Início Site Página 95

Quais as melhores ações para investir a curto prazo? Entenda!

Não é só de investimentos que vislumbram bons retornos no longo prazo que vive o investidor da bolsa de valores. Se você, por exemplo, tiver um perfil mais arrojado, vale também ficar de olho nas melhores ações para investir a curto prazo também.

Isso acontece porque há ativos mais voláteis cujo preço costuma variar com muito mais frequência do que acontece com ações mais populares e  consagradas. 

Além disso, até mesmo ativos estáveis e com boa liquidez podem trazer um bom lucro em um pequeno período em virtude de acontecimentos inesperados ou de mudanças macroeconômicas.

Entretanto, para estar apto para essas transações é necessário um conhecimento mais aprofundado do mercado, monitoramento constante e algumas habilidade específicas de trading. 

Quer entender melhor como se planejar para essas operações e também conhecer não só as melhores ações para investir a curto prazo, mas também outras opções de investimento? Continue a leitura até o fim e saiba tudo sobre o tema!

Quais as melhores ações para investir no curto prazo?

Conseguir lucros satisfatórios com investimento em ações no curto prazo é uma tarefa que, antes de tudo, exige timing. Isso é, saber o momento certo de agir e se antecipar ao sobe e desce dos gráficos na bolsa de valores.

Naturalmente, nenhum investidor pode prever o futuro e definir com precisão quando um ativo mais volátil vai parar de subir ou interromper a sequência de depreciação do seu valor. 

Contudo , há métodos historicamente testados que podem te ajudar a vislumbrar um panorama mais consistente do mercado financeiro e orientá-lo a tomar decisões com melhor eficácia.

Em suma, não é possível fazermos recomendações nominalmente das melhores ações para investir a curto prazo, mas podemos falar sobre os principais recursos a serem utilizados e fatores a serem considerados.

Diante disso, separamos quatro dicas para você montar uma estratégia de sucesso. Confira!

1. Monitore os comunicados do mercado

Independentemente de serem ações mais estáveis ou voláteis, um comunicado inesperado pode impactar consideravelmente nos valores de um ativo.

Nesse sentido, é importante ficar ciente de que, obrigatoriamente, as empresas com capital aberto na bolsa de valores precisam prestar contas dos resultados. 

Essa prestação de contas consiste na divulgação de documentos relevantes, como balanço patrimonial, e comunicar seus investidores sobre possíveis alterações em sua estrutura interna ou da realização de alguma estratégia de mercado.

Portanto, é preciso ficar constantemente de olho nesses comunicados ou em qualquer burburinho na imprensa a respeito deles para que se tenha a oportunidade de se antecipar a possíveis momentos de valorização no curto prazo.

Uma negociação bem sucedida pode ser um grande trunfo. Por exemplo, a companhia SulAmérica Seguros foi adquirida recentemente pela Rede D’or. Em virtude disso, frações do ativo SULA11 tiveram um aumento de 40% em apenas dois dias. 

Quem esteve atento às movimentações, teve a oportunidade de se aproveitar dessa alta momentânea.

2. Fique de olho no contexto político e nas variações macroeconômicas

A confiança do investidor com alguma empresa, setor da bolsa ou com a conjuntura social e econômica do país como um todo pode ser engatilhada após:

  • a atualização de indicadores relevantes para a economia brasileira;
  • instabilidade política em virtude de uma nova eleição ou imprevisibilidade governamental;
  • catástrofes naturais e outros eventos adversos.

Uma forma recorrente de utilizar essas mudanças contextuais a ser favor é por meio do monitoramento constante do noticiário econômico.

 Por exemplo, periodicamente o Banco Central divulga os valores da taxa básica de juros (SELIC) da economia brasileira e o IBGE comunica a atualização dos índices de inflação por meio do IPCA.

Aumentos ou quedas substanciais de alguns desses indexadores pode reproduzir, de imediato, uma variação mais acentuada na cotação das ações e no índice IBOVESPA, pois esses valores refletem a confiança do investidor na nossa economia.

Dessa forma, procure se antecipar à flutuação dos índices e explore seu impacto positivo na bolsa antes que as curvas de valorização momentâneas cheguem ao fim.

>>> Quer entender melhor o impacto da conjuntura macroeconômica nos seus investimentos? Confira o vídeo abaixo:

3. Identifique ações promissoras

Você já ouviu falar em small caps? Essas ações representam companhias com baixa liquidez na bolsa e market share bem inferior aos de companhias mais consolidadas, como o Banco do Brasil e a Taesa, por exemplo.

Por serem consideradas peixes pequenos, essas ações entregam ainda grande volatilidade e possuem grande possibilidade de crescimento de mercado. 

Portanto, vale muito a pena monitorar esses ativos mais de perto para identificar padrões ou relacionar seu preço a eventos relevantes que podem impactar sua valorização.

Por fim, é importante sempre frisar que as melhores ações para investir a curto prazo possuem altas de preço momentâneas e geralmente instigadas por um ou mais fatores. Nesse caso, o investidor precisa ter sabedoria para especular com ativos mais voláteis e saber a hora de encerrar uma ordem.

Ações mais voláteis, como small caps ou até outros ativos diversos de renda variável (opções, derivativos, criptomoedas e etc.), são uma ótima oportunidade, por exemplo, mas para especuladores mais engajados realizarem operações de day trade ou swing trade.

Essas estratégias ambicionam lucros de curtíssimo prazo, que podem levar de algumas horas até alguns dias. Entretanto, esse plano de ação demanda um conhecimento mais aprofundado de análise técnica (leitura de padrões em gráficos) e uma menor vulnerabilidade a grandes volatilidades.

Vale a pena aplicar em ações no curto prazo?

Aplicar em ações no curto prazo pode ser uma boa pedida caso essa estratégia se enquadre no seu perfil de investidor e que você tenha o conhecimento e expertise necessários para tomar as melhores decisões de compra e venda na bolsa de valores.

E a Escola de Investimentos da Faculdade XP pode ser um aliado e tanto para te auxiliar nessa caminhada. A instituição oferece uma série de cursos online com o objetivo de aprimorar seu conhecimento sobre educação financeira, mercado de capitais e muito mais.

Por exemplo, se você deseja saber quais as melhores ações para investir a curto prazo, o curso sobre bolsa de valores vai te passar todo conhecimento necessário para você montar uma estratégia vencedora na renda variável, seja no curto ou longo prazo.

>>> Clique no banner abaixo e leia mais sobre o curso sobre bolsa de valores da Faculdade XP School:

Imagem da campanha de um curso online sobre "Começar a Investir na Bolsa de Valores" da Faculdade XP School.

O que é economia compartilhada? Veja como funciona + exemplos

A economia compartilhada, ou economia colaborativa, é um conceito antigo de funcionamento de mercado, mas que vem ganhando forças nos últimos tempos em virtude das profundas transformações que a sociedade está passando.

Mas o que está por trás dessa economia e de que forma a sociedade está mudando? 

A resposta é muito simples: a economia compartilhada, como o próprio nome diz, parte do pressuposto do compartilhamento de bens e serviços. Esse conceito quebra o paradigma mais tradicional do comércio, que vê a compra definitiva de um novo objeto como o motor que dá dinâmica ao mercado.

Por outro lado, esse novo método colaborativo de usufruir de bens e serviços coloca a colaboração, a disponibilização temporária e a desburocratização dos processos como seu norte principal.

E a transição para o digital é o plano de fundo dessas mudanças a que assistimos na sociedade. Afinal, a popularização de aplicativos, smartphones e meios de comunicação descentralizados favorece ainda mais a consolidação desse novo meio de fazer negócios.

Sabe a Uber e o AirBNB? Pois é, eles são exemplos clássicos do que é economia compartilhada. Se você deseja aprender mais sobre esse novo conceito, nós vamos te explicar tudo. Continue a leitura até o fim!

O que é economia compartilhada?

A base da economia compartilhada está no compartilhamento de recursos intelectuais, físicos, humanos e financeiros de forma temporária e flexível. 

Essa perspectiva de negócio tem um enorme potencial de integração e flexibilidade por sua capacidade de conectar pessoas e comunidades que precisam de um produto/serviço com outras com condições de ofertar esse serviço.

Dessa forma, como se pode ver, esse contexto segue o preceito básico da lógica do mercado, que é a lei da oferta da procura. Só que agora as negociações estão menos institucionalizadas e burocratizadas.

Afinal, o modus operandi da economia compartilhada é uma relação mais pessoal e direta entre o cliente e o prestador, sem maiores amarras burocráticas ou formais. 

Por fim, há um princípio de sustentabilidade e democratização na consolidação da nova economia no nosso cotidiano. No primeiro caso, porque bens e serviços que você tem encostados e não utiliza mais agora podem ser oferecidos temporariamente por outras pessoas interessadas.

Veja que, nesse caso, a experiência comercial e as necessidades dos clientes estão em primeiro lugar, tornando a aquisição definitiva do produto em segundo plano.

