Início Site Página 68

Bootstrap: como usar e para o que serve esse framework?

Bootstrap é um framework front-end que tem como proposta oferecer estruturas de CSS para o desenvolvimento de sites e aplicações responsivas com agilidade e sem burocracia. Ele é útil tanto para sites de desktop quanto para páginas de dispositivos móveis. 

Criar um site hoje é muito mais fácil do que no passado devido às diversas possibilidades de programas e softwares de desenvolvimento. 

Quando uma marca decide criar a sua ‘vitrine’, é necessário tomar algumas decisões.

  • Escolha do banco de dados;
  • Linguagem de programação mais adequada;
  • Se precisará de um framework ou não para sua construção. 

Nesse sentido, destaca-se o bootstrap, um framework que vem sendo muito utilizado pelas empresas atuais.

A popularidade desse recurso foi conquistada devido a praticidade que oferece para desenvolvedor, bem como a capacidade de deixar as páginas de sites com um visual bacana, customizado com as cores e imagens necessárias, além de fontes e margens personalizadas.

E o melhor: otimizando tempo na estruturação como um todo.

Quer saber mais sobre isso? 

Neste artigo você vai entender o que é esse framework, como ele funciona, suas vantagens, a explicação de suas principais funcionalidades e como usá-lo. 

O que é framework bootstrap?

O bootstrap framework é um conjunto de componentes prontos que tem como objetivo agilizar o processo de desenvolvimento de um site responsivo

Ele permite que um site seja construído de maneira ágil e padronizada, de forma que todo o layout esteja adaptado para todos os tipos de tela. 

Criado pelo Twitter em 2010, o objetivo de padronização da ferramenta foi expandido para o setor de desenvolvimento pela capacidade de estilizar as páginas de HTML,  sem ter que criar qualquer projeção do zero.

Afinal, a ideia já está toda pronta e só depende do desenvolvedor customizar todos os elementos. 

Com um framework, você pode criar um botão com um link bem bonito e entregá-lo com mais agilidade para o seu cliente.

E, quando falamos que ela já tem todas as opções, é tudo pronto mesmo: desde o CSS, o HTML e o Javascript. 

Você só precisa instalar o programa e estruturar a página de acordo com as suas necessidades. 

Quer aprimorar o seu conhecimento em front-end? Dê o play no vídeo abaixo e descubra qual a melhor ferramenta da área: Webinar: Angular, React ou Vue

Para que serve o bootstrap?

Se fosse para resumir o framework em uma palavra seria: simplicidade

Para entender melhor, pense nos seguintes cenários. 

  1. Se você tem um time de front-end/designers que foca em aplicar melhorias nas páginas ou se você é um desenvolvedor que busca criar uma plataforma e, para isso, reserva várias horas do seu dia, provavelmente, o framework não é a alternativa mais indicada para o seu formato de trabalho; 
  1. Se a sua empresa tem um negócio que é necessário escalar em pouco tempo e a rotina conta com processos rápidos, o framework é uma ótima opção. 

Nunca é demais lembrar que a sua principal meta é economizar tempo e concentrar energia naquelas ações que precisam ser executadas imediatamente. 

Como funciona o bootstrap e quais são suas funcionalidades?

Por ser um front-end que fornece estruturas de CSS para a criação de sites e aplicações responsivas de forma rápida e simples, esse tipo de framework oferece mais utilidade que a simples estilização de elementos. 

Isso porque, ele conta com uma série de recursos adicionais para a construção de aplicações front-end funcionais e interativas.

Confira abaixo quais são as suas principais funcionalidades e como funciona o framework. 

Construção de layouts responsivos

Esse tipo de framework é mobile-first e o seu diferencial é usabilidade, ou seja: todos os estilos e componentes foram criados para funcionar primeiro em dispositivos móveis e ampliados para outros todos os tamanhos de tela.

Estilizar os elementos da página

O framework oferece diversos estilos aos elementos da página. Como? 

Basta recorrer ao bootstrap que ele aplicará uma estilização padrão aos elementos básicos e, assim, as fontes e seus tamanhos serão os mesmos em todas as páginas.

Atenção: você pode customizar padrões, embora não seja recomendado editar arquivos do framework.

Biblioteca de componentes

O framework oferece um conjunto de recursos que proporciona maior interatividade entre a página e o usuário. Veja abaixo os recursos disponíveis no framework.

  • Menu de navegação;
  • Galeria de imagens;
  • Janelas modais de alerta;
  • Formulários;
  • Dropdown, que é um menu ou lista suspensa;
  • Paginação;
  • Barra de progresso.

Alerts

O framework permite a configuração de forma simples e rápida de diferentes tipos de alertas, com cores específicas, de acordo com a situação. Não é necessário ter um conhecimento avançado em tecnologia para trabalhar com esses recursos. 

Carousel

É uma espécie de slideshow que garante a exibição de imagens de forma responsiva e automática, além de permitir a inclusão de efeitos especiais para a transição da imagem e controles de exibição.

Navbar

Essa função autoriza a construção de um sistema de navegação responsivo. Nele, você pode configurar diferentes formas para a apresentação do menu.

O sistema também permite escolher entre o posicionamento lateral ou superior, além de poder selecionar a forma de exibição: estendida ou contraída.

< Leia mais também: projetos de UX: como criar e apresentar os seus? />

Como usar o bootstrap?

O primeiro passo é baixar o programa. Você pode fazer um download da versão compilada dos código CSS e JavaScript por meio da página do framework ou baixar o código-fonte do framework, uma vez que ele é uma ferramenta de código aberto.

Se você não quiser baixar os arquivos, pode ter acesso ao framework sem a necessidade de instalá-los no servidor.

Agora, faça a configuração. 

Você pode executá-la em uma aplicação web, mas para que ela funcione da maneira adequada, adicione as bibliotecas JQuery e Popper.js, que são necessárias para a execução de alguns componentes do framework. 

Como usar o bootstrap no html?

Você deve adicionar a referência dos arquivos mais importantes do framework na página principal da aplicação. 

Veja, a seguir, o código de uma página HTML. Ela contém todas as referências necessárias para que funcione corretamente. 

<!doctype html>

<html lang=”en”>

 <head>

   <!– Required meta tags –>

   <meta charset=”utf-8″>

   <meta name=”viewport” content=”width=device-width, initial-scale=1, shrink-to-fit=no”>

   <!– bootstrap CSS –>

   <link rel=”stylesheet” href=”https://stackpath.bootstrapcdn.com/bootstrap/4.4.1/css/bootstrap.min.css” integrity=”sha384-Vkoo8x4CGsO3+Hhxv8T/Q5PaXtkKtu6ug5TOeNV6gBiFeWPGFN9MuhOf23Q9Ifjh” crossorigin=”anonymous”>

   <title>Hello, world!</title>

 </head>

 <body>

   <h1>Hello, world!</h1>

   <!– Optional JavaScript –>

   <!– jQuery first, then Popper.js, then bootstrap JS –>

   <script src=”https://code.jquery.com/jquery-3.4.1.slim.min.js” integrity=”sha384-J6qa4849blE2+poT4WnyKhv5vZF5SrPo0iEjwBvKU7imGFAV0wwj1yYfoRSJoZ+n” crossorigin=”anonymous”></script>

   <script src=”https://cdn.jsdelivr.net/npm/popper.js@1.16.0/dist/umd/popper.min.js” integrity=”sha384-Q6E9RHvbIyZFJoft+2mJbHaEWldlvI9IOYy5n3zV9zzTtmI3UksdQRVvoxMfooAo” crossorigin=”anonymous”></script>

   <script src=”https://stackpath.bootstrapcdn.com/bootstrap/4.4.1/js/bootstrap.min.js” integrity=”sha384-wfSDF2E50Y2D1uUdj0O3uMBJnjuUD4Ih7YwaYd1iqfktj0Uod8GCExl3Og8ifwB6″ crossorigin=”anonymous”></script>

 </body>

</html>

<Fonte: site Getbootstrap.com>

Siga à risca a ordem das referências conforme mencionamos acima. 

  • Primeira referência: relacionada ao arquivo bootstrap.css localizado na tag <head>;
  • Referências aos arquivos JavaScript: adicione no final da página, antes de terminar a  tag </body>

A ordem correta para os scripts é: JQuery, Popper.js e bootstrap.js.

É fundamental deixar claro que o formato de configuração do framework não é o mesmo em todos os ambientes. 

O WordPress, por exemplo, permite acrescentar o framework por meio da alteração do arquivo functions.php do template.

Por causa dessas particularidades, fazer um curso e colocar o conhecimento em prática é a forma mais rápida de utilizar as tecnologias disponíveis no mercado. 

Que tal conhecer a graduação de desenvolver front-end, da Faculdade XP? 

Alavanque a sua carreira nesse curso prático para aprender a desenvolver o front-end de aplicações, com as tecnologias mais modernas da atualidade. 

Estude de forma imersiva, prática e interativa. Faça agora mesmo a sua matrícula no processo seletivo na graduação para desenvolvedor front-end. Chegou a hora de dar um novo passo para a sua carreira no mercado de tecnologia. 

Gestão de Recursos Humanos: como iniciar uma carreira nessa área

Com as empresas crescendo e exigindo os melhores talentos para integrar as equipes, investir ações com a gestão de recursos humanos tem sido cada vez mais importante. Não é coincidência ser uma área em constante crescimento no mercado. 

Mas se eu te perguntasse qual é a real função de gestor de RH você saberia responder? Saiba que é uma carreira que vai além de lidar com as partes burocráticas de uma empresa. Ele é considerado um dos pilares do sucesso de um negócio pois lida com o bem mais importante dele: as pessoas. 

Você busca ingressar na carreira ou tem dúvidas se ela vale a pena? Neste artigo você vai conferir os detalhes da gestão de recursos humanos, o que faz um profissional da área, como está o mercado de trabalho, o que é preciso para investir na carreira e quais as habilidades mais comuns desses profissionais. Confira!

O que é Gestão de Recursos Humanos?

As empresas que querem ser reconhecidas como uma boa marca empregadora e oferecer uma boa experiência aos candidatos nos processos seletivos e funcionários, precisam investir no RH e em ações que demonstram esses fatores. 

Nesse sentido que entra a gestão de recursos humanos, que nada mais é do que a administração estratégica e organizacional do RH, sendo a responsável por alinhar todos os objetivos da empresa de acordo com a satisfação dos funcionários de forma que sempre preza pela valorização e motivação de todos os envolvidos.

É uma área específica que também assume o gerenciamento da relação e os conflitos entre o empregador e o empregado.

Imagina trabalhar em uma empresa que não considera os seus desejos, ambições e sentimentos? Uma empresa que só vê você como mais uma peça necessária para o funcionamento? A gestão do RH previne essa situação.

O que faz um profissional dessa área?

O gestor ou gestora de RH é quem pensa as diferentes formas desse setor atuar de forma estratégica e, ao mesmo tempo, otimizando o trabalho e trazendo melhorias nos processos. 

Acaba por ser tão importante para qualquer negócio porque tem papel fundamental na administração das emoções e comportamento dos colaboradores. Assim, é dever do RH proporcionar esse ambiente de qualidade e bem-estar, que estimula a motivação, a integração e o engajamento entre os colaboradores.

Utilizando algumas técnicas e metodologias, o RH consegue gerenciar as relações humanas em uma empresa de modo saudável. E como isso é realizado? Através de técnicas da Administração, Recursos Humanos e até mesmo Psicologia e Sociologia.

