Início Site Página 27

O que é LGPD e como ela impacta as empresas?

Provavelmente, você já ouviu falar ou sabe o que é LGPD, certo? A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) é um assunto que vem sendo bastante discutido nos últimos anos.

Isso porque a LGPD é uma lei que estabelece regras para empresas sobre o tratamento de dados pessoais de clientes, colaboradores, fornecedores e qualquer outro titular que entregue os seus dados para a empresa. 

Para saber mais sobre a Lei Geral de Proteção de Dados e como ela impacta as empresas e os seus clientes, continue a leitura deste artigo!     

O que é LGPD?

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), como é popularmente conhecida a Lei 13.709/2018, é a principal lei do Brasil no que se refere ao tratamento de dados pessoais, nos meios físicos e digitais, por parte de pessoa física ou, pessoa jurídica de direito público ou privado.

Em outras palavras, a LGPD é uma lei que preza pela proteção dos dados pessoais e proíbe o uso indevido desses dados. Por isso, a lei determina que empresas, públicas e privadas, cumpram uma série de medidas em relação à coleta, armazenamento, compartilhamento e tratamento dos dados para garantir a privacidade e a liberdade dos clientes e usuários do seu negócio.

Quando a LGPD foi criada e quando entrou em vigor?

Sancionada em agosto de 2018, pelo então presidente Michel Temer, a Lei Geral de Proteção de Dados só entrou em vigor no dia 18 de setembro de 2020.

Inicialmente, o texto previa um prazo de 24 meses, após a sanção da lei, para as empresas se adequarem à lei e para que multas pudessem ser aplicadas em caso de descumprimento. Entretanto, por conta da pandemia da Covid-19, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) postergou o início das sanções administrativas para 1º de agosto de 2021.

Modificação na LGPD em 2022

Recentemente, a ANPD publicou a Resolução CD/ANPD nº 2 que diz respeito à regulamentação da aplicação da lei para agentes de tratamento de pequeno porte. Em outras palavras, microempreendedor individual (MEI), microempresas, pessoas físicas, pessoas jurídicas de direito privado e startups

Com essa resolução, a LGPD ficou mais simples para os agentes de pequeno porte. Isso porque algumas exceções começaram a ser aplicadas para as pequenas empresas, como é o caso do:

  • Aumento do prazo para atender às solicitações de titulares sobre o tratamento dos seus dados pessoais;
  • Desobrigatoriedade  de um encarregado de Proteção de Dados;
  • Criação de um guia de orientação sobre segurança da informação para pequenas empresas.   

Qual o objetivo da LGDP?

Segundo as disposições preliminares da própria lei, o principal objetivo da Lei Geral de Proteção aos Dados é “proteger os direitos fundamentais de liberdade e de privacidade e o livre desenvolvimento da personalidade da pessoa natural”

Ou seja, a LGPD realmente tem o objetivo de preservar os dados pessoais dos indivíduos, garantindo-lhes liberdade e privacidade.    

Quando a LGPD deve ser aplicada?

A LGPD deve ser aplicada em qualquer operação de tratamento de dados, seja ela realizada por pessoa natural ou por pessoa jurídica de direito público ou privado, desde que o tratamento dos dados seja utilizado para oferta ou fornecimento de bens ou serviços. 

Em relação à aplicação da lei é importante pontuar duas questões:

  1. Desde que os dados sejam tratados no Brasil, a lei pode ser aplicada independente do país ou a sede da empresa que detém os dados;
  2. Quando o tratamento de dados é realizado por pessoa física, a lei não se aplica se o objetivo for exclusivamente particular ou não econômico.

A LGPD é obrigatória para todas as empresas?

Muitas pessoas têm dúvidas se precisam se adequar às exigências da Lei Geral de Proteção de Dados. Alguns porque são MEI, outros porque não têm site e tratam dados apenas em ambiente físico, entre outros motivos.  

Independente do tamanho ou formato da empresa, todas as instituições, seja órgão público ou empresa privada, precisam cumprir o que é determinado pela LGPD e se responsabilizar com todas as etapas do processamento de dados dos seus clientes.

Entretanto, como vimos, em 2022 a LGPD se tornou mais flexível para pequenas empresas. Mas isso não significa que elas não precisam se adequar ao que é exigido pela lei. 

Quais os tipos de dados são considerados na LGPD?

Segundo a lei, existem três tipos de dados:

  1. Dado pessoal: qualquer informação relacionada à pessoa física, seja ela identificada ou identificável;
  2. Dado pessoal sensível: dados vinculados a pessoa que se referem a questões pessoais, como etnia ou raça, religião, opinião política, vida sexual, saúde, etc;
  3. Dado anonimizado: dados onde o titular (pessoa a quem se referem os dados pessoais) não pode ser identificado no momento do tratamento dos dados, por razões técnicas. Por exemplo, crianças ou adolescentes por serem menores de idade.  

O que a Lei Geral de Proteção de Dados proíbe?

De forma geral, a LGPD proíbe o uso ou o tratamento indiscriminado de dados pessoais para práticas ilícitas, ou abusivas. Para exemplificar algumas situações que é vedado o tratamento ou compartilhamento de dados pessoais, trouxemos os exemplos abaixo:

  • Mediante vício de consentimento;
  • Com objetivo de obter vantagem econômica;
  • Entre controladores de dados pessoais sensíveis ligados à saúde com objetivo de obter vantagem econômica;
  • Entre operadores de planos de saúde para a prática de seleção de riscos, de modo a dificultar a contratação de qualquer modalidade do plano;
  • Transferência de dados dos órgãos públicos para instituições privadas, com exceção de casos que exigem a transferência para fins específicos determinados pela Lei nº 12.527.  

A LGPD permite a venda de dados para terceiros?

O compartilhamento de informações pessoais sem o consentimento do titular dos dados e visando lucro ou vantagem econômica é extremamente proibido pela LGPD. 

Profissional revisa cibersegurança de acordo com a LGPD
LGPD já está em vigor no Brasil e as empresas precisam se adequar a ela.

Quem é responsável por fiscalizar a LGPD?

O órgão responsável por certificar que a legislação está sendo cumprida é a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD).  

Em caso de descumprimento da lei, os membros da ANPD são autorizados a aplicar sanções administrativas às empresas. Dentre as sanções determinadas pela LGPD estão:

  • Advertência com prazo para resolução dos problemas identificados;
  • Multa simples de até 2% do faturamento da empresa, seja ela pessoa jurídica de direito privado, grupo ou qualquer outro modelo de empresa;
  • Multa diária, com limite máximo de até 50.000.000,00;
  • Bloqueio ou eliminação dos dados pessoais a que se refere a infração;
  • Proibição parcial ou total das atividades de tratamento de dados. 

Além dos profissionais da ANPD, as empresas também possuem agentes de tratamento de dados. Em primeiro lugar tem o controlador, a pessoa que toma as decisões referentes ao tratamento dos dados. Em seguida, o operador, que realiza o tratamento determinado pelo controlador. 

Importância de aplicar a LGPD na sua empresa

Diante do aumento na produção de dados, principalmente na internet, muitas empresas estão fazendo investimentos em segurança da informação de modo a garantir a maior proteção dos seus dados.   

Uma das medidas que garantem mais segurança e transparência no tratamento dos dados é justamente a adequação da empresa ao que é determinado pela Lei Geral de Proteção de Dados, uma vez que a LGPD busca garantir o armazenamento, o processamento e o tratamento dos dados de maneira mais segura.  

Além disso, existe também uma questão jurídica onde empresas que não cumprem o que é determinado pela LGPD podem sofrer sanções administrativas severas, a depender do grau das infrações.   

Como implantar a LGPD na sua empresa?

Implementar a Lei Geral de Proteção de Dados em uma empresa é um processo que exige bastante planejamento. Mas, para facilitar o seu processo de implementação, trouxemos algumas dicas:

  • Estude tudo sobre a lei: leia na íntegra da Lei 13.709 e preste atenção em cada artigo da lei. Caso tenha dúvidas, busque a ajuda de um especialista na área;   
  • Monte um comitê responsável pela implementação da LGPD: selecione profissionais de diversos setores da empresa para fazer parte do comitê e trabalhar para que todos os setores fiquem de acordo com as exigências da lei;  
  • Mapeie os dados na sua empresa: identifique e reúna todos os dados disponíveis na empresa a fim de analisá-los junto a equipe para fazer a gestão de riscos de TI e identificar o ciclo de vida, os níveis de seguranças e os riscos de vazamento daquelas informações;   
  • Atualize as documentações: revise as normas e diretrizes da empresa para garantir que elas estejam adequadas às mudanças propostas pela nova lei;  
  • Garanta a segurança das informações: desenvolva um plano de segurança das informações para reforçar a cibersegurança da empresa e diminuir o risco de vazamento dos dados.       

Como explicar a LGPD para os seus colaboradores?

Para que a implementação da Lei Geral de Proteção de Dados seja bem sucedida, é importante que todos os colaboradores entendam a importância das mudanças que estão sendo feitas. Por isso, é necessário realizar treinamentos com os funcionários, em especial aqueles que lidam diretamente com dados pessoais, para que eles conheçam o tema e tirem dúvidas acerca da legislação. 

Quais os impactos da LGPD na sua empresa?

A implementação da LGPD traz uma série de mudanças para as empresas. Abaixo, listamos as principais mudanças:  

Comunicação com o cliente

A comunicação com o cliente precisa ser feita mediante autorização prévia, de acordo com os seus objetivos. Por exemplo, para enviar newsletter aos clientes, é preciso que eles autorizem o recebimento desse conteúdo.  

Coleta e análise de dados

Assim como o envio de comunicação ao cliente, a lei agora determina que a coleta de dados pessoais precisa do consentimento do usuário. Da mesma maneira, a lei estabelece que a análise dos dados deve ser feita com base nos critérios de finalidade, adequação, necessidade, segurança, etc.  

Mudança na rotina dos colaboradores

A LGPD altera a rotina de diversas empresas, não apenas aquelas de tecnologia que trabalham com diferentes tipos de banco de dados e utilizam os utilizam para venda. Isso porque todas as empresas armazenam um grande volume de dados pessoais.

