fazer o saque, o IPCA estava em 9%. Ou seja, seu investimento terá um rendimento total de 15%. 

>>> Efeitos da inflação: o que muda? Como calcular?

Tesouro IPCA+ com juros semestrais

O terceiro tipo de Tesouro Direto   também se encaixa no grupo híbrido. O Tesouro IPCA+ com juros semestrais acontece basicamente da mesma maneira que o Tesouro IPCA+. No entanto, a diferença entre eles é que o primeiro o rendimento é retirado a cada seis meses, ou seja, semestralmente

Aqui é importante abrir um parênteses sobre a taxação do Imposto de Renda que é feita em todos os tipos de Tesouro Direto  . A base é a tabela regressiva do IR, que indica que quanto mais tempo deixar seu dinheiro rendendo no investimento, menos irá pagar de IR no saque. 

Ou seja, a cada saque realizado por quem opta investir no Tesouro IPCA+ com juros semestrais será descontado o percentual IR. Confira a tabela regressiva do IR abaixo e acompanhe o percentual de taxação em cada período.

Até 180 dias22,5%
De 181 a 360 dias20%
De 361 a 720 dias17,5%
Acima de 720 dias15%

Tesouro Prefixado

Neste tipo de Tesouro Direto   o percentual de rendimento já é conhecido na assinatura do contrato. Portanto, caso seja um investidor que não queira assumir tantos riscos com as oscilações do mercado, o Tesouro Prefixado é uma boa opção dentre os títulos públicos. 

Tesouro Prefixado com juros semestrais

O último dos tipos de Tesouro Direto é bem simples de entender. O motivo é que já explicamos como ele funciona, mas separadamente. 

Como assim? 

No Tesouro Prefixado com juros semestrais, você também sabe o percentual de rendimento final assim que assina o contrato. Mas, por ter juros semestrais, é possível resgatar a cada seis meses o rendimento obtido até a data. 

Uma dica para ter uma previsão de quanto receberá de juros semestrais é saber como usar calculadora do Tesouro Direto  . No site do Tesouro Direto   você encontra uma calculadora intuitiva e simples de ser utilizada

Vale lembrar que entender como usar calculadora do Tesouro Direto   é diferente da simulação. Caso queira simular seus títulos públicos, continue a leitura que te mostraremos como usar o simulador do Tesouro Direto  . 

Como usar o simulador do Tesouro Direto  ? Passo a passo 

1. Acesse o site oficial do Tesouro Direto  

O primeiro passo para saber como usar o simulador do Tesouro Direto   é acessar o local onde ele está inserido: no site oficial do Tesouro Direto. Ao entrar no site, clique em “Simulador” e em seguida “Simule os títulos”.

Site oficial do Tesouro Direto

Não é necessário nenhum tipo de cadastro para realizar a simulação. 

2. Escolha o tipo de tesouro que quer simular

Em seguida confira a lista de tipos do Tesouro Direto   e escolha qual deles deseja simular. Assim que decidir o título, clique em “Simule”. 

3. Decida o tipo de simulação

No terceiro passo você precisará decidir sobre qual parâmetro a simulação será feita. São duas maneiras: com base no que você quer investir hoje ou no quanto quer resgatar no futuro. 

Caso já tenha certeza da quantia que poderá investir para alcançar seu objetivo, clique em “Quanto quero investir hoje”. Mas caso essa certeza não exista, clique em “Quanto quero resgatar no futuro”.

4. Informe os valores de investimento

Nesta etapa você precisará informar o quanto deseja investir. Caso tenha clicado na opção “Quanto quero investir hoje”, será preciso indicar o valor que deseja investir e, caso faça aportes mensais, o valor também deve ser colocado.

Agora, caso tenha clicado na opção “Quanto quero resgatar no futuro”, basta colocar o valor que corresponde ao seu objetivo final. 

5. Avalie os dados

O último passo é onde você irá analisar os resultados da simulação e entender se investir no tipo de Tesouro Direto   é válido para os seus objetivos.

Caso valha a pena, basta ir até a parte baixa da tela e clicar em “Investir”. A partir disso será levado para criar uma conta no Tesouro Direto   e começar a aplicar no título. 

Como usar o simulador do Tesouro Direto? Saiba mais

Agora que já sabe como usar o simulador do Tesouro Direto , chegou a hora de investir e conquistar a sua liberdade financeira! 

Com o curso “Viver, Curtir, Investir: Tirando Sonhos do Papel”, da Faculdade XP School, o braço educacional da XP Inc., você será apresentado a diversas práticas que irão te ajudar a alcançar seus objetivos. 

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Alocação de ativos: como definir a melhor para você?

A prática de alocação de ativos é essencial para quem investe. Esse é seu caso? Se sim, saiba que variar os investimentos é importante para minimizar o risco de perdas e maximizar os lucros.

Além disso, o ato de diversificar os investimentos também pode ajudar a evitar que você fique exposto a uma única categoria de ativos, o que pode ser perigoso se o mercado se mover contra você.

Para montar uma carteira de investimentos, é importante considerar fatores como o objetivo da aplicação, o perfil do investidor e o prazo indicado. Além disso, é preciso escolher os ativos que farão parte da carteira, de acordo com a modalidade desejada.

Confira ao longo do conteúdo mais informações sobre o que é alocação de ativos, os diferentes tipos e as principais vantagens. Boa leitura!

O que é a alocação de ativos?