Nesse sentido, algumas atividades comuns desempenhadas na gestão de recursos humanos são:

  • Recrutamento e seleção de talentos;
  • Cumprimento das legislações trabalhistas;
  • Gerenciamento e estímulo do clima organizacional;
  • Elaboração de plano de cargos e salários e oferecimento de benefícios;
  • Criação de ações de treinamento e desenvolvimento dos funcionários;
  • Criação de estratégias para melhorar a cultura organizacional;
  • Estruturação de processos burocráticos;

Acompanhamento dos principais indicadores de performance.

Em resumo, um bom gestor de recursos humanos deve ter um domínio de toda a operação de um negócio e visão estratégica para melhorar os processos, alinhando a satisfação de todos envolvidos dentro de uma organização. 

profissionais de gestão de recursos humanos em reunião
Um bom profissional de RH atua de maneira estratégica na empresa, aprimorando processos

Como está o mercado na área?

É um mercado que vem se mantendo aquecido, pois está em ascensão à medida que as empresas buscam os melhores talentos e contam com a gestão de pessoas para cumprir essa missão.

Um profissional recém-formado e com as habilidades mais exigidas encontrará muitas oportunidades, visto que praticamente todas as empresas precisam de um departamento especializado para gerenciar seus colaboradores.

No entanto, com tamanha demanda, há também bastante concorrência, principalmente nas regiões polos do país, como Sul e Sudeste.

Uma vantagem é que com a formação em gestão de recursos humanos, você pode crescer dentro da área, iniciando como um assistente até chegar a um gestor. E nesse meio tempo adquirindo as experiências necessárias. 

Lembre-se que com os avanços tecnológicos houve mudanças na Gestão de Recursos Humanos, o que fez as empresas passarem a buscar novas competências e habilidades nos seus colaboradores. Então, tenha atenção ao que é exigido. 

Qual o salário de um gestor de RH?

Segundo o Vagas.com a área de gestão de recursos humanos tem salários que variam de R$1.486,19 a R$6.132,00, dependendo do nível de senioridade do profissional e do porte da empresa.

Já alguns dados do SINE – Site Nacional de Empregos e compilados pela Educa Mais Brasil, um analista teria:

  • Grande empresa R$ 2.511,66 (Trainee), R$ 3.139,58 (Junior), R$ 3.924,48 (Pleno), R$ 4.905,60 (Sênior), R$ 6.132,00 (Master);
  • Média empresa R$ 1.932,05 (Trainee), R$ 2.415,06 (Junior), R$ 3.018,83 (Pleno), R$ 3.773,54 (Sênior), R$ 4.716,93 (Master);
  • Pequena empresa R$ 1.486,19 (Trainee), R$ 1.857,74 (Junior), R$ 2.322,18 (Pleno), R$ 2.902,73 (Sênior), R$ 3.628,41 (Master).

Importante ressaltar que esses valores variam de acordo com a região em que você atua e a empresa em que trabalha. 

O que se estuda em Gestão de Recursos Humanos?

A grade curricular de um curso em Gestão de Recursos Humanos é bem vasta, mesmo que possa ter algumas diferenças entre as instituições de ensino.

O conteúdo é voltado para área das ciências humanas, tendo como disciplinas, além das básicas:

  • Gestão de Pessoas;
  • Gestão de Projetos;
  • Gestão do Conhecimento;
  • Homem, Cultura e Sociedade;
  • Legislação Social e Trabalhista;
  • Práticas Trabalhistas; 
  • Responsabilidade Social e Ambiental;
  • Ética;
  • Técnicas de negociação;
  • Entre outras.

Quais são as habilidades para uma pessoa gestora de RH?

Depois de entender o que é Gestão de Recursos Humanos e suas principais características, é importante saber quais as hard skills e soft skills mais exigidas aos novos profissionais do mercado. 

Segundo a Robert Half (empresa global de consultoria de recursos humanos), é preciso saber:

  • Atuar como coach e líder, treinando, ensinando e desafiando pessoas continuamente;
  • Empoderar o seu time;
  • Ser produtivo;
  • Focar em resultados;
  • Saber se comunicar e fazer uma escuta ativa;
  • Proporcionar um ambiente de trabalho inclusivo, livre de preconceitos.

Além disso é também importante ter:

  • Visão estratégica;
  • Empatia;
  • Proatividade;
  • Capacidade de gerenciar conflitos;
  • Habilidade em enxergar talentos;
  • Organização;
  • Atualização constante;
  • Agilidade;
  • Inteligência emocional;
  • Valores alinhados aos da empresa;
  • Mindset digital;
  • Mentalidade corporativa.

Como iniciar uma carreira na área de Recursos Humanos?

Em primeiro lugar, é preciso entender as possibilidades de especialização para quem gostaria de trabalhar como gestor de RH. Você pode tanto fazer uma graduação e depois se especialização, com uma pós ou MBA na área, ou ingressar direto em um curso de tecnólogo em Gestão de RH. 

A diferença entre o bacharelado em Administração para o tecnólogo em Gestão de Recursos Humanos é o foco da graduação, sendo essa segunda formação é mais específica, fazendo você desenvolver competências que precisa para a profissão de gestor de RH, em vez de aprender sobre cada uma das áreas administrativas.

Com isso, é possível ingressar mais rapidamente no mercado de trabalho e ter um conhecimento profundo no seu campo de atuação. 

Para isso, é importante escolher uma instituição que preza pelo seu conhecimento, com boa estrutura e embasamento prático. 

Uma dica para você se desenvolver na área é aprender sobre as metodologias ágeis do momento e como atuar com isso na gestão vai ser benéfico para sua empresa. Confira nossas opções de trilhas de especialização e veja como podemos lhe ajudar nisso. 

TED ou DOC: qual é o melhor método de transferência?

Se você procura cuidar das suas finanças, provavelmente já se questionou qual o melhor método para realizar as transferências financeiras: TED ou DOC?

A verdade é que, mesmo sendo similares, elas contam com algumas características diferentes e, conhecê-las pode ajudar você a cuidar melhor do seu dinheiro e evitar imprevistos indesejados. Continue a leitura deste artigo para saber mais!

TED ou DOC, o que são?

TED e DOC são duas modalidades de transferências de dinheiro. Elas costumam ser utilizadas quando é preciso enviar uma quantia de dinheiro de uma conta para outra. TED é a sigla de Transferência Eletrônica Disponível e foi criada em 2002 pelo Banco Central. 

DOC é Documento de Ordem de Crédito. Ambas as transferências podem ser realizadas por qualquer instituição financeira que seja previamente autorizada pelo Banco Central (Bacen). Eles podem ser feitos nas agências bancárias, internet banking, aplicativos, caixas eletrônicos e até mesmo por telefone.

E o PIX?

O PIX é outro modelo de transferência bancária. Ele tem se tornado cada vez mais popular, por funcionar 24 horas, 7 dias da semana e em tempo real, ou seja, o valor “cai” em poucos segundos na conta de destino. Além disso, ele funciona por meio de uma “chave” que pode ser uma numeração aleatória, o CPF ou o e-mail do destinatário, eliminando a necessidade de ter vários dados.

Por fim, ele também não tem taxas para transferência para pessoa física – desde que a transação seja realizada por meio de canais digitais como internet banking e aplicativos.

Diferenças entre TED e DOC

Até agora, tratamos o TED ou DOC como se fossem a mesma coisa, pois falamos de características que se assemelham entre eles. Porém, abaixo abordaremos as principais especificidades que os diferenciam. Confira.

Taxas no TED ou DOC

Não há um valor fixo de transação em todos os bancos, por isso, o valor da taxa do TED e do DOC pode variar. Além disso, o pacote que você tem no banco também impacta no valor das taxas. 

Em alguns deles, existe um limite de transferências gratuitas e, em outros, esse serviço não é cobrado. Além disso, as taxas podem variar quando são feitas nos caixas eletrônicos ou na internet. Por isso, é importante verificar quais as taxas do seu banco

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) conta com um arquivo com todos os valores cobrados para a realização desses serviços. Acesse e busque pelo nome da sua instituição para conferir as taxas atualizadas.

Além do mais, em alguns bancos digitais existe a vantagem de poder realizar TEDs ou DOCs pelos aplicativos sem pagar taxas

Tempo de transferência

Essa é uma das maiores diferenças e que pode impactar na sua escolha entre TED ou DOC. A TED é a mais indicada para quem está com pressa, pois, se ela for realizada antes das 17h, o valor cai em poucos minutos

Já o DOC é realizado apenas no dia útil seguinte, se forem feitos até às 21h59, se não, só no segundo dia útil. Além disso, é importante prestar atenção na confirmação da transação, já que o prazo só começa a contar quando o agendamento é confirmado.

Limite de transferência

O limite máximo do DOC é de R$4.999,99, e ele não tem valor mínimo, enquanto o TED não tem valor mínimo nem máximo.

Horário de transferência do TED ou DOC

Enquanto o horário máximo para fazer uma TED de modo que a transação seja contabilizada como realizada no mesmo dia é até às 17h, no caso do DOC costuma ser até 21h59.

Como fazer transferência via TED ou DOC?

A maioria das instituições possibilita a realização das transferências DOC ou TED por meio de caixas eletrônicos, internet banking e aplicativo do banco. Além disso, também pode ir até o guichê do caixa na agência bancária e realizar a transação por lá. Veja como funciona cada um desses processos:

Caixa eletrônico 

 No caixa eletrônico, você precisará ter em mãos o seu cartão do banco e todos os dados do destinatário do dinheiro. Cada instituição tem uma forma diferente de fazer o processo, mas ela costuma estar em uma opção chamada “transferências”. Após realizada, aguarde a impressão do comprovante da operação e guarde-o até confirmar que o dinheiro chegou na conta do destinatário.

Internet banking

Também é possível realizar o DOC ou TED no site do banco, ou no aplicativo. Normalmente, para usar essas funções, antes você precisa fazer um cadastro para habilitar o seu dispositivo ou gerar um código de autorização. 

Novamente, cada banco tem o seu processo, mas ele costuma ser feito apenas uma vez, depois, você pode fazer várias transações sem precisar ir até o caixa eletrônico ou agência.

Internet banking para TED ou DOC
A forma mais rápida e prática de fazer TED ou DOC é através do Internet banking.

Agência bancária para fazer TED ou DOC

Por último, mas não menos importante, se o seu banco tiver uma agência bancária (não é o caso das fintechs, por exemplo), você pode realizar o processo pessoalmente. Neste caso, basta buscar o endereço da agência mais próxima e ir até o guichê do caixa. Será preciso apresentar os seus documentos pessoais, dados da sua conta e os dados do destinatário.

Vale ressaltar, que a transação deve ser feita exclusivamente na agência bancária diante de algumas situações, como quando o valor de transferência máximo por dia é excedido.

Explicaremos melhor: geralmente, os bancos colocam um limite de transferência máximo, para evitar que muitas transações sejam feitas em casos de sequestro ou roubo. 

Se esse valor é ultrapassado, ou seja, se você fez muitas transferências em um único dia e atingiu o limite, e precisa realizar outras, terá de ir até o banco para fazê-las pessoalmente, comprovando que não está sendo coagido(a). É uma regra de segurança do banco que pode parecer inconveniente, mas, na verdade, ajuda a evitar muitos problemas.

Dados necessários 

Para realizar essas transações, é preciso ter os dados do destinatário, como nome completo, CPF ou CNPJ, tipo de conta, agência e número da conta. Esses dados são obrigatórios e, sem eles, não é possível realizar a transação. 

Apenas quando as transferências são entre contas de um mesmo banco que não é preciso informar o CPF. É muito importante ter os dados corretos, pois, quando algum deles está incorreto, a transferência é cancelada e o dinheiro volta para a conta de quem tentou realizá-la.

É possível cancelar a transferência TED ou DOC?