Por fim, iniciativas que nem essa facilitam a mudança de mais pessoas para a condição de economicamente ativa, aumenta o poder de consumo e aquece o cenário econômico.

Esses pontos positivos nos ajudam a entender porque, segundo especialistas, esse novo modelo de negócios tende a contribuir com mais de 30% do PIB brasileiro de serviços no longo prazo, segundo o Estadão.

Como funciona a economia compartilhada?

Mas, em suma, como funciona a economia compartilhada na prática? Podemos enumerar três exemplos fundamentais pelos quais esse modelo de negócio atua. Vamos a eles!

Espaços para compartilhamento intelectual e de estilo de vida

A transformação digital incrementou muitas mudanças em nosso cotidiano, não é verdade? Uma delas foi a popularização do acesso à smartphones, computadores e tablets, que permite às pessoas se organizarem em comunidades e espaços virtuais para trocar ideias e experiências.

Essa ideia já tinha força antigamente por meio de coworkings. Esses espaços permitem que, por uma taxa de aluguel, empresas ou microempreendedores individuais possam alugar um espaço de forma temporária.

Seguindo essa perspectiva, há aluguel de espaços temporários para serviços diretos também, como pet places para confraternizar animais de estimação.

Hoje, a internet é um lugar prodígio para reunir pessoas em aplicativos ou comunidades com benefícios em comum, seja por meio do trabalho ou troca de experiências intelectuais e profissionais.

Mercados de redistribuição de produtos

Espaço de integração entre lojistas e pessoas físicas que desejam disponibilizar itens de segunda mão para empréstimo ou até mesmo vendas. 

Na internet, esses locais ficaram conhecidos como marketplaces, e grandes empresas varejistas já apostam nessa ideia para diversificar sua atuação.

Para ficar nos exemplos da economia colaborativa, há opções de brechós virtuais, onde pessoas disponibilizam seus bens pessoais para clientes interessados. O caso mais famoso é o Repassa, que tem ramificação em todo o Brasil.

Aluguel temporário de produtos e serviços

Você está interessado em ir a uma grande estreia de um filme e não há mais ingressos disponíveis online. Dessa forma, para estar presente na sessão, você precisa comprar o ingresso de forma presencial na bilheteria.

O problema é que você trabalha o dia inteiro e não tem tempo de se dirigir à bilheteria e enfrentar a fila e não há nenhum parente ou amigo à disposição para realizar essa missão por você.

Caso perdido? Errado! Hoje o mercado oferece startups que oferecem serviços e produtos diversos sob a dinâmica da economia compartilhada. 

Já há espaços online, por exemplo, que você pode acessar para encontrar um colaborador que esteja disposto a comprar seu ingresso por você por meio de uma taxa de serviço.

Soluções como o TaskRabbit disponibilizam colaboradores por meio de ordens online para:

  • comprar seu ingresso;
  • fazer sua mudanças;
  • passear com seu cachorro;
  • fazer seu supermercado, e muito mais. 

Pensou em pedir comida via delivery? O Ifood pode te ajudar. Não tem carro e quer se locomover com mais facilidade? 

A Uber e a 99 te conectam com motoristas dispostos a te dar uma carona?  Vai passar um mês em uma cidade no exterior à trabalho? 

No AirBNB, você entra em contato com pessoas que alugam seu espaço mobiliado por um tempo determinado sem a burocracia e dificuldade de um aluguel imobiliário tradicional.

Economia compartilhada e educação financeira

Com esses exemplos de economia compartilhada, podemos perceber que a “revolução do aluguel” é algo que pode ser utilizado a favor das suas finanças pessoais, não é verdade? 

Afinal, se você colocar tudo na ponta do lápis, contar com esse compartilhamento de produtos e serviços, em muitas situações, pode ser mais favorável para seu bolso do que investir em compras definitivas, como automóveis ou escritórios para trabalho.

Basta avaliar bem os custos e aliá-los com seu estilo de vida que as inovações tecnológicas e econômicas da nossa sociedade podem atuar em prol da sua educação financeira.

>>> Entenda por que a educação financeira é tão importante para o mundo com esse vídeo do canal da Faculdade XP no Youtube:

Falando nisso, nós da Escola de Investimentos da Faculdade XP somos apaixonados por educação e nos sentimos honrados em contribuir com a educação financeira dos brasileiros.

>>> Clique no banner abaixo e confira o combo de cursos da Faculdade XP School sobre educação financeira:

Imagem da campanha de um curso online "Aprenda Tudo sobre Educação Financeira" da Faculdade XP School.

Metaverso: tudo que você precisa saber sobre o novo mundo virtual

Jogos como The Sims, Habbo, Pokémon Go, Roblox, Fortnite e Minecraft podem ser familiares a pessoas de gerações diferentes. Apesar de fazerem parte de décadas distintas, eles têm algo em comum: o metaverso.

O termo, que passou a fazer sucesso no fim de 2021, está provando que vai muito além dos jogos de hiper-realidade. O metaverso chega para romper com as barreiras do universo digital e promover uma verdadeira revolução no cotidiano das pessoas, empresas e marcas.

Se você trabalha na área de Tecnologia ou quer se especializar no segmento, precisa saber mais sobre este novo mundo que está sendo construído agora! Para isso, continue com a sua leitura e saiba mais sobre o metaverso.

O que é metaverso?

Metaverso é um ambiente virtual compartilhado, hiper-realista e imersivo. Nele, os usuários podem interagir entre si e com outros elementos.

Para que a interação ocorra, as pessoas precisam utilizar avatares – que funcionam como nos jogos que mencionamos logo no começo deste conteúdo.

Então, os usuários estarão em um ambiente totalmente digital, comunicando-se, realizando as suas tarefas e fazendo compras de maneira online.

Em resumo, a gente pode dizer que o metaverso é a evolução da internet como a conhecemos hoje.

Como ele surgiu?

O termo metaverso foi utilizado pela primeira vez em 1992, no livro de ficção científica “Snow Crash”, do autor Neal Stephenson. 

A obra retrata a vida de um entregador de pizzas que, no metaverse, transforma-se em um hacker samurai. Desde então, o conceito foi replicado em outros livros e estudos.

Mais recentemente, Mark Zuckerberg, fundador da rede social Facebook, elevou o tema a outro nível de interesse público.

Veja abaixo os detalhes da evolução do metaverso!

Primeiras tentativas

A imersão virtual deu seus primeiros passos em jogos realistas como o Second Life, criado por Liden Lab. No início da década de 2000, o game permitia aos usuários a experiência de simulação da vida real em um ambiente digital. 

Os avatares criados pelos jogadores poderiam comprar imóveis e pagar por eles com as moedas que ganhavam em empregos virtuais, por exemplo.

Apesar de o jogo ainda existir, ele não se firmou como uma tecnologia revolucionária devido, em parte, à inexistência de uma economia digital forte à época.

Hoje em dia, já estamos caminhando para a digitalização mais avançada dos sistemas econômicos – com as criptomoedas, blockchain e carteiras digitais, entre outros.

Então, as realidades do metaverso têm chances de se difundirem com mais rapidez e robustez com as tecnologias atuais.

Facebook Inc vs Meta

Em outubro de 2021, Zuckerberg informou que a empresa Facebook passaria a ser chamada de Meta – em referência ao metaverse

De acordo com a companhia, “o metaverso é o próximo passo na jornada de conexões sociais” e, para isso, ela vem se empenhando em desenvolver e estimular tecnologias que tornem possível o universo digital hiper-realista.
A partir do anúncio, a Meta passou a aplicar os seus esforços no metaverso com investimentos em tecnologias e widgets – como óculos inteligentes, por exemplo.

Como o Metaverso funciona?

Ainda que esteja cada vez mais próximo dos nossos dias, o metaverso ainda é um pouco abstrato para ser compreendido.

Segundo a Meta, “nos espaços em 3D do metaverso, você poderá interagir, aprender, colaborar e jogar muito além do que podemos imaginar”. 

A ideia é que haja interação entre os avatares, com diálogos e o compartilhamento de espaços digitais. Será possível, por exemplo, reunir amigos para irem a uma sessão de cinema virtual.

Além disso, a expectativa é que os ambientes imersivos permitam o trabalho e o estudo colaborativo. Dessa forma, o home office e o ensino à distância poderão ser elevados a outro nível.

As experiências de compra também serão impactadas com o metaverso, aumentando significativamente as possibilidades das empresas e dos seus clientes.

Confira este exemplo de metaverse aplicado pelo Walmart, uma das maiores gigantes do setor de varejo no mundo.

mulher imersa no metaverso por óculos VR

Tecnologias envolvidas no Metaverso

O avanço das tecnologias é fundamental para que o metaverse seja implementado. Como vimos, alguns recursos e equipamentos são necessários para que a internet possa proporcionar conexões mais profundas entre os seus usuários.

A rede 5G, por exemplo, auxilia no aumento da velocidade e da estabilidade da web. Com previsão de ser implementada até 2025 no Brasil, a internet ultra rápida vai colaborar na integração do país ao metaverso.