Portanto, é importante que as empresas treinem os seus colaboradores para novos procedimentos que devem garantir maior segurança no armazenamento de dados.   

Custos de implementação

A implementação da LGPD pode ter um custo alto, dependendo de quantas mudanças serão necessárias na empresa. Por isso, é importante fazer um alinhamento estratégico entre o TI e negócio para tentar otimizar os custos sem deixar de se adequar à nova legislação.  

Quais os impactos da LGPD na vida dos usuários da internet?

Para os usuários da internet, principalmente das redes sociais, os impactos da LGPD podem ser sentidas no dia a dia de maneira sutil.

A primeira mudança se dá na parte de termos de uso. Agora, os usuários têm acesso a termos de uso completos e bem explicativos.

Termos de uso vagos não são mais aceitos pela LGPD.

Uma outra mudança é nas ações de remarketing que utilizam o rastreamento de cookies para mapear a jornada do cliente e impactar usuários. Agora, é preciso avisar ao usuário sobre a política de cookies para receber publicidades e o usuário precisa dar o aceite para ser impactado com essas ações.       

Em resumo, para os usuários da internet, as coisas parecem não ter mudado tanto. Entretanto, quem trabalha com redes sociais percebe que a coleta e o processamento dos dados passou por grandes mudanças.  

O que a LGPD diz quando há vazamento de dados e ataques cibernéticos?

Conforme o §7 do art. 52, em casos de vazamentos individuais ou de acessos não autorizados aos dados, a primeira medida é a conciliação direta entre controlador e titular. Caso a conciliação não dê certo, o controlador pode sofrer sanções administrativas como determina a lei. 

O que fazer quando uma empresa não protege os seus dados?

Caso você tenha os seus dados vazados, o primeiro passo é trocar todas as suas senhas, até mesmo das contas que não foram vazadas. Logo em seguida, você deve reunir as provas do crime.

Com as provas reunidas, abra um boletim de ocorrência em uma delegacia de crimes cibernéticos e acione a Autoridade Nacional de Proteção de Dados para investigar como ocorreu o vazamento.

Conclusão

Apesar de ser uma lei recente, a LGPD já vem provocando mudanças positivas no que envolve o armazenamento e o tratamento de dados pessoais. Para os próximos anos, a expectativa é que o tratamento de dados seja cada vez mais cauteloso, já que as empresas estarão mais familiarizadas com a LGPD.

Se você quer saber mais sobre a Lei Geral de Proteção de Dados, conheça a graduação em Sistemas de Informação da Faculdade XP e qualifique-se para as necessidades do mercado em relação à cibersegurança.

O que é o Minicamp XP? Tudo sobre essa etapa da graduação Faculdade XP!

Entender o que é e como funciona o Minicamp XP é um dos primeiros passos para você que quer estudar na Faculdade XP.

Que a Faculdade XP é integrada a XP Inc., um dos maiores grupos empresariais do Brasil, você provavelmente já sabe. Mas você sabe que a XP começou a ter maior relevância quando começou a impactar e transformar vidas através da educação? Pois é! 

Por isso, a Faculdade Faculdade XP tem feito tanto sucesso: a potência disruptiva e transformadora, alinhada ao desejo de oferecer uma formação profissional que se alinhe com a nova economia digital e as suas demandas, tem alcançado pessoas que buscam crescer profissionalmente. 

Nessa eterna procura para melhorar a vida das pessoas, para transformar através da educação e formar novos talentos digitais com cursos acessíveis e de qualidade, a Faculdade XP tem inovado na maneira de fazer educação. 

O Minicamp XP é a prova disso.

Quer entender mais sobre como ele funciona e ter acesso a preciosas informações? Então, continue a leitura!

O que é Minicamp XP?

O Minicamp XP é um minicurso prático que faz parte do processo seletivo para os cursos de graduação em uma das melhores faculdades de tecnologia. Ele tem carga horária de 32 horas, distribuída em dois módulos que serão cursados ao longo de 15 dias

Os módulos apresentarão aulas ao vivo e gravadas, exercícios de fixação e testes práticos.

💪 As atividades do Minicamp XP são obrigatórias e não há possibilidade de dispensa ou substituição. Lembrando que são atividades diárias, ou seja, o candidato precisa ter disponibilidade para responder cada uma delas após assistir os vídeos.

Caso aprovado(a) no Minicamp, o(a) candidato(a) ganhará um certificado e seguirá para as próximas etapas do processo seletivo.

atendimento xp educação

O que difere o Minicamp XP dos Bootcamps XP?

Prioritariamente, a duração. Enquanto o Bootcamp tem, normalmente, uma duração de 10 semanas, o Minicamp, por sua vez, tem 2 semanas de duração, o tornando mais intensivo.

Qual o objetivo do Minicamp XP?

Além de ser uma parte importantíssima do processo seletivo das graduações da Faculdade XP, já que ele conta com 50% do peso da aprovação, o Minicamp XP tem outros objetivos. São eles: 

  • Conhecer a metodologia XP: logo no processo seletivo você tem a oportunidade de aprender como é o modelo educacional que irá estudar, caso aprovado;
  • Entender se o EAD é para você: algumas pessoas não se adaptam a modelos de educação à distância, por isso, no Minicamp XP você logo observa se irá ser algo vantajoso para si mesmo;
  • Aprender durante o processo seletivo: em qual processo de recrutamento você tem a oportunidade de aprender a lógica de programação? Bom, aqui você aprende, e muito!
  • Apresentar os nossos professores: escolhidos a dedo, os profissionais Top performance que dão aulas nas graduações serão apresentados no Minicamp XP e você observará se consegue se adaptar à didática dos mesmos;
  • Auxiliar na transição de carreira: se você quer fazer a transição, mas não tem certeza se está indo para a profissão certa, no Minicamp XP você consegue sentir um “gostinho” do que pode ser o seu futuro e decidir se quer segui-lo ou não. 

Quem pode fazer o Minicamp XP?

Todas as pessoas que estiverem inscritas nas graduações devem fazer o Minicamp XP.

Quais os requisitos para fazer o Minicamp XP

Além de precisar, obrigatoriamente, estar inscrito no processo seletivo da graduação, você precisará seguir alguns requisitos técnicos para fazer o Minicamp XP. São eles: 

  • Acesso à internet: o Minicamp XP ocorre de maneira online;
  • Acesso aos browsers: Google Chrome ou Mozilla Firefox;
  • Computador: desktop ou portátil com a seguinte configuração mínima – Core i3 4G ou similar e sistemas operacionais Windows 7, 8, 8.1 e 10, Linux ou MacOS;
  • Conhecimentos básicos de microinformática;
  • Inglês básico.
Estudante assiste ao minicamp XP
Minicamp XP é uma das etapas de seleção dos estudantes da faculdade Faculdade XP.

Como funciona o Minicamp XP?

Em suma, o Minicamp XP é uma das etapas do processo seletivo para os cursos de Graduação. Nele, você tem a oportunidade de conhecer a nossa metodologia de ensino, enquanto concorre a uma vaga na Faculdade Faculdade XP. ⭐

O curso terá a duração total de 2 (duas) semanas e contará com atividades expositivas e avaliativas, as quais poderão ser realizadas no próprio ambiente de aprendizagem, totalmente on-line.

Caso o(a) candidato(a) atinja os critérios de aprovação no Minicamp XP (nota igual ou superior a 70 pontos), receberá um certificado de conclusão e poderá seguir adiante nas demais etapas do processo seletivo da graduação.

Temáticas trabalhadas no Minicamp

Os temas são variados, mas normalmente, estão vinculados à primeira opção de curso de graduação que você escolheu ao fazer a sua inscrição. 

Nas edições passadas tivemos os seguintes temas:

Como é feita a avaliação do Minicamp?

O Minicamp XP vale 100 pontos com cada módulo valendo 50 pontos. As atividades avaliativas de cada módulo são pontuadas da seguinte forma: 

AtividadePontuação
25 Exercícios de fixação30 pontos (1,2 para cada exercício)
1 Teste Prático (enunciado + 10 questões)20 pontos (2 pontos para cada questão)
Relação entre atividades e pontuação no Minicamp XP.

Existe uma nota de corte no Minicamp XP?

Em suma, classificação do candidato será dada pela soma dos resultados de cada módulo. Ou seja, você, candidato, deverá obter nota igual ou superior a 70 pontos para ser aprovado no Minicamp XP. 

Caso isso aconteça, você estará apto a receber o certificado de conclusão de curso e a seguir adiante nas demais etapas do processo seletivo da graduação.

🏆 Ao atingir o critério de aprovação no curso, você receberá o certificado no mesmo endereço de e-mail cadastrado no processo seletivo. Lembrando que, caso não encontre, é recomendável verificar a caixa de spam, lixo eletrônico e similares.

Passei no Minicamp XP já estou aprovado na graduação XP? 

Não. Em suma, ao passar no Minicamp XP, você tem 50% da primeira fase do processo seletivo de graduação. 

Depois disso, você ainda precisará fazer o teste de perfil e seguir com o processo.

Conclusão

Se você quer aprender de forma prática enquanto faz um processo seletivo, conhecer mais sobre a nossa metodologia e ainda conseguir um certificado ao fim, o seu lugar é aqui! Procure a melhor graduação Faculdade XP e se inscreva!

Precisamos falar sobre vício em criptomoedas, o novo transtorno do mercado financeiro

À medida que o mercado da criptomoedas foi crescendo, uma nova e inesperada disfunção surgiu: um vício em criptomoedas, tão prejudicial e alarmante quanto a obsessão por jogos de azar.

É isso mesmo, além de problemas financeiros, atividades com criptomoedas também podem ser prejudiciais à saúde.

Especialistas em saúde mental apontam que esse novo problema é real e cada dia mais preocupante.

Mas para entender o que está acontecendo, vamos descobrir o que é a criptomoeda e como ela pode causar algo tão sério. 🧐

O que são criptomoedas?

A criptomoeda é um pagamento digital mantido por uma rede de computadores que utiliza a criptografia para autenticar transações.

Elas são criadas através de uma rede blockchain, um grande banco de dados de fácil acesso que registra as transações dos usuários. Esse sistema permite rastrear o envio e recebimento de certas informações e garante uma maior segurança no processo.