O cancelamento da transferência é realizado automaticamente quando existe diferença entre os dados informados. Nesses casos, a TED é devolvida no mesmo dia, enquanto o DOC leva até dois dias úteis. Porém, caso o valor seja incorreto, mas os dados de destino estiverem corretos, é preciso verificar algumas características:

  • DOC – é possível cancelar, desde que o cancelamento seja feito até às 16h do mesmo dia em que foi emitido.
  • DOC  agendado – nestes casos, o cancelamento pode ser feito até as 23h59 do dia anterior ao da transferência.
  • TED – pode ser cancelado caso a transação ainda esteja na seção de transferências agendadas, o que pode ser feito pelo aplicativo ou pelo banco. Além disso, só vale para quando a operação foi agendada e até as 23h59 do dia anterior ao da efetivação.

Se a transação já tiver sido efetivada e o dinheiro já estiver na conta do destinatário, será preciso conversar diretamente com ele para acertar a situação, pois a transação não será cancelada pelo banco. 

Quando usar o TED ou DOC?

A escolha depende muito do objetivo da transferência. Agora que você já conhece a diferença entre eles, avalie cada uma delas e veja qual faz mais sentido em cada situação. Veja algumas características que precisam ser analisadas:

Valores acima de R$ 4.999,99

Se o valor a ser transferido for maior que R$ 4.999,99, o melhor é fazer uma TED, uma vez que o DOC não permite valores acima desse limite.

Transferência no mesmo dia

Se você precisa que o dinheiro caia no mesmo dia, faça uma TED até às 17h. Mas atenção: é preciso ser um dia útil, ou seja, não contam os finais de semana e feriados.

Transferências após às 17h

Como o limite de horário da TED é 17h, se precisar fazer a transferência depois desse horário, pode ser preciso optar pelo DOC – ou deixar para o próximo dia útil e optar pela TED.

Custos

Como dissemos, o DOC demora até dois dias úteis para cair na conta. Isso significa que, se uma transferência for realizada na sexta-feira, por exemplo, ela só será efetivada na semana seguinte, pois os finais de semana não contam. Por causa do tempo maior de espera, o DOC costuma ser mais barato, mas isso varia de um banco para o outro.

Tipo de conta de destino

Um ponto importante é que nem todos os bancos fazem DOC para conta poupança, portanto, se o destino do valor for uma poupança, será preciso avaliar isso também.

Conhecimento é poder

Quando se trata da vida financeira, o conhecimento te dá maior autonomia e segurança para fazer as melhores escolhas. Por isso, quanto mais você souber sobre os tipos de transações, taxas e possibilidades, maiores as chances do seu dinheiro render mais e ser utilizado de maneira mais eficiente.

A XP já transformou o mercado financeiro e, agora, está na área da educação. Por meio da plataforma Multi+, você realiza uma assinatura e tem acesso às dezenas de cursos da área das finanças e da tecnologia, para aprender com quem domina o assunto.

Alguns exemplos são os cursos “O Poder do Autoconhecimento Financeiro” e “O Beabá Financeiro”, que podem te ensinar lá do início como a cuidar do seu dinheiro e atender melhor o mercado financeiro.

Neurodiversidade: o que é e qual a sua importância?

Durante muito tempo, quem não se encaixava em determinados padrões de comportamento tinha dificuldades para encontrar seu espaço. Aos olhos de terceiros, pessoas como os autistas e os disléxicos eram vistas como diferentes e até como doentes. Hoje, essas ideias e visões mudaram graças ao conceito da neurodiversidade.

Se antes não se conhecia ou não se falava sobre diferenças neurológicas, agora elas ganharam voz e atenção. Neste artigo, falamos mais sobre o tema, incluindo sua importância para a sociedade e como essa pauta se relaciona com o universo profissional.

O que é neurodiversidade?

O termo neurodiversidade está associado ao funcionamento do cérebro humano. Antes, condições como autismo, déficit de atenção e dislexia eram vistas como doença. Hoje, entretanto, elas são compreendidas como variações naturais humanas.

O objetivo desse conceito é justamente derrubar a ideia de que os diferentes funcionamentos desse órgão são resultantes de distúrbios ou deficiências.

Por fim, considerando que essas diferenças neurocognitivas são parte da diversidade humana, elas devem ser respeitas como qualquer outra.

De onde surgiu esse termo?

Foi a socióloga australiana Judy Singer que usou o termo neurodiversidade pela primeira vez. Isso aconteceu em 1998, quando ela descreveu condições como o TDAH, a dislexia e o transtorno do espectro autista.

Ao usar a palavra, o objetivo de Singer — que é portadora da síndrome de Asperger — era propor uma mudança no discurso sobre essas condições. De acordo com a socióloga, uma conexão neurológica atípica não deve ser considerada uma doença que precisa de cura ou tratamento.

Atualmente, o conceito é usado por diferentes grupos sociais com o intuito de combater os estigmas e promover a inclusão.

O que é neurodivergente?

Enquanto o termo neurodiversidade é usado para abranger as diferenças neurológicas, o neurodivergente se refere às pessoas que possuem essas diferenças.

Se andarmos pela rua e fizermos o exercício de olhar para as pessoas ao redor, veremos inúmeras delas. Brancas, negras, asiáticas. Altas, baixas, magras e gordas. Loiras, morenas, ruivas e carecas. Todas essas são características extremamente comuns e que diferenciam um ser do outro.  

Falando em pessoas neurodivergentes, também estamos nos referindo a características comuns. Entretanto, diferentemente dos exemplos acima, que são visualmente identificáveis, o neurodivergente possui diferenças neurológicas. Isso não significa, porém, que se tratam de pessoas não-saudáveis. Elas apenas são diferentes do que é considerado padrão pela sociedade.

Em resumo, as pessoas neurodivergentes são aquelas diagnosticadas com condições como o TDAH, o autismo e a dislexia. Nesse caso, pessoas com tipos neurológicos distintos.

E neurotípico?

Assim como o nome já sugere, o neurotípico é aquele cujo desenvolvimento neurológico é típico. Ou seja, cujas condições neurológicas são consideradas padrão ou “normais” pela sociedade.

Em resumo, o neurotípico é o oposto do neurodivergente.

Qual a importância da neurodiversidade?

Por muito tempo, os neurodivergentes foram considerados limitados e até mesmo incapazes. Hoje, no entanto, sabe-se que muitas das condições neurológicas também indicam habilidades únicas.

Com um tipo cognitivo diferente, essas pessoas podem absorver as informações de uma maneira também distinta. Como consequência, podem pensar em caminhos diferentes dos propostos pelos neurotípicos.

Pesquisas indicam inclusive que o espectro leve do autismo frequentemente está associado a uma inteligência acima da média. Mas não é só isso.

Quando o assunto é sociedade, automaticamente estamos nos referindo a diferenças. Além das físicas, existem também diferenças como as religiosas e sexuais. Neste contexto, a neurodiversidade é o caminho para que o neurodivergente também seja incluído no contexto social e visto apenas como diferente.

Qual o cenário da neurodiversidade nas empresas hoje?

De acordo com dados da ONU (Organização das Nações Unidas), apenas 20% das pessoas neurodivergentes estão empregadas em todo o mundo. E embora a neurodiversidade tenha o papel de ampliar a participação desse grupo na sociedade, ela ainda é uma palavra pouco conhecida.

Ainda há muitas dúvidas e até preconceitos em torno dos neurodivergentes. Isso é resultado dos estigmas criados e da falta de entendimento sobre esse perfil. Há quem ache, por exemplo, que uma pessoa com TDAH não consegue fazer entregas relevantes em seu trabalho.

Essa falha não está só no convívio com colegas e gestores, mas também dentro dos departamentos de RH. É comum que nos processos seletivos a facilidade de comunicação seja valorizada, por exemplo. Essa característica, porém, muitas vezes é inexistente entre autistas — o que não significa que sejam maus profissionais.

Como apoiar a neurodiversidade?

O primeiro passo no apoio à neurodiversidade é o entendimento.

Quando uma pessoa entende que um neurodivergente é apenas alguém com conexões neurológicas diferentes, o convívio passa a ser mais saudável.

Como esse grupo de pessoas é formado por diferentes condições, é fundamental entender as necessidades e limitações de cada uma delas. No ambiente de trabalho, por exemplo, o uso de fones de ouvido pode evitar a superstimulação auditiva. Assim como o estabelecimento de rotinas claras para quem tem comportamentos metódicos ou repetitivos pode criar um ambiente confortável.

Muitas vezes os neurodivergentes sofrem com problemas de saúde mental, como ansiedade, estresse e depressão. Por isso, o acolhimento e a quebra de padrões e preconceitos é a melhor maneira de apoiar esse público.  

Estude com a Faculdade XP

Que tal ter acesso a um aprendizado ágil e de curta duração através de um modelo de ensino não linear? Com as trilhas de especialização da Faculdade XP você desenvolve habilidades e competências técnicas de maneira simples e dinâmica.

Para ter acesso a dezenas de opções de cursos e bootcamps, basta fazer uma assinatura Multi+. Entre as formações está a de Inovação e Transformação Digital, que capacita o profissional a dominar as novas tecnologias que estão despontando nas empresas.

Recursos Humanos: um guia completo sobre a área de RH

No mundo atual em que se busca a humanização em cada canto da sociedade, sobretudo quando falamos de mercado de trabalho, o setor de Recursos Humanos vem sendo cada vez mais importante para as empresas. 

Embora muitos ainda o vejam como uma área apenas de contrato e desligamento de funcionários, o RH é utilizado para valorizar e aproximar os funcionários entre si e com a empresa, através de ações que garantam a motivação e produtividade deles. 

É um setor que se transformou mais que um simples departamento operacional. Sem um RH estruturado, qualquer negócio fica prejudicado

Mas você sabe o que é o setor de RH e suas principais características? Neste artigo você vai saber isso e muito mais sobre essa área que faz parte do coração de uma empresa. Confira!

O que faz a área de recursos humanos?

O setor de recursos humanos é o responsável por organizar e cuidar do capital humano de uma empresa, ou seja, tudo relacionado ao trabalho dos funcionários e o desenvolvimento de cada pessoa de uma organização, o que vai desde os benefícios da contratação até o gerenciamento de uma marca empregadora e a construção da cultura organizacional. 

Assim, é uma área que impacta diretamente no sucesso das empresas, pois é ela quem vai fazer com que mais pessoas tenham orgulho de onde trabalham, indicar para amigos e ainda contribuir para a boa reputação de uma marca. 

Dentro do RH existem uma infinidade de especialidades que exemplificam suas formas de atuação. São elas:

Recrutamento e Seleção

É essa função que vai atrair e reter os melhores talentos para uma empresa. Afinal, usa atividades que identificam os melhores profissionais do mercado para selecioná-los para fazerem parte do time. 

Dentro dessa etapa há a parte de entender o que a empresa realmente precisa para construir uma vaga, daí fazer um job description, divulgação da vaga, triagem de currículos, análises de candidatos, entrevistas, realização de testes e diversas etapas necessárias para entender o perfil comportamental do candidato e se ele está alinhado ao que a empresa busca. 

As empresas que querem os melhores resultados precisam dos melhores times com ela, por isso é uma função tão importante dentro de uma organização. 

Definição de cargos e salários

Aqui o trabalho é cuidar da parte financeira do corpo da empresa, ou seja, dos salários e os requisitos de cargos e promoção de todos os funcionários

Portanto, é uma especialidade que entende as dores, as necessidades, descreve e especifica as funções para que seus salários sejam sempre compatíveis com o que é exigido. Por isso, é uma área que precisa estar em constante atualização com o mercado e o rumo dos concorrentes. 

É uma função que também usa muito a avaliação de desempenho para entender as promoções e desenvolvimento dos profissionais.

Além disso, é ela quem entende o que é preciso oferecer ao colaborador para que ele se sinta valorizado e motivado, pensando nos melhores benefícios de contratação.