Além da conexão, outras tecnologias são importantes para o universo digital de imersão. Por isso, fizemos uma seleção especial sobre o assunto!

Realidade Aumentada (AR)

Sabe aqueles filtros de Tik Tok e Instagram que interagem com rostos humanos e de animais? Esse é um exemplo de realidade aumentada.

A Augmented Reality (AR) expande o campo de atuação das tecnologias fazendo com que elementos virtuais sejam sobrepostos à nossa visão da realidade.

Realidade Virtual (RV)

A realidade virtual, por outro lado, possibilita a sensação de imersão dos usuários em espaços digitais construídos com recursos gráficos 3D ou imagens 360º. 

Com o auxílio de óculos inteligentes, por exemplo, as pessoas são imersas em ambientes virtuais e podem interagir entre si e/ou com outros elementos do local.

Blockchain

De maneira simples, podemos dizer que o blockchain é um bloco de elos digitais que permite o rastreamento e a troca de informações pela internet. A tecnologia possibilitou, entre outras ações, a criação do Bitcoin e das demais criptomoedas.

No metaverso, o blockchain é um importante aliado para a formação de uma economia digital forte, confiável e segura.

Criptomoedas

Ethereum, Binance Coin, Cardano, Tether, Solana, XRP, Polkadot, Dogecoin, USD Coin, além do famoso Bitcoin são exemplos de ciber moedas que circulam pela web.

Sem dependência de bancos ou governos, elas são criadas e utilizadas no universo online (em alguns casos, podem ser usadas no mundo “físico” também).

O amplo desenvolvimento das criptomoedas nos últimos anos é outro elemento que colabora para que o metaverso se expanda em possibilidades.

Pagamentos, recebimentos e outras transações financeiras podem ser feitos de maneira mais rápida no metaverse com a utilização das moedas digitais.

NFTs

A tecnologia mais famosa da vez são os NFTs. A sigla é utilizada para o termo “Non-Fungible Tokens”, que pode ser traduzido como “Tokens não Fungíveis”.

Eles são cripto ativos colecionáveis que existem desde 2012. Atualmente, o NFT é bastante utilizado para negociar trabalhos artísticos, peças em jogos, música, entre outros.

Assim, o NFT se tornou um item relevante para o metaverso por permitir a negociação de itens virtuais.

moedas de bitcoin douradas

Como o Metaverso vai transformar a internet

De acordo com Gartner, empresa de consultoria, 25% das pessoas vão passar ao menos 1 hora por dia no metaverso para trabalho, compras, educação, social ou entretenimento até o ano de 2026.

Então, a experiência dos usuários nos sites, aplicativos e em outros produtos digitais mudará drasticamente.

Para Marty Resnick, vice-presidente de pesquisa da Gartner, “os fornecedores já estão criando maneiras de os usuários replicarem suas vidas nos mundos digitais”.

Nesse sentido, não apenas a internet será transformada, mas provavelmente toda a dinâmica do mercado global.

Metaverso é a nova aposta dos mercados de tecnologia

Como vimos, os nossos dias podem mudar bastante nos próximos anos com a evolução da web. Na tecnologia, os impactos da imersão digital podem ser ainda mais significativos; então, gigantes da área já começam a fazer seus investimentos.

A Microsoft, por exemplo, criou o seu metaverse voltado para o universo empresarial – chamado de Microsoft Mesh. Nele, equipes poderão fazer reuniões virtuais utilizando avatares em 3D e com a possibilidade de interação com planilhas e apresentações, entre outros recursos.

Já a Nike, famosa pelos calçados tecnológicos, comprou a Artifact Studios, startup que cria itens digitais baseados em realidade aumentada – segundo a Forbes. Além disso, a marca criou a Nikeland, uma espécie de plataforma de interatividade dentro do universo do jogo Roblox. 

Assim, empresas de diferentes segmentos estão adotando o metaverso em suas estratégias de negócios.

Importância da tendência do Metaverso

A internet já é uma realidade presente em nossas rotinas pessoais e profissionais, além de fazer parte do dia a dia das empresas mundo afora, certo? O metaverso, a evolução da web que conhecemos hoje, em breve também se tornará uma realidade comum.

Reuniões, aulas, compras, entretenimento e outras atividades rotineiras serão fortemente impactadas pelas novas possibilidades que o metaverso oferece. Assim, o universo imersivo vai revolucionar as conexões humanas, levando-as cada vez mais para a internet.

Por que é importante aprender sobre transformação digital

Como você pode conferir, o metaverse vai mudar muito do que conhecemos atualmente. Por isso, é preciso estar preparado para as mudanças que vão acontecer e para aquelas que já estão acontecendo com a transformação digital.

Além do universo hiper-realista, que engloba Big Data e Inteligência Artificial, outras tecnologias vão revolucionar a maneira como estudamos, trabalhamos, nos divertimos, nos relacionamos e realizamos nossas tarefas.

Dessa maneira, para ter um bom posicionamento no mercado, é necessário aprender e se atualizar sobre a transformação digital.

Para isso, separamos alguns conteúdos para complementar e aprimorar seu conhecimento no ramo. Até a próxima leitura!

Saiba quais são as opções mais líquidas da bolsa e por que você deve conhecê-las

Conhecer as opções mais líquidas da bolsa de valores é   extremamente relevante para você que deseja operar nesse segmento de mercado. E a importância desse conhecimento  pode ser comprovada pela maneira com que o mercado de opções funciona.

Afinal, diferentemente do ato de comprar uma ação e ter uma fração do capital de uma empresa na sua carteira de investimentos, o mercado de opções garante ao titular desse derivativo apenas o direito de compra e venda de uma ação até a data de vencimento previamente estipulada.

Dessa forma,  você tem até a expiração da opção de compra ou venda para especular sobre o preço do ativo e negociá-lo para obter lucro.

Nesse sentido, ninguém quer ter nenhuma surpresa quando encontrar o momento certo de negociar uma opção, correto? E quando esse derivativo tem uma boa liquidez, a negociação torna-se mais ágil e sem maiores dores de cabeça.

Quer saber quais são as opções mais líquidas da bolsa valores e aprender um pouco mais sobre o funcionamento desse mercado e sua relação com a liquidez de ativos? Leia o conteúdo até o fim que vamos tirar todas as suas dúvidas!

Quais são as opções mais líquidas da bolsa?

No ano de 2021, as primeiras posições do ranking de opções mais líquidas da bolsa de valores, naturalmente, tiveram como principais representantes os derivativos associados a ações de grandes companhias brasileiras, como Petrobras, Vale e Itaú.

De certa forma, nada mais natural que essas blues chips (ações mais valiosas da bolsa) estejam na liderança, pois são essas grandes empresas que encabeçam o maior volume de negociações diárias seja no mercado de ações ou no de opções.

Afinal, empresas sólidas e de grande market share tendem a atrair o olhar da maioria dos investidores e, por isso, aumentar sua liquidez.

Vale lembrar que liquidez corresponde à facilidade de transformar um ativo em dinheiro. Isso é, quanto mais rápido você consegue negociar um ativo na bolsa, maior é sua liquidez e seu volume de negociação. 

Em suma, quanto mais pessoas estão comprando uma opção de ação, mais rapidamente ela será vendida. 

Diante disso, as opções mais líquidas da bolsa são aquelas mais facilmente negociadas pelo seu titular, independente dele ter um direito de venda ou de compra. Abaixo, listamos o top 10 de 2021 e ao lado disponibilizamos seu volume financeiro durante o ano:

  1. PETR4 (Petrobras): R$ 137.9 bi
  2. VALE3 (Vale): R$ 102.5 bi
  3. VIIA3 (Via Varejo): R$ 31 bi
  4. ITUB4 (Itaú): R$ 22 bi
  5. BBDC4 (Bradesco): R$ 19.5 bi
  6. COGN3 (Cogna Educação): R$ 17.5 bi
  7. SUZB3 (Suzano): R$ 16.3 bi
  8. BBAS3 (Banco do Brasil): R$ 11.2 bi
  9. CSNA3 (CSN): R$ 9.8 bi
  10. USIM5 (Usiminas): R$ 9.1 bi

>>> Conheça o segredo para lucrar com opções com a ajuda da Faculdade XP:

Qual a importância de saber a liquidez de uma opção?

As opções são derivativos cujo valores estão  atrelados a algum outro ativo como referência, como o ouro, moedas estrangeiras, commodities e ações. 

Em suma, essa possibilidade de investimento em renda variável configura em um direito de negociação ou, em termos mais caros, em uma opção de compra de algum ativo até a data limite do contrato.

Mas como funciona o mercado de opções na prática? Vamos usar o exemplo de uma das melhores ações para operar opções, que é a PETR4. 

Caso o investidor compre opções das ações da Petrobras, ele torna-se titular desses ativos e passa a ter direito de negociação do ativo por um valor prefixado até o final da data de vencimento. 