Além disso, trata-se de uma moeda digital descentralizada, ou seja, não passa pelo controle de instituições governamentais. Ela existe apenas na internet e todas as operações são feitas pelos próprios usuários.

Unrecognisable woman using smartphone buy cryptocurrency at a coffee shop, blockchain investment, decentralize and Stock market concept.

Como descrever o vício em criptomoedas?

A natureza altamente instável da criptomoeda é a grande responsável por causar dependência, uma vez que os picos de preços proporcionam uma sensação de êxtase. Na mesma medida, muitas quedas podem causar transtornos mentais, como a depressão.

Esse sentimento de prazer que acompanha o sucesso de uma operação é gerado pela liberação de dopamina que a atividade proporciona. Algo normalmente experimentado por quem pratica apostas de alto risco.

Somado a isso, metas ambiciosas também podem contribuir para um comportamento obsessivo. A ilusão de se tornar milionário de forma meteórica e fácil é recorrente. Da mesma forma como é facilmente possível perder tudo do dia para a noite. Essa flutuação pode mexer muito com a mente.

E não é apenas o sucesso que desencadeia um processo compulsivo. Muitas vezes, a fim de recuperar dinheiro perdido em situações catastróficas, o trader inicia uma busca incessante para reverter a situação.

Esse cenário também é um gatilho para desencadear a compulsão, além de doenças como depressão. Pesquisas recentes apontam que 40% das pessoas viciadas em jogos de azar já pensaram em suicídio.

Esses processos podem gerar um vício comportamental. Segundo especialistas, trata-se de uma dependência semelhante àquela por apostas e jogos de azar. As operações passam a se tornar compulsivas.

Vale ressaltar que, diferente do mercado de ações, o mercado de criptomoedas opera sem parar, 24 horas por dia. Isso quer dizer que o tempo todo surgem novas informações para serem analisadas pelos traders, o que pode acarretar em um sentimento de ansiedade.

Eventualmente, o envolvimento diário e a obsessão pelo tema passam a interferir nas relações pessoais e em atividades cotidianas.

Como evitar essa doença?

A verdade é que não existe uma forma concreta de prever se você será vítima desse mal. Porém, estudos apontam que vícios podem ser hereditários. Ou seja, esse comportamento pode ser passado de geração em geração através da genética.

Antes de se tornar um problema, a mineração de criptomoedas pode parecer uma atividade inofensiva. E, de fato, será algo rotineiro e normal para muita gente. Mas há uma virada de chave que pode parecer imperceptível para quem está entrando nesse ciclo vicioso.

Se você é um investidor ativo no mercado de criptomoedas e quer se prevenir, o segredo é realmente se manter atento aos sinais para não se deixar levar.

Listamos abaixo alguns indícios de que o vício é iminente:

  • Passar tempo demais em função da atividade com criptomoeda, seja realizando negociações, analisando gráficos e informações, ou fazendo pesquisas relacionadas ao tema;
  • Tentar parar de realizar negociações de criptomoedas e não conseguir, embora as atividades já estejam afetando a sua vida pessoal;
  • Assumir riscos altos, como o day trade ou investimentos grandes sem estratégia, apenas pelo prazer que a situação proporciona;
  • Perda de interesse em outras atividades e nas relações pessoais;
  • Experiência de estresse, depressão, ansiedade, mudanças de humor, irritabilidade, insônia por ter falhado ou ser impedido de acessar as plataformas de negociação.

Existe tratamento para vício em criptomoedas?

Assim como qualquer outro vício, este é um problema que deve ser resolvido através de acompanhamento psicológico e psiquiátrico. Também pode ser interessante procurar por grupos de apoio de pessoas que passam pela mesma situação e podem se ajudar entre si.

Apesar disso, trata-se de um problema relativamente novo e pouco levado a sério. Os próprios traders tratam a situação como piada nas redes sociais, embora muitos deles já apresentem comportamentos obsessivos.

O tema passou a ser considerado um problema recentemente, portanto ainda não ganhou muito espaço. As pesquisas sobre esse vício ainda são escassas e poucos especialistas se aprofundaram no assunto. Mas é possível notar que fala-se cada vez mais sobre o tema.

Apesar da pouca seriedade que se dá para o assunto, é importante ressaltar que trata-se de um problema real e sério.

E o primeiro passo para a cura desse vício, assim como o de todos os outros, é reconhecer e optar por se curar. Sem isso, a solução é improvável.

Ao primeiro sinal de compulsão, a recomendação é que você tome medidas práticas para se afastar da atividade. Contudo, é inerente ao vício essa dificuldade de se desvincular dessa operação que é fonte de tanto prazer. Portanto, fique atento aos sinais e não tenha receio em buscar ajuda profissional.

Legislação e vício em criptomoedas

Por se tratar de uma atividade que ocorre exclusivamente no ambiente online, sem um órgão controlador envolvido, o mercado de criptomoedas não possui regras claras ou leis que o regulam.

Isso significa que as empresas corretoras que facilitam o trade podem vender a ideia de enriquecimento fácil para atrair mais usuários, por exemplo. Isso definitivamente contribui para o surgimento de mais pessoas viciadas.

No Brasil, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou em fevereiro deste ano um projeto que reconhece e regula o mercado de criptomoedas no Brasil.

O objetivo é passar a impedir práticas como evasão de dívidas, por exemplo. Mas esse tipo de controle também pode ser um aliado para impedir a desordem e classificar o mercado como um espaço com regras.

O crescimento do vício em criptomoedas avança?

A tendência é que esse problema se torne cada dia mais relevante conforme o desenvolvimento do mercado de criptomoedas avança. 

A plataforma Crypto.com estimou que 221 milhões de pessoas estavam operando no mercado de criptomoedas ao redor do mundo em julho de 2021. Esse número dobrou durante os períodos de confinamento da pandemia.

Segundo o psiquiatra brasileiro, Sergio Rocha, foi notado em 2022 um aumento de internações para tratar de casos relacionados a criptomoedas ao redor do mundo. 

Conclusão

O vício em criptomoedas é real e precisa ser tratado como um problema sério, tão relevante quanto um vício em jogos de azar. Afinal, trata-se de uma atividade que requer responsabilidade e autocontrole.

É importante lembrar que para investir em criptomoeda não há uma receita correta e há riscos como num mercado de ações. Por isso, se você é trader ou conhece alguém que é da área, fique atento aos sinais mencionados ao longo do artigo para evitar problemas! 😉

Tem interesse em negociar criptomoedas? A Faculdade XP pode te ajudar a entender esse mercado e realizar transações de forma responsável e saudável. Clique e confira o nosso curso para se tornar um Criptoinvestidor.

Veja as diferenças entre up selling e cross selling

Você tem um negócio e precisa aumentar o valor das vendas realizadas? Você precisa conhecer as técnicas Up selling e Cross selling!

Ambos os métodos podem alavancar os números em uma empresa, pois podem ajudar os clientes a ver o valor real de comprar produtos adicionais ou de melhor qualidade.

A importância de saber vender um produto ou serviço é enorme, pois isso pode ser o diferencial entre o sucesso e o fracasso de uma marca. Não basta ter algo e sair oferecendo, é preciso saber como vendê-los da melhor maneira possível para atrair, conquistar e fidelizar os clientes.

Entenda mais sobre o assunto ao longo do texto. Boa leitura!

O que é Up selling?

O up selling, também chamado de “venda cruzada”, nada mais é do que uma técnica de vendas que consiste em vender um produto ou serviço mais caro ou de maior valor agregado do que o produto ou serviço inicialmente solicitado pelo cliente.

Para que serve o Up selling?

O objetivo do método é maximizar o valor do pedido do cliente e aumentar as vendas para a empresa. A técnica pode ser usada em qualquer momento da venda, desde a oferta inicial até o fechamento do negócio.

Além de aumentar o valor total de uma venda, gerar mais lucro para um negócio, ainda se ganha a fidelização do cliente.

<Leia depois: entenda o que é a jornada do cliente e como obter benefícios />

Exemplos de Up selling

Por exemplo, imagine que você esteja comprando um par de sapatos para um evento específico. O vendedor pode te oferecer um par de sapatos mais caro ou de melhor qualidade, como um par de sapatos feitos à mão ou de determinada marca.

Outra situação, pense que uma conhecida precisa comprar uma roupa para ir a um casamento. Ao chegar na loja, a vendedora exibe os vestidos para ocasião, mas indica um mais adequado para a pessoa conforme os gostos de estilo e ainda, de maior valor.

Mais um exemplo, é quando você ou outra pessoa precisa de um notebook. Ao fazer várias pesquisas, você encontrou a loja com o preço ideal, com o produto e com a marca e modelo que deseja. Contudo, ao chegar por lá, o consultor de vendas te recomenda uma versão com mais funcionalidades.

E cross selling, o que é?

O cross selling é um termo usado basicamente para descrever a técnica de venda de um produto complementar ao produto que o cliente já está comprando, funcionando como uma “venda casada”. Por exemplo, oferecer um livro de bolso para um cliente que está comprando um livro de capa dura.

Para que serve o cross selling?

O objetivo é aumentar o ticket médio das vendas, ou seja, o valor total das compras de cada cliente. Também servindo para melhorar a experiência do cliente, de certa forma.

Para as empresas, os benefícios do cross selling são óbvios:

  1. Aumento das vendas;
  2. Aumento do ticket médio;
  3. Maior fidelização dos clientes;
  4. Melhor aproveitamento dos recursos internos;
  5. Menor custo de aquisição de novos clientes.

Além disso, o método também pode ajudar a reduzir o custo de armazenamento e logística, já que a marca pode passar a vender produtos complementares que antes não vendia.

Exemplos de cross selling

Conheça abaixo algumas práticas que poderão ser aplicadas:

  • Determinada loja pode vender um produto e oferece ao cliente a possibilidade de comprar também outros produtos relacionados;
  • A empresa oferece descontos para clientes que compram determinado produto, se eles adquirirem outros produtos da mesma linha;
  • A marca pode ainda vender um produto que atende a uma necessidade relacionada ao produto original.
Entenda a diferença entre up selling e cross selling. (Fonte: Colina Tech)

Como diferenciar Up Selling e Cross Selling?