Desenvolvimento pessoal e corporativo

Quando falamos de desenvolvimento é a respeito de atividades que melhorem a conscientização do trabalhador tanto na vida profissional como na pessoal.

Então, é um investimento em como ele pode se conhecer, quais são seus desafios, habilidades a se conquistar ou melhorar. Tudo para que se promova e capacite os colaboradores, fazendo-os crescer também como pessoas e não apenas como funcionários. 

Atuar nisso é um grande trunfo para a construção do capital humano de uma organização, pois funcionários mais felizes e com qualidade de vida, tendem a ser mais produtivos e trazem mais resultados. 

É você enxergar o funcionário como indivíduo e não como mais um dentro da empresa. Parte desse processo utiliza também a avaliação de desempenho e feedbacks dos funcionários. 

Gerenciamento de performance

Muito alinhada com a estratégia de um RH e a produtividade da empresa, no gerenciamento de performance se avalia o desempenho dos funcionários e busca entender os chamados KPIs, ou indicadores que moldam a capacidade e o rendimento dos funcionários. 

Para isso, são realizadas tarefas de monitoramento dessas metas e de gestão do trabalho de todo o corpo de uma empresa. É comum as organizações contarem com softwares específicos para isso.

Treinamentos

Aqui é o momento de colocar em prática o planejamento criado para desenvolver os colaboradores. Assim, são realizados treinamentos e capacitações para tornar todos os talentos os melhores possíveis para atingir os resultados e as metas da empresa.

A partir do gerenciamento de performance é possível visualizar as dificuldades no processo produtivo, e aí se aplica os treinamentos para reverter esses resultados negativos. 

Política de benefícios

É a função responsável por atuar na prática toda a gestão dos benefícios dos colaboradores, ou seja, monitorar se fazem sentido, se há algo a se complementar ou excluir. Tudo avaliando e valorizando o bem de cada funcionário

Monitoramento de métricas e estratégias

Dados são a alma do funcionamento de qualquer negócio. Logo, fazer uma gestão dos funcionários baseados em dados tornam os processos mais eficientes. 

Provisão de recursos humanos

Aqui o trabalho é garantir o perfeito funcionamento da organização, sempre pensando no capital humano. Produtividade, motivação, resultados devem servir sempre como parâmetro de qualquer ação. 

Departamento pessoal

É a equipe que faz a gestão dos funcionários, da parte burocrática de documentação, folhas de pagamento, férias, benefícios e tudo mais que assegura o funcionário e a empresa.

Qual a importância do RH para uma empresa?

Reforçando o que já foi dito, é ele quem gere uma empresa, pois o que seria dela sem seus funcionários? O RH é o que estimula a produtividade deles, os valoriza e motiva. 

Assim, usa estratégias que visam o crescimento da empresa, sendo um ponto de equilíbrio entre a gestão e os times

Com um grande investimento nessa área, a organização consegue:

  • Ter lideranças mais assertivas;
  • Mais produtividade;
  • Employer Branding, ou seja, ser uma marca empregadora;
  • Contribui para melhores resultados e receita;
  • Constrói a cultura e os valores da empresa;
  • Serve de braço para qualquer ação que envolva a instituição. 

Quais são os setores do RH?

Relacionado com as áreas e funções dentro da área de recursos humanos, os principais setores são: 

Departamento pessoal

Que é a parte burocrática do RH. Tudo relacionado aos funcionários e documentações.

Recrutamento

Quem forma as equipes de trabalho atuando como captador de talentos.

Remuneração

Responsável pelo pagamento de todos os funcionários.

Segurança do trabalho

O que garante que as condições de trabalho estão seguras, reduzindo riscos de acidentes e adoecimento dos colaboradores.

Benefícios

Alinhado com o pagamento, mas aqui são os complementos, ou seja, os benefícios de contratação, como: vale-transporte, vale-refeição, vale alimentação, plano de saúde e odontológico, auxílio home office, entre outros. 

Principais indicadores de RH

Conforme já foi falado, é importante monitorar de forma constante algumas métricas e indicadores estratégicos para que a empresa continue crescendo e retendo os melhores talentos. 

A partir disso, alguns indicadores-chaves são importantes para se investirem ações, sendo os principais:

Turnover e Absenteísmo

O turnover é o que diz sobre a rotatividade de funcionários dentro de uma organização, sendo importante para a saúde da organização e uma boa reputação. E o absenteísmo quer dizer sobre os atrasos e faltas, o que também diz muito sobre a gestão de pessoas da organização. 

Quando esses índices estão muito altos é ruim para o crescimento da empresa. E normalmente eles acontecem por falta de motivação e valorização dos colaboradores. 

Índice de retenção de talentos e tempo médio na empresa

Através dele que você acompanha a eficiência da gestão do banco de talentos da empresa, sendo também relacionado com o indicador acima. 

Assim, é possível entender a performance dos colaboradores e entender quais os gaps para a empresa evoluir cada vez mais, assim como seus funcionários. 

Produtividade e avaliação de aprendizagem

Aqui se considera os critérios de tempo, qualidade e custos para assim calcular a produtividade da empresa. Além disso, há a avaliação de aprendizagem que é um dos indicadores da eficiência dos processos de treinamento da empresa.

Retorno sobre investimento (ROI) em treinamentos

Ele funciona a partir das metas estabelecidas no planejamento da gestão e no que se pretende atingir. Daí vê se há o retorno suficiente ou está gastando mais do que deveria. 

O que é RH estratégico?

A gestão de pessoas transformou a forma como a área de recursos humanos trabalha nas empresas atuais. Se comparar com o que era antigamente, o RH foi totalmente redesenhado buscando sempre mais resultados. 

Como era o RH do passado? Tinha processos muito engessados e dependentes da liderança, oferecendo sempre o básico aos funcionários e não contribuindo com inovações no clima organizacional.

Com isso, era mais difícil de se concorrer no mercado, já que toda a empresa tinha mais ou menos o mesmo padrão, sem muitos diferenciais.

Já hoje, ele é um setor completamente estratégico e integrado à empresa e aos funcionários, sempre buscando o bem dos dois em conjunto. 

No RH estratégico as pessoas são importantes pois são elas que vão fazer a equipe e a empresa alcançarem seus resultados e, assim, são realizadas ações de integração, satisfação e produtividade no ambiente organizacional. 

Além disso, esse novo RH é baseado na tecnologia e no melhor que os dados podem oferecer em sua atuação. A automatização e a agilidade são características básicas dessa rotina, bem como a integração com todos os setores da empresa. 

O que é RH ágil?

Atuando falamos da nomenclatura RH ágil, também está relacionado ao estratégico, mas com outro viés. Aqui o foco é na incorporação das mudanças tecnológicas no mundo corporativo de forma que otimize todos os processos. 

Alguns exemplos disso são:

1. Avaliação do desempenho constante: onde se melhora a performance dos talentos;

2. Investimento na liderança humanizada: com o intuito de desenvolver os gestores de equipes para que eles sejam tão comprometidos com seus liderados quanto com as metas da diretoria, estabelecendo uma relação de parceria com seus liderados;

3. Reestruturação da política de remuneração: maior reconhecimento com oferecimento de benefícios e bonificações;

4. Estímulo do engajamento e da produtividade: a interação entre as áreas promove esses fatores;

5. Propiciando a organização das tarefas e as prioridades dos setores: dando mais clareza e resultados.

Como construir o departamento de Recursos Humanos ideal?

Após entender todo o conceito e características, é hora da prática. Como construir esse temido RH que traz resultados, produtividade e humanização?

Algumas etapas podem ajudar nisso, são elas:

#1 Planejamento

Base de qualquer gestão empresarial, com ele é possível ter muito mais clareza do que é preciso fazer e atingir essas metas. 

Um bom planejamento conta com objetivos gerais e específicos, com metas de curto, médio e longo prazo e com ações pontuais.

#2 Investimento em parcerias

Contar com aliados em um processo de estruturação do setor de Recursos Humanos é uma forma de garantir o sucesso. Eles trazem um olhar valioso para sua gestão.

#3 Uso de ferramentas

Usar a tecnologia e os benefícios que a agilidade e qualidade podem trazer ao trabalho. Assim, é possível automatizar diversos processos, centralizar informações, otimizar o tempo, aproveitar melhor os recursos e garantir resultados, como a Gupy e a Sólides.

#4 Respeito às normas internas

Nunca deixar de cumprir com as normas internas do setor, pois muitas empresas que acabam trabalhando sem códigos e processos bem definidos começam a regredir. E você não quer isso, certo?

#5 Desenvolvimento da cultura e dos valores da empresa

Isso contribui para construir times cada vez mais eficientes e assertivos, fomentando um ambiente mais sadio e de resultados. 

Esse setor também busca tecnologias que possam auxiliar no engajamento dos profissionais desde o momento de recrutamento. 

Alguns valores que pode investir são:

  • empatia;
  • desejo em desenvolver pessoas;
  • garra e coragem;
  • protagonismo;
  • cultura de feedback;
  • humildade;
  • colaboração.

Portanto, a área de recursos humanos é de suma importância para uma empresa e deve estar em constante atualização e inovação para se manter competitiva e valorizando o maior bem das corporações: as pessoas. 

Gostou do conteúdo? Saiba como melhorar a gestão do seu RH com aplicação de metodologias ágeis. Confira nossa trilha de especialização em Inovação e Gestão Ágil e aplique agora na sua rotina.

Gestão de carreira: como ela pode contribuir para o seu crescimento profissional

A maioria das pessoas busca por ter posições melhores no mercado de trabalho. Porém, o que pouca gente sabe é que a gestão de carreira pode contribuir (e muito) para que esse objetivo seja alcançado. 

Afinal, mais do que se esforçar no dia a dia, o crescimento profissional exige que sejam adquiridas habilidades de acordo com as metas que deseja alcançar. Quer entender melhor sobre o tema e descobrir como fazer a gestão da sua carreira? Vem com a gente!

O que é gestão de carreira?

É chamada de gestão de carreira  o processo de planejar a vida profissional de acordo com objetivos pré-determinados. Está relacionada ao que o profissional deseja fazer, as habilidades que precisa adquirir, as especializações que pretende investir e até onde deseja trabalhar (empresa, país, negócio local, multinacional, etc.) ou se deseja ser um empreendedor.

Gestão de carreira x plano de carreira

Algumas empresas contam com o plano de carreira, que é um programa que planeja o caminho que cada colaborador percorrerá dentro da organização. São conceitos similares, mas a gestão de carreira tem como diferencial, o fato de que cada profissional pode planejar a sua e até mesmo inserir objetivos diferentes do que a empresa determina no plano de carreira.

Já o plano de carreira, era pré-determinado pela empresa e, por já ser estabelecido sem considerar as particularidades de cada colaborador, não contemplava a todos.

Importância da gestão de carreira

Ter uma gestão de carreira é essencial para tomar decisões mais estratégicas. Quem não planeja o futuro profissional tende a esperar por oportunidades de forma mais passiva ou a aceitar diversos desafios, sem pensar se eles, de fato, trarão algum retorno.

Já com a gestão de carreira, você consegue compreender quais os próximos passos necessários para chegar onde deseja. Assim, pode aceitar novas oportunidades ou até mesmo recusá-las se elas não fizerem sentido com o que procura. 

Planejar os próximos passos e conquistar os objetivos também ajuda a trazer uma realização pessoal, pois é possível medir e contemplar em que ponto das conquistas você está. Tomar para si o protagonismo da vida profissional traz muito mais chances de conquistar o sucesso.

Por outro lado, deixar de fazer a gestão de carreira pode significar se tornar um profissional desatualizado e com menos chances de crescimento, podendo ser engolido pelo mercado.