Caso o titular tenha exercido uma opção de compra até a data de vencimento, o nome do artifício usado para essa negociação é call. Já se o titular exercer o direito de venda, a prática é denominada pull.

Dessa forma, o mercado de opções, na prática, é vantajoso para que o titular possa definir pelo direito de utilizar ou não a sua opção de compra-venda de um ativo de acordo com o valor prefixado.

Por exemplo, caso ele tenha opção de venda e o atual valor da PETR4 esteja superior ao preço prefixado, será mais vantajoso para o titular abdicar da sua opção e deixá-la expirar para vender o ativo com seu atual preço de mercado.

Já se o valor de mercado fosse inferior ao prefixado, o mais indicado seria executar o direito ao pull para ter um melhor retorno.

Portanto, diante desse contexto, a importância da liquidez para as opções é facilitar a negociação do ativo no momento mais apropriado para fazê-lo e, assim, obter lucros! Por isso, ela não pode deixar de ser considerada na sua estratégia de investimentos.

Quer aprender mais sobre o mercado de opções?

Gostou da nossa lista com as opções mais líquidas da bolsa e da explicação sobre o funcionamento desse segmento do mercado de derivativos? 

Entender quais são as melhores ações para opções é fundamental para diversificar sua carteira de investimento com títulos fora dos mais tradicionais e aumentar a margem de segurança para seus rendimentos.

Portanto, se você deseja aprender mais sobre esse mercado, a Escola de Investimentos da Faculdade XP possui a solução certa para seus objetivos. Nosso curso sobre opções é voltado para iniciantes que queiram aprender a investir nessa modalidade de investimento do zero.

>>> Clique no banner abaixo e saiba mais sobre o curso “In The Money: Como começar a lucrar com Opções”:

Campanha de um curso online sobre "In The Money: Como começar a lucrar com Opções" da Faculdade XP School.

Por que a tecnologia 5G vai revolucionar a internet no Brasil?

O 5G já está mudando a maneira como vivemos. Permitindo que novas tecnologias sejam integradas em todos cantos do planeta, a internet mega veloz vai revolucionar a forma como lidamos com o mundo e com as outras pessoas.

Internet das Coisas, telemedicina, automação industrial e agrícola, entre outras mudanças importantes serão possíveis graças à conexão 5G.

No Brasil, a expectativa é que a rede possa estar funcionando plenamente até o ano de 2025. Em um país em que a internet 4G ainda não chegou para muitas pessoas, a ideia parece distante.

Mas, com a urgência de tecnologias que dependem de conexão mais rápida, o 5G é uma realidade muito mais próxima do que imaginamos. Afinal, a transformação digital já está acontecendo e exige mais rapidez e estabilidade das redes.

Nesse contexto, entender o que é a conexão 5G e como ela vai impactar nossas vidas é fundamental. Quer saber mais sobre a tecnologia e como ela vai acelerar as mudanças nos próximos anos? Então, continue com a gente e saiba tudo sobre a rede.

O que é tecnologia 5G?

A tecnologia 5G é uma evolução da internet móvel e de banda larga; assim, ela ultrapassa o 4G em potência e velocidade, garantindo a transmissão de dados com muito mais rapidez.

Estima-se que a 5ª geração possa ser até 100 vezes mais rápida do que a 4º geração da rede. Para se ter uma ideia, isso significa baixar um filme completo em HD em poucos minutos, de acordo com Olhar Digital.

Lucas Carvalho, da Tilt, comprovou a teoria. Ao realizar testes com a tecnologia no escritório da Claro, ele baixou arquivos pesados com o 5G:

“Selecionei o musical “tick, tick…BOOM!”, que tem 1h55min de duração e, graças à compressão do app da Netflix, ocupa apenas 552 MB da memória. O download terminou em cerca de 40 segundos.

Empolgado, decidi forçar a barra: baixei um vídeo de 10 horas de duração em resolução Full HD pelo YouTube Premium. O arquivo de 6 GB ficou pronto após 1 minuto e meio”.

Além da rapidez na transmissão de dados, o 5G tem baixa latência – ou seja, o seu tempo de resposta é bem menor do que o observado nos outros tipos de internet. 

Dessa forma, aparelhos podem se conectar de maneira mais veloz, possibilitando uma conexão simultânea de qualidade entre diferentes dispositivos.

Como funciona o 5G?

Além de rápida e potente, a rede 5G tem como principais características de funcionamento:

  • Maior velocidade na transmissão de dados, permitindo ultra rapidez de uso;
  • Conexões mais densas – isto é, com maior capacidade de atendimento a mais dispositivos por área;
  • Baixa latência e menos tempo de resposta dos aparelhos, facilitando a interatividade entre eles;
  • Tecnologia ambientalmente responsável, proporcionada pela eficiência energética que gera economia de consumo.

Assim, a 5º geração da internet promove conexões superiores e que abrem caminho para novas possibilidades tecnológicas.

Quais as possibilidades da rede 5G?

A evolução das conexões é capaz de transformar os cenários futuristas em realidade. Com o 5G, diversas tecnologias revolucionárias estão mais próximas do que nunca.

Essas são algumas possibilidades da rede:

Aplicações da tecnologia 5G
Fonte: IBM

Dispositivos que terão acesso à rede

Para ter acesso ao 5G em smartphones, é preciso ficar atento. A conexão ainda não está disponível a boa parte dos aparelhos e, assim, é necessário verificar quais são os modelos que aceitam a tecnologia.

Veja, abaixo, alguns celulares que já têm acesso à rede:

  • Motorola Edge Plus
  • Zenfone 8
  • Xiaomi 12
  • Galaxy Z Fold2 5G
  • iPhone 12 Pro Max
  • Entre outros

Para conferir a lista completa e atualizada, basta verificar os celulares em 5G certificados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

O que muda com o 5G: Impactos da Tecnologia

De imediato, a conexão ultra rápida não vai substituir a banda larga. De acordo com o relatório The Mobile Economy, realizado pela GSMA Intelligence, até 2025 vão existir 1.8 bilhão de conexões 5G. Ásia e Estados Unidos estarão na liderança de uso da tecnologia.

Mas, a 5ª geração vai representar apenas 12% das conexões globais naquele ano, ainda segundo o estudo. Isso significa um enorme caminho que precisará ser percorrido na próxima década para que a rede possa se ampliar e chegar a mais lugares.

Segundo o estudo, o 5G “adicionará US $ 2,2 trilhões à economia global nos próximos 14 anos”.

Ao longo deste período, várias mudanças poderão acontecer. A conexão mais estável e rápida terá impacto significativo sobre o modo de vida pessoal e profissional das pessoas.

Além disso, as empresas passarão por verdadeira transformação digital com a plena instalação da rede. Sistemas e aplicativos ultra conectados, velozes e inteligentes permitirão interações simultâneas de qualidade

Assim, a rede 5G vai permitir a ampla aplicação de tecnologias como Internet das Coisas e Realidade Virtual em organizações, cidades e na rotina das pessoas.

Benefícios da rede 5G

A conexão rápida e estável traz inúmeras vantagens para as empresas e para a sociedade como um todo. 

Em relação aos negócios, a IBM destacou alguns efeitos positivos do 5G; confira:

  • Fácil configuração e flexibilidade em sistemas de produção;
  • Recursos e operações mais eficientes;
  • Manutenção ou substituição de peças de máquinas com precisão e no tempo certo;
  • Automatização das operações fabris;
  • Logística mais eficiente;
  • Entre outros.

Para as pessoas, a tecnologia pode trazer economia de tempo em tarefas rotineiras, o alcance de novos níveis de lazer (com jogos e digitalização mais modernos), além de avanços significativos na medicina, no trabalho e no mercado em geral.

homem interage com a representação do 5G

Qual a previsão do 5G no Brasil?

A Anatel realizou no fim de 2021 um leilão para a concessão dos serviços de 5G. Entre as exigências do seu edital, estava o funcionamento da tecnologia nas 26 capitais brasileiras até metade de 2022.

Além disso, outros requisitos estão previstos, como: investimentos em áreas com pouca ou nenhuma cobertura de 4G, como estradas e locais com poucos habitantes; implementação de redes de fibra óptica na Região Norte e construção de rede privativa para a Administração Pública Federal.

O leilão brasileiro da rede de 5ª geração foi considerado um dos maiores do mundo relacionados à tecnologia.

De acordo com Lucas Gallitto, Head regional da América Latina do GSMA e Luciana Camargos, Head do Spectrum da América Latina do GSMA:

Este leilão multifaixa mostrou que o Brasil está no caminho certo para garantir que seus cidadãos estejam prontos para usufruir dos mais diversos benefícios do futuro dos serviços móveis”.

Para os heads, lugares como o Brasil podem servir de inspiração. Portanto, o país está em busca da evolução de suas conexões, acelerando o processo de digitalização de seu território.

Transformação Digital e conexão 5G

Como você pode conferir ao longo deste conteúdo, a 5ª geração da rede promete revolucionar todos os campos da sociedade.