O UpSelling é uma técnica de vendas que consiste em oferecer ao cliente um produto ou serviço mais caro, ou de melhor qualidade do que o que ele inicialmente pretendia comprar. Já o cross selling é uma técnica de vendas que consiste em oferecer ao cliente um produto ou serviço complementar ao que ele pensava.

Não tem como confundir!

Em suma, funciona assim. 🛒

UP SELLINGCROSS SELLING
Foco em fazer o cliente comprar algo mais completo, ou seja, “mais caro”.  Foco em fazer o cliente comprar mais itens na mesma compra.  

<Leia também: o que é Customer Centric e como aplicar? />

Como utilizar up selling e cross selling como estratégias de vendas?

Você sabe o que são as estratégias de vendas?

Em síntese, elas são um conjunto de ações planejadas para atingir um objetivo específico, como aumentar as vendas ou conquistar novos clientes. Essas preparações podem incluir ações de marketing, como campanhas de publicidade e promoções, bem como ainda em relação às vendas, como oferecer descontos, brindes ou produtos relacionados.

Há também outras formas de aplicação das técnicas. Conheça logo abaixo!

Monitore a saúde da sua base

É essencial que os setores relacionados ao pós-venda e/ou costumer sucess faça o monitoramento sobre a saúde da base de cliente para perceber quais são aqueles ativos ou não, quais estão satisfeitos e quais não estão.

Tenha abordagens especificas para cada tipo de cliente

No dia a dia, você precisa saber sobre quem vai atender. Saiba que existem três principais tipos de clientes: clientes potenciais, em potencial e os clientes satisfeitos.

Os clientes potenciais são aqueles que ainda não compraram nada da sua empresa, mas estão interessados em seus produtos ou serviços.

Já os clientes em potencial são aqueles que já compraram algo da sua empresa, mas ainda não estão totalmente satisfeitos. Para abordar esse tipo de usuário, é importante oferecer ajuda para resolver quaisquer problemas que eles possam ter.

Também tem os clientes satisfeitos sendo aqueles que estão totalmente satisfeitos com os produtos ou serviços de determinada marca. Para abordá-lo, é importante oferecer descontos e promoções para que eles continuem comprando do negócio.

Pitch

Baseado em dados e nos gostos pessoais do cliente, o pitch sobre o produto/serviço se torna muito importante. Ele pode ser usado nas duas estratégias de venda.

Para up selling, o vendedor deve apresentar o produto ou serviço como sendo melhor ou mais completo do que o cliente está atualmente usando. Deve ser enfatizado como sendo uma opção de upgrade, e não como um substituto.

Para cross selling, o vendedor deve mostrar como o produto ou serviço complementa o que o cliente já possui. Deve ser enfatizado como sendo uma maneira de aumentar o uso e a eficiência dos produtos e serviços que o cliente já está utilizando.

Timing

O timing ideal para utilizar o up selling pode ser no início ou finalização da compra.

Já o cross selling do tamanho da marca. A técnica pode ser realizada já na primeira compra, para grandes negócios e no pós-venda para os pequenos.

Além disso, é importante ter em mente que as estratégias de venda devem ser feitas de forma sutil e natural, sem forçar nada.

Up Selling vs Cross Selling, dá para definir qual dessas estratégias é a melhor?

Depende.

Não há uma estratégia de venda única que funcione para todos os negócios. Dependendo do tipo de produto ou serviço que se está vendendo, uma estratégia de venda pode funcionar melhor do que outra.

Aqui estão algumas dicas para te auxiliar nessa jornada.

Antes de escolher uma estratégia, você precisa conhecer seus produtos e serviços. Saiba tudo o que puder sobre eles, incluindo suas vantagens e desvantagens. Isso o ajudará a entender as necessidades dos futuros consumidores.

Outro fator importante a considerar é o seu público-alvo. Quem você quer que compre cada tipo de produto/serviço? O que eles estão procurando? Qual é o melhor meio de alcançá-los? Conhecer seus clientes o ajudará a escolher a melhor estratégia de venda.

Existem muitas formas diferentes de convencer alguém a escolher e comprar algo. Por isso, faça experiências. Ouse e experimente diferentes técnicas e abordagens para ver o que funciona melhor.

Mas, olha, um ponto de atenção! 😬

Se a sua estratégia de venda não estiver funcionando, ajuste-a. Tente diferentes abordagens até encontrar a que melhor se adapta ao seu público.

<Veja também: saiba como prospectar clientes />

Dicas de leitura para vender mais e melhor

Para aumentar seu desempenho nas vendas, recomendamos alguns livros abaixo:

  • A bíblia de vendas de Jeffrey Gitomer e
  • Vendas não ocorrem por acaso de Thiago Concer.
Gosta de up selling e cross selling? Conheça mais sobre vendas com as indicações acima.

Gosta do assunto? Faça a Pós-Graduação em Customer Experience. Um conteúdo completo que vai te ensinar sobre como atrair, converter e reter clientes com sucesso.

Você sairá um profissional focado na Experiência e no Sucesso do Cliente, com pleno entendimento das metodologias que envolvem essa área de negócios.

Conheça também a assinatura Multi Mais e tenha acesso imediato a TODOS os cursos e bootcamps oferecidos pela XP educação!

São assuntos focados no que você realmente precisa aprender e desenvolver! Você poderá estudar onde e quando quiser!

Book de ofertas: saiba o que é e como achar em Home Brokers

Quer fazer Day Trade ou investir a longo prazo e precisa analisar o histórico de um ativo financeiro? O book de ofertas pode te auxiliar nisso.

Também chamado de livro de ofertas, ele é mantido pela Bolsa de Valores do Brasil (B3) para registrar as ofertas de venda pelos investidores e as ofertas de compra pelos compradores.

Sua funcionalidade é oferecer mais praticidade e profundidade para análises rápidas.

É importante estudar uma ação antes de investir porque, assim, é possível ter uma ideia mais clara sobre o risco que se está assumindo. Além disso, analisar o histórico de uma ação pode fornecer informações úteis sobre seu comportamento no mercado e, assim, auxiliar na tomada de uma decisão de investimento.

Quer entender melhor sobre o assunto? Continue a leitura!

O que é um book de ofertas?

Um book de ofertas ou livro de ofertas é um registro de todas as ofertas para comprar ou vender de determinada ação ou outro ativo. Ele serve basicamente para mostrar o preço que os compradores estão dispostos a pagar, e os preços indicados pelos vendedores dispostos a vender.

Fazer um pedido no book de ofertas não garante que outra pessoa concorde em aceitar a oferta. A ordem só será executada se os preços e quantidades do comprador e do vendedor forem iguais.

A funcionalidade está disponível para quem investe na Bolsa de Valores ou em plataformas de criptomoedas. Sendo assim, existe até book de ofertas para Bitcoin. 😮😲

A Bolsa de Valores é um mercado onde se negociam ativos financeiros, tais como ações e títulos. No país, a bolsa de valores (Brasil, Bolsa, Balcão) é regulamentada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e pelo Banco Central do Brasil (Bacen).

Atualmente, os usuários contam com books de ofertas online, mas nem sempre foi assim. Antes de existir as planilhas de controle eletrônicos e aplicativos, as marcações do livro de ofertas eram feitas manualmente no “pregão viva-voz”.

Exemplos disso são relatados nos filmes Wall Street — Poder e Cobiça, Wall Street — O Dinheiro Nunca Dorme e O Lobo de Wall Street.

Para que serve um book de ofertas?

Ele é usado pelos investidores para acompanhar o preço de um ativo e para encontrar oportunidades de compra e venda. Trata-se de uma ferramenta muito importante para profissionais da área, empresas de negociação e enfim. 📚📈📉

Entendeu como funciona o book de ofertas?

Onde encontrar o book da B3?

O book de ofertas da B3, da Bolsa de Valores do Brasil, está disponível de fácil acesso nas plataformas, como o Profit, por exemplo.

A ferramenta também pode ser vista e usada na maioria dos Home Brokers, com itens limitados.

Quais tipos de livros de ofertas existem?

Conheça abaixo mais sobre:

  • Book de ofertas;
  • Book de preço;
  • SuperDOM.

Book de ofertas

O book de ofertas é mais completo, isso porque nele dá para verificar diversas informações sobre os ativos em negociação na Bolsa de Valores. Logo, os investidores conseguem fazer um monitoramento das ordens de compra e venda de forma personalizada, ainda visualizar o quantitativo de ofertas, volume e demais dados.

Book de preço

Já o book de preço é menos completo, ou seja, limitado. Por ser mais simples, a funcionalidade indica as cotações dos ativos financeiros de modo geral. Ele permite o acompanhamento dos melhores preços para compras e vendas de cada ação, por exemplo. Contudo, é restrito em relação às quantidades, volumes negociados e demais informações.

SuperDOM

O SuperDOM é um book que se apresenta de forma mais gráfica e visual com as informações dispostas em relação às ofertas tradicionais.

A disposição é a seguinte: coluna de preços (meio), ofertas de compra (esquerda) e as ofertas de venda (direita). Já os preços ficam organizados de maneira crescente, sendo de cima para baixo.

Uma vantagem é que as operações podem ser realizadas diretamente nele.

Como ler um book de ofertas?

Como interpretar o livro de ofertas? Saiba que ele fornece o histórico de pedidos para um determinado ativo em todos os níveis de preços e volumes totais. Dessa maneira, pode-se encontrar as ordens eletrônicas ou manuais de venda (vermelho) e compra (verde) de ações, títulos, derivativos, moedas, futuros, criptomoedas na parte inferior ou superior ou à direita e à esquerda do livro, respectivamente, dependendo da bolsa.

Confira logo abaixo o painel da XP Investimentos e como funciona a leitura do book de ofertas.

Você deve ficar atento aos aspectos fundamentais da empresa para analisar se ela está sendo cotada a um valor justo ou não. Além disso, também é importante acompanhar o desempenho do mercado e o cenário macroeconômico para tomar decisões de compra e venda de ações.

Qual a importância do book de ofertas para os investidores?