Lembrando sempre que, com tantas mudanças no mercado de trabalho, é comum que nem sempre tudo saia como planejado e podem surgir até mesmo oportunidades melhores do que as previstas. 

Gestão de carreira não é sobre controle, mas sim sobre impulsionar a evolução e o desenvolvimento, ao invés de apenas esperar que a vaga dos sonhos surja ou a promoção aconteça. 

banner do ebook "educação financeira: primeiros passos"

Vantagens da gestão de carreira 

Se você pensa que o único benefício de realizar a gestão de carreira é conquistar uma remuneração maior, saiba que isso é um equívoco muito comum. Na verdade, existem diversas vantagens, como você confere abaixo.

Autoconhecimento

Antes de traçar qualquer estratégia, você precisa conhecer a si mesmo. Os seus pontos fortes, fracos, além de habilidades e pontos que precisam de ajustes a curto, médio e longo prazo. Essas características também podem ajudar a determinar que rumo profissional seguir, visualizando, por exemplo, se você se sai melhor como uma pessoa empreendedora, líder ou especialista em uma área. Portanto, comece com a sua análise SWOT pessoal.

Conhecimento sobre o mercado

Para planejar a sua carreira, você precisará observar o mercado constantemente. Afinal, surgem novas profissões, ferramentas e oportunidades com uma frequência impressionante e você pode aproveitá-las. Como consequência, tem mais informações sobre o mercado e se torna mais preparado e aberto às novidades.

Caminho profissional próprio

Cada ser humano vive uma história e se torna uma pessoa diferente, com objetivos, sonhos e capacidades distintas. Então, porque seguir apenas um caminho ou tentar replicar a trajetória de alguém? A gestão de carreira ajuda o profissional a ter uma consciência maior do que deseja para si, independentemente da trajetória de outras pessoas, seguindo os seus próprios sonhos. 

Crescimento eficiente

A gestão de carreira também ajuda a não perder tempo com atividades e situações que não agregam para a vida profissional. Ou seja, você consegue determinar os passos que precisa seguir para chegar onde deseja, facilitando o crescimento e até fazendo com que ele seja mais sólido e mais rápido também.

Networking facilitado

Os profissionais que estão mais engajados em atingir os seus objetivos tendem a selecionar melhor a sua rede de contatos profissionais. Mesmo porque, a tendência é que se conectem a pessoas com os mesmos objetivos, construindo relações benéficas para ambos os lados, facilitando o fortalecimento desses relacionamentos.

Realização profissional 

Não adianta ter muitos sonhos para a carreira, pensar em crescimento profissional e apenas esperar que ele aconteça. As chances de que eles não saiam da imaginação são muito grandes e, com isso, vem o sentimento de frustração e infelicidade. A gestão de carreira, por outro lado, faz com que o profissional perceba que está em constante mudança e crescimento, trazendo o sentimento de realização profissional.

Análise de currículo na gestão de carreira
Fazer a gestão de carreira é importante para obter sucesso profissional.

Planejamento e gestão de carreira: como fazer?

Você se interessou pelo tema e não vê a hora de começar o seu planejamento e gestão de carreira? Então temos uma boa notícia: não é necessário nada de muito extraordinário, apenas bastante força de vontade, foco e conhecer os passos que vamos indicar agora mesmo.

Comece com uma autoavaliação

Neste ponto, você precisa refletir a respeito de si mesmo. Quais tarefas você consegue desenvolver com mais facilidade? O que você gosta de fazer? Como se vê daqui a alguns anos? Qual a sua missão de vida e os seus valores pessoais? 

Essas são algumas questões muito importantes que podem ajudar a definir as áreas para as quais você tem mais aptidão e que também te trariam mais felicidade.

Faça uma análise de carreira

Agora que já tem mais informações sobre si mesmo, pode começar a analisar em que estágio da carreira você está, onde pretende chegar e uma média de quanto tempo precisaria. Aqui também entram os planos quando é uma questão de recolocação profissional, pois é possível pensar sobre como a carreira atual pode contribuir para a que deseja chegar.

Estabeleça objetivos

Após refletir sobre você e o mercado em que pretende atuar, é o momento de estabelecer os seus objetivos. Eles precisam ser expressivos para sua vida profissional, por exemplo:

  • Me tornar referência na área de atuação;
  • Conquistar um cargo de liderança;
  • Equilibrar a vida profissional e pessoal;
  • Abrir o meu próprio negócio.

Crie um plano de ação

Como chegar onde pretende? É preciso iniciar uma graduação, uma pós-graduação ou um curso livre? Adquirir mais experiência? Melhorar alguma habilidade específica? Essas são só algumas das questões que podem surgir na hora de criar o seu plano de ação. Depois, você precisará ser firme e ter disciplina para segui-lo, de olho nos objetivos.

Esteja aberto para mudanças

Lembre-se de que o plano pode mudar. Você pode alterar a sua forma de pensar, situações podem fazer você mudar de ideia e até reconsiderar os seus objetivos. Afinal, a carreira, assim como a nossa vida, não costuma ser linear.

Busque sempre o aprimoramento

É importante compreender que todos estamos em constante aprendizado, de uma forma ou de outra. Por isso, conhecer os nossos pontos fracos para poder aperfeiçoá-los é tão importante. Se você trabalha em uma organização, peça feedbacks para os líderes. Se presta serviços, fale com os seus clientes. Tente sempre não levar para o pessoal e transformar as críticas em oportunidades de aprendizagem.

Quais ferramentas podem ajudar na gestão de carreira?

Agora que você já conhece as vantagens de fazer a gestão de carreira e também sabe quais são os passos para começar o seu planejamento, que tal conhecer algumas ferramentas que podem auxiliar nessas etapas? Veja as dicas abaixo:

  • Perfis comportamentais – existem diversos tipos de testes comportamentais que podem te ajudar a compreender melhor o seu perfil. Eles não são uma sentença: você pode mudar ao longo dos anos, seja sem querer ou por vontade própria;
  • Análise SWOT também conhecida como análise FOFA no Brasil, o seu nome é um acrônimo para strengths (forças), weaknesses (fraquezas), opportunities (oportunidades) e threats (ameaças). Consiste em analisar cada um desses pontos para obter um grau mais alto de autoconhecimento;
  • Metas SMART – é uma metodologia que define objetivos e metas baseado em 5 fatores: S (específica), M (mensurável), A (atingível), R (relevante) e T (temporal);
  • Ciclo PDCAé um método usado para ajudar na execução de estratégias. Ele é baseado em ações: Plan (planejar), Do (fazer), Check (verificar), Act (agir). É considerado interativo por toda vez poder chegar em um resultado diferente.

Ao fazer a gestão de carreira, você pode chegar a conclusões diferentes do que esperava, como também pode ter insights de novos direcionamentos e encontrar oportunidades mais atrativas

E, se precisar de ajuda para conquistar os seus objetivos, você pode contar com a Faculdade XP, a faculdade que nasceu dentro da XP e que hoje oferece graduações, MBAs em TI e negócios, além de dezenas de cursos e bootcamps, incluindo metodologias Ágeis, que podem ajudar na gestão de carreira. 

Por falar nisso, você já conhece o Multi+? Com ele, você pode acessar diversos cursos e bootcamps e pagar uma única assinatura mensal. Sem dúvidas, pode ajudar a conquistar objetivos profissionais. Invista na sua formação!

Saiba como montar um mapa de empatia para conhecer o seu cliente

Conhecer o público alvo da sua empresa ou do seu produto é essencial para obter bons resultados. E para descobrir quem ele é, existe uma série de métodos que podem ser levados em conta. Um dos mais utilizados é o mapa de empatia

Essa ferramenta é fundamental para compreender toda a experiência que os clientes têm com a sua marca. O mapa é uma forma simples, prática e muito útil de aprender mais sobre eles. E para ajudar você a entender um pouco mais sobre o tema, separamos neste artigo as principais informações relacionadas. 

Por aqui você vai saber o conceito básico de mapa de empatia, como ele se relaciona com o conceito de persona, quais são os quadrantes da ferramenta e como montar o seu de uma forma bem simples. Portanto, aproveite o texto e boa leitura!

O que é o mapa de empatia?

O mapa da empatia é um diagrama visual que permite conhecer com mais profundidade o cliente de um negócio. O objetivo dele é responder diferentes perguntas, de diversos aspectos da vida de uma persona, desde hábitos do dia a dia até desejos de consumo. Com essas informações, a empresa pode entender melhor qual é a realidade do cliente. 

A ideia é conhecer profundamente os consumidores, como o que eles fazem, o que assistem, quem eles são, o que pensam, quais as suas maiores necessidades, o que sentem, entre outros dados essenciais deste processo. 
Essa “investigação” é crucial para que as equipes de marketing das empresas possam prever cenários e traçar estratégias com base nesses resultados. Para quem costuma trabalhar com metodologia ágil, essa é uma excelente ferramenta.

Como o mapa de empatia se relaciona com o conceito de persona?

O conceito de persona é outro ponto que está muito ligado às estratégias de marketing. E é por essa razão que ele está, também, diretamente relacionado com o mapa de empatia. Ou seja, um complementa o outro. Quando falamos de persona, estamos nos referindo à representação ideal das pessoas que consomem um produto ou uma marca. 

Assim como no mapa de empatia, é necessário colher dados, como interesses, idade, necessidades, renda, entre outros aspectos importantes. Porém, há algumas coisas que não são possíveis de aferir, como o sentimento dessas personas. É aí que o mapa de empatia entra em cena. 

Com ele podemos saber questões mais subjetivas, como o que essas pessoas pensam ou falam em relação aos produtos. Com isso, é muito importante dentro de uma estratégia de marketing que tanto a persona quanto o mapa de empatia tenham relação entre si.

Qual a diferença entre mapa de empatia e persona?

Como dissemos, uma estratégia complementa a outra. Quando fazemos uma definição de persona conseguimos estabelecer um perfil, com nome, idade, sexo, renda mensal, profissão, personalidade, entre outros aspectos de seus hábitos e comportamentos. 

O mapa de empatia, porém, tem como objetivo responder questões que vão além disso, bem como perguntas subjetivas e de ação. Por exemplo: como essa pessoa se informa, quais as marcas que a influenciam, o que ela pensa sobre temas socioeconômicos e, principalmente, em relação a sua marca e o seu produto.

Quadrantes do mapa de empatia

O mapa de empatia é composto por quatro quadrantes, que nada mais são do que e sente. A seguir, desdobramos o conceito de cada um dos quadrantes.

Fala

A ideia central é descobrir o que essa pessoa realmente fala. Coisas como: “Gosto da marca X por causa disso”, “Tenho essa posição política”, entre outras frases. Essas informações podem ser adquiridas por meio de pesquisas e até mesmo entrevistas. Portanto, o ideal é que aqui seja o que ele realmente fala, sem interpretações. 

Pensa

O objetivo neste quadrante é identificar o que ele acha sobre o seu produto ou experiência de compra. É muito importante que, neste ponto, você possa absorver “dicas” de coisas que não são necessariamente externalizadas. Algumas frases podem dar essas pistas, como “isso poderia ser melhor”, “essa cor não combina muito”, “odeio quando meu pedido atrasa”.  

Faz 

Nesse quadrante a avaliação precisa ser prática. A ideia principal é compilar informações acerca dos hábitos do dia a dia desses clientes antes, durante e após uma compra. Leve em consideração questões como: “ele acessa comparadores de preço?”, “consulta avaliações de produtos?”, “leva muito tempo para se decidir?”, entre outros. 