Seja em processos produtivos, no modo de trabalho, na agricultura, na segurança das ruas ou no uso de itens em casa, o 5G é um elemento com significativa responsabilidade para a transformação digital.

Junto a ele, Big Data, Inteligência Artificial e outras tecnologias disruptivas vão mudar completamente a nossa realidade nos próximos anos.

Isso se reflete, inclusive, nas demandas do mercado de trabalho. Segundo a CNN Brasil, a procura por profissionais de tecnologia cresceu 671% somente em 2020.

E as perspectivas são ainda melhores. Um levantamento realizado pela Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom) indica que até 2025 o Brasil precisará de 797 mil profissionais de tecnologia.

Assim, o crescimento exponencial da demanda fará com que mais pessoas tenham que se especializar no campo. 

Então, se você quer garantir seu espaço no mercado de trabalho nos próximos anos, precisa conhecer os cursos de tecnologia do IGTI.

Por aqui, você encontra dezenas de formações de pós-graduação, trilhas e bootcamps em áreas como desenvolvimento, métodos ágeis e inteligência artificial.

Hoje, o nosso convite especial é para que você conheça a imersão em Tecnologias Disruptivas, um evento internacional online e diretamente do Vale do Silício.

Assim, você pode ficar por dentro do 5G e da transformação digital com a Faculdade XP. Inscreva-se!

O que é mútuo financeiro? Como funciona e o que avaliar ao fazer?

Saber o que é mútuo financeiro pode te ajudar a oferecer e receber empréstimos de maneira facilitada. Porém, antes de escolher a modalidade para firmar seus acordos, é importante conhecer suas características, riscos e desvantagens.

Preparamos este artigo com todas as informações necessárias para te ajudar a entender o conceito e como funciona um contrato de mútuo financeiro: partes envolvidas, estrutura do documento, benefícios e desafios para o doador e o devedor. 

Boa leitura! 

O que é mútuo financeiro? 

Mútuo financeiro é o nome dado a uma operação de empréstimo sem mediação bancária e de instituições financeiras entre partes, que podem ser pessoas físicas e jurídicas. É essencial, porém, que uma das envolvidas no acordo seja portadora de uma CNPJ para que a operação se enquadre na categoria. 

De acordo com o Artigo 586 da Lei 10.406, o mútuo financeiro “é o empréstimo de coisas fungíveis. O mutuário é obrigado a restituir ao mutuante o que dele recebeu em coisa do mesmo gênero, qualidade e quantidade”.

Como você viu acima, na lógica do mútuo financeiro, os envolvidos no acordo ganham os nomes de mutuante e mutuário. O primeiro é aquele que empresta o dinheiro — o que costumeiramente chamamos de credor. O segundo, chamado de mutuário, é o que pega o empréstimo — conhecido também como o devedor. 

O que é contrato de mútuo financeiro?

O contrato de mútuo, ou contrato de mútuo financeiro individual, é a formalização do acordo de empréstimo. 

Ele representa a segurança jurídica da operação, e formaliza a transferência de bens que devem ser devolvidos no período acertado ou substituídos por outros de mesma espécie, quantidade e qualidade.

Como funciona o contrato de mútuo na prática?

O contrato de mútuo na prática deve ser o mais detalhado possível. É ideal que ele tenha informações como: 

  • detalhamento do acordo, bem como a descrição da finalidade para a qual o valor ou bem é tomado (o que assegura o uso dos recursos para o fim descrito);
  • nomeação das partes envolvidas; 
  • prazo para pagamento do empréstimo;
  • taxa de juros aplicada sobre o empréstimo;
  • condições e penalidades decorrentes do não-pagamento na data acordada, como multas e correções monetárias.

Agora você já sabe o que é mútuo financeiro e como funciona a formalização do acordo. Que tal conhecer algumas vantagens e desvantagens desta modalidade de empréstimo? 

Exemplo de contrato de mútuo

É bastante comum que as empresas que necessitam de capital de giro para suas operações realizem empréstimos entre os próprios sócios do negócio — sejam eles pessoas físicas ou jurídicas.

Isso acontece porque o formato é um caminho mais rápido e menos burocrático para a consolidação da transação. Além disso, por ter condições negociáveis entre as partes envolvidas, pode ser mais atrativa e vantajosa em termos de juros, condições de pagamento e taxas do que as instituições financeiras. 

Por isso, nestes casos, o empréstimo costuma ocorrer na forma de um acordo de mútuo financeiro. Os sócios, na figura de mutuantes, disponibilizam recursos por um período predeterminado à empresa (mutuária).

Por que fazer um contrato de mútuo?

Além da anteriormente mencionada facilidade de realização do acordo, o mútuo financeiro também é um caminho para que o mutuário (ou devedor) economize na hora da devolução dos bens.

Assim como mencionamos no tópico anterior, as condições de firmamento do contrato de mútuo são decididas entre as partes envolvidas. Portanto, é possível obter prazos, taxas, juros e multas menores do que o que se conseguiria em instituições financeiras convencionais. 

Para os credores, ou mutuários, o principal benefício do contrato de mútuo está no fato de que estes títulos são executáveis extrajudicialmente.

O que isso significa? 

No caso de inadimplência por parte do mutuário, o mutuante não precisará recorrer a um processo na justiça para cobrar sua dívida, podendo recorrer ao devedor assim que o prazo estabelecido em contrato expirar.

Importante: para que seja um título executável extrajudicialmente, é essencial que o contrato de mútuo esteja assinado também por duas testemunhas, além do mutuário e mutuante.

Riscos e desvantagens do contrato de mútuo financeiro

Inadimplência

O principal risco do contrato de mútuo é a inadimplência do mutuário (devedor). Por isso, é tão importante que o contrato seja firmado entre partes com uma boa relação de confiança. Caso esta ligação ainda não exista, cabe ao mutuante pesquisar informações anteriores sobre o mutuário, seu histórico de empréstimos e sua reputação no mercado. 

Além disso, o contrato deve ser o mais detalhado possível, contando também com a assinatura das testemunhas. Assim, o processo de cobrança é desburocratizado. 

Incidência de impostos

Por mais que seja uma transação realizada sem a interferência de uma instituição bancária ou financeira, o contrato de mútuo sofre com a incidência de impostos. Veja a seguir quais são as taxas e como elas se aplicam

IOF

O IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) incide em contratos de mútuo firmados entre duas pessoas jurídicas ou uma pessoa física e uma jurídica. 

  • Caso o mutuário (devedor) seja uma pessoa física, o valor de IOF corresponde a 0,0082% do valor tomado. 
  • Se o mutuário for pessoa jurídica, a taxação diária é de 0,0041% sempre somado ao saldo devedor no final do mês.

Além da taxação diária, independentemente do prazo da operação, o IOF também cobra uma alíquota única adicional de 0,38% do valor do contrato de mútuo, seja a pessoa física ou jurídica.

Condições especiais

  • Se o mutuário for pessoa jurídica optante pelo Simples Nacional e o valor do empréstimo em contrato seja igual ou inferior a R$ 30.000,00, a cobrança de IOF  cai para 0,00137% ao dia.
  • Para empréstimos com prazo superior a um ano, há o teto máximo de 1,5% na cobrança de IOF. Isso quer dizer que o resultado da soma dos impostos incididos diariamente não pode ultrapassar o teto. Caso ultrapasse, o valor excedente será desconsiderado. 

O que levar em conta antes de fazer um mútuo financeiro?

Caso você seja o mutuante (credor), lembre-se de pesquisar sobre a idoneidade do mutuário ao qual concede o empréstimo. Uma pesquisa detalhada pode poupar muita dor de cabeça! 

Se, por outro lado, você for o mutuário (tomador do empréstimo), lembre-se de se planejar financeiramente para solicitar um valor adequado à sua necessidade e, sobretudo, à sua capacidade de devolução no prazo acordado e segundo as condições pré-estabelecidas. 

Planejamento financeiro: organize seu fluxo monetário

Independentemente de estar na condição de credor ou devedor, o planejamento financeiro é um aliado de peso para quem sabe o que é mútuo financeiro e  utiliza do método. 

Afinal, organizar entradas, saídas, saldos devedores e datas de recebimento é um caminho fundamental para ter uma relação saudável com o dinheiro.

Nós, da Faculdade XP, acreditamos que o conhecimento abre portas para a construção de uma vida tranquila e cheia de sonhos realizados. Por isso, desenvolvemos o curso O Beabá Financeiro. Faça sua inscrição e comece a aprender agora mesmo!

*Créditos da imagem de capa: Gabrielle Henderson em Unsplash

Capitalização de mercado de criptomoedas: conceito e impactos

Em 2022, a capitalização de mercado de criptomoedas ultrapassou os US$ 2 trilhões. O número te surpreendeu? Pois saiba que, em 2021, após bater pela primeira vez a marca acima (no mês de agosto), o valor chegou a US$ 3 trilhões em novembro

A oscilação não significa que o mercado cripto está perdendo forças — pelo contrário. A recuperação acontece de maneira rápida após a queda, provocada majoritariamente pelos conflitos entre Rússia e Ucrânia.