Um livro de ofertas é uma ferramenta útil para os traders. Aprender a ler tais dados podem ajudar muito no cotidiano dos investidores, a entender o mercado em que estão negociando ou prestes a entrar.

Estudar a carteira de pedidos (compra/venda) no longo prazo permite ainda que os investidores saibam se o mercado de um título está saudável ou não. Quanto mais informações for possível aprender sobre o mercado, mais decisões certeiras poderão ser tomadas.

<Leia também: tudo que você precisa aprender sobre liquidez nos investimentos />

Exemplos de book de ofertas

Conheça logo abaixo alguns utilizados pelos traders:

Livro de Ofertas para Ações: esse livro de ofertas reúne todas as ofertas para a venda ou compra de ações emitidas por companhias abertas negociadas na Bolsa de Valores.

O livro de Ofertas para Títulos Públicos: nesse livro são inseridas as ofertas para a venda ou compra de títulos públicos federais, estaduais e municipais.

Livro de Ofertas para Câmbio: nele é concentrado todas as propostas de venda ou compra de moeda estrangeira.

Vantagens do livro de ofertas

Veja os benefícios de usar:

  • Montagem de estratégias de compra e venda sem riscos;
  • As ofertas são mais baratas do que as ofertas normais;
  • Você pode escolher o ativo que mais interessa;
  •  Acesso a um monte de ofertas diferentes;
  • Você pode encontrar ofertas para produtos que você não encontraria em outro lugar.

E desvantagens?

  • Se você tiver pouco conhecimento de investimento, o book de ofertas pode ser confuso;
  • Para Day Traders, o acompanhamento é frequente.

Dica de como usar o book de ofertas (na prática)

Pense na seguinte situação, em que você deseja comprar determinada ação de uma empresa e o valor da cotação está em R$ 55.

Ao fazer uma análise no livro de ofertas, você verifica que as ordens de vendas estão com valor variado, sendo de R$ 55,30 e R$ 55,50. Logo, ao notar as diferenças, você pode optar para enviar uma ordem de compra de R$ 55,60 (isso mesmo, bem acima da cotação).

Caso alguém faça o aceite da sua oferta, a Bolsa de Valores fará a emissão de uma ordem de compra para a ação mais barata, conforme a lógica da oferta e demanda. Entendeu?

A execução da ordem só será executada, de fato, quando existir uma oferta igual ou mais benéfica doutro lado. Isso vale também para as operações de venda.

Fique atento aos indicadores do livro de ofertas sempre!

(Fonte: Getty Images)

Dicas para os investidores

Conheça algumas dicas para você não fazer besteira com seu dinheiro:

1. Defina seus objetivos financeiros a longo prazo e o que espera alcançar com seus investimentos;

2. Escolha o tipo de investimento mais adequado aos seus objetivos financeiros e ao seu perfil;

3. Aprenda tudo o que puder sobre o tipo de investimento que você escolheu antes de começar a investir seu dinheiro;

4. Defina uma estratégia de investimento e mantenha a disciplina sobre ela;

5. Reveja e reanalise seus investimentos e objetivos financeiros periodicamente e ajuste-os consoante as movimentações do mercado.

Perfil de investimento

Você sabe qual é o seu? 🤔

O perfil de investidores em ações pode variar bastante. Alguns investidores são mais conservadores e preferem investir em ações de empresas que possuem uma história de crescimento estável e sólida.

Já outros investidores são mais arrojados e estão dispostos a assumir mais riscos em busca de um potencial de retorno mais alto. Alguns investidores preferem investir em ações de empresas em setores que eles entendem bem.

Outros investidores preferem diversificar suas carteiras, investindo em ações de vários setores diferentes.

O perfil de um investidor em ações também pode ser influenciado pelo seu horizonte de investimento. Alguns investidores preferem curtos prazos, buscando obter ganhos rápidos. Outros investidores são mais a longo prazo, buscando construir uma carteira de ações para o futuro.


Quer aprender mais sobre o assunto? Faça o curso Introdução ao Universo de Trading: conceitos básicos.

Você conseguirá compreender os principais conceitos do mercado de ações com especialistas da área, as diferentes análises, modalidades operacionais e estratégias de trading que vão alavancar seus investimentos financeiros.

Conheça também a assinatura Multi Mais e tenha acesso imediato aos cursos e bootcamps oferecidos pela Faculdade XP! Você poderá estudar onde e quando quiser!

Cloud, Fog e Edge Computing: confira as diferenças entre as tecnologias

Atualmente, devido ao aumento na produção de dados, os modelos de Cloud, Fog e Edge Computing vêm se destacando na área de tecnologia. Isso porque eles conseguem atender as demandas dos clientes através da velocidade com que fazem o processamento e armazenamento dos dados. 

Provavelmente, em algum momento da sua vida você já usou a computação em nuvem ou as outras duas tecnologias sem mesmo perceber. Mas se perguntarmos a diferença entre Cloud, Fog e Edge Computing você saberia responder?

Esses três modelos de computação costumam confundir os usuários, e até mesmo os profissionais de TI. Por isso, neste artigo vamos explicar os conceitos, diferenças e trazer exemplos de Cloud, Fog e Edge Computing para que você não se confunda mais!  

O que é Cloud Computing?

Cloud Computing, a famosa computação em nuvem em tradução para o português, é uma tecnologia que fornece serviços de armazenamento e de processamento de dados, softwares e hardwares por meio de servidores virtuais. Dessa forma, os dados podem ser acessados de qualquer lugar do mundo, desde que haja conexão com a internet. 

A computação em nuvem é um sistema computacional muito indicado para trabalhos que não precisam processar um grande volume de dados em tempo real ou para aqueles que não precisam de respostas rápidas, como aplicativos de streaming. Isso porque a computação em nuvem é uma tecnologia de alta latência.   

Bons exemplos da computação em nuvem são o Google Drive e o Dropbox, dois programas de armazenamento em nuvem simples e bem populares.

Como funciona a Cloud Computing na prática?

Em resumo, a computação em nuvem é a troca de servidores físicos para servidores virtuais. Dessa forma, é possível utilizar os serviços de computação, como armazenamento de dados ou aplicativos, sem a necessidade de instalação de programas.

Na prática, a Cloud Computing tem três modelos de atuação, que são fornecidos por provedores de nuvem e garantem a segurança da nuvem. São eles: 

Software as a service (SaaS): o software como serviço é indicado para atualizações, backups e manutenções dos servidores;

Platform as a service (PaaS): a plataforma como serviço é indicada para o desenvolvimento de aplicativos, facilitando a criação e a implementação desses apps; 

Infrastructure as a service (IaaS): a infraestrutura como serviço serve para empresas que desejam ter serviços de computação proporcionados pela computação em nuvem sem investir em hardware.  

Empresário implementa a Cloud, Fog e Edge Computing na empresa
Apesar de serem diferentes, Cloud, Fog e Edge Computing são tecnologias complementares.

 <Leia também: Saas, PaaS e IaaS: qual a diferença entre esses tipos de serviço?/>

O que é Fog Computing?

Fog Computing, ou computação em névoa ou computação em neblina em tradução para o português, tem esse nome porque é uma arquitetura de computação descentralizada onde armazenamentos, cálculos e dados são processados de forma descentralizada antes de serem enviados para a nuvem. 

Como funciona a Fog Computing na prática?

De forma resumida, a Fog Computing é uma tecnologia mista que une algumas soluções da computação em nuvem e algumas soluções da Edge Computing em uma única estrutura. Ou seja, o processamento dos dados na computação em neblina acontece em uma camada nem tão próxima da saída dos dispositivos, onde são disparadas as informações, nem tão próxima da nuvem onde são armazenadas as informações.  

Na prática, o processamento dos dados é feito por dispositivos chamados gateway, que fazem a análise dos dados conforme o seu grau de importância, antes de decidir se devem enviá-los para serem processados na nuvem ou na Edge Computing.    

O que é Edge Computing?

Edge Computing, ou computação em borda em tradução para o português, é um modelo de computação onde o processamento dos dados é feito próximo a borda da rede e em tempo real. No caso, o processamento acontece nos próprios dispositivos dos usuários, como smartphones ou computadores.    

Como funciona o Edge Computing na prática?

Na prática, o Edge Computing funciona da seguinte maneira: ele retém algumas informações nos próprios dispositivos emissores, enquanto faz análises avançadas do que é realmente necessário e precisa ser enviado para a nuvem. 

Dessa forma, o Edge aproxima o processamento dos dados às solicitações dos usuários. Por isso o Edge Computing é tão utilizado na Internet das Coisas (IoT), já que os dispositivos que utilizam a tecnologia IoT necessitam de uma resposta rápida e o Edge é capaz de processar os dados em tempo real.      

Principais diferenças entre Cloud, Fog e Edge Computing

Agora que você já sabe o que é e para que serve cada tecnologia, abordaremos as principais diferenças entre Cloud, Fog e Edge Computing para que não restem mais dúvidas sobre as três tecnologias:

  • Cloud Computing: é uma tecnologia de alta latência, o processamento dos dados é feito longe da fonte de informação e num prazo maior do que as outras duas tecnologias;
  • Fog Computing: é a tecnologia de baixa latência e com a arquitetura de segurança mais forte entre as três, já que ela é descentralizada e dificulta a invasão às informações;
  • Edge Computing: o processamento de dados é feito muito próximo ao dispositivo emissor, o que faz com haja uma resposta em tempo real e uma otimização na conexão para os usuários.    

Quais as aplicações da Cloud, Fog e Edge Computing?

Para exemplificar como o Cloud, Fog e Edge Computing são utilizados no dia a dia, trouxemos alguns exemplos de aplicações práticas das tecnologias.

Em primeiro lugar, vamos falar do Cloud Computing que pode ser utilizado para diversos fins. Por exemplo, armazenamento e análise de dados, criação e testagem de novos aplicativos ou serviços, fornecimento de software sob demanda e transmissão de áudios, imagens e vídeos.  

Logo em seguida, a Fog Computing. A Fog é uma tecnologia voltada para a análise de dados e para a redução de dados enviados para a nuvem. Por conta disso, a Fog é muito utilizada para acompanhamento e monitoramento de dados dos pacientes na área de saúde, reconhecimento de face na área de segurança e processamento de linguagem natural na área de tecnologia.   