Sente 

Por fim, neste quadrante o objetivo é analisar o sentimento, ou seja, avaliar o lado emocional desses consumidores. Na entrevista ou pesquisa, fique de olho em respostas que possam dar essas pistas. Por exemplo, a frase “tem muita informação na página” pode demonstrar confusão; ou “o site é pesado e lento”, pode demonstrar impaciência. 

Na imagem, os quadrantes do mapa de empatia
Quadrantes do mapa de empatia

Como montar um mapa de empatia?

Estabelecido os quadrantes, agora é hora de colocar o mapa de empatia em prática. No passo a passo a seguir, mostraremos rapidamente como montar o seu e se aproveitar dessa ferramenta no seu dia a dia.

 1. Objetivos e Metas

Qual o seu objetivo com o mapa de empatia? O primeiro passo é ter isso definido. Há muitas nuances, desde fazer com que sua equipe conheça mais os consumidores até investigar como eles enxergam a sua marca ou o seu produto.

 2. Dados, dados e dados

Quanto mais dados você tiver dos seus consumidores, mais produtiva será a execução do mapa de empatia. Portanto, reúna entrevistas, pesquisas, estudos de caso e o máximo de informações possíveis. Tudo isso deixará essa jornada mais clara na construção.

3. Organize as informações

Hora de ir para a parte prática. Faça um exercício com a equipe e coloque os quadrantes em um chart ou uma parede. Use post-it para organizar as informações que são relativas a cada um dos quadrantes. Lembre-se que cada um deles deve ser respondido.

4. Discuta com a equipe

Faça discussões entre o time. Isso vai ampliar o leque de opiniões, fazendo com que o resultado fique ainda mais assertivo. Após esse passo, reúna as informações, junte com suas personas e tenha tudo mapeado da forma correta.

Ferramentas que auxiliam na criação de um mapa de empatia

Algumas ferramentas no mercado podem ajudar bastante na construção do mapa de empatia. Embora a forma tradicional, com post-it, ainda seja muito enriquecedora, existem plataformas que podem complementar a gestão de processos no resultado final. Confira algumas a seguir:

Miro

Essa é uma plataforma gratuita que consegue transportar para a tela a criação dos mapas mentais. Ou seja, com ela é possível digitalizar a construção do mapa de empatia, fazendo com que fique um pouco mais organizado e com melhor visualização.

Canva

Uma das maiores plataformas de criação, o Canva possui templates pré-estabelecidos onde é possível criar quadros com formatos e tamanhos diferentes. Apesar de gratuito, algumas funções estão disponíveis somente na versão paga. 

Quais os benefícios do mapa de empatia?

O mapa de empatia é uma ótima ferramenta de transformação ágil que possibilita às marcas humanizar os seus clientes. Assim como o próprio nome diz, a ideia central é ser empático com as pessoas que consomem seus produtos. Mais do que isso: é gerar um propósito para as suas vidas por meio de seus serviços.Quando a empresa consegue isso, já é um ótimo passo para a fidelização.  

 Agora que você já sabe um pouco mais sobre mapa de empatia, que tal investir ainda mais em conhecimento? Aqui na Faculdade XP você pode se inscrever agora mesmo no curso de MBA em Inovação e Gestão Ágil. Aprenda, na prática, conceitos de tecnologias emergentes e mudanças culturais, de negócio, processos, entre outras questões essenciais. Conheça mais sobre o curso e faça agora mesmo sua inscrição aqui

Mercado de trabalho: qual o panorama atual e do futuro?

O mercado de trabalho é um reflexo da economia do país e, saber como ele está pode ajudar pessoas que desejam se recolocar, buscar novas oportunidades ou sair do desemprego. Conhecer as tendências, as mudanças e as exigências pode ajudar a escolher os melhores cursos e áreas para se tornar um profissional requisitado. 

Neste conteúdo abordaremos as maiores demandas do mercado de trabalho atualmente, assim como alguns conceitos que podem fazer toda a diferença para você que busca crescer na carreira. Vem com a gente!

Mercado de trabalho: o que é?

É conhecido como mercado de trabalho a relação entre a oferta de empregos e a força de trabalho disponível. De um lado estão as empresas com necessidade de pessoas para realizar as suas atividades e, do outro, profissionais com habilidades para realizar essas atividades.

A análise do mercado de trabalho costuma ser feita antes de optar por determinada profissão, para poder identificar a equivalência entre oferta e demanda, verificando se a situação é vantajosa ou se tende a ser no futuro.

Quando existe uma demanda muito grande de vagas de determinadas profissões e poucos candidatos, as empresas precisam disputar os profissionais e, por isso, acabam oferecendo salários mais competitivos e/ou melhores benefícios. O oposto também pode acontecer. 

Quando há uma área com muitos candidatos e poucas vagas, os profissionais precisam se esforçar mais para se diferenciar no mercado e conquistar as oportunidades. 

Além disso, existem também os trabalhos informais, considerados dessa forma por não terem registro e não pagarem a contribuição previdenciária. Por este motivo, eles podem causar prejuízos à previdência pública, que não consegue receber o valor necessário para pagar as aposentadorias.

Por fim, também é possível participar do mercado de trabalho sendo um profissional autônomo e oferecendo serviços ou produtos como um microempreendedor individual, modalidade que também cresceu muito nos últimos anos.

Setores do mercado de trabalho

O mercado de trabalho é dividido em três setores, de acordo com as atividades econômicas e produtivas. Abaixo você confere mais sobre cada um deles.

Setor primário

Basicamente, é o setor que lida com a matéria-prima. Estão classificadas aqui a agricultura, extração mineral e vegetal e pecuária.

Setor secundário

No setor secundário temos as relações de trabalho que transformam a matéria-prima, como é o caso das indústrias e da construção civil.

Setor terciário

Já no setor terciário estão os serviços formais e informais em que existe a correspondência entre pessoas, como as atividades comerciais. Como o foco aqui não são os produtos, nesse ramo costuma estar concentrada a maior parte da força de trabalho intelectual.

Como o mercado de trabalho está?

Atualmente, o mercado de trabalho está desafiador, tanto para quem está iniciando, como para quem deseja se recolocar ou manter a profissão que possui. A pandemia de Covid-19 e outros fatores trouxeram instabilidade para a economia mundial, fazendo com que seja ainda mais necessário avaliar as decisões. 

Mercado de trabalho no Brasil 

Assim como aconteceu em diversos outros países, a pandemia de Covid-19 prejudicou a produção industrial e causou a redução de salário, além da demissão de diversos profissionais e fechamento de empresas. 

Ela também fez com que a transformação digital acelerasse muito mais rapidamente, uma vez que passamos a trabalhar e usar serviços de forma remota.

Ferramentas que seriam implementadas no futuro, passaram a se tornar indispensáveis para o trabalho home office, por exemplo. Empresas que eram somente físicas, passaram a investir no mercado digital e até mesmo serviços da área da saúde passaram a ocorrer de forma remota com mais frequência. Todas essas mudanças impactaram bastante a economia e as demandas do mercado de trabalho. 

Informações divulgadas em fevereiro de 2022 pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) mostraram que a taxa média de desemprego no Brasil foi de 13,2% em 2021. Na prática, isso significa que a média anual de pessoas desempregadas foi de 13,9 milhões de pessoas.

Esse número alto mostra a crise pelo qual o país passa, que ocasiona em um alto número de pessoas em busca de emprego e torna o mercado de trabalho ainda mais competitivo.

Vamos superar a crise no mercado de trabalho?

A mesma pesquisa citada acima mostrou que podemos ter esperança. A quantidade de pessoas ocupadas no país era de 98,3 milhões de pessoas em maio de 2022, 9,5% a mais do que no mesmo período de 2021.

Reunião de avaliação dos resultados
A recuperação do mercado de trabalho ainda é lenta, mas sobram oportunidades para áreas de Tecnologia da Informação.

A recuperação abrange todas as regiões, segmentos etários e educacionais, além de todos os setores da economia, mostrando como é possível que a economia do país esteja melhorando novamente.

Mercado de trabalho para mulheres

A mulher era vista como responsável pelo lar, pelos filhos e marido e até mesmo o acesso à educação era limitado. Isso só mudou com a I e II Guerra mundial, quando elas precisaram ser responsáveis por atividades exclusivamente masculinas. 

Desde então, as mulheres passaram a buscar seu espaço no mercado de trabalho, mas, em alguns setores, ainda são maioria. Além disso, existem desafios como a desigualdade salarial e a dificuldade em chegar a cargos mais altos. 

Em casos de instabilidade econômica, como a pandemia, as mulheres são as primeiras a sentir o impacto.  O Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV-IBRE) divulgou uma pesquisa que mostrou que, em 2020, a participação delas no mercado de trabalho caiu para 49,45%. O menor número desde que se iniciou a série histórica em 2012.

Em 2021, o número aumentou um pouco, ficando em 51,56%, enquanto a dos homens era de 71,64% no mesmo ano. Isso mostra a disparidade que ainda ocorre entre os gêneros.

<”Veja também o artigo Mulheres no mercado de trabalho“/>

Participação dos jovens no mercado de trabalho

O maior desafio para os jovens no mercado de trabalho é adquirir experiência. Isso porque muitas oportunidades exigem experiência, que não é muito comum para pessoas que acabaram de entrar no mercado.

A situação piorou durante a pandemia, quando, em abril de 2020, a contratação de estagiários e jovens aprendizes caiu 84,9% quando comparado ao mesmo período de 2019.

Por outro lado, a transformação digital trouxe algumas oportunidades que incluem os jovens. A estimativa é que, até 2025, exista um déficit de meio milhão de profissionais, gerando ótimas oportunidades para quem deseja investir na carreira de tecnologia. Inclusive, este é o tópico que abordaremos a seguir.

Investir na cultura digital é o futuro

É chamada de cultura digital os valores, conhecimentos e experiências que ocorrem digitalmente. A tecnologia transformou a sociedade e gerou novas práticas sociais, como o fato de que, hoje, uma música ou um videoclipe podem ser lançados para o mundo todo de uma só vez e, nós, aqui no Brasil, podemos ter acesso a eles em minutos

Também podemos conversar com pessoas do outro lado do mundo, jogar simultaneamente com pessoas de diversos países diferentes e muitas outras ações que eram impensáveis anos atrás.

No mercado de trabalho, muitas mudanças também ocorreram graças à cultura digital. Surgiram novas profissões, foram implementadas novas soluções e ferramentas, além de novas maneiras de fazer processos que já existem a muito tempo. 

Afinal, quem lembra de quando só se pagavam contas depois de horas na fila? E ir de loja em loja para encontrar um produto? Hoje tudo é feito em poucos cliques. E, por trás dessa facilidade, estão diversos profissionais que são responsáveis por torná-las possíveis, desde a infraestrutura de sites e aplicativos, até procedimentos de segurança para realizar transações seguras.

Profissões em alta no mercado de trabalho

O LinkedIn revelou um levantamento das profissões em alta em 2022, com base nos cargos de mais demanda entre janeiro de 2017 e julho de 2021. Abaixo você confere o Top 10.