Se você tem interesse ou já investe em moedas digitais, saiba que a capitalização de mercado cripto é um importante indicador para orientar suas tomadas de decisão. 

Ao longo deste artigo, te explicaremos o porquê. 

O que é capitalização de mercado criptomoedas? 

A capitalização de mercado de criptomoedas é uma maneira simplificada de descobrir o tamanho do mercado de moedas digitais. Ter estas informações em mãos — e saber como utilizá-las — pode te levar a decisões de investimentos mais certeiras e inteligentes. 

O cálculo da capitalização do mercado crypto, em inglês, conhecida como “cryptocurrency market cap”, é feito por meio de uma conta básica. Basta multiplicar o número de moedas em circulação pelo seu preço de mercado. 

Com o resultado, é possível entender se o ativo está estável, e se vale a pena investir em sua compra. 

Um ponto importante que vale ser registrado é que o mercado cripto, por natureza, é oscilante. Por isso, mesmo a capitalização de mercado do Bitcoin, principal moeda digital do mundo, registra alguma volatilidade. 

Ainda assim, apesar das oscilações naturais do ativo, identificar uma criptomoeda com alta capitalização pode indicar um investimento mais estável do que aquele, cujo valor de mercado é menor. 

Da mesma forma, podemos afirmar que moedas com menor capitalização são mais suscetíveis às oscilações do mercado, o que pode ser interpretado como algo positivo ou negativo se o investidor souber considerar o contexto. 

>>> Entenda mais sobre o investimento em criptomoedas no vídeo abaixo: 

Por que acompanhar a capitalização do mercado de criptomoedas?

A capitalização total de mercado criptomoedas é uma métrica importante para a análise fundamentalista dos ativos. Afinal, é uma forma de entender a performance do segmento como um todo e, da mesma forma, fornece dados para a comparação entre moedas específicas. 

 Comparar os valores dos ativos, por sinal, é uma boa forma de identificar seu potencial de crescimento em relação às demais e assim, determinar sua compra ou não. 

A capitalização de mercado individual também oferece informações estratégicas sobre o investimento nos ativos. 

Há criptos de baixa capitalização, média capitalização ou alta capitalização. Conheça algumas das características de cada um dos grupos:

Alta capitalização: incluem os populares Bitcoin e Ethereum. Geralmente, correspondem a uma capitalização total do mercado superior a US$ 10 bilhões. Por conta disso, os investidores tendem a considerar criptos deste grupo como ativos de baixo risco, afinal, têm histórico de crescimento e boa liquidez.

Média capitalização: criptomoedas com valor de mercado entre US$1 bilhão e US$ 10 bilhões. 

Baixa capitalização: aquelas com valor de mercado inferior a US$1 bilhão, e que, por essa razão, tendem a ser mais suscetíveis a oscilações de mercado. 

Ao identificar o perfil de capitalização da moeda digital, o investidor pode utilizar as informações para construir uma carteira de investimentos diversificada e apta a render em diferentes cenários. 

Análise de criptomoedas: sempre considere a capitalização

A análise de investimento em criptomoedas deve considerar outros fatores além da capitalização. Entretanto, a capitalização jamais deve ser deixada de fora de uma análise. Entendeu a jogada? 

Uma análise de criptomoedas completa leva em consideração fatores como o entendimento do projeto e a análise econômica (dentro da qual está o estudo da capitalização). 

Ao realizar a fase de entendimento do projeto, é preciso buscar informações que ajudem a entender, por exemplo: 

  • quem são os envolvidos na concepção do projeto;
  • sua proposta de valor; 
  • quem são os membros do conselho e do time de desenvolvimento;
  • qual o roadmap e as propostas para as fases seguintes; 
  • características do criptoativo (é open source, com código-fonte público e acessível por todos? tem gestão transparente?).

Já no estudo do desempenho no mercado, é importante avaliar, além da capitalização da criptomoeda, seu real potencial de geração de valor, ou seja, sua capacidade de gerar impactos positivos na economia global. 

Torne-se um expert em criptoativos com a Faculdade XP

Entendeu tudo sobre capitalização de mercado cripto? Já está pronto para investir com inteligência e estratégia? Se a resposta foi “não” ou mesmo um “sim” inseguro, não se preocupe.

Nós temos mais uma dica que pode te ajudar a dominar o promissor mercado dos criptoativos: o curso Criptoinvestidor, indicado para quem deseja investir em moedas digitais de forma segura, conhecer os melhores caminhos para fazer análises de criptomoedas e aprimorar conhecimentos sobre a modalidade. 

O conteúdo é facilitado por grandes especialistas do mercado, e os módulos de aprendizado são didáticos, práticos e flexíveis para caber em qualquer rotina. Matricule-se agora mesmo e não perca mais tempo!

*Créditos da imagem de capa: Art Rachen em Unsplash

Investimento atrelado ao IGP-M: 4 títulos para considerar

Você está pensando em destinar recursos para algum investimento atrelado ao IGP-M? Então que tal se aprofundar  nas possibilidades e compreender como o índice impacta os preços dos títulos? 

Ao longo deste artigo, falamos um pouco mais sobre o papel do IGP-M enquanto regulador da inflação, como ele é calculado e de que forma atua em quatro tipos de investimentos. 

Boa leitura! 

O que é IGP-M? 

IGP-M, ou Índice Geral de Preços de Mercado, é o nome dado a um dos indicadores utilizados para medir a inflação do país. 

O cálculo do IGP-M é realizado mensalmente pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), e serve como um monitor para a variação de preços do mercado, sendo, portanto, um valioso termômetro econômico. 

Por ser um indicador incidente ao longo de toda a cadeia produtiva, é considerado como um fator essencial para análises macroeconômicas. 

Além disso, vem sendo utilizado como referência para o reajuste de tarifas públicas (energia e telefonia), em contratos de aluguéis e em contratos de prestação de serviços. 

A alta oscilação do IGP-M (volatilidade + sensibilidade ao dólar), porém, faz com que investidores de “fundos de tijolo” (que lucram com contratos de locação de imóveis) ou de “papel” (que investem em fundos imobiliários) repensem a utilização do índice como referência para os ajustes contratuais. 

>>> Saiba mais sobre o movimento de substituição do IGP-M nos contratos imobiliários

Na prática: análise do IGP-M

Um IGP-M alto, por exemplo, indica que o dinheiro vale menos. Para você ter uma ideia, vamos avaliar a cotação do IGP-M em 28 de março de 2022. 

Os números a seguir refletem a análise do mês de fevereiro, uma vez que novos resultados são apresentados sempre ao final dos meses. 

Segundo a FGV, o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) subiu 1,83% em fevereiro, ante 1,82% no mês anterior. Com este resultado o índice acumula alta 3,68% no ano e de 16,12% em 12 meses.

A análise fornecida pela Fundação aponta, ainda, que “a inflação ao produtor fechou o mês de fevereiro sob influência dos preços de grandes commodities, como soja (de 4,05% para 8,91%), milho (de 5,64% para 7,92%) e combustíveis, com destaque especial para o óleo Diesel (de 2,30% para 5,53%)”.

O que significa “investimento atrelado ao IGP-M”?

Um investimento atrelado ao IGP-M é aquele cujo rendimento está submetido à oscilação do índice no período de tempo predeterminado no contrato. 

A oscilação do Índice Geral de Preços de Mercado, por sua vez, é uma média aritmética de três outros índices de preços, que possuem pesos diferentes no cálculo. São eles:

  • IPA-M: Índice de Preços ao Produtor Amplo – Mercado, responsável por 60%;
  • IPC-M: Índice de Preços ao Consumidor – Mercado, responsável por 30%;
  • INCC-M: Índice Nacional do Custo da Construção – Mercado, responsável por 10%.

Para o cálculo do IGP-M de um período, são considerados os preços praticados no mercado entre o dia 21 do mês anterior até o dia 20 do mês de referência.

Vale a pena investir em fundos atrelados ao IGP-M?

Embora menos usual do que o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), o IGP-M também é um indicador de inflação. 

Apesar disso, enquanto o IPCA reflete apenas a inflação do varejo (ou seja, incide na “ponta final” do ciclo produtivo), a cesta do IGP-M  inclui os preços da indústria, agronegócio e construção civil — a cadeia produtiva como um todo —, que são mais impactados pela variação do dólar.

Por conta dessa configuração, o IGP-M se torna um indexador mais suscetível a quedas e altas, que variam conforme o cenário político global. Dessa forma, é interessante considerar suas expectativas e tolerâncias enquanto investidor para investir em um fundo atrelado ao IGP-M. 

>>> Saiba mais: perfil de investidor: quais os tipos e como descobrir o seu? 