Por fim, o Edge Computing. Essa tecnologia costuma ser utilizada em conjunto com a IoT em setores como a agricultura, a indústria e a mineração. Por exemplo, na agricultura ela é utilizada para fazer monitoramento do solo, já na indústria é utilizada para organizar a rotina operacional

Cloud, Fog e Edge Computing: qual a melhor para o seu projeto?

É comum as pessoas ficarem em dúvida de qual tecnologia é a melhor. A resposta é simples: depende da sua necessidade. Cada tecnologia desempenha um papel importante. 

Por isso, a escolha de uma delas precisa ser feita com o apoio da equipe de gestão de TI, que é capaz de fazer uma análise das necessidades da empresa considerando os objetivos estratégicos e o cenário de aplicação ideal para a instituição.     

Por exemplo, se a empresa utiliza muito com IoT o mais indicado é o Edge Computing. Entretanto, se a quantidade de volume de dados é mais reduzida, o Cloud Computing pode ser a solução mais viável. 

Apesar das tecnologias atenderem a necessidades diferentes, na hora de fazer uma escolha é importante lembrar que o uso de uma tecnologia não exclui a outra. As três são complementares e é possível usar mais de uma tecnologia ao mesmo tempo, desde que haja uma análise antes e que a equipe identifique a real necessidade para isso.  

Conclusão

O uso de uma das três tecnologias, Cloud, Fog ou Edge Computing, é praticamente indispensável nos dias atuais, principalmente para as empresas. Daqui para frente, a tendência é que a busca pelas três aumente e elas se consolidem como um dos principais agentes no futuro da tecnologia. 

Se você quer aprender mais sobre Cloud, Fog ou Edge Computing para poder atuar na área de TI, a hora é essa! A graduação em Análise e Desenvolvimento de Sistemas da Faculdade XP te ensina esses e outros conceitos importantes para se destacar no mercado de tecnologia e conquistar uma vaga nas maiores empresas do Brasil.

O que é Upsell, para que serve e qual a sua importância nas empresas?

Vender um produto ou serviço, ter demanda e faturar alto é o sonho de qualquer empresário. Que tal acelerar o processo com a técnica Upsell? Presente desde os pequenos até os grandes negócios, ela é fundamental para gerar mais dinheiro – de fato.

O upsell é uma forma de aumentar as vendas e os lucros de uma empresa, pois permite que a instituição venda produtos mais caros e de melhor qualidade.

Além disso, a metodologia pode ajudar a fidelizar os clientes, pois mostra que a empresa está disposta a oferecer produtos que atendam às suas necessidades e expectativas de forma individualizada.

Entenda o que é upsell, como funciona, exemplos e principais vantagens. Boa leitura!

O que é e como funciona um upsell

O upsell uma técnica de vendas que consiste em oferecer ao cliente um produto ou serviço que é melhor ou mais caro do que o que ele inicialmente solicitou.

Por exemplo, se um usuário compra um telefone celular, o vendedor pode oferecer um plano de serviço mais caro que inclui mais minutos e mensagens, um seguro contra roubos ou acessórios adicionais como película protetora, capinhas e afins.

Qual a importância do upsell para as empresas?

O upsell é importante para os negócios porque aumenta o valor total de uma venda, alterando assim as vendas e os lucros gerais. 🤑

A técnica é eficaz porque aumenta o valor da compra do cliente sem aumentar significativamente o custo para o vendedor. Além disso, a técnica de upsell pode ajudar na fidelização daquele consumidor: ele percebe que você está interessado em oferecer produtos que atendam às suas necessidades.

Upsell nas estratégias comerciais são importantes. (Fonte: Getty Images)

Upsell vs Cross sell: como diferenciar?

Apesar de ter nomes similares, não confunda.

O upsell é uma técnica de marketing usada para fazer com que os clientes comprem produtos mais caros ou de melhor qualidade do que o produto que eles inicialmente pretendiam comprar.

Já o cross sell também é uma tática de venda que visa aumentar o valor total da compra de um cliente, oferecendo-lhe produtos complementares ao produto que ele inicialmente pretendia comprar.

Diferença entre Cross-sell vs Upsell. (Fonte: SCCheck)

E Upssel vs Downsell, quais as diferenças?

O upsell é uma estratégia de venda em que o vendedor tenta convencer o cliente a comprar um produto mais caro do que o que ele realmente planejava comprar.

Enquanto, o down sell é uma técnica de venda em que o vendedor oferece um produto mais barato — por vezes, de menor qualidade — ao cliente quando ele não está disposto a comprar o produto mais caro.

<Leia também: saiba tudo sobre a jornada do cliente />

Como fazer um upsell?

Para aplicar a estratégia poderosa, conheça algumas dicas para você:

  • Tenha proximidade genuína,
  • Atenda às necessidades,
  • Agregue valor,
  • Ofereça soluções personalizadas.

Tenha proximidade com o cliente

A proximidade é importante em qualquer relacionamento e nas vendas não são diferentes. Se você quer construir um relacionamento forte com um cliente, é importante se mostrar disponível e acessível. Crie uma conexão!

Isso significa estar sempre disposto a responder às dúvidas, fornecer orientação e aconselhamento, e estar por perto para conversar quando o cliente precisar.

Quanto mais próximo você estiver, provável que o interessado se sinta confortável e confiança em você, o que pode levar a uma venda bem-sucedida ou várias outras compras no futuro.

Reúna dados e conheça as necessidades dos seus consumidores

Sempre que puder, peça informações a respeito do cliente e seus gostos.

A importância de entender as necessidades do cliente é crucial para o sucesso de qualquer negócio. Isso permite que você ofereça o produto ou serviço certo, na hora certa, e aumente as chances de fidelização.

Além disso, compreender as dores e os desejos de um cliente ajuda a melhorar a comunicação e a eficiência da empresa, uma vez que todos trabalharão em direção a um objetivo comum.

<Você pode gostar também: o que é Customer Centric e como aplicar? />

Agregue valor

Apenas oferecer produtos e serviços de qualidade não é suficiente, é preciso também saber como agregar valor ao cliente. Isso é o diferencial que faz com que uma pessoa escolha sua empresa em detrimento da concorrência. É o que faz com que ele se sinta satisfeito e leal à marca.

Para agregar valor ao cliente, é preciso ter um bom atendimento, oferecer produtos inovadores e diferenciados, ter preços competitivos e uma boa estratégia de marketing.

Ofereça soluções para os problemas do cliente

O cliente sempre deve ser o foco das soluções oferecidas. É importante ouvir atentamente o que ele tem a dizer e identificar quais são as suas principais preocupações.

A partir daí, é possível começar a elaborar ou reforçar as melhores soluções possíveis. É importante lembrar que cada cliente é único, portanto, os serviços ou produtos oferecidos devem ser adaptados às suas necessidades específicas. Ou passar a mensagem que seja assim!

É preciso ter um bom conhecimento dos produtos e serviços disponíveis e, a partir daí, oferecer as opções que mais são adequadas às necessidades e expectativas do cliente.

<Leia também: como montar um mapa de empatia para conhecer o seu cliente />

Exemplos de upsell

Conheça alguns exemplos de técnicas de upsell nas vendas:

  • Oferecer um produto complementar: quando o cliente está comprando um produto, oferecer um produto adicional que complemente o uso do produto original. Por exemplo, oferecer um carregador para um celular, fones de ouvido, chip e outros.

No caso de um carro, você pode disponibilizar um som, pneus mais novos, seguro e outros diferenciais.

  • Oferecer um produto de melhor qualidade: quando o cliente está comprando um produto, oferecer uma versão do produto de melhor qualidade. Por exemplo, oferecer um celular de maior qualidade ou um modelo com atualizações mais recentes.
  • Oferecer um produto com mais funcionalidades: quando o cliente está comprando um produto, oferecer uma versão do produto com mais funcionalidades. Por exemplo, oferecer um celular com mais aplicativos, mais memória interna ou um modelo com uma câmera melhor.

Principais benefícios do upsell

Se você tem uma marca e quer aplicar, faça quanto antes. Saiba alguns benefícios.

Como o objetivo do upsell é aumentar o valor total de uma venda, isso pode significar um aumento significativo nas receitas. Além disso, melhora a experiência do cliente ao poder oferecer produtos ou serviços mais adequados para as necessidades específicas.

Ao aumentar o valor das vendas para um cliente, você pode estar criando um cliente fiel que estará disposto a comprar novamente no futuro.

Outra vantagem é que ao oferecer produtos mais caros para os clientes, você pode incentivar a compra de itens que geram mais receita.

O upsell pode também oferecer a oportunidade de fazer cross-sell, sendo a venda de produtos complementares. Por exemplo, se um cliente está comprando um par de tênis, o vendedor pode oferecer meias para complementar a compra.

Como encantar os clientes (bônus)

Encantar clientes é criar uma conexão com eles, tratar eles para se sentirem especiais e queridos. Trata-se de proporcionar a eles uma experiência memorável e agradável. 🥰

Existem muitas maneiras de fazer isso, sabia? Pode ser algo tão simples quanto ir além, atender às suas necessidades ou fornecer um excelente atendimento. Pode ser oferecer a eles produtos ou serviços únicos e exclusivos, ou dar-lhes um tratamento VIP. Também vale para atos simples, como oferecer café, doces e brindes.

Não importa o que você faça, o objetivo é fazer com que seus clientes se sintam valorizados e que tenham uma experiência única. Ao fazer isso, você cria lealdade e valor vitalício para ele.


Gosta do assunto? Faça a Pós-Graduação em Customer Experience. Um conteúdo completo que vai te ensinar sobre como atrair, converter e reter clientes com sucesso.

Você sairá um profissional focado na Experiência e no Sucesso do Cliente, com pleno entendimento das metodologias que envolvem essa área de negócios.

Conheça também a assinatura Multi Mais e tenha acesso imediato a TODOS os cursos e bootcamps oferecidos pela XP educação!

São assuntos focados no que você realmente precisa aprender e desenvolver! Você poderá estudar onde e quando quiser!

Inteligência Computacional: o que é e para quê serve?