  1. Recrutador(a) especializado(a) em tecnologia – é o profissional responsável por encontrar profissionais da área de tecnologia. Ele precisa saber reconhecer as competências dos profissionais e encontrar perfis compatíveis com a vaga disponível;
  2. Engenheiro(a) de confiabilidade de sites – avalia e otimiza sistemas. É o profissional que trabalha para realizar o diagnóstico e prognóstico de falhas, além de desenvolver soluções para melhorar a usabilidade da plataforma;
  3. Engenheiro(a) de dados esse profissional gerencia e organiza os dados, além de desenvolver e manter a arquitetura e infraestrutura de plataformas;
  4. Especialista em cibersegurançaé o responsável por analisar e desenvolver soluções de segurança na internet, criando testes e ferramentas de proteção contra ameaças e invasões;
  5. Representante de desenvolvimento de negócios – são os profissionais que atuam com vendas, mas os setores de tecnologia são os que mais os empregam, o que mostra que estão sendo procurados, principalmente, profissionais para vender soluções de tecnologia;
  6. Gestor(a) de tráfego – são os profissionais responsáveis por criar anúncios e analisar as métricas, otimizando para que eles estejam sempre cumprindo com o objetivo (vender, captar dados, entre outros);
  7. Engenheiro (a) de machine learningé o profissional que lida com inteligência artificial e programação de algoritmos, projetando e desenvolvendo sistemas de aprendizagem de máquina.
  8. Pesquisador(a) em experiência do usuário – também conhecido como “UX Researcher”, esse profissional tem como função analisar o comportamento do consumidor e criar testes de usabilidades que ajudem a otimizar soluções.
  9. Cientista de dadosé o profissional responsável por coletar, gerenciar e transformar dados não-estruturados e transformá-los em dados utilizáveis, além de resolver problemas com base nos dados.
  10. Analista de desenvolvimento de sistemas – esse profissional é responsável por desenvolver, projetar, analisar, implementar e fazer a manutenção de sistemas de informação.

Como iniciar a carreira nas profissões em alta do mercado de trabalho?

A melhor maneira de aproveitar as oportunidades é investindo nas profissões que estão em alta. Embora elas exijam habilidades técnicas e também as chamadas soft skills, as remunerações são muito atrativas e existem muitas vagas disponíveis.

Para começar, é preciso, portanto, investir na qualificação profissional, além de buscar sempre se atualizar, uma vez que a tecnologia não para de se reinventar e uma ferramenta que você aprende a usar hoje pode estar completamente diferente e até ter caído em desuso daqui a alguns anos.

Tendência para o futuro do mercado de trabalho

Em março de 2022, a Forbes divulgou uma pesquisa com as tendências para o futuro do mercado do trabalho, sendo que algumas já são realidades aqui no Brasil. Confira abaixo algumas delas.

Empregos no Metaverso

Com o avanço das tecnologias imersivas, o metaverso tem cada vez mais se tornado uma realidade. Uma previsão feita pela Gartner mostra que 30% das empresas do mundo devem entrar nos espaços virtuais até 2026. Entre as profissões estão os storytellers, designers gráficos, professores e o digital manager, um profissional que ajuda as empresas a iniciarem no metaverso.

Trabalho assíncrono

Um estudo da Microsoft e um relatório criado pelo app Trello mostraram que outra tendência é o trabalho assíncrono, ou seja, as equipes não precisam mais trabalhar ao mesmo tempo. Cada um pode ajustar a sua agenda de acordo com as suas necessidades e compromissos e as ferramentas ajudam a fazer com que todos estejam conectados.

Semana de 4 dias

Sim, as empresas estão considerando encurtar a semana. Alguns países que estão testando esse modelo são a Bélgica e o Reino Unido e no Japão algumas já estabeleceram um dia a mais de folga, sem que a produtividade seja prejudicada. Aqui no Brasil, a martech Winnin implementou a novidade e concluiu que a atenção ao bem estar físico e à saúde mental subiu em 50%, além de ter aumentado em 17% o equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

Anywhere Office

O anywhere office (conceito de trabalhar de qualquer lugar) tem sido uma tendência que cresce cada vez mais. Inclusive, as áreas rurais se tornaram destino dos nômades digitais, que buscam mais qualidade de vida fora das grandes cidades. Com isso, os recrutadores também passaram a buscar por profissionais em pequenas cidades, com mais vagas remotas sendo geradas.

Métricas por resultado

Uma pesquisa da Adecco em parceria com a consultoria LHH apontam que, desde 2020, a tendência de avaliar a produtividade pelo resultado e não pelas horas trabalhadas aumenta cada vez mais. A ideia é que a jornada de trabalho não tem mais as mesmas necessidades do que antes, nas linhas de produção fabris. 57% dos entrevistados afirmaram que poderiam fazer o mesmo trabalho que o atual em menos de 40 horas semanais.

Importância do inglês no mercado de trabalho

Além disso, também vale ressaltar a importância da língua inglesa no mercado de trabalho. Se antes era considerado como um diferencial, hoje ter o nível de inglês, no mínimo intermediário, é o pré-requisito de diversas vagas. Além dele, algumas vagas pedem ainda outros idiomas como o espanhol.

A vantagem é que, dependendo da sua área de atuação, você pode trabalhar para empresas estrangeiras ou mesmo ser responsável por um setor que atende outros países. Muitas organizações da área da tecnologia têm buscado profissionais do Brasil e elas pagam em dólar, com opção até de facilitar a mudança de país.

Agora que você já entendeu como está o mercado de trabalho atualmente e quais são as profissões do futuro, que tal começar a se preparar para elas? Assinando o Multi+, a plataforma de educação da Faculdade XP, você tem acesso a mais de 40 opções de cursos, além de possibilitar a candidatura nas melhores vagas de TI.

Guia completo sobre Recrutamento e Seleção: aprenda como fazer e as melhores técnicas

As empresas de hoje estão buscando cada vez mais profissionais com perfis adequados às culturas e os valores da empresa, bem mais do que apenas que saiba as habilidades necessárias da função. Com isso, a área de recursos humanos investe muito na ação de recrutamento e seleção de talentos de forma única e personalizada. 

Você sabe o que significa o processo de R&S? Resumir essa ocupação parece algo simples, mas ser um bom recrutador é muito mais do que analisar o perfil dos candidatos: é conhecer profundamente o processo seletivo da empresa e saber como aplicar da maneira mais certa, além de extrair o melhor do mercado. 

Esse processo está presente de diferentes formas na sociedade e com as inovações tecnológicas se torna ainda mais necessário, devido a mudança de perfil dos profissionais dos diversos segmentos e na atuação do RH. 

Quer saber mais sobre isso? Confira no artigo as principais informações necessárias sobre o processo de Recrutamento e Seleção e todos os fatores que existem ao investir nele. 

O que é recrutamento e releção de pessoas?

Sabe aquela atividade em que você é contatado por um profissional de uma empresa que deseja trabalhar ou recebe uma oportunidade alinhada a sua carreira? Esse é o processo de recrutamento e seleção. São pessoas que analisam possíveis futuros profissionais para a empresa de acordo com os critérios exigidos. 

No entanto, é uma função que vai além de uma análise, os recrutadores têm a função de criar ações de captação e atração de pessoas.  

Explicando cada termo desse processo, ressaltando que eles não são sinônimos.

Recrutamento

É a atividade do RH responsável por atrair candidatos com os perfis ideais para cada vaga. Dentro desse trabalho há o entendimento do que a empresa precisa, a criação do job description, a divulgação em diversos canais, a busca ativa de possibilidades e o recebimento e a triagem dos melhores currículos. 

Importante destacar que quanto mais detalhada e bem empenhada essa etapa, menor será o trabalho e o tempo de execução das próximas, pois apenas os mais indicados realmente passam para a próxima etapa de seleção. 

Seleção

Aqui é a etapa de seleção mesmo, ou seja, quando os candidatos mais adequados aos perfil da vaga são escolhidos e contatados para seguir no processo seletivo, tendo grandes chances de preencher a posição.

Na seleção que ocorrem os testes, as entrevistas, as dinâmicas e tudo que seja necessário para avaliar o profissional que será contratado. 

Sendo que os critérios para essa seleção variam de empresa para empresa e de acordo com as necessidades da posição que está aberta. 

Qual a importância do processo de recrutamento e releção?

Investir no recrutamento e seleção estimula a empresa a não apenas atrair e reter os melhores talentos, como também terem um diferencial no mercado frente às concorrentes. Além de aplicar e comprovar os requisitos da gestão de pessoas.

Afinal, faz com que a empresa conquiste uma boa reputação por um processo seletivo justo e bem construído, além de ter colaboradores eficientes em seu negócio. 

Confira outras vantagens que o R&S pode trazer a sua empresa:

  • Contratações mais alinhadas ao Fit Cultural, ou seja, ao que a empresa precisa;
  • Atração de talentos que vestem a camisa da empresa;
  • Melhoria do clima organizacional;
  • Investir em ser uma marca empregadora;
  • Fortalecimento da estratégia de negócio;
  • Maior produtividade;
  • Melhores resultados para a empresa a médio e longo prazo.

Em resumo, a ideia é que o processo de recrutamento e seleção garanta que todas as contratações estejam alinhadas aos valores e os ideais da empresa, possibilitando que esse profissional tenha uma boa performance e siga o plano de carreira dentro da organização. 

Benefícios de um bom processo de recrutamento e seleção

Sabendo a importância do processo de recrutamento e seleção fica fácil notar os benefícios. Sendo os principais:

Redução de custos

Fazer um processo seletivo normalmente consome bastante dinheiro. Portanto, ter um processo de recrutamento e seleção bem estruturado tem maiores chances de sucesso e menor custo e tempo de execução. 

Diminuição do turnover

A rotatividade dos funcionários é uma taxa que deve ser sempre monitorada porque pode prejudicar a reputação da empresa.

O processo de recrutamento e seleção ajuda a diminuir o turnover, pois as etapas aplicadas contribuem para que o profissional contratado seja o mais compatível às exigências da vaga, o que garante menos chances dele querer sair em algum momento ou fazer algo que precise de demissão.

Fortalecimento da cultura organizacional

A cultura e os valores de uma corporação devem ser sempre trabalhados no dia a dia da empresa e, inclusive, no processo seletivo, para que se selecione aqueles que tenham os perfis realmente alinhados com o que estão buscando. 

Quais são os tipos de recrutamento e seleção?

Primeiramente, é importante destacar que existem principalmente três processos de recrutamento e seleção, sendo que cada um tem suas peculiaridades e vantagens. São eles:

Recrutamento externo 

Caracterizado pela busca de novos profissionais no mercado, ou seja, perfis em que a empresa não possui e deseja encontrar. 

Assim, é um tipo que pode haver indicação, divulgação por parte da empresa, utilização de agências, banco de talentos, e outros modelos, embora possa custar um pouco mais para a empresa.

Normalmente é um modelo que alcança um grande número de candidatos. Logo, sua vantagens giram em torno de: 

  • Alimentação do banco de dados para futuras oportunidades;
  • Possibilidade de novos perfis que podem agregar à empresa;
  • Aumento da visibilidade da instituição;
  • Fortalecimento da cultura organizacional.

Recrutamento interno

Aqui é quando há uma análise de talentos que já estão dentro da empresa, ou seja, aproveitar um funcionário que quer mudar de área, que sabe uma habilidade específica e quer crescer em outra função ou setor. 

Assim, essas vagas são divulgadas internamente para quem se interessar, ou os gestores definem os profissionais que se enquadram melhor à nova função. Dentre as vantagens estão:

  • Ser um processo mais rápido e barato;
  • Engajar os colaboradores;
  • Retenção de talentos.

Recrutamento misto

É quando a empresa abre a vaga para todos os candidatos, tanto de dentro da empresa quanto pessoas de fora que nunca trabalharam na instituição. Nesse sentido, é um modelo que atrai muitas pessoas interessadas e fica a critério da empresa decidir o melhor perfil.

As vantagens desse modelo são:

  • Mais possibilidades de candidatos;
  • Mais chances de encontrar o mais adequado para a vaga;
  • Aumento da visibilidade da instituição.

Quais profissionais fazem parte do recrutamento e seleção?

Como citado anteriormente, a função do profissional de recrutamento e seleção é encontrar talentos que possam ocupar as vagas em aberto nas empresas da forma mais alinhada ao perfil de culturas e valores mapeados.

Esse profissional de RH que atua como R&S tem um papel cada vez mais estratégico dentro das empresas. E, muitas das vezes, são profissionais com outros nomes comuns. 