Investimento atrelado ao IGP-M: 4 opções para conhecer

Antes de seguirmos adiante e nos aprofundarmos em tipos de investimento atrelados ao IGP-M, é importante salientar que o formato tem pouca oferta no mercado. 

Como dito no início deste artigo, o índice é mais utilizado para balizar reajustes relacionados ao mercado imobiliário, como os FII (Fundos de Investimento Imobiliário), as LCI (Letras de Crédito Imobiliário) e CRI (Certificados de Recebíveis Imobiliários). 

Falaremos um pouco mais sobre cada um dos títulos de investimento atrelados ao IGP-M a seguir. 

1- Fundo de Investimento Imobiliário

Também conhecidos como FII, os Fundos de Investimento Imobiliário são aplicações de renda variável. 

Se você deseja investir no mercado imobiliário sem precisar adquirir imóveis, pode comprar cotas de fundos imobiliários e receber uma parcela de rendimento dos aluguéis dos empreendimentos participantes do fundo.

Assim como os tradicionais contratos de locação de imóveis, a rentabilidade proporcionada pelo aluguel de um imóvel pertencente a um fundo de investimento também pode ser reajustada pelo IGP-M. 

Por ser um investimento de renda variável (suscetível a oscilações e a imprevisibilidades do mercado), os FIIs atrelados ao IGP-M são indicados para perfis de investidores moderados a arrojados. Ainda assim, é considerado um título de alta liquidez, sendo indicado até mesmo para quem não dispõe de altas quantias para investir. 

Aprenda mais sobre os FIIs dando play no vídeo abaixo: 

2- LCI

LCI (Letras de Crédito Imobiliário) são investimentos de renda fixa (portanto, recomendados para investidores de todos os perfis, incluindo o conservador), nos quais você, na figura de investidor, atua como um credor da instituição da qual adquire o papel. Seu retorno vem em formato de juros nos prazos estipulados no contrato. 

Sua rentabilidade pode ser pré fixada, pós-fixada e indexada ao CDI (Certificado de Depósito Interbancário), por exemplo, ou híbrida. Nesta modalidade, uma parte do título é prefixada e a outra, atrelada a uma taxa de inflação, como o IPCA ou o IGP-M. 

A liquidez dos títulos, porém, é mais baixa do que a de outros papéis de renda fixa. Não é possível sacar o investimento em qualquer momento, e o descumprimento dos prazos acordados no contrato podem acarretar em multas. 

3- CRI

Semelhantes às LCI, os CRI (Certificados de Recebíveis Imobiliários) também são títulos de renda fixa e funcionam com a mesma lógica do investimento anterior. A diferença está na instituição emissora. 

Enquanto as LCI são emitidas por instituições financeiras, quem gera os CRI são securitizadoras. Outro ponto de diferenciação entre os investimentos é a garantia do FGC (Fundo Garantidor de Crédito), enquanto as LCI são seguradas em investimentos de até R$250 mil por CPF, os CRI não contam com a proteção. 

Por serem considerados investimentos de longo prazo — com variações entre 2 e 10 anos, chegando em 15 em alguns casos —, os CRI são recomendados para perfis moderados e agressivos que não visam rendimentos no curto prazo.

A liquidez do investimento é considerada baixa, já que, em geral, os títulos não permitem o resgate antecipado – não com a garantia da rentabilidade prometida no ato da compra.

4- Debêntures com remuneração híbrida

Debêntures são títulos de crédito emitidos por empresas e negociados no mercado de capitais. 

Com funcionamento semelhante ao do Tesouro Direto (em que você, investidor, empresta dinheiro para o Governo), nas debêntures seu papel é ser credor de empresas, que utilizam o dinheiro do investimento para realizar expansões e outras operações logísticas estratégicas. 

Existem diferentes tipos de títulos disponíveis para compra, variando de acordo com a forma de remuneração e eventuais incentivos do governo (nas debêntures incentivadas, por exemplo, há isenção de IR no título para estimular sua compra). 

Nas debêntures com remuneração híbrida, por exemplo, há um componente prefixado e outro pós-fixado. Os casos mais comuns são aqueles em que o papel assegura uma taxa de juros anual (de 5% ou 8%, por exemplo) mais a variação da inflação, medida pelo IPCA ou pelo IGP-M..

>>> Conheça os diferentes tipos de debêntures e aprenda mais sobre o título no vídeo abaixo: 

Torne-se um expert em investimentos e escolha os melhores títulos para o seu perfil 

Agora que você já conhece nossa seleção para escolher um bom investimento atrelado ao IGP-M, pode começar a olhar para as possibilidades com outros olhos. 

Lembre-se de que a decisão de compra de um título deve ser feita em consonância com o seu perfil de investidor, expectativas no curto, médio e longo prazo e, claro, suas necessidades.

Para te ajudar a entender o seu perfil e identificar como nós, da Faculdade XP, podemos te ajudar a seguir sua jornada de conhecimento, recomendamos o curso O Beabá Financeiro.

Aprendendo sobre juros, inflação, IGP-M, Selic e afins, você dará os próximos passos no mundo dos investimentos, de forma assertiva.

*Créditos da imagem de capa: Tierra Mallorca em Unsplash

Análises de criptomoedas: como escolher as melhores para investir?

“Do your own research” (ou DYOR). Esta frase, que, em português, significa “faça a sua própria pesquisa”, é uma das máximas do universo das moedas digitais. Isso quer dizer que, para escolher o melhor investimento, você precisa saber fazer análises de criptomoedas, entendendo características, vantagens e desvantagens dos ativos. 

Uma vez por dentro dos principais critérios de escolha de criptoativos, você pode começar a colher bons frutos desta tendência que só cresce no Brasil e no mundo. 

Continue a leitura deste artigo e veja algumas alternativas para entender como analisar criptomoedas e fazer escolhas seguras e rentáveis.

Principais criptomoedas do mercado 

Você já fez o exercício de acompanhamento das cotações das principais criptomoedas do mercado? Além de ser um dos critérios para analisar bitcoin e outros ativos digitais, este é um caminho para se familiarizar com seus nomes e performances.

A seguir, você confere a cotação das criptomoedas no dia 3 de junho de 2022, conforme indicado no portal InfoMoney: 

(Fonte: Infomoney)

Olhando para a tabela acima, quais nomes lhe são familiares? Certamente os dois primeiros, Bitcoin e Ether, já foram mencionados em matérias e conteúdos digitais sobre o tema, não é mesmo? 

Estas são duas das mais populares criptomoedas do mercado. O Bitcoin é uma moeda digital pioneira, lançada em 2008. Em 2020, o ativo  passou por um boom de crescimento de mais de 300%, tornando-se um dos investimentos mais valorizados do período.

Já o Ether é a criptomoeda da rede Ethereum, cujo produto principal é a plataforma descentralizada focada na execução dos chamados “contratos inteligentes”, operações que são feitas automaticamente a partir do cumprimento de condições preestabelecidas. 

Ao contrário do Bitcoin, o Ether não foi criado para ser uma moeda digital. Originalmente, ele foi desenhado para funcionar como um ativo para recompensar os desenvolvedores que usam a plataforma Ethereum para seus projetos. Mesmo assim, o Ethereum é uma das três moedas digitais mais negociadas do mundo.

Quer conhecer outros ativos digitais populares no mercado financeiro? Leia nosso artigo sobre o que são criptomoedas e assista ao vídeo abaixo para entender mais sobre a modalidade de investimento: 

Como analisar criptomoedas? 

O primeiro passo para fazer uma análise fundamentalista de criptomoedas (ou seja, considerar aspectos econômicos, mercadológicos, históricos e contextuais do ativo) é ter acesso a seu whitepaper. 

Trata-se de um documento público que detalha o projeto e seus objetivos. Aqui estão, por exemplo, o whitepaper do Bitcoin e Ethereum, citados anteriormente. 

No entanto, apenas o whitepaper não assegura a idoneidade da moeda. O ambiente cripto ainda é pouco regulado, o que facilita a circulação de projetos fraudulentos.

Para evitar cair em uma armadilha ou fazer a escolha errada, alie a análise do whitepaper a outros critérios, como: 

Entendimento do projeto

Este é o momento de atuar como um verdadeiro detetive: investigue a criptomoeda, faça buscas na internet e leia conteúdo (em português e outros idiomas, se for possível) para entender, por exemplo:

  • a proposta do criptoativo;
  • história do projeto;
  • pessoas envolvidas na criação do ativo;
  • membros do conselho;
  • proposta de valor; 
  • roadmap e cronograma de crescimento; 
  • composição do time de desenvolvedores;
  • características do criptoativo (é open source, com código-fonte público e acessível por todos? tem gestão transparente?)

Desempenho no mercado

A análise de criptomoedas a partir do seu desempenho no mercado segue dois conceitos-base: as ideias de tokenomics e capitalização.

Tokenomics

Tokenomics foi o nome dado ao estudo da “economia de tokens”, ou seja, a análise e o entendimento do potencial de geração de valor de uma criptomoeda. Além de aspectos logísticos ou de captação de investimentos, esta métrica avalia a real capacidade da moeda de gerar impactos positivos no sistema econômico mundial. 