Com a crescente transformação digital nas empresas, avanços tecnológicos como a inteligência computacional vão ganhando espaço. 

Ela é referida, muitas vezes, como soft computing, que nada mais é que um campo de estudo onde computadores são programados para aprender problemas da vida real através de dados ou observações. 

Mas não é só isso: a inteligência computacional é um braço da inteligência artificial que lida com um tipo de computação mais macia e flexível, isto é, que tem mais imprecisão nos dados. 

Por estar ganhando mais notoriedade agora e, como consequência, mais programadores e pesquisadores têm se interessado pela área, a inteligência computacional ainda não está presente na vida (e no currículo) da maioria dos profissionais que estão no universo da tecnologia. 

Esse fato, por sua vez, culmina em indivíduos defasados em sua área de trabalho. 

No entanto, esse problema não se restringe a profissionais da tecnologia: se você perguntar, na sua roda de amigos, quem sabe realmente o que é inteligência computacional, você acredita que eles irão responder que sim? 

Pois é, a realidade é bem diferente. 

E nós queremos mudar isso!

Portanto, siga a leitura e viva uma imersão no mundo da inteligência computacional!

O que é inteligência computacional?

Em suma, ela é uma área da inteligência artificial que é responsável por um conjunto de metodologias computacionais que buscam resolver os problemas da humanidade. 

A forma de resolução desses problemas, que serão solucionados por computadores, busca se aproximar, o máximo possível, com os processos da cognição humana.

Assim, no que diz respeito às pesquisas da área, há uma busca extensa focada na identificação dos padrões da natureza que, por sua vez, podem ser aplicados em outras situações. 

Qual a diferença de inteligência computacional e artificial?

A primeira coisa a levar em consideração ao abordar as diferenças das inteligências é que a inteligência computacional está inserida dentro da inteligência artificial. 

Com isso entendido, podemos afirmar que a IA (inteligência artificial), busca imitar a inteligência humana. 

Já a inteligência computacional (IC), busca estudar a mesma coisa, mais com foco em soluções imprecisas e inexatas (como o estudo de dados não estruturados, por exemplo). 

Além disso, algo que diferencia bem as duas são os modelos estudados: 

  • Inteligência Artificial: estuda modelos que tem o raciocínio humano como base;
  • Inteligência Computacional: tem base nas áreas complexas da natureza (algoritmos genéticos e redes neurais artificiais, por exemplo).

Só que lembre-se: IC está dentro da IA, então ela também estuda o ser humano. Neste caso os focos são o raciocínio lógico, a aprendizagem e a linguagem.

Para que serve a inteligência computacional

Em suma, para investigar os aspectos da cognição humana e fazer a simulação dos mesmos, como aprendizado, percepção e raciocínio básico e complexo. 

Falando em cognição, que tal entender mais sobre computação cognitiva? 

Ela se conecta altamente com a IC! 

< Leia mais: Computação cognitiva: o que é e onde se aplica? // > 

Pilares da inteligência computacional

A IC tem quatro pilares de foco e eles são de extrema importância para o entendimento deste tipo de inteligência. 

Vamos conhecê-los? 

1. Machine Learning

Conhecido por aprendizagem de máquina, o machine learning faz diversas investigações de maneira estratégica. 

A partir delas, softwares conseguem observar padrões, fazer previsões e, por sim, tomar decisões baseadas nesses dados, fazendo uma simulação do cérebro humano. 

2. Redes Neurais Artificiais

As NNs, ou redes neurais artificiais, são redes que são distribuídas em paralelo e que são capazes de aprender e generalizar tendo exemplos como base. 

3. Computação evolutiva

É, basicamente, a consideração de algumas teorias de evolução biológica no processo de tornar a IA mais robusta, completa e preparada para lidar com os problemas do dia a dia. 

Os pesquisadores e programadores aplicam teorias como “a sobrevivência do mais apto” e criam algoritmos evolutivos. Neste caso, a frase citada é a teoria e a função de aptidão é parte do algoritmo genético.

4. Lógica Fuzzy

Lógica Difusa, em português, a Lógica Fuzzy exemplifica situações no nosso dia a dia que a situação não é clara. 

Por exemplo, quando o rapaz pergunta à namorada se ela está chateada, ela responde que não quando, na realidade, não está falando com ele desde cedo. 

Assim, a lógica fuzzy, em suma, decide a saída final com base nos níveis de possibilidades.

Onde a inteligência computacional é aplicada?

Depois de entender os pilares foco da IC, é hora de entendermos onde ela é aplicada na prática.

Agronegócio

No agronegócio, a IC é aplicada no controle de pressão em sistemas de distribuição de água. 

Ou seja, não é necessário alguém lá, o tempo inteiro, abrindo e fechando uma torneira ou um sistema de distribuição: a IC compreende a quando, a quantidade, a pressão e por quanto tempo aquele solo precisa de água.

Saúde

A inteligência computacional pode trazer uma precisão e velocidade muito diferente da que encontramos hoje na realização de exames complexos, como ressonâncias magnéticas e radiografias.

Petróleo 

A IC, na Petrobrás, simulou o melhor ponto para perfurar um poço de petróleo e otimizou a linha de produção de refinarias. E não fica por aí: a inteligência computacional conseguiu identificar fraudes no sistema elétrico da companhia.

Vantagens da inteligência computacional

Falou de vantagens, falou de IC. 

O investimento nesse tipo de tecnologia já está gerando bons retornos para as empresas. 

E, algumas das muitas vantagens dela são: 

  • Tendência no aumento dos investimentos;
  • Pesquisas mais inovadoras sendo feitas; 
  • Soluciona problemas que antes eram impossíveis de serem solucionados;
  • Identifica tendências;
  • Melhora a vida do ser humano; 
  • Melhora nossa relação com o planeta; 
  • Consegue diminuir gastos e recursos.

Tendências da inteligência computacional na tecnologia

Empresas têm buscado, cada vez mais, investir em tecnologia, principalmente em inteligência artificial. 

Os números não negam: segundo a Universidade de Stanford, no seu Artificial Intelligence Index Report 2022, a soma dos investimentos de IA no mundo em 2021 foi mais que o dobro do valor investido no ano anterior.

Além disso, estudiosos acreditam que uma parte da inteligência computacional (que está dentro da IA) que irá crescer nos próximos anos é a visão computacional, que busca reproduzir, de forma artificial, as funções da visão humana.

Conclusão

A IC, que é um braço da IA, tem aplicação sobre uma grande variedade de problemas da vida real. Com o avanço da mesma, a vida da humanidade é facilitada e conseguimos ir adiante. 

Quer entender mais sobre esse lado de inteligência de máquinas? Então faça o MBA em Machine Learning da Faculdade XP e aprenda como solucionar problemas por meio do aprendizado de máquina! 

Seja um profissional disputado no mercado: inscreva-se já!

Churn Rate: como diminuir essa taxa e alavancar vendas

O setor comercial das empresas sempre procura os mesmos objetivos, como atrair o máximo de clientes e fazê-los se manterem ativos o maior tempo possível, sem perdas ou cancelamentos. Por isso, o churn rate é uma métrica que deve ser acompanhada no dia a dia dos gestores e demais funcionários da área, pois é ela quem mostra se as ações estão saindo conforme o esperado. 

Só que muitas vezes, as equipes acabam priorizando estratégias para conquistar clientes, e se esquecem de olhar para quem já está na sua base de contatos, mas está com o risco de fazer um cancelamento. ⛔

Uma perda desta, a mínima que seja, pode causar prejuízos financeiros. Então, fique de olho na taxa de churn. Para isso, confira algumas orientações que separamos neste artigo para você aplicar na sua empresa sobre como evitar que ele fique com índices muito altos. Confira! 👇

O que é Churn Rate?

O churn nada mais é do que uma métrica que indica a taxa de cancelamento de clientes em um determinado período de tempo. Ou seja, ela faz um cálculo de quantas pessoas que compravam de você optaram por não comprar mais a partir de um fator específico: por dia, semana, mês ou ano. 

Por sua definição, é uma etapa que deve ficar sempre à vista nos funcionários do setor comercial, principalmente de Customer Success e de negócios em SaaS, mais caracterizados por cobrar mensalmente por um serviço, que utilizam planos de assinatura, por exemplo. ⭐

Para que serve o Churn Rate?

Sua definição por si só já explica a importância: não perder clientes. Lembre-se que de nada adianta bater recordes de vendas em vários meses, se esses clientes que você trouxe duram pouco tempo

Não fazer com que as pessoas permaneçam com você, ou seja, estejam fidelizadas, pode prejudicar a reputação do seu serviço e, principalmente, cair com o faturamento da sua empresa.

👉 Assim, investir nesse monitoramento do churn rate vai fazer com que você:

  • Saiba mais a respeito do andamento dos resultados no negócio;
  • Minimize impactos negativos;
  • Crie ideias mais inovadoras e assertivas para solucionar problemas;
  • Destaque mais as fontes de rendimento.

Como calcular a taxa de Churn Rate?

Acompanhar a taxa de churn é importante, mas é importante entender o seu cálculo e saber interpretá-lo da melhor forma de acordo com os objetivos mapeados no seu negócio. 

Um ponto importante é que essa taxa nunca seja maior do que aquela de clientes novos, se não o prejuízo é claro de se observar.

Normalmente, o churn rate é calculado em um determinado período (mensal ou anual), sendo considerados dois fatores para o cálculo: o número de cancelamentos e o total de clientes ativos no início do período. Assim, a fórmula é a seguinte:

👉 Churn Rate = total de clientes cancelados / número total de clientes ativos do último mês.

Lembrando que é importante separar o mesmo período para essas duas proposições. 

Por exemplo: Se no mês de Outubro você conquistou 100 clientes, mas perdeu 10, a taxa de churn é de 10%. 

Qual é a taxa ideal de Churn Rate?

É de conhecimento geral que o sonho de qualquer empresa é zerar o seu índice de cancelamentos, mas isso é quase impossível de acontecer, porque sempre vai ter um cancelamento, ainda mais se for uma base de clientes muito grande. 😞

Só que vale ressaltar que pode acontecer do churn rate ser negativo, o que não quer dizer que não ocorreram cancelamentos no mês, mas sim que a perda de clientes foi bem menor que o aumento de clientes e receita, bem como o ticket médio dos serviços.