Veja abaixo quais são esses profissionais e quais as skills de cada um:

Recrutador

Funcionário da empresa que é designado a realizar tudo que for necessário para a contratação de um novo funcionário;

Headhunter

Normalmente é um prestador de serviço que é contratado com a função de encontrar profissionais com perfil e habilidades mais técnicas ou executivas.

As empresas têm o costume de utilizar esse serviço para ganhar tempo e pela facilidade que esses profissionais têm com o mercado em atrair os melhores talentos. 

Business Partner

É o parceiro de negócio, ou seja, tem um conhecimento aprofundado de todos os setores da empresa, mais expertise e ajuda na contratação mais estratégica de novos funcionários.

Analista de R&S

Tem uma função mais generalizada, pois é aquele que vai atuar desde a etapa operacional de alinhamento do perfil com o gestor da área, divulgação das vagas, triagem e seleção dos currículos e contato com os candidatos até a entrevista preliminar para confirmação das informações descritas.

Psicólogo

Em algumas instituições também atua como recrutador ou analista de R&S, já que as suas habilidades de avaliar comportamento e outras características podem ser fundamentais para boas contratações.

Por isso que algumas empresas mantém um psicólogo para a aplicação de testes de comportamento e acompanhamento dos funcionários.

Etapas do processo de recrutamento e seleção

Entendendo toda a parte conceitual, chega o momento da prática. Caso você queira estruturar um processo de recrutamento e seleção na sua empresa, existem alguns pontos que precisam ser considerados.

Confira abaixo as principais etapas de um processo de R&S:

#1 Estude os requisitos da vaga

O primeiro passo ao necessitar de um novo candidato e abrir uma vaga é entender qual é o perfil desejado pela empresa. Isto é, você deve conversar com o gestor e as pessoas do setor o que é necessário para esse novo profissional, requisitos da função. 

#2 Crie o job description

Sabendo dessas principais informações, crie a descrição da vaga para poder destacar os principais pontos na hora das pessoas se candidatarem.

#3 Divulgue a vaga

Sendo uma das etapas mais importantes no processo seletivo. É o momento de divulgar a oportunidade em diversos canais e fazer uma busca ativa de possíveis candidatos, pedir indicações, etc.

Importante que na hora dessa divulgação a comunicação seja transparente, para que os candidatos que se aplicam a vaga sejam mais qualificados.

#4 Faça uma triagem de candidatos

Aqui os profissionais de R&S se dedicam a avaliar os currículos e selecionar quais são os mais indicados para a próxima etapa. 

Nesse momento é avaliado muito mais o que o profissional tem de habilidade e experiência para depois fazer uma avaliação mais comportamental. Assim, pode se beneficiar da tecnologia como execução, usando uma ferramenta que filtra os requisitos selecionados.

#5 Analise os candidatos pré-selecionados

Nessa etapa, é possível aplicar testes de raciocínio lógico, teste comportamental DISC, competências, Fit Cultural e outras avaliações personalizadas de acordo com cada vaga.

Daí é o momento de avaliar quem é o mais alinhado aos requisitos e aos perfis da vaga. 

#6 Dê feedback a todos os participantes

Depois de avaliar os candidatos, é hora de enviar a proposta para aquele que se encaixou melhor e dar um retorno a todos os outros que não foram escolhidos. 

Muitas empresas costumam falhar nessa etapa e deixar os candidatos sem feedbacks. Isso além de gerar frustração nas pessoas, também cria uma imagem negativa em relação à sua empresa.

RH estratégico, por que é importante para as empresas?

Com tantas vantagens e profissionais que envolvem o recrutamento e seleção de pessoas, é importante ressaltar que essa área tem se tornado cada vez mais estratégica dentro das corporações.

Por isso o RH estratégico é um setor que vem crescendo cada vez mais no mercado. É ele quem observa e analisa os profissionais de forma tática, a partir de dados pela tecnologia, e toma decisões mais assertivas que visam o crescimento da empresa, bem como a rentabilidade da mesma e o sucesso profissional de todos que estão nela. 

Algumas das suas principais características são:

  • Visão global da empresa;
  • Boa comunicação e capacidade de se relacionar;
  • Atualização constante;
  • Se preocupam com ambiente de trabalho;
  • Tem uma participação ativa no dia a dia da empresa;
  • Posiciona os talentos em posições nas quais vão render mais;
  • Melhora a comunicação interna;
  • Saber ouvir a equipe de trabalho.

Segundo pesquisa da revista Harvard Business, as empresas que têm um RH estratégico possuem 51% a mais de desempenho que as outras

Portanto, o RH estratégico vai além das contratações, garantindo que as pessoas se mantenham engajadas, produtivas e com valores alinhados ao da instituição. Também é caracterizado pela comunicação horizontal. 

Então, complementar o processo de recrutamento e seleção com uma forma estratégica vai transformar sua empresa como um todo e estimular a ter os melhores talentos e resultados. 

Agora que você já sabe tudo sobre a definição do recrutamento & seleção, características, importâncias, tipologias, etapas e como aplicar na sua empresa, só depende de você para fazer dar certo. 

Está preparado para melhorar a sua empresa como um todo? Seja um dos empreendedores de sucesso do mercado. 

Diagrama de Gantt: saiba mais sobre esse gráfico e sua importância nos projetos

É sempre importante contar com ferramentas que contribuam para que seus projetos sejam colocados em prática, não é verdade? Talvez você já tenha ouvido falar do diagrama de Gantt, mas não saiba do que ele trata.

A questão é que esse termo é muito utilizado pelas empresas e por equipes de grandes projetos já que se torna um passo essencial para a execução do mesmo. 

Embora à primeira vista possa parecer complexo, seus princípios são de fácil entendimento. Neste artigo você vai entender o que é o diagrama de Gantt, qual a sua finalidade, como fazer um e onde utilizá-lo.

O que é diagrama de Gantt?

Criado pelo engenheiro americano Henry Gantt no início do século XX, o diagrama de Gantt é uma espécie de gráfico em barras horizontais comumente utilizado para representar o cronograma de projeto com suas tarefas e eventos

Ou seja, uma ferramenta visual que as pessoas utilizam para controlar e gerenciar a execução de um projeto, uma vez que ele permite a listagem de tudo que precisa ser feito para se iniciar a prática, bem como dividir cada atividade e estimar o tempo de cada execução. 

No início, o objetivo do do diagrama era organizar as etapas de um processo de produção. No entanto, com o passar do tempo a ideia foi adaptada e agregada pela área de gestão de projetos, principalmente aquelas que investem em metodologias ágeis, como o Scrum

Qual a finalidade do gráfico de Gantt?

O diagrama de Gantt é feito em barras, sendo que cada uma delas representa uma tarefa específica do projeto, e o comprimento indica o tempo que foi estimado para a conclusão da tarefa.

Assim, tem como finalidade e vantagens:

  • Ter um panorama geral do cronograma do projeto, pois permite toda uma visão que deixa a execução do projeto organizada; 
  • Otimizar tempo de execução das tarefas;
  • Dividir as atividades atribuindo responsáveis para cada etapa pré-definida;
  • Mostrar as relações entre as atividades de forma que exemplifica como cada uma depende da outra;
  • Criar e gerir projetos mais complexos;
  • Aprimorar a gestão de recursos da equipe, já que cada um terá a sua responsabilidade;
  • Definir os prazos de entrega;
  • Acompanhar e monitorar todo o andamento do processo.

Como fazer o diagrama de Gantt?

Assim como qualquer outro gráfico, o de Gantt é dividido pelos eixos vertical e horizontal, sendo o primeiro o que contém as atividades que precisam ser realizadas, e o horizontal é o tempo de início e término de cada uma dessas atividades. 

A partir disso, para sua execução é importante seguir algumas etapas para funcionar adequadamente, sendo elas:

#1 Liste todas as atividades necessárias ao projeto

Esse é o primeiro passo ao se construir um diagrama de Gantt. Lembrando que as atividades genéricas devem ser quebradas em atividades menores para facilitar o acompanhamento de cada uma. 

O objetivo aqui é focar em detalhar todas as atividades importantes para melhor divisão e administração.

#2 Identifique as relações entre elas

Isto é, já tendo as atividades listadas, é o momento de identificar quais dependem uma das outras, porque se assim forem devem ser agrupadas e feitas no mesmo tempo para minimizar erros.

Depois, coloque em ordem as atividades restantes, respeitando a sequência de execução de cada uma, desde que todas sejam colocadas no eixo vertical e uma abaixo das outras.

#3 Determine o prazo e os responsáveis 

Já separada as atividades, é a hora de definir as prioridades, os prazos de execução de cada tarefa e quem serão os responsáveis

Nesta etapa você deve colocar essas informações de forma sucinta no eixo horizontal. 

#4 Sempre adapte o seu trabalho a partir do andamento 

É inevitável que haja mudanças de planos, portanto é necessário que se modifique o trabalho à medida que os planos mudam.

Por isso, é importante contar com uma ferramenta que atenda a essas necessidades e sempre monitore tudo que está acontecendo na execução de cada responsável. 

#5 Escolha um lugar para guardar o gráfico de Gantt

Você pode hospedá-lo em diversos lugares. O importante é pensar em um local acessível e que as informações ficam salvas, em um programa ou software, como o Excel, ao invés de um planejamento de post-its que pode se perder, ou o Jira, o Wrike ou o Pipefy.

Gráfico de Gantt no Excel

A primeira opção de execução é o Excel, pois você pode criar fórmulas e gráficos dinâmicos que podem automatizar o processo de atualização e cálculo de prazos de acordo com suas necessidades. 

Confira alguns passos de como montá-lo na ferramenta:

  • Passo 1: Monte um quadro com quatro colunas, inserindo em cada uma a legenda de “Atividade”, “Início”, “Duração” e “Término”. Depois acrescente quantas linhas forem necessárias e preencha com as informações;
  • Passo 2: Clique em “Inserir”, em seguida no ícone de gráficos 2D, e selecione a opção “Barras Empilhadas”;
  • Passo 3: Clique com o botão direito no gráfico e clique na opção “Selecionar Dados”, depois clique em “Adicionar”;
  • Passo 4: Configure o gráfico analisando o intervalo de datas do início e término das atividades. Então, escreva em duas células uma data mínima, para começar o gráfico, e uma máxima, para terminar.

Essas são apenas algumas das principais etapas, mas apenas na prática e com o conhecimento da ferramenta você conseguirá desenvolver. 

Onde utilizar o diagrama de Gantt?

Agora que você entendeu a parte conceitual e a execução, fica a dúvida de como e onde utilizar esse gráfico, certo? Confira as três principais situações mais comuns:

#1 Mapeamento de campanha de marketing

Por serem campanhas grandes e que demandam planejamento, colaboração e coordenação, o diagrama de Gantt se torna um facilitador, sendo o meio de definir e organizar todo o processo. 

Assim, as pessoas da equipe sabem tanto quem é o responsável de que, quanto o que cada tarefa impacta na outra e a contribuição de cada uma para o objetivo principal.

#2 Definição de entregáveis para clientes

Com o diagrama as pessoas têm a possibilidade de acesso a um cronograma de todos os entregáveis e com todas as expectativas em relação aos prazos de cada tarefa.

Assim, com tudo planejado e monitorado, os clientes vão saber quando um item será entregue, e também quando se trabalhará nele.

#3 Planejamento de lançamento de produto

Outra campanha de grande necessidade de planejamento é a de lançamento de produtos. Por isso, com o gráfico de Gantt é possível mapear todo o planejamento, dividir as tarefas e ainda ser de fácil monitoração. 

Gostou do conteúdo? Saiba mais sobre essa metodologia e outras que envolvem gestão de processos.