Segundo os estudiosos do tema, a viabilidade da “economia dos tokens” depende da conjunção de fatores, como a criação de uma comunidade que compactue com os princípios do projeto, estabilidade de preços, transparência na gestão dos ativos, utilidade no mundo “offline”, etc. 

Assista ao vídeo abaixo, com legendas automáticas em português, para entender mais sobre o tema: 

Capitalização

A ideia de capitalização da criptomoeda, por sua vez, é uma métrica obtida a partir de um cálculo matemático. 

Por meio da multiplicação entre o valor do ativo no mercado e seu volume, é possível identificar se há um grande volume de pessoas movimentando a moeda no mercado. 

Índices altos, em geral, apontam boa liquidez para a moeda (já que é possível comprar e vender os criptoativos com rapidez). Já os índices baixos devem ser interpretados como sinais de alerta, pois, no médio e longo prazo, podem levar a uma queda no valor do ativo. 

Aprofunde seus conhecimentos no assunto 

Agora você já conhece os passos essenciais para fazer análises de criptomoedas. Cada um deles deve ser levado em consideração no momento da sua escolha, possibilitando, assim, que você aproveite o melhor desta modalidade de investimento que está revolucionando as oportunidades de investimento. 

E para te ajudar a ter ainda mais segurança em suas tomadas de decisão, aqui vai uma dica bônus: que tal investir no curso Criptoinvestidor?

O curso é indicado para quem quer aprender a investir em moedas digitais de forma segura, conhecer os melhores caminhos para fazer análises de criptomoedas e aprimorar conhecimentos sobre a modalidade. 

Com conteúdo facilitado por grandes especialistas do mercado, o curso Criptoinvestidor oferece módulos didáticos, práticos e flexíveis para caber na sua rotina. Matricule-se agora mesmo e aproveite o boom das criptomoedas para lucrar mais!

*Créditos da imagem de capa: Pierre Borthiry em Unsplash

O que é incorporadora? Saiba tudo sobre a modalidade de investimento

Você sabe o que é incorporadora? Trata-se da responsável por gerir e viabilizar a construção de um imóvel, incluindo todas as etapas legais e técnicas do processo. 

E mais: você sabia que é possível investir em incorporação imobiliária mesmo sem ter altos valores disponíveis? 

Ao longo do artigo de hoje, vamos falar com mais detalhes sobre o segmento, com foco nas informações-chave para te ajudar a identificar se esta modalidade de investimento faz sentido para você.

O que é incorporadora?

Uma incorporadora é a responsável pela gestão de todos os processos ligados à concepção de um empreendimento imobiliário. 

Podem se enquadrar nesta categoria:

  • proprietário do terreno;
  • cessionário do local;
  • promitente-cessionário (que atua exclusivamente como vendedor).
  • empresa ou pessoa física que realiza a contratação de construções de prédios com a finalidade de constituir condomínios.

Neste sentido, a incorporadora tem, como objetivo, identificar parcerias e oportunidades para viabilizar o negócio. Na incorporação, é comum que os imóveis sejam vendidos na planta ou enquanto estão sendo edificados. Assim, a obra continua por meio dos recursos destes compradores.

Fazem parte das atribuições da incorporadora atividades como: 

  • venda de cotas dos investidores junto a imobiliárias parceiras.
  • aquisição de terrenos; 
  • pesquisa de viabilidade da obra;
  • aprovação do projeto junto a órgãos públicos;
  • definição de padrões de construção;
  • desenvolvimento e acompanhamento de  projetos;
  • acompanhamento da evolução da obra; 
  • venda e alienação de unidades; 
  • contratação e contato com parceiros (empreiteiras, fornecedores de material);
  • acompanhamento e elaboração do projeto arquitetônico; 
  • definição do valor de venda dos imóveis.

Agora que você já entendeu o que é incorporadora, que tal dar o play no vídeo abaixo para começar a entender como investir em fundos imobiliários? Spoiler: faremos a conexão destes fundos com a incorporação, acima descrita, no próximo tópico! 

Como investir em incorporação imobiliária? 

O investimento em incorporação imobiliária pode acontecer de diferentes maneiras. 

1- Investidores de médio e grande porte 

Em agosto de 2020, em função da crise econômica provocada pela pandemia do novo coronavírus, as regras de investimento neste segmento mudaram. Antes, rígidas e exclusivas para empresas com faturamento superior a R$10 milhões (conforme a CVM 588), as restrições para adquirir cotas de incorporação mudaram, conforme consta na Resolução CVM 4, para: 

● referência de faturamento da incorporadora até R$ 5 milhões;

●  sociedades anônimas passam a ter direito de participação nas rodadas de negociações do segmento; 

●  investidores com aportes entre R$ 100.000 e R$ 1 milhão podem investir até 10% de sua renda bruta neste setor.

Como você pode ver, as novas definições tornaram mais fácil a participação de pequenas e médias empresas no setor de incorporações. 

“Certo, Faculdade XP, entendi o que é incorporadora e como as empresas podem investir no setor. Mas não tenho mais de R$100 mil em títulos. Isso quer dizer que este segmento não é para mim?” 

Calma, investidor! Há, ainda, uma outra oportunidade de investimento em incorporação imobiliária, ainda mais democratizada. 

2- Investidores de pequeno porte

Se você não tem um perfil de investidor voltado à construção de reservas quantitativas robustas, pode ser que não consiga atingir o patamar dos R$100 mil necessários para investir na modalidade de incorporação imobiliária mencionada acima. 

Porém, isso não significa que este negócio não é para você — e é aqui que retomamos o spoiler dado no tópico anterior. 

É possível adquirir cotas em Fundos Imobiliários de Incorporação, que funcionam com uma lógica de cotas semelhante à dos fundos imobiliários. 

Também chamados de Fundos de Incorporação e Desenvolvimento, os títulos têm, como objetivo, gerar lucro para os cotistas por meio da venda dos imóveis após sua construção. Isso os difere dos demais FIIs, nos quais o lucro é obtido a partir de contratos de locação de espaços prontos.  

O que levar em conta antes de investir em incorporação? 

Se após descobrir o que é incorporadora, você se interessou pela modalidade de investimento, aqui vão algumas dicas de elementos para considerar antes de adquirir suas cotas: 

  • faça uma espécie de análise fundamentalista da incorporadora. Quem é a empresa, há quantos anos atua no mercado, quais os parceiros contratados para a construção do imóvel, histórico de entregas e cronogramas; 
  • pesquisa sobre a região em que o imóvel será construído. Isso te ajudará a identificar chances reais de rendimento. 

Detalhes que você precisa conhecer

Uma dessas estratégias tem relação com a incorporação: são os fundos de desenvolvimento, também conhecidos como fundos de incorporação. Eles têm foco no investimento voltado à construção e à alienação de imóveis.

Portanto, investir em fundos que têm a incorporação e o desenvolvimento de imóveis em seu estatuto é sempre mais arriscado, e, levando em consideração o binário risco x retorno, mais rentável.

Risco 

Dentre os fundos imobiliários, os de incorporação e desenvolvimento são considerados os mais arriscados. 

Isso porque existem alguns problemas que, embora possam ser imaginados, não podem ser previstos com antecedência, tais como: 

  • atrasos na construção;
  • problemas com as licenças;
  • estouro do orçamento; 
  • descumprimento dos prazos de entrega. 

Estes riscos, inerentes à incorporadora, passam a ser, também, riscos do investidor no momento em que este adquire uma cota e espera obter lucro com o título.  

Por essa razão, dizemos que os investimentos em incorporadoras são indicados para quem tem um perfil de investidor arrojado, com maior tolerância a variações imprevistas. 

>>> Quer saber mais sobre perfil de investidor? Dê o play no vídeo abaixo!

Rentabilidade

Seguindo a lógica dos investimentos, o risco dos fundos imobiliários de incorporação é diretamente proporcional ao seu potencial de rentabilidade

Sendo assim, as chances de lucro de um fundo bem sucedido tendem a superar as dos demais tipos de fundos imobiliários. 

Liquidez 

A liquidez dos fundos de desenvolvimento está ligada à venda das cotas adquiridas. Como se trata da aquisição de imóveis em fase de construção, o processo pode ser mais ou menos rápido a depender das condições de evolução da obra. 

Mais sobre o investimento no mercado imobiliário? Nós temos! 

E aí? Saber o que é incorporadora e como investir em incorporação imobiliária te inspirou? Pois saiba que o segmento é repleto de opções de títulos e que, você, na qualidade de investidor, deve conhecer cada um deles e identificar aqueles que melhor se adequam ao seu perfil de investidor. 

Para te ajudar com isso, temos vários posts no blog sobre fundos imobiliários, começando por como escolher um FII. Confira!

*Créditos da imagem de capa: Engenheiro apontando foto criado por pressfoto – br.freepik.com