Por exemplo: se sua empresa registrou 14 cancelamentos em um mês e sofreu um prejuízo de R$ 4.000, mas conquistou 500 novos clientes. O churn foi negativo, mas ainda houve cancelamentos.

Só que quando há o questionamento sobre qual a taxa ideal de churn, a resposta seria a mais baixa possível. O valor estimado varia de acordo com a empresa e segmento de mercado. Uma boa recomendação é sempre ter um churn médio de 3,2%/mês, o que representa 32% de churn rate anual. 😉

Diferença entre Churn e Churn de receita (MRR Churn)

Apesar dos nomes similares, eles têm funções e objetivos diferentes. 

Enquanto o Churn Rate calcula o número de clientes que cancelam em um determinado período, o MRR Churn se refere a receita recorrente mensal, ou seja, ele representa o quanto de receita foi perdida quando esses clientes cancelaram. 

Então, acaba que o MRR Churn é algo muito mais importante por se tratar do faturamento do negócio e se tiver uma taxa muito grande impacta bastante no trabalho. 💸

Um exemplo para ilustrar seria: imagine que três clientes deram churn na mesma semana. 

O primeiro pagava R$200 por mês, o segundo R$100, e o terceiro R$250. Nesse caso, o seu MRR churn será a soma dos valores que todos esses clientes pagavam. Um total de R$550 por semana, e a taxa de cliente seria apenas de 3 clientes, o que consideraria um churn rate baixo.

Como evitar alta na taxa de Churn Rate?

níveis de satisfação do cliente
Como diminuir o churn rate e aumentar a fidelização de clientes? Fonte: Getty Images.

Agora que você sabe a parte conceitual, chegou o momento de entender como evitar que o churn rate fique muito elevado e prejudique a empresa. 

👉 Confira 5 dicas de como evitá-lo:

Identifique os motivos de abandono

Um dos principais pontos é sempre acompanhar o processo de cada cliente e entender com eles quais os motivos que o fizeram desistir do seu serviço.

Envie uma pesquisa de satisfação (NPS), pergunte o que ficou faltando no serviço, entre em contato com o cliente para saber e anote essas hipóteses para criar ideias em cima das indicações deles.

Trace estratégias para evitar problemas com consumidores

Pare de cometer os mesmos erros. Sabendo os motivos do cancelamento, identifique o que está causando isso e tenha uma plano para superar esses problemas.

Tenha atenção aos detalhes

Você precisa ser capaz de identificar os clientes que têm mais chances de deixar a empresa e sempre aprimorar os métodos de análise. Além de prezar pelos detalhes na entrega da solução de um serviço.

Saber essas realidades vai contribuir e prevenir possíveis cancelamentos.

Valorize a experiência do cliente

Qualquer empresa que preza pela melhor experiência do cliente têm mais probabilidades de bons resultados. 

Invista numa equipe de Customer Success que se esforça para manter um bom relacionamento com o consumidor. Essa é uma tarefa de todos os setores.

Escute seus consumidores

Para que qualquer relacionamento funcione, é preciso ouvir o que o outro tem a dizer. Então, ouça seu cliente, o que ele tem a dizer, todas as críticas positivas e negativas.

Muitas empresas não levam essa prática muito a sério, já que acreditam que ninguém sabe mais do seu negócio do que elas. Só que essa prática pode piorar o andamento e o sucesso da sua empresa no mercado, ainda mais quando se tem muitos concorrentes.

Conclusão

Portanto, a taxa de churn é uma métrica e KPI necessária em qualquer empresa que deseja prosperidade no mercado. 📈

Quando se trabalha com o setor comercial é preciso não só atrair sempre novos clientes, como manter os antigos engajados e prevenir que eles cancelem para não prejudicar a própria receita da empresa, além da reputação frente aos concorrentes.

Agora que você já sabe sobre o churn rate, como calculá-lo e evitá-lo, só depende de você para fazer funcionar e manter um mindset de crescimento. 🎯

👉 Aproveite e confira em nossos cursos e especializações da Faculdade XP outros assuntos que podem contribuir para sua empresa alavancar no mercado.

Computação cognitiva: o que é e onde se aplica?

O cérebro humano é complexo e um dos sistemas mais perfeitos e interessantes existentes. Não é à toa que ele é uma das bases do desenvolvimento da computação cognitiva. 

A humanidade está, constantemente, tentando transformar os computadores em máquinas mais rápidas e inteligentes e, agora, estamos entrando em um estágio da computação altamente evoluída: transformar o computador em uma máquina artificialmente inteligente. 

Ou seja, dar a possibilidade da máquina se tornar tão inteligente quanto o ser humano ou até mais, aprendendo por si mesmo. 

Para que isso pudesse acontecer, pesquisadores desenvolveram a computação cognitiva que foca em aplicar uma inteligência nos computadores para que eles tenham capacidade de funcionar como uma extensão humana que absorve, aprende e utiliza todas as informações assimiladas. 

Isto é, sendo ainda mais poderosa que o cérebro humano, que seleciona o que será um conhecimento temporário ou será armazenado na memória.

Vamos aprender mais sobre a computação cognitiva? Siga a leitura!

O que é computação cognitiva?

É a junção de Inteligência Artificial e Machine Learning para permitir que os computadores compreendam dados (até mesmo os não estruturados), gerem insights e a partir deles aprender e levar como experiência para o futuro.

Assim, com a computação cognitiva, é mais fácil a construção de Inteligência Artificial nos computadores, além de ser alavancada pela alimentação de dados em um algoritmo muito inteligente que é capaz de analisar os dados coletados.

Como surgiu o conceito de computação cognitiva?

O conceito nasceu com o desejo de misturar Ciência da Computação com Ciência da Cognição para estimular a criação de tecnologias que simulassem o processo do pensamento humano. 

Com a computação cognitiva, os computadores que antes precisavam de comando, agora têm um algoritmo cognitivo de autoaprendizagem, processamento de linguagem natural e mineração de dados. 

Assim, o cérebro humano consegue ser imitado através das suas atividades e tomadas de decisão.

Para que serve a computação cognitiva?

O objetivo dela é, em suma, simular os processos do pensamento humano em um processo computadorizado. 

Assim, com algoritmos de autoaprendizagem que utilizam data mining e reconhecimento de padrões, por exemplo, o computador, por sua vez, consegue imitar a forma na qual o nosso cérebro funciona. 

Bem Black Mirror, não é?

Cérebro artificial de computação cognitiva está em alta na tecnologia
Computação cognitiva traz vários benefícios para a tecnologia no processamento de dados.

Como funciona a computação cognitiva?

Ela funciona como se fosse um grande conjunto de algoritmos inteligentes que são capazes de cruzar dados, gerar insights e entendê-los com padrões de autoaprendizagem. Assim, algumas funções do cérebro humano podem ser imitadas, como já citado.

Além disso, é importante ressaltar que as funções da computação cognitiva não se restringem a indústria da tecnologia: segundo a Revista Exame e a IBM, ela pode ser aplicada em áreas diversas, isto é, em todas as indústrias que necessitem de processamento e leitura de grandes volumes de dados.

Computação Cognitiva vs Inteligência Artificial

A Inteligência Artificial (IA) tem sido desenvolvida com o intuito de executar demandas de baixa complexidade burocrática e decisória enquanto o ser humano toma conta de atividades mais importantes e estratégicas para as empresas. 

Já a computação cognitiva busca o contrário: uma interpretação de dados feita da mesma forma que o cérebro humano faria. Ou seja, considera os dados estruturados e não estruturados para análise. 

A pesquisa supracitada, da Revista Exame junto com a IBM afirma que a IA pode aumentar o percentual da taxa de crescimento econômico anual do Brasil até 2035. Assim, conseguimos enxergar a relevância da mesma.

Onde a computação cognitiva é aplicada?

Vamos conhecer onde a computação cognitiva pode ser aplicada? Siga a leitura!

Análise de Big Data

Um sistema cognitivo é capaz de analisar tanto dados estruturados quanto não estruturados e, com isso, é possível analisar Big Data, o que facilita a interpretação de grandes volumes de dados e ajuda na criação das melhores conclusões advindas. 

Gestão de pessoas

Imagine poder avaliar de maneira mais individual e coerente o desempenho de colaboradores, com alta qualidade, mesmo lidando com um grande número de dados? Bom, com a computação cognitiva isso é possível. 

Ademais, é possível levantar considerações sobre outros assuntos importantes da gestão de pessoas como escala e dimensionamento de equipes, por exemplo.

Atendimento ao cliente

Em suma, o uso da computação cognitiva em empresas que atendem clientes por diversos canais de relacionamentos ajuda na análise dos mais diferentes tipos de dados, sejam eles áudios, textos ou voz e ainda auxiliam na personalização do atendimento e na jornada do cliente.

Vantagens da computação cognitiva

A computação cognitiva tem diversas vantagens. Você, inclusive, pode ter percebido algumas delas no decorrer do artigo. Agora, vamos te mostrar mais vantagens da implementação e avanço da mesma de forma pontual. São elas: 

  • Facilita a automação de processos; 
  • Lê dados não estruturados;
  • Monitora sensores externos;
  • Acelera o nível do conhecimento;
  • Melhora a eficiência;
  • Acelera a tomada de decisões;
  • Auxilia na análise de dados;
  • É acessível em diversas mídias.

Mais do que essas vantagens, segundo relatório da IBM, 91% dos executivos do varejo acreditam que ela será a responsável por desempenhar um papel altamente disruptivo na indústria. Ou seja, o mercado já vê o impacto dessa computação!

Tendências da computação cognitiva no mercado de tecnologia 

A computação cognitiva é uma tendência, mas ainda não está em ascensão por causa de tecnologias que já estão sendo utilizadas por diferentes tipos de empresas, como a Inteligência Artificial, que vai continuar sendo a prioridade em muitos negócios. 

Gostou do que leu e quer continuar a aprender? Se inscreva no evento AI Today, que é uma imersão completíssima em Inteligência Artificial, Machine Learning, Chatbots e entre outros. Aproveite essa oportunidade!