A alocação de ativos financeiros é uma ferramenta que permite aos investidores determinar como seus recursos devem ser investidos. Ela pode ser feita de acordo com vários critérios, incluindo objetivos de investimento, tolerância ao risco e prazo.

Logo, a alocação de ativos é feita por meio da seleção de produtos financeiros que se complementam mutuamente em termos de risco/retorno e que, juntos, cobrem toda a gama de possíveis cenários de mercado sejam eles bons ou ruins.

O retorno de uma aplicação em um ativo financeiro só pode ser conhecido com exatidão após finalizado o período de investimento

Entenda mais no quadro comparativo abaixo:

ATIVOPASSIVO
É algo que põe dinheiro no seu bolso.É algo que tira dinheiro do seu bolso.

Mas o que são considerados ativos?

Um ativo financeiro é qualquer bem ou direito que possa ser usado para fins de investimento. Em síntese podem incluir ações, títulos, imóveis, derivativos e moedas.

Aliás, eles podem ser negociados em mercados organizados, como bolsas de valores, ou de forma não organizada, como no mercado de câmbio.

Veja a diferença:

  • Ativos de renda fixa: tesouro direto, debêntures, LCI, LCA e outros;
  • Ativos de renda variável: ações, câmbio, fundos de investimentos, derivativos e outros.

< Leia também: Ativos reais e ativos financeiros para compor sua carteira />

Tipos de alocação de ativos

Se você tem interesse no assunto, saiba que há diversas modalidades. Conheça abaixo cada uma:

  • Alocação estratégica;
  • Alocação de ativos de ponderação constante;
  • Alocação tática de ativos;
  • Alocação dinâmica de ativos;
  • Alocação de ativos segurada;
  • Alocação integrada de ativos.

Alocação estratégica

Essa é a estratégia mais simples quando for compor a carteira, isso porque a análise usa basicamente dados do histórico de rentabilidade em renda fixa e renda variável. O ideal é montar os investimentos sendo metade em cada tipo, pois no longo prazo a rentabilidade média será equilibrada entre elas.

Alocação de ativos de ponderação constante

É bem parecida com a alocação estratégica, mas tem um viés buy-and-hold, ou seja, o investidor deve com frequência avaliar a carteira e manejar ativos (comprar ou vender) conforme valorização ou desvalorização. A ideia é manter a composição da carteira em metade de renda fixa e a outra em renda variável.

A palavra-chave aqui é reavaliação.

 Alocação tática de ativos

É a junção das duas modalidades (alocação estratégica e ponderada constante). O objetivo é montar um investimento pensando no longo prazo, mas alguns ajustes podem ser feitos para trazer um bom retorno no curto prazo ou ainda para manter os ganhos. Tecnicamente é uma gestão ativa.

Nela, o investidor pode fazer as práticas para aproveitar oportunidades de ganhos com ações, fundos ou outro ativo. Por isso, é importante ter um feeling e timing corretos para a ação.

Alocação dinâmica de ativos

Nesse caso, o investidor deverá realocar seu capital de forma constante de acordo com suas percepções em relação ao futuro do mercado. De tal modo, se enxerga um futuro otimista para a bolsa, por exemplo, deverá aumentar sua exposição a esse tipo de ativo em sua carteira, caso contrário, deverá dar preferência para ativos de menor risco e até mesmo montar posições vendidas (apostando na queda) na bolsa.

Na situação é importante ficar atento às projeções econômicas divulgadas por especialistas e pesquisas na área.

Alocação de ativos segurada

Na estratégia, o investidor define um limite aceitável em caso de perdas em sua carteira. Em caso de atingir, é preciso reavaliar os investimentos e alocar os valores em ativos mais seguros, como títulos públicos (Tesouro Direto).

Esse tipo de alocação é ideal para investidores de perfil mais conservador que querem ganhos, mas sem comprometer o capital inicial.

Alocação integrada de ativos

Essa modalidade é um tipo de mistura de todas as outras. Assim, tanto o retorno quanto o risco são levados em consideração. É uma prática mais ampla e que não pode se contrapor com outra modalidade.

Como definir a melhor alocação de ativos?

Para escolher o que funciona, você deve observar suas necessidades conforme o retorno esperado de acordo ainda com o nível de risco disposto a correr. Não há como definir isso. Tudo depende das suas escolhas pessoais como investidor.

< Veja também: Índice de rentabilidade nos investimentos: o que é? Como calcular? />

Qual é seu perfil de investidor? Entenda

Os investidores podem ser divididos em três grandes grupos: os conservadores, os moderados e os agressivos.

Os conservadores são aqueles que buscam principalmente a preservação do capital, enquanto os moderados aceitam um certo nível de risco em busca de uma maior rentabilidade. Já os agressivos estão dispostos a assumir um alto nível de risco em busca de uma rentabilidade ainda maior.

Além disso, o investidor também pode ser classificado segundo o horizonte temporal do investimento. Os investidores de longo prazo são aqueles que buscam obter um retorno a médio ou longo prazo, enquanto os de curto prazo buscam obter um retorno mais rápido, em um horizonte de poucos meses ou anos.

Quais as vantagens da alocação de ativos?

Os principais benefícios da prática são obter uma carteira de investimento mais estável e protegida de potenciais riscos. Mas, em simultâneo, dará rentabilidade com a escolha certeira e diversificada dos ativos. Ou seja, quanto mais produtos, menores serão as chances de perda de dinheiro ou lucros